Vale a pena ver este documentário, que explica as razões da actual crise, explicando como a solução encontrada para a combater, mais não foi que procurar apagar um fogo atirando-lhe gasolina. A próxima será inevitável…
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Vale a pena ver este documentário, que explica as razões da actual crise, explicando como a solução encontrada para a combater, mais não foi que procurar apagar um fogo atirando-lhe gasolina. A próxima será inevitável…

“O problema é deles“, disse Assunção Esteves sobre a intenção da Associação 25 de Abril discursar na sessão solene comemorativa da revolução. Medo de ouvir o que se não quer ouvir? Compreendo, em vésperas de eleições mais vale uma pequena polémica encetada por uma figura menor do que parangonas sobre o que pudesse vir a ser dito na Assembleia da República.
Alexandra Lucas Coelho foi premiada num do mais importantes prémios atribuídos em Portugal. Dou-lhe os meus sinceros parabéns. E ainda bem que no seu discurso disse o que lhe apeteceu.
Mas o texto aqui escrito por Sarah Adamopoulos (que não conheço) leva-me a dizer o seguinte: quem fingiu, e bem, que havia cultura no governo foi Gabriela Canavilhas e o seu SEC de então; e nessa matéria foram muito bem secundados por Francisco José Viegas, e apenas com uma diferença, é que com Sócrates havia Ministério da Cultura e Secretaria de Estado da Cultura, e com Passos Coelho não há MC mas também não há SEC. A reestruturação dos serviços da área da Cultura feita por FJV é a mesma que estava preparada anteriormente, e que apenas pode ser adjectivada de vergonhosa, aliás como a sua prestação como SEC.
Com isto não estou a defender que com Jorge Barreto Xavier é que a coisa está boa, nem que a sua intervenção quando do prémio tenha sido correcta. Outro aspecto tem a ver com o prémio monetário. Se, como se diz, o prémio tem uma parte de dinheiro público, então direi que como contribuinte não quero que os meus impostos sejam aplicados em prémios literários. Claro que essa decisão não é minha, é de um governo, este ou outro, que seja legitimamente eleito. E por isso este país não é de Cavaco Silva, como diz Alexandra Lucas Coelho, mas também não é de Siza Vieira, ou de qualquer outra estrela da nossa área dita cultural.
Quanto ao papel que deve ter um Secretário de Estado da Cultura de qualquer governo, pergunto, e então o património cultural? E a língua, que é também património? E o Acordo Ortográfico? Como ficamos?
Como dizia um primo meu, esta malta acha que a cultura é uma casa à parte do país.
*Título de um livro de Manuel Vásquez de Montalbán, cuja leitura recomendo
Não, o Expresso não adopta o Acordo Ortográfico de 1990 e o anúncio feito no editorial de 26 de Junho de 2010 foi areia atirada aos olhos dos leitores. Sim, em 2010. Aquilo que o Expresso adopta é isto. Sem mais comentários. Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
Sacode para a CRESAP, a qual por sua vez “desconhecia e desconhece se o Doutor Queirós se encontra impedido por decisão judicial ou outra” e sacode a água do capote alegando que ”o Doutor Queirós assumiu, sob compromisso de honra, que não possuía qualquer incompatibilidade, impedimento e inibição para o exercício de dirigente superior da Administração, nos termos da lei”, concluindo que não é “órgão de polícia” e que deve ser o Governo a tratar do caso, ficando assim patente que esta entidade não escrutina devidamente os concorrentes e nem sequer lhes pede o registo criminal.”
António Manuel de Almeida dos Santos Queirós foi sentenciado em 2013, pelo Tribunal de Coimbra “onde se refere que “em consequência desse acto, António Manuel de Almeida Santos Queirós, atentos os factos constantes e exarados na sentença, inibido para o exercício do comércio durante um período de 9 (nove) anos, bem como a ocupação de qualquer cargo de titular de órgão de sociedade comercial ou civil, associação ou fundação privada de actividade económica, empresa pública ou cooperativa”.
António Manuel de Almeida dos Santos Queirós é candidato a Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.
