A Estatística

A Estatística é um ramo da Matemática mas também um instrumento da Política.

Ela é usada no reino da quantidade mas é totalmente cega no mundo dos detalhes qualitativos, aqueles que realmente definem a essência das coisas e, na medida em que isso é humanamente possível, espelham a verdade.

A Estatística domina, há muitos anos, a maioria dos processos que o Homem utiliza para adquirir Conhecimento, ou pelo menos a ilusão dele. Acontece que a exactidão da Estatística é permeável à intencionalidade da inquirição e do inquiridor. Dito de outro modo, é possível retirar da Estatística uma conclusão que foi previamente e por convenção estabelecida como verdadeira, ou desejável, bastando para tal colectar, inquirir e interpretar os números de acordo com mecanismos matemáticos que garantem, com enorme probabilidade, uma resposta experimental que a confirma. Mesmo que contradiga a realidade.

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As emoções sociais, não tendo exactamente as mesmas características das emoções básicas, têm uma origem neurofisiológica muito aproximada, ou mesmo comum. As emoções básicas, como o amor, o medo ou a repulsa, são, contudo, do ponto de vista neurofisiológico, muito mais antigas, resultando as emoções sociais, como, por exemplo, a admiração ou a compaixão, de estados evolutivos alcançados em tempos mais recentes, sendo a expressão do processo contínuo de aperfeiçoamento do ser humano.
Ainda assim, António Damásio distingue dois tipos de admiração e de compaixão, conforme a sua filiação neurofisiológica e anatómica ao aparelho músculo-esquelético ou ao meio interno e às vísceras.

A admiração que sentimos pelos feitos extraordinários de um grande militar ou de um grande atleta, é uma emoção social com uma origem neurofisiológica diferente, embora simétrica, da admiração que sentimos por um homem santo ou um grande benemérito da humanidade. O mesmo acontece com a compaixão, outra das emoções sociais mais importantes, que sentimos perante quem é exposto a sofrimento físico ou, diversamente, a sofrimento moral ou “mental”.
Existe, contudo, uma diferença importante entre estes dois tipos de emoções sociais. A admiração pelo atleta e a compaixão pela dor física, são emoções que se instalam e também desaparecem com mais rapidez do que a admiração pelo Santo e a compaixão pelo sofredor moral. Dir-se-ia que são emoções mais superficiais, reacções da pele, ligadas neurológica e anatomicamente ao aparelho músculo-esquelético, a estrutura do corpo que permite o movimento no espaço, a deslocação. Numa palavra, a transitoriedade.

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A política como exemplo de Virtude para os jovens

Não passou muito tempo pela eleição de Trump. Quase todos os líderes europeus fizeram observações apocalípticas sobre essa bizarria. Era um bronco, um ignorante, um populista perigoso. Hoje todos “compreenderam” o ataque à Síria.

Isto não é política internacional. É a política.