zeros. toca a explodir!

“Que se lixem as eleições”

Que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal”, disse o nosso PM, Passos Coelho que, desenganem-se, não está doente, só está a fazer dieta para não ficar barrigudo.

Esta frase vai dar pano para mangas, ou muito me engano!

“Que se lixem as eleições”? Ah?

“O que interessa é Portugal”- sim, concordo plenamente.

E o que fazemos às eleições? (Elas já estão «lixadas» há muito….). Não vamos votar? Como foi «parar» a PM?

O que sugere como substituto às eleições? E o que melhorar no processo de escolha dos nossos representantes? Pelo vistos não está satisfeito, tal como não está o cidadão comum. Andamos preocupados com este assunto. É que não há meio de encontrarmos as pessoas certas através das eleições ?!

Fiquei confusa, sr. PM!

Horários zero: o desnorte do Ministério da Educação

Primeiro, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) quis obrigar as escolas a indicar, até dia 6 de Julho, quantos horários-zero iriam ter, antes de terem a certeza de quantos horários-zero iriam ter, com ameaças aos directores, obrigando-os, no fundo, a indicar horários-zero em excesso. Depois, o MEC adiou o prazo da informação para dia 13, porque assim as escolas poderiam ter mais uma semana para continuarem a não ter a certeza do número de horários-zero que iriam ter. As escolas foram, portanto, obrigadas a indicar um tipo de horário que poderia ser designado por horário-zero-eventualmente-um. Pelo meio, os professores com esses horários-zero-eventualmente-um seriam obrigados a concorrer para sair da escola, embora pudessem, a qualquer momento, ser repescados, caso as escolas viessem a confirmar que, afinal, havia horário para esses mesmos professores, que passariam de um horário-zero-eventualmente-um para um horário-efectivamente-um. Depois disto tudo, o MEC ter-se-á lembrado de pedir às escolas que indicassem o mínimo de horários-zero possível, para além de, aparentemente, permitir que sejam abertas turmas de ensino profissional que estavam, até aqui, fechadas. [Read more…]

Centro de Emprego

Secretas?

Cenas do Meu Olho-da-Rua

O meu Olho-da-Rua é horrível, um ano lectivo inteiro a ensinar e a reunir em salas de aula-nave-espaciais, Escola intervencionada pela Parque Chular, quinze horas lectivas, um ano inteiro a deslocar-me fundamentalmente por minhas pernas. De autocarro. De Metro. Porém, a nenhum Olho-da-Rua poderei consentir me destrua, por isso determinei-me a transformá-lo num prado aprazível, moldável por minha mão. Conscientemente, sei que o meu Olho-da-Rua está sempre lá, mesmo quando trabalho e me entrego. Ele impede-me à partida alguns movimentos despreocupados, mínimas e médias despesas associadas à vida normal de um quarentão ou, vá!, de um europeu do sul: não fumo, não bebo, pelo que não há qualquer sofrimento por não poder comprar itens desses. Em que pensar? Tanto. O que fazer? Tanto. Aonde ir? Nem mais. Rua! Escritas aqui umas coisas muito livres e muito comentadas mas quase sempre e só no sentido de abater este escriba, rua, pois. O meu Olho-da-Rua inspirou-me a ir para a rua concreta. A minha rua. As ruas onde eu nasci e cresci.

É só transpor a porta de casa dos meus pais, nosso lar comum, e seguir. Acompanho-me das minhas filhas. Levo-as comigo porque passear é bom, porque querem imenso essa aventura em aberto e tão pura, porque há passeios seguros que nos preservam, apesar das tangentes dos carros e camiões que passam, porque há milhentas coisas novas para ver e saborear, treinados olhos olhando o Céu, olhando o Chão, olhando o Mar. Ontem, efectivamente, após um almoço muito leve, fomos pela primeira vez e foi inteiramente desprogramado. Aconteceu. O sol abrira. Acariciava-nos uma brisa húmida. Árvores gigantes, arbustos, flores, sorriem-nos, surdindo dos jardins e muros da minha terra. [Read more…]

Momento “Porreiro, Pá”

Passos Coelho: “Que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal”

Encerramento das escolas, fecho do país

Em vários jornais, foi ontem notícia o encerramento de 239 escolas do Primeiro Ciclo. Como é habitual no discurso dos ministros da Educação, Nuno Crato afirmou que a importância dessa medida está relacionada com as vantagens educativas, considerando que, em comparação, a poupança alcançada é pouco importante, embora não tenha revelado o valor dessa mesma poupança.

