Urbanizações que Caem aos Bocados

urbanismo-bragaHeranças do mesquitismo? (via fb)

A esperança na esquerda europeia do Tó-Zé

Continua a dar que falar em França. Desta vez nem foi Hollande, mas alguém que sempre lhe foi próximo. Porque Sarkozy também não deixou muitas saudades, estes pequenos episódios, somados às promessas por cumprir, ajudam a explicar o crescimento da Direita tradicional e até de Martine Le Pen, que agradecem aos socialistas franceses, que desde Mitterrand não têm emenda.

Coisas que se encontram no facebook…

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Corramos todos a libertar o Cravo

Que o artista Bordalo II tão bem retratou na Rua José Gomes Ferreira, em Campo de Ourique.

Uma imagem vale mais do que mil palavras? Vale mais do que um milhão e retrata fielmente o que me vai na alma.

Amanhã vou para a rua gritar.

25 de Abril Sempre, Fascismo Nunca Mais!

cravo engaiolado

“Momento de Praxe”

cabido-de-cardeaisComunicado do “Cabido de Cardeais“.

Portugal dos pequeninos #1

Maria Helena Loureiro

Portugal dos pequeninos
O senhor F tinha uma loja de tecidos e atoalhados mesmo ao lado da igreja. Pelo menos uma vez por mês, a minha avó pegava na carteira e em mim e ia até à loja onde o senhor F, solícito, lhe puxava um banquinho torneado para ela se sentar enquanto ele desdobrava metros e metros de tecido para vestidos, camisas, naperons, toalhas, guardanapos, fardas e aventais para a criada de dentro e para a criada de fora e panos.
Um dia a minha avó não me levou e, quando chegou a casa, ouvi-a a cochichar com a senhora Gracinda, “coitado … e logo com um caixeiro-viajante … que vergonha…”
E, durante muito tempo, lá ficou, na loja e na minha memória, o senhor F, sempre vestido de um meio luto que o esbatia no meio das fazendas de inverno e me levava a assoar furiosamente para disfarçar as lágrimas que teimavam em me envergonhar, sem perceber nem por que vinham nem por que brilhavam os olhos míopes da senhora Gracinda, “aluada … e logo com um caixeiro-viajante … que vergonha…” [Read more…]

Luís Pessoa queria prender pides quando chegasse a hora

TSF ocupada

Um grupo de cerca de 50 pessoas ocupa as instalações, e a emissão em directo da TSF, “em defesa do direito à palavra“.

O 25 de Abril dos Aventadores e dos seus leitores

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No dia em que a Revolução faz 40 anos, os autores do Aventar que assim o entenderam contam as suas vivências deste dia.

Convidamos também os leitores a publicarem, como bloguer convidado, o seu 25 de Abril, vivido em pessoa ou, para os mais novos, pelos relatos que lhes chegaram. Podem enviar os textos e fotografias para o email seguinte: aventador-convidado

Os artigos sairão ao longo do dia 25. Aqui fica o convite: vá por aqui passando.

O novo Portugal imperial

pigsPortugal tomou de assalto, em 2011, vários países europeus sem que se desse por isso. Fenómeno único na história da humanidade, apenas é conhecido entre os que escutam a propaganda do governo, já que se tratou de uma ocupação silenciosa, discreta, mas oportuna.

Assim, hoje sabemos que a responsabilidade da subida das taxas de juro diligentemente operada pelos míticos mercados nos países assinalados a vermelho só pode ter uma explicação: a política económica do anterior governo, tal como acabamos de constatar que a sua descida é fruto da acção diligente do actual.

Temos assim que José Sócrates, que governava em Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha, teve como sucessor Passos Coelho, o milagreiro que hoje celebra uma estrondosa vitória. Governantes de Pigs, diz-se em inglês, e há uma vara que acredita na palavra do seu porqueiro.  Aguarda-se o alargamento do nosso novo império, mal para os lados BCE se dê mais uma reviravolta política (será desta que nos vingamos dos séculos de saque britânico?).

Pior do que a imbecilidade, só a estupidez de nos acharem ainda mais imbecis que os próprios imbecis que repetem este mantra em pose de profunda descontracção.

Três mortes em Braga

braga_queda_muro_RUMQueda de muro que pertence a ninguém cai sem avisar e mata três pessoas.
Nenhuma delas sou eu.