Conheço a Alexandra Lucas Coelho há muitos anos, somos mais ou menos da mesma geração de jornalistas, creio que ela mais nova. Recordo uma viagem que fizemos juntas há muitos anos pela então recém-inaugurada rede de bibliotecas públicas. Creio que trabalhava então para a Antena 1. Conheço-a mal, não somos amigas, há anos que não a vejo, mas conheço o que escreve e gosto do que leio – há um entendimento entre nós que passa pela escrita, pelo jornalismo que olha para as sociedades de hoje, mas talvez, e sobretudo, pelo jornalismo literário, pelos melhores escritores, editores, livros, pelo amor pelas belas letras que formam o poema (e o poema pode não ser poesia), para falar disso que me une a umas esparsas pessoas, que por vezes mal conheço mas que habitam essa parte incerta onde também sou.
Li o discurso que a Alexandra Lucas Coelho proferiu na cerimónia de atribuição de um dos mais importantes prémios literários do País, que este ano a contemplou a ela. Dou-lhe os meus parabéns, tenho a certeza de que o seu livro o merece. Lucas Coelho escreve muito bem, há muito que reconheço nela uma escritora. Hei-de ler o seu livro seguramente. Dou-lhe também os meus parabéns pelo discurso que fez. Numa altura em que praticamente não se ouve ninguém, em que os escritores se calam, num silêncio de chumbo que pessoalmente me pesa (como a muitos mais, tenho a certeza), é muito bom haver alguém que se chega à frente para dizer o que muitos gritam mas ninguém ouve. Talvez tenham medo que Jorge Barreto Xavier os censure por serem «primários». [Read more…]
Obviamente que discordo do José João Cardoso e também do Vítor Cunha. Um e outro têm estado entretidos a esgrimir argumentos económicos contra e a favor o aumento do salário mínimo ou até a necessidade da sua existência. Ambos esquecem no entanto algo importante, diria mesmo fundamental. O direito individual. Se eu quiser trabalhar sem remuneração, ou por valor residual, devo ser impedido de o fazer? Nesta matéria entendo ser perfeitamente dispensável qualquer legislação. Cada trabalhador saberá melhor que ninguém o que pode ou não aceitar. Todos temos um valor abaixo do qual nem sequer mexemos um dedo. Só isso! A questão económica deriva da liberdade individual e não o contrário, como determina a existência de legislação, que tem o efeito perverso de colocar as pessoas no último lugar.

© André Carvalho (http://bit.ly/1mYHW6p)
Conta o Expresso que Tânia Ribas de Oliveira vai apresentar o concurso Fartura da Sorte. O *fatura que surge na notícia é, obviamente, uma lamentável gralha.
Aliás, com esta notícia, fiquei a saber imensa coisa: às farturas elegíveis está associado um número de identificação fiscal, quem pedir farturas pode ganhar um Audi e as farturas sorteadas em Abril são as emitidas em Janeiro — não sabia que havia emissão de farturas: no meu tempo, as farturas eram fritas, viradas, escorridas, cortadas, passadas por (ou “polvilhadas com”, parece que a doutrina se divide) açúcar e canela e, por fim, comidas. Contudo, pelos vistos, sim, as farturas também podem ser emitidas e, inclusive, titular aquisições.
A imprensa não contou o que o secretário de Estado da Cultura disse sobre o discurso de Alexandra Lucas Coelho e foi pena. Vale a pena ler o resumo que a autora publica.

Na parte que me toca nem me dou ao trabalho de seguir esse treta a que chamam de acordo ortográfico pela simples razão de não ser apologista da mudança pela mudança. Enfim, uma perfeita inutilidade, não fosse o caso de, volta e meia, chatear os juízo. Para um lado, é aquela sensação de desconforto ao ler um texto escrito nessa moda e ter-se sempre a sensação de que está algo errado, pois lemos pelo reconhecimento de padrões, até se interiorizar “ah é outra vez a merda do acordo”.
