Não me voltem a dizer que não há dinheiro

Usufruir do que o estado faz e fugir aos impostos tem um nome: roubo.

17 a 26,3 biliões de euros andam escondidos nesses antros de ladroagem chamados offshores, revela agora um estudo.

Não ficamos com uma ideia da parte que corresponde a roubos efectuados em Portugal (e continuamos a ter um covil na Madeira), mas pelos cálculos genéricos apresentados era capaz de, devidamente taxado, endireitar as finanças públicas em pouco tempo.

Não sei quantos portugueses estão entre os 10 milhões de ladrões que o estudo calcula existirem no mundo. Mas sei que usam estradas e hospitais, é o estado que assegura a sua protecção, etc. etc. Numa frase: usam mas não pagam, e os outros é que vivem acima das suas possibilidades.

Vivemos de olhos fechados, elegendo governos que sucessivamente protegem estes malfeitores. Até quando?

Um sério aviso

O fim dos Cursos Profissionais.

Podemos e devemos

escolher os nossos velhos.

Hóquei em Campo: Portugal campeão só com vitórias

Armindo de Vasconcelos

Portugal é campeão europeu e inicia, com a promoção ao Championship II, a subida a um lugar nos escalões mais altos do hóquei europeu. Tida como uma geração de eleição, guiada por dois internacionais (ainda em actividade), Rui Graça e Márcio Marques, eles que são dos poucos resistentes de uma outra grande geração que chegou à Divisão A em “indoor”, esta selecção de sub-21 vem mostrar que Portugal tem grandes intérpretes e, quando bem orientados e com condições mínimas de trabalho, podem sonhar com títulos internacionais.

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Grécia prestes a sair do euro

Freeport, Ases e Valetes

Não me importo que me insultem, rebaixem, humilhem, quando verso assuntos relativos aos que delapidaram Portugal desde que nos tornámos um arremedo de Democracia, a partir de 1974. Talvez tivéssemos ganho imenso se se tivesse promovido uma reconciliação explícita e um levantamento de culpas sistemático e inteligível, a fim de que as bases do novo Regime, após o 25 de Abril, fossem sãs e não uma transição do corporativismo de Estado para o corporativismo dos Partidos. Por exemplo, agora que foram absolvidos Charles Smith e Manuel Pedro, os arguidos no processo de extorsão associado à corrupção que possibilitou o outlet Freeport, em zona protegida, e tendo sido o próprio Ministério Público a pedi-la por entender que os responsáveis por toda a engenharia das luvas para mudar o sentido do estudo de impacto ambiental não foram aqueles, importa reverter as atenções para os verdadeiros corruptos. Ora, quando se fala em corrupção, deve falar-se de quem efectivamente tem poder e influência para operar mudanças de 180º no resultado de estudos de impacto ambiental ou em promover PPP com partes de leão para os privados e custos tamanho elefantíase para os contribuintes. Por isso é que foi emitida uma certidão para accionar um processo que arrole todos os indivíduos referidos no processo, entre eles, sim, o Parisiense. [Read more…]

Horários Zero: desregular e enfraquecer

No post anterior o JF já se referiu ao problema que por estes dias vivem milhares de professores do quadros, com anos e anos de experiência.

Para quem não é professor a equação parece simples: se existem Professores a mais, o país não tem dinheiro para os pagar, logo, têm que sair.

Mas, talvez se explique isto com o recurso a uma metáfora. Imagine, caro leitor, que o Presidente de uma equipa de futebol decide cortar na despesa. Exige então ao treinador que invente uma nova arrumação da equipa no terreno de modo a dispensar o guarda-redes. Será assim, com dez jogadores e sem o goleiro que o time entrará em campo.

É mais ou menos isto que se está a passar nas escolas – aumenta-se o número de alunos por turma (sim, essas mesmo, as turmas dos seus filhos!), reduz-se o alcance do Ensino Especial e dos apoios, fecham-se os cursos CEF e os profissionais e assim até parece que a equipa pode jogar sem guarda-redes. Poder, pode…

Esta medida do Governo coloca em causa o serviço público de educação – não é só uma coisa de “prof“.

É algo que vai MESMO mexer com a qualidade do serviço prestado nas escolas.

E chegamos ao fim do mês de julho, com a preparação do ano letivo 2012-13 toda esburacada apenas e só porque o sr. Comentador Nuno Crato resolveu dar uma de Ministro e está à vista o resultado: no parlamento, apertado pela rua, diz que até pensa em vincular Professores aos quadros, para logo a seguir corrigir o tiro e dizer que afinal não será bem assim.

Alguém, além dos contratados crentes, acredita que o sr. Comentador Nuno Crato, agora Ministro, vai meter professores nos quadros quando tem milhares dos quadros sem horário? Quer dizer, obriga a equipa a jogar sem guarda-redes e depois vai comprar guarda-redes que não vão poder jogar?

Será que ainda estamos no plano inclinado?

Horários zero: testemunho na primeira pessoa

É isto que espanta no ministério da educação (e, agora, também da ciência). Todas os anos há mudanças, sem nexo, mudar por mudar para mostrar serviço. Estas mudanças do ministro Crato são isto mas vão mais além, seguindo a filosofia-troika de ir mais além. São mudanças que pioram e muito a qualidade do ensino (turmas de 30 alunos; redução da carga horária de algumas disciplinas) e que permitirão em breve aumentar a diabolização dos professores. Reparem, não há-de faltar muito para que apareça um gráfico a mostrar quantos professores do quadro existem a mais e que, portanto, será preciso agir. Mas isto está a ser feito à custa da qualidade do ensino. Pais, professores, alunos, vós sois os primeiros atingidos. Mexam-se, expliquem aos restantes portugueses o que está a acontecer. É o vosso rabo que está a arder!

Adenda: entretanto o Público disponibilizou online os quatro depoimentos. Podem ser lidos aqui.

Non ou a Vã Glória de Mandar

Uma das obras-primas de Manoel de Oliveira que pode ser utilizada para diversos pontos do programa do 7.º, 8.º e 9.º ano de História, desde a formação de Portugal até ao 25 de Abril, passando pela cena sublime da Batalha de Alcácer-Quibir.
No caso do 7.º ano, a formação do país e o papel de D. Afonso Henriques pode ser utilizada para este tema.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 3 – A formação da cristandade ocidental e a expansão islâmica
Unidade 3.4. – A Península Ibérica: Dois mundos em presença

Vila do Conde

Na morte de Helena Cidade Moura

Helena Cidade Moura morreu no mesmo dia em desapareceu José Hermano Saraiva. O segundo ficará para a História como um extraordinário comunicador e não merecerá mais do que isso. A primeira não atingiu a visibilidade do apresentador televisivo, mas desempenhou várias funções meritórias nos âmbitos cívico-político e cultural, sendo exemplo disso a dinamização das campanhas de alfabetização e a dedicação ao estudo da obra de Eça de Queirós. Leiam, por favor, este testemunho de alguém que a conheceu pessoalmente.

Anedota de referência

Hóquei em Campo: A um passo do título


Armindo de Vasconcelos

Portugal caminha a passos largos para o título. O grande adversário de hoje era a Turquia que, se ganhasse, colocaria Portugal, Turquia e Grécia empatados no topo da classificação. É óbvio que para as contas a impressionante diferença de golos (31-2) da selecção portuguesa acautelava um possível deslize.

Mas os jovens “linces” enfrentaram o jogo como grandes favoritos, apresentaram os seus enormes argumentos e venceram por concludentes 10-1, com David Franco a rematar vitoriosamente por seis vezes.

Foi impressionante a forma como Portugal banalizou o seu adversário directo que, agora, vai decidir a medalha de prata contra um adversário especial: um Turquia vs. Grécia promete como grande jogo da última jornada do Europeu.

Para a história dos golos, David Franco marcou seis, Hugo Gonçalves marcou dois, Wiliam Rogerson e Ivo Moreira completaram a goleada. Pela Turquia marcou Ebubekir Guden.

As meninas portuguesas também venceram, foi contra a Turquia, o resultado foi 2-0. Amanhã, disputam com o Azerbaijão o 3.º e 4.º lugares.

Foto: fphoquei.pt

Uma bica e uma factura, ófaxavor

Noutros tempos era uma bica e um bagaço, para inebriar. Agora, é a bica e uma factura, o que também produz êxtase a qualquer amante de Kafka. Há um detalhe que me escapa neste avanço governamental. Porque é que se opta pelo aumento da complexidade papelárica em vez se simplificar? Vem isto a propósito deste dual conceito talão de caixa/factura, tão contrário ao declarado objectivo objectivo de se reduzir a economia paralela. Para contextualizar, vou contar um episódio que vivi.

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Deus: dentro ou fora?

 

Já aqui disse que havia comprado o Diário de Etty Hillesum, a judia que morreu em Auschwitz em Novembro de 1943.