Não há problema, abre-se já a caça ao Coelho

«Não se deve esfolar um coelho antes de o caçar», diz Passos Coelho.

caça ao coelho

O outro candidato da direita portuguesa

Seguro e Assis

Francisco Assis, o homem que catapultou o Renault Clio para o estrelato da showbiz político nacional, aproveitou a Quadra Pascal para nos relembrar, uma vez mais, que o PS de socialista só tem o nome e alguma propaganda, já muito gasta e cada vez menos convincente. Em declarações à Radio Renascença, e imbuído do espirito católico, apostólico e romano que por ali se respira, reforçado pela data simbólica e pelo seu nome abençoado, Assis pregou ao seu eleitorado natural, situado no centro mas inclinado para a direita do espectro, para o informar que está alinhado com Durão Barroso na luta pela ascensão do bloco central.

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Quando?

 Maria Helena Loureiro

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Um miúdo berra de uma ponta do restaurante e o outro guincha da ponta oposta. O casal à nossa frente olha para toda a gente menos um para o outro num silêncio ampliado pelo raspar dos talheres nos pratos. “Já te disse que o Caetaninho morreu?” “Já mamã. Fui eu que lhe disse. Há meses…” Uma excursão de espanholas de meia-idade entra de rompante e instala-se a confusão geral, com os miúdos a gritar em uníssono, as espanholas cada uma para seu lado, os empregados uns para os outros, em correria, a tentar controlar as espanholas e a mulher do casal a implicar com a empregada porque é comida a mais. “Já te disse que o Caetaninho morreu?” “Já mamã. Há 2 minutos…” Uma das espanholas, alta, musculada e de peruca ruiva, sobe e desce as escadas à procura da casa de banho, no rés-do-chão. Outra espanhola, leque numa mão, corre atrás dela e tenta, em vão, tirá-la das escadas. Um terceiro miúdo junta-se aos outros dois que se calam por segundos, mas recomeçam a chinfrineira desta vez a três tempos. “Já te disse que o Caetaninho morreu?” “Não mamã. Quando?”

Cavaco contra intrigas, agressividades, crispações e insultos na política

Diz o homem da presidência que inventou a intriga das escutas em Belém.

O 25 de Abril e a escola de Durão Barroso e Nuno Crato

Santana Castilho *

Tornou-se um lugar-comum dizer que a história da Educação da democracia é a história de sucessivas reformas avulsas, quase sempre descontextualizadas e elaboradas sem o concurso dos docentes. Mas a esta característica consensual veio acrescentar-se a desolação dos anos de Crato. Os constrangimentos impostos pela crise sofreram a interpretação de um fanático dos resultados quantitativos que, incapaz de ponderar os efeitos das suas políticas, está a produzir sérias disfunções no sistema de ensino, que nos reconduzem à escola de 24 de Abril, aquela que Durão Barroso evocou e celebrou há pouco, no antigo Liceu Camões. Porque ambos nos querem fazer acreditar que o sonho de modernizar o país foi um erro, que estava acima das nossas possibilidades, que devíamos ter continuado pobres e sem ambições, a eles e a todos os que olham a Educação como mercadoria, aos que ainda não tinham nascido em Abril de 74 e hoje destroem Abril com a liberdade que Abril lhes trouxe, importa recordar, serenamente, o que Abril fez: [Read more…]

A memória ainda não é assim tão curta

Depois de terem escolhido ir além da troika, optando por metas mais agressivas do que o acordado, e de terem por estratégia equilibrar as contas públicas através a redução de rendimento dos portugueses, vem o PSD/governo/CDS dizer que discorda da troika.

“Nós respeitamos sempre as
opiniões de todas as instituições. É
sabido que eu tenho há muito
tempo uma divergência latente com
muitas das posições do FMI.
Discordo frontalmente dessa
opinião do FMI sobre o salário
mínimo”, declarou Marco António
Costa à Lusa.

O chefe de missão do FMI Subir Lall
afirmou na segunda-feira ser
“prematuro especular sobre o
aumento do salário mínimo”. Uma
declaração que mereceu resposta
por parte do vice-primeiro-
ministro, Paulo Portas, ao reiterar
a disponibilidade do Governo para
discutir o aumento do salário
mínimo no momento em que o
programa de assistência financeira
está a terminar. [P]

Acredita quem quer que isto não é conversa eleitoral por parte do partido liderado por aquele que declarou estar-se nas tintas para as eleições.

Sempre

alfredo cunha 25 abril
25 de Abril de 1974, Fotografia de Alfredo Cunha.

Saída limpa seria assim

O 25 de Abril em Barcelos

jornal-de-barcelosO 25 de Abril na capa do Jornal de Barcelos na sua edição de amanhã, inteiramente ilustrada por alunos do Mestrado em Ilustração e Animação do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (Barcelos).

Leitura recomendada a retornados   mentirosos

Uma “descolonização exemplar” teria sido possível?