Tal como os anteriores detentores da pasta, Nuno Crato afirma que todo este processo decorre com a anuência das autarquias, embora uma rápida incursão pela internet pareça desmentir tal asserção, quando passamos por Leiria, Gouveia, Estremoz, Odemira ou Elvas. [Read more…]

Fazedores de milagres

Francisco Vieira de Almeida, de 20 anos, foi o jogador mais jovem da equipa portuguesa de râguebi que conquistou o Algarve Sevens, ao derrotar a Espanha na final, por 7-5. Estão apurados para o Mundial 2013. Parabéns.

O seu comentário tem que se lhe diga: “Com as condições que temos, continuamos a fazer milagres”.

Não é só no desporto que se continuam a fazer milagres em Portugal. Somos «milagreiros» em muitas àreas.

Penso no Ensino: o professor é quase um «fazedor de milagres». Quem é professor percebe bem o que estou a dizer (no meio de tanta papelada ainda arranja tempo para preparar aulas).

Mas penso, sobretudo, nos reformados a viver com miseráveis pensões e nas famílias em que pai ou mãe ou ambos estão desempregados. Como se pode viver sem saber fazer milagres?

«Omoletas sem ovos», uma das especialidades da gastronomia portuguesa (sugiro candidatura a Património Nacional).

D. Jorge Ortiga e D. Torgal Trombudo

Não tenho tido tempo para fazer um levantamento quanto ao tom e pertinência das supostas críticas de Januário Torgal Ferreira a Governos xuxas, só para comparar com as mais frescas aleivosias e passes de letra clericalóide. É que recentemente o homem passou das marcas e, sim, ganha de mais para não exercer alguma lealdade institucional para com quem é eleito por quem vota, nesse arremedo de sufrágio da maltosa que os partidos nos impingem. Não me parece é que o suposto bispo castrense se tenha atirado a Passos. Atirou-se, sim, ao Governo Passos e porque se mostrou desbocado e excessivo, grosseiro e injusto, parvalhão e desmemoriado, foi de menos quanto fogo de artilharia contrargumentária apanhou.

Vejamos: em Portugal não temos propriamente um estado de decadência da actual direita portuguesa. Isto é um chavão faccioso e de bicho ávido. Temos um actual estado de decadência. Ponto. Dizer-se, portanto, que “O Governo é profundamente corrupto.” é algo com que eu concordo imediatamente, desde que o emissor da frase tenha o cuidado de ressalvar que «Os Governos que o antecederam também eram, senão piores.» Mas não. O Januário, que não deve ler jornais há pelo menos dez anos a não ser o que Soares-Pai lhe lê da sua poltrona sapiencial e laica, sai-se com esta de afirmar: «Comparados com estes, os outros eram anjinhos.» Isto é insuportável. Isto é paleio de Táxi, é desaforo de Café e boca clubística de que Portugal não carece. E ainda hoje estou para compreender como é que o intelectual Adelino Maltez lhe achou piada.

Politicamente, é uma daquelas frases mortíferas mas que falham o alvo por quilómetros, dado o indisfarçavel estrabismo espumoso do gordo prelado. O que é profundamente corrupto é a sistemática captura dos Governos pela Banca, pelas Construtoras e pelo Diabo, reduzindo a escárnio o paleio eleitoral, mercadeando as nossas liberdades e condições de prosperidade pelo bem dos Partidos Corruptos habitualmente no Poder. Esses enganaram profunda e repetidamente o eleitorado. Esses traíram profundamente os interesses de Portugal. Esses escolheram a estratégia da terra queimada, abarcando com dívida e favor amiguista todo o dinheiro que puderam, em seis anos de xuxismo socralhento, mais de oitenta mil milhões de agravamento ou escalada de dívida, só para manterem o poder, entre opinadores, órgãos mediáticos favoráveis, inúmeros avençados em lugares de charneira, pequenos-almoços com Figo, internacionalização dos negócios de empresas amigas do PS. O que os movia era essa oportunidade de multiplicar o esquematismo infalível do Freeport elevado à quinta casa de todos os expoentes comissionistas, esperar que tudo ardesse, conforme arde, sem grandes questionamentos nem grandes revoltas.