Apetece-me partilhar o que ela escreveu a 26 de Agosto de 1941. Pode servir para discussão!

Dentro de mim há um poço muito fundo. E lá dentro está Deus. Às vezes consigo lá chegar. Mas acontece mais frequentemente haver pedras e cascalho no poço, e aí Deus está soterrado. Então é preciso desenterrá-lo.

Imagino que há pessoas que rezam com os olhos apontados ao céu. Esses procuram Deus fora de si. Há igualmente pessoas que curvam profundamente a cabeça e a escondem nas mãos, penso que essas procuram Deus dentro de si.

Quanto custa a propaganda do mercado social de arrendamento?

Como me diziam há dias, a demagogia destes pindéricos que nos governam dá-me cá uns engulhos que nem imagina, leitor. E isto agora propósito da nova e tão propalada iniciativa do mercado social de arrendamento. Dê-se ao trabalho de entrar no site e tente fazer uma simulação com um ordenado de 1000 ou 900 euros e sem encargos.

Com mil euros diz-nos que “Valor de renda mensal admissível com o seu rendimento: entre 100 € e 300 €”. Com 900 diz que o “Valor de renda mensal admissível com o seu rendimento: entre 90 € e 270 €”.  Com 485€ o “Valor de renda mensal admissível com o seu rendimento: entre 48,5 € e 145,5 €”.

Poderá então pensar que são valores razoáveis. Bastaria, portanto, escolher uma casa que se enquadre nestes valores. Mas pesquise  casas em Sintra e diga-me o que encontra. Nada!  Nem um T0 numa cave com o chão da divisão em cimento.

A questão é, claro, para que serve isto? Serviu para empregar uns quantos boys que especificaram isto, para dar trabalho à empresa que implementou o software e o serviço e para uma notícia no parlamento TDT das 20 horas, em sinal digitalmente estragado.

Quanto custa esta propaganda? Isto não é uma pergunta retórica. Agora que passa a ser obrigatório mais umas facturas até para um café, o estado tem  ainda maior obrigação de informar quem paga.

Estado vende ao estado. O contribuinte paga.

A venda por parte da CML dos terrenos do aeroporto, do CCB e de mais uns anéis ao estado central é uma miserável vergonha. Vejam bem, algo que já é do estado, nós, passa para outra secção do estado, nós, numa operação que envolve a transferência de vários milhões de euros do estado, nós, para outra parte do estado, nós.

Estaremos perante um milagre como o das rosas mas no qual se gerou dinheiro? Naturalmente que não.

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oops!… cumpri eu a promessa

Dúvida liberal

Quanto ganhava o artista José Hermano Saraiva por programa de televisão, no seu  stand up fora os livros, vídeos e outros amendoins que vendia por conta, usando uma popularidade conquistada com os favores do estado?

Sempre na televisão pública, eternamente paga por todos nós.

O Incrível Exército de Brancaleone

No ano 1.000 D.C., um bravo cavaleiro parte da França para tomar posse de suas terras. No caminho, ele é assaltado e assassinado por um bando de foras-da-lei que, de posse da escritura, decidem pegar por si o terreno. Um retrato divertido do Feudalismo que pode ser utilizado em algumas passagens.

ficha IMdB


Carregue na imagem para ver o filme

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 3 do Programa: A formação da Cristandade Ocidental e a Expansão Islâmica
Unidade 3.2. – A sociedade europeia nos sécs. IX a XII.

O que nos fez falta

Tratando documentação para o tribunal de Nuremberg

Relvas, precoce

A minha vida sexual com José Hermano Saraiva (com vídeo)

Na primeira vez que fui aos Dias Medievais de Castro MarimJosé Hermano Saraiva constava do programa. Ainda lhe escutei parte de uma oração na capelinha do castelo, irritei-me e saí. Como qualquer ex-aluno da FLUC, com formação em História ou Literatura, via pela primeira vez ao vivo aquela fantástica capacidade de transmitir, e aquela total ignorância no saber.

Ignorância que hoje se designa revisionismo histórico, coisa que ingenuamente e ignorando a existência de um tal Rui Ramos me parecia na altura definitivamente arrumada a um canto.