Medo da Solidão?

moomin_never_aloneCom o Moomin, nunca estás só!

Falta de hábito

marques pombal vandalismo

O facto de um 29 de Fevereiro só ocorrer de 4 em 4 anos explica porque quem calhou nascer nesse dia não saiba muito bem como comemorar o seu aniversários nos intervalos. Os bem-humorados sempre se gabam por envelhecerem menos.

Clubes bissextos têm adeptos sem hábitos de vitória, e as consequências estão à vista. Nem sequer reparam no ridículo de acharem que ganharam um campeonato, quando o que sucedeu é que houve quem o tenha, por sua exclusiva culpa, perdido. Tristezas de um clube do anterior regime, que Abril relegou para o plano secundário que bem lhe fica e bem merece.

Miguel Sousa Tavares acha um exagero as comemorações do 25 de Abril

Adalberto Faria

Eu «compreendo»! O Miguel Sousa Tavares dizia ontem na SIC não compreender tanta comemoração, e em profundidade, sobre os 40 anos do 25 de Abril, e que para quê tanto ruído, se este nada dizia às duas últimas gerações?!! Obviamente que, a comer e a beber como anda, deve andar com pouca inspiração para as suas participações televisivas e não trazia a lição ou o tema preparado. Além disso, já percebeu muito bem que sem se «tornar» polémico, vende pouco, e sem a TV, provavelmente não venderia o número de livros que vai vendendo.
Mas é muito simples «desarmá-lo» e já: OBVIAMENTE QUE NÃO PERCEBO ENTÃO PARA QUE TEREMOS NÓS QUE RECORDAR A MORTE DA SUA MÃE, OU OS FEITOS DO PAI TAMBÉM, A QUEM OBVIAMENTE DEVE A SUA NOTORIEDADE E «ENTRADA» PARA OS ‘MEDIA’, indirectamente. Mais, diz ele que sim senhor, que no 25 de Abril os aplaudiu, aos capitães na rua, mas que foi somente porque nos livraram do jugo fascista «NO MOMENTO»!
Muito bem: então para quê agradecer a Mandela, e a Gandhi se estes livraram o povo do jugo dos seus opressores há tanto tempo ou mais ainda que os nossos? E para quê então lembrar todos os outros que passaram, e aos quais nenhuma geração tem grande interesse como a Luís de Camões, D.Afonso Henriques, Catarina Eufémia, José Afonso, ou aos poemas da mãe dele? Para quê enviá-la para o Panteão se às duas últimas gerações isso pouco interessa, mas sim um novo Ipad, ou uma viagem ao Bali para surfar? [Read more…]

Uma lição de civismo

Recentemente, teve lugar o funeral do ministro das Finanças do governo do Canadá, Jim Flaherty. O funeral saíu da Catedral (anglicana) de St James, a mesma onde a Raínha Isabel participa da missa quando vem a Toronto. Há pouco mais de um mês Flaherty pediu a demissão do cargo, invocando razões pessoais, e soube-se agora, pelos elogios fúnebres, que desejava ter-se demitido já em 2008, não o tendo feito por imperativo de consciência: estava tão preocupado com a situação internacional que entendeu ser seu dever manter-se no posto e dar tudo por tudo para que o Canadá não sofresse de recessão nem com a crise que abalou tantos países. Conseguiu o que desejava. E assim, o político deixou o governo, em paz com a sua consciência, para se dedicar à família por inteiro. Mas Deus entendeu dar-lhe o eterno descanso. [Read more…]

Do Androids Dream of Electric Sheep?

A nova versão do robot da Honda, ASIMO, a executar tarefas complexamente triviais, como abrir um termo e verter o conteúdo num copo de plástico.

* Do Androids Dream of Electric Sheep?

E agora já sabemos quem comeu os ovos todos!

A Alemanha optou pela quantidade. Reuters / Fabrizio Bensch (@ http://qz.com/200297/happy-easter-eggs-eastern-europe/) A Alemanha optou pela quantidade. Reuters / Fabrizio Bensch .

Mamas Grandes?

Que exagero!

Confirma-se: era apenas para ir ao bolso

hipocrita

A preocupação com a saúde dos portugueses era, como já sabíamos, mera hipocrisia. Porque se fosse sincera, começaria por se proibir o uso de silicone em produtos alimentares (!!!) e baniria os hidrogenados da comida industrial de uma vez por todas .

Sem vergonha na cara, agora afirmam que vão a outro lado buscar os 300 milhões de euros em falta. Em política não vale tudo, lembram-se, ó tristes?

Arquivo da British Pathé disponível no Youtube

Mais de 85 mil filmes históricos (canais disponíveis).