E zarpar para Paris.

Nada a dizer do tom e pertinência das denúncias sensíveis e inteligíveis de D. Jorge Ortiga.

Golfada de testosterona

Passos avisa que não há privilégios intocáveis nas PPP e nas fundações

Portugal Medieval – Vida quotidiana dos concelhos

Conjunto de episódios sobre Portugal na Idade Média, realizados para a Telescola. Apesar das insuficiências da narração (os alunos costumam adorar a apresentadora) e da realização, tem algum interesse para este tema final do programa do 7.º ano.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 4 – Portugal no contexto europeu dos séculos XII a XIV
Unidade 4.1. – Desenvolvimento económico, relações sociais e poder político nos séculos XII a XIV.

Nuno Crato, o ministro da desunião

Tendo em conta o passado próximo, as desconfianças enunciadas pelo Paulo Guinote fazem sentido. No entanto, a atitude hoje assumida por várias entidades, exigindo ser recebidas em conjunto, teve o condão de obrigar Nuno Crato a definir-se.

Em primeiro lugar, mostrou-se manhoso, um político a sério, no sentido maquiavélico do termo, ansioso por conseguir dividir os adversários, lançando-os uns contra os outros. Depois, fez uma declaração que, parecendo explicar a sua atitude, serviu, na realidade, para manifestar o desejo de desunião: “Uma coisa são problemas salariais e falamos com os sindicatos; outra são as preocupações dos pais, e falamos com os pais; outra são as dos directores, como é o caso da organização de trabalho das escolas.”

A verdade é que, do ponto de vista de quem se preocupa com Educação, todas estas questões têm de interessar a todos. Um pai consciente deseja professores justamente remunerados; todos os professores e directores deverão ser sensíveis às preocupações dos pais; a organização de trabalho das escolas não diz respeito apenas aos dirigentes escolares, como é evidente. Note-se, entretanto, a armadilha insidiosamente estendida aos sindicatos e aos professores, reduzidos a uma gente materialista, preocupada, apenas, com o dinheirinho.

Nuno Crato definiu-se. É chegado o momento de todas as entidades e todas as pessoas ligadas à Educação fazerem o mesmo e, a propósito, não é demais lembrar que as manifestações e as vigílias são importantes, mas não são suficientes. Por isso, em minha própria representação, estarei, amanhã, às 17h, em frente à DREN.

Adenda: eu escrevi “amanhã, às 17, em frente à DREN”? Não é amanhã, é hoje. Até logo.

O meu antidepressivo

 

Os amigos são o melhor antidepressivo! Passa-se uma tarde com eles e eis que esquecemos o que queremos esquecer! E até há dores físicas que se atenuam. Qual comprimido, qual bebedeira, qual carapuça!

E não são precisos muitos (amigos, entenda-se). Poucos mas bons, eficazes no combate a dores de muita ordem!

Estar com eles é também viajar sem sair de casa… é fazer férias sem gastar muitos tostões! Levar um vaso para ele colocar na janela e um bolo de iogurte feito com ovos caseiros (de preferência) para completar a mesa que ele já tem preparada à nossa espera, tão farta. Recordam-se momentos juntos, rimos a ver fotos, etc. O tempo passa a correr. As suas fobias e problemas são semelhantes aos meus e tudo se mistura com um copo de vinho escolhido cuidadosamente. E assim passamos uma boa tarde e a vida se revela menos difícil.

Quem tem amigo(s) tem tudo.

CAA contra CAA

O blogger CAA escrevia no Blasfémias mas foi expulso pelo deputado CAA, o qual passou a escrever no seu lugar.

O blogger CAA mantinha os comentários abertos, produzia repetidas diatribes, como esta aqui ilustrada,  sobre as artimanhas de Sócrates e até dissertava num jornal, o CM, sobre o “declive ético e político” do PM de então.

Já o deputado CAA fechou os seus posts aos comentários, assobia para o lado face às trapalhadas do seu ministro