Ora na manhã seguinte, descíamos a encosta para a manhã no século presente, com chuveiro, pequeno-almoço e tudo, ia respondendo a alguém que não considerava um jurista de seu nome José Hermano Saraiva com habilitações para historiador, quando choco com o destinatário a meio metro (quem conhece o cotovelo que defende o castelo percebe). Acontece. Olhámos um para o outro, e cada um seguiu o seu caminho, tendo ficado claro que o convidado a orador não estava habituado a ouvir de voz viva uma evidência repetida em qualquer corredor de universidade a sério. O problema da historiografia portuguesa é esse. [Read more…]

Humanista

Defino-me como um humanista. Sinto a vida como um valor supremo e por isso sinto muito orgulho na história de Portugal e nos vários episódios que se foram resolvendo “da melhor maneira”.

Vem isto a propósito do José Hermano Saraiva. Ou antes, da sua morte.

Não fiquei contente com a sua morte apesar de o ver mais como o JJC do que como o viu a Céu.

Entendo a Céu – somos da mesma geração e o JHS fez parte da nossa aprendizagem. Por sorte (ou azar) sempre adorei história, apesar de ser mais dado aos números e muito cedo dei de caras com a fragilidade científica do JHS. A sua ligação à Ditadura chegou-me ainda mais tarde. Não tenho, por isso, qualquer respeito intelectual pelo senhor.

Mas isso não me impede de ter ficado triste por ter lido “Menos um” no título do post.

Nem pelo facto dele ter sido o responsável directo pela morte de muitos portugueses lhe desejaria a morte. A ele como a outros imbecis.

O Melhor Festival de Verão

Além de melhor festival de verão, o Milhões de Festa é o único que põe tudo na piscina. Viva Barcelos…

José Hermano Saraiva

Morreu o historiador. Uma oportunidade de o conhecer melhor, não obstante os «baldes de àgua fria» que às vezes apanhamos por sermos novos e não sabermos «da missa metade».

Aqui fica um exemplo de como sabemos muito pouco da nossa História (admito, mas quero aprender, com humildade).

Foi também advogado, professor do ensino liceal e ministro da Educação. É sobre este cargo que fui à procura de informação na História do Ensino em Portugal de Rómulo de Carvalho (António Gedeão), editada pela F.C.G., obra de referência: J. H. Saraiva esteve no poder enquanto ministro da Educação durante ano e meio, sucedendo a Galvão Teles.  Segundo Carvalho, Saraiva viu-se envolvido numa luta incómoda com a Academia de Coimbra:”É uma história quase anedótica mas que merece ser citada, pois teve papel preponderante no processo de renovação do ensino que então se pretendia executar.”

Um episódio triste, uma vez que foram feitas detenções a estudantes (Alberto Martins – ex-Ministro da Justiça entre 2009 e 2011-, o estudante que contestou publicamente o Governo de que José Hermano Saraiva fazia parte), violências foram praticadas, proibições aos estudantes de continuarem a estudar na Universidade, etc.

Por aquilo que me deu conhecer, J.H.S. terá, em Abril de 1969, reorganizado o Instituto de Meios Audiovisuais, de que fazia parte a Telescola. Não me consta nada mais de significativo, a partir da leitura daquela obra.

Apesar do episódio que Rómulo de Carvalho refere, não deixo de admirar o comunicador e o amante da nossa História, que foi José Hermano Saraiva. Isso ainda não vi em mais ninguém…Teremos outro?

Um homem não é só o seu passado!

Não o esquecerei facilmente

Soube da morte do professor pelo JJC no post Menos Um. Tinha a TV desligada.

Morreu hoje de manhã…

Uma figura muito querida. Tenho por ele uma grande admiração.

Um dos portugueses que mais amou o seu país, através do conhecimento que tinha da História de Portugal. Contava-a com tal paixão na RTP 2.

Sim, JJC, ele é «menos um» dos grandes.

Não esquecerei as suas mãos, o seu movimento, a sua alegria ao comunicar a História das cidades, dos reis e rainhas portugueses. As coisas que ele sabia… As coisas que ele descobriu e partilhou. Estudou Portugal até ao fim. É essa a lição que aprendo com ele.

Merecia mais reconhecimento em vida. Muita porcaria ofuscou a qualidade dos seus programas. Merecia apresentar o seu programa «A Alma e a Gente» no horário nobre. Nem todos os jovens o conheceram. Uma pena.

Os meus sentimentos à família.

Menos um


José Hermano Saraiva (1919-2012).

Fotografia de Abril de 1969

A Letónia vai com 3 anos de avanço

Com a aplicação do programa da troika, um terço dos jovens emigrou, o PIB caiu 23%, os serviços públicos estão destruídos. A ler.

Contas de cabecinha pensadora

O João Miranda acha que um professor do básico recebe 2000 euros por mês. Deve ser isso que lhe pagam na Lusófona, esse antro maçónico.