Depois é o ridículo de se observar os alunos de inglês a escreverem mal palavras como objective, deixando cair o “c”, à la moda acordês. E não são poucos, ao que sei. Finalmente, aconteceu eu próprio ter precisado há pouco de ir à Priberam ver como se escrevia “assumpção” para me recordar que sempre tivemos o “p” e que os brasileiros o podem usar ou não.
Aconteceu-me aquilo a que chamo o efeito de exposição ao primeiro-mentiroso. Quando se está repetidamente exposto ao falso, como acontece a quem ouça inadvertidamente o primeiro-mentiroso falar do país que está melhor, apesar das pessoas estarem pior, chega-se a um ponto em que se perde a noção que é certo. Ora façam o teste. Há uma assunção no governo. Estamos perante um erro ou não?
Ontem, numa comissão parlamentar, o recém famoso secretário de estado da administração pública, ao ser interpelado sobre a sua conferência de imprensa fantasma e a nova e exótica forma de cortar pensões de reforma que ali anunciou, jurou fidelidade ao líder, baldou-se a responder e rematou com uma latinada que algum assessor lhe ensinou para a ocasião: “Roma locuta, causa finita“. O que, se em latim se pode traduzir como “Roma falou, a questão está encerrada”, em governês significa: “o chefe falou, ’tá falado”.
Não havendo argumentos, indicador esticado e grita o engenheiro Cunha: agarra qué comuna!
Brindou-me o professor do ensino básico mas não colocado que antes foi astronauta não colocado Vítor Cunha com um artigo em resposta a um comentário meu, feito nesta casa. A “argumentação” é a do costume ou os tratamos bem ou os investidores fogem, e eles é que criam emprego, os beneméritos, há que erguer estátuas, tão bonzinhos que eles são, patatipatatá. No meio compara o gasto em putas, carros e automóveis topo de gama com o dispêndio de quem vive do salário mínimo em necessidades básicas, mas quanto a isso estamos habituados, e hoje não me apetece repetir o vai viver com o salário mínimo durante seis meses e depois falamos.
Pareceu-me uma boa ideia, isto de ir aos comentários, e mais uma vez me inspira, mas como já é tarde limito-me a republicar o que escreveu, a minha opinião ficou no título: [Read more…]

Já não há paciência para aturar o tonitruante obituário do Windows XP. Não há quem não cante o que foram as suas maravilhas na altura, agora que a Microsoft decidiu deixar cair o sistema e os seus possuidores em nome do progresso. O argumento é que o sistema já tem 12 anos e é tempo de o abandonar, bem como aos incautos clientes destes aldrabões. Esquecem-se de dizer que ainda há 3/4 anos vendiam portáteis dotados com XP. Os modelos pequenos, sobretudo, não usavam outra solução, o que não era nada mau, já que era muito mais leve e sensato que o Vista que se seguiu. Por isso, façam lá a vigarice mas não nos dêem música com as maravilhas do futuro, até porque alguns aspectos do Windows 8 parecem saídos da cabeça de tecno-ideotas fumadores de coisas esquisitas. E porque, finalmente, esta operação não passa de um acto de terrorismo comercial. O resto é conversa.
O salário aumenta o desemprego?
Provoca e não provoca aumento de desemprego. Os empreendedores do salário miserável podem ter de fechar a loja, porque mais uns euros por ano fazem falta para as suas férias e há sempre outro negócio para montar. Mas, por pouco seja, aumento de salário é aumento de consumo interno, os beneficiários não fazem férias no estrangeiro, logo novos empregos vão ser criados.
Mas não há uns estudos sobre isso?
Há, se só estudarem o impacto do salário no encerramento de empresas chegam a uma conclusão. Se estudarem tudo, chegam a outra.
Porque é o nosso salário mínimo, e o médio, tão baixo?
Porque os patrões portugueses são dos mais calaceiros da Europa, investir tá quieto, conhecimentos de gestão, não faltava mais nada, a 4ª classe chegou-me perfeitamente para chegar onde cheguei, pá. [Read more…]
Imagine uma civilização onde cada marca de lâmpadas tinha seu casquilho. Ou cada fabricante de electrodomésticos escolhia o seu formato de tomada. Era complicado.
Mais do que isso, enquanto consumidores ficaríamos obrigados a optar por um único fornecedor de lâmpadas, e teríamos de comprar uma tomada adequada a cada utensílio eléctrico, ou seja: limitávamos a inovação e pior ainda estaríamos condenados a escolher uma empresa fornecedora para a vida, criando inevitavelmente monopólios. E como toda a gente sabe desde que o capitalismo liberal despontou, onde há monopólio não há inovação, ou pelo menos ela ficará seriamente comprometida. [Read more…]
1. A associação Empresários Pela Inclusão Social (EPIS) encomendou ao Centro de Estudos de Sociologia da Universidade Nova (CESNOVA) um Atlas da Educação. Fiz leitura suficiente para encontrar informação importante e útil. Mas há três aspectos (custo dos “chumbos”, denominada “cultura de retenção” e responsabilização do centralismo pelo falhanço de sucessivas políticas reformistas) que são abordados com uma narrativa pouco cuidada, indutora de leituras menos rigorosas e, uma vez mais, responsabilizando implicitamente, por falta de uma clarificação que era exigível, os mesmos de sempre: os professores.
De todo o documento, o que foi “puxado” para título por dois jornais de referência (Público e Jornal de Notícias) foi o alegado valor anual do custo da “cultura de retenção” vigente. A leitura apressada das notícias poderá levar a inferir que professores pouco diligentes preferem chumbar os alunos a maçarem-se demasiado. Mas não é isso que se retira da produção académica das ciências sociais (universo a que pertencem os autores do estudo) e da própria OCDE, que consideram as variáveis de natureza cultural e socioeconómica como influenciadoras decisivas no desempenho dos alunos, contrariamente ao discurso oficial, que desvaloriza o peso dessas variáveis e privilegia indicadores de eficiência e eficácia. Os titereiros do Estado Novo II, em véspera de mais cortes na Educação (já anunciados pelo arauto das novidades, Marques Mendes), devem ter ficado agradados com os “sound bites” que o Atlas proporcionou: 250 milhões anuais de “gorduras”, que podem ser poupados se as relapsas escolas forem reeducadas e libertadas da “cultura de retenção”. [Read more…]
Para juntar ao rol das empresas de escravatura neste país, hoje fiquei a saber que a Outdoor7 procura, e passo a citar, “fotógrafo amador para acompanhar os jogos” e que, mesmo sendo “amador“, o candidato a serviçal deve possuir “material próprio” e, como bom amador que se preze, deve “enviar currículo” a fim de o mesmo, presumo, ver a sua validade, competência e profissionalismo devidamente avaliado. O anúncio não fala da remuneração deste trabalhador “amador”; espero que seja pelo menos uma caixa de 24 iogurtes mas de pedaços, que os simples não matam a fome…
A mesma empresa também recruta um “amador” para o Algarve!
E se lhe oferecessem um chocolate quente quando faz compras num Centro Comercial, aceitaria? E se esse chocolate fosse tão amargo, que fosse impossível de beber, como o é a vida das crianças que trabalham nos campos de cacau na Costa do Marfim, conseguiria ficar indiferente?
Numa iniciativa da Getinspirit, uma organização de sensibilização para o flagelo do trabalho infantil na Costa do Marfim, foi feita, há uns dias, no Oeiras Parque, uma prova, sem que os visados soubessem o que iam provar. As reacções estão espelhadas no vídeo.
Acabo hoje de descobrir a verdadeira e incrível importância dos filhos. Eu, cega, limitada nos meus conhecimentos e experiências, pensava que os filhos existiam para sentirmos um amor único, absorvente, vibrante, totalmente infindável. Para nos darem ternuras imensas e prazeres inimagináveis com as suas brincadeiras e travessuras ou só pelo facto de existirem.
Eu, que tão levianamente assim pensava, acabo de descobrir que os filhos podem também ter uma importância extrema na nossa felicidade tecnológica.
Estou a ser pouco clara nas minhas palavras? Vou, então exemplificar com um modelo real:
Cerca das 11 da manhã de um dia muito soalheiro. Uma estação de superfície do Metro. Muito sol. Já bastante calor. Uma família de quatro pessoas: dois adultos e os filhos, pirralho com cerca de 4/5 anos e pirralha com uns 7/8. Ambos os progenitores de tablet e iphone. As crianças pedem encarecidamente, choramingam, quase começam birra. Querem jogar um bocadinho. Levam ameaços de «um estaladão», «uma chapada», um «biqueiro no cu». De repente, o menino coloca-se à frente do pai para ver o jogo. [Read more…]
O Record decidiu atribuir importância a uma amálgama de Edson Arantes do Nascimento: Schweinsteiger & Schwarznegger → Schweinstnegger. É pena que o pioneiro Record – sim, se bem se lembram, já lá vão cinco anos (cf. Emiliano, 2009, p. 4) – ande tão preocupado com um lapso de Pelé e tão indiferente à mixórdia adoptada nos textos que publica.
Repare-se quer neste belo e recente exemplar de grafia Schwarzenegger
quer nestoutro exemplar (dos tempos do pioneirismo) de grafia Schweinsteiger
quer neste fresquíssimo e emblemático exemplar de grafia Schweinstnegger
À segunda-feira, cultivo o doloroso hábito de ler o Diário da República. Ontem, por mero acaso, reparei em [Read more…]
O excelente discurso de Alexandra Lucas Coelho na cerimónia de entrega do prémio APE.

Desconfio que o partido surpresa destas eleições vai ser o POT. É deles.
Ultimamente sinto-me no filme da democracia New World Order style que se desenrola nos EUA desde o muito mal explicado atentado terrorista de 11 de Setembro de 2001. Há quem acredite que, com o 25 de Abril, assistimos a apenas um PREC. Na realidade foram dois. E ainda que um tenha ficado rapidamente pelo caminho, o “processo revolucionário em curso” levado a cabo pela mesma elite que já governava o país no tempo do outro senhor continua, e conheceu dias de franca expansão desde 2008, altura em que os verdadeiros terroristas do globo decidiram que os países mais vulneráveis da zona euro (entre outros) haviam de pagar as aventuras especulativas dos grandes bancos mundiais e da alta finança em geral. Como resultado de erros que não cometemos e do facto dos 2 partidos e meio que dominam o sistema político serem meros instrumentos nas mãos da verdadeira elite, assistimos hoje ao acelerar da perda de soberania financeira, que de qualquer forma já vinha sendo progressivamente alienada desde a adesão à União Europeia, mais tarde convertida em IV Reich.

Ninguém me tinha lembrado – nem um artigo na imprensa, uma curta peça de fim de telejornal – que se cumpria mais um aniversário da Tragédia da Ponte das Barcas e só porque estava sol e me apetecia um fino é que eu fui parar à Ribeira nessa tarde. Mas assim que cheguei deparou-se-me um cartaz a anunciar uma romagem às Alminhas da Ponte e pareceu-me uma coincidência feliz.
O cartaz anunciava uma “celebração da palavra”, coisa bonita, pelo Padre Jardim. Como costuma acontecer a quem é deixado crescer sem doutrinamento tenho a minha particular colecção de crenças, todas muito avessas à ordem das religiões. E não foi a intervenção de um clérigo, de resto muito respeitável, que me fez ficar, mas a evocação de uma história que me arrepia desde que pela primeira vez me contaram por que havia sempre velas acesas frente a um obscuro painel voltado para o Douro. Que se continue a lembrar, com a chama de uma vela que gerações sucessivas vão mantendo acesa, as vítimas que já ninguém conheceu, mas dos quais podemos ser todos descendentes – anónimos e esquecidos avós, porque os pobres não cultivam a genealogia e dos nossos antigos guardámos só uma foto amarelecida, uma colecção de chávenas esbotenadas, ou a cor das nossas íris – que se continue a lembrar as quatro mil vidas que a cidade perdeu nesse dia parece-me sinal de uma grandeza de alma que nem todos os lugares têm. [Read more…]
Apenas uma pessoa apoiou com dinheiro a última campanha do PSD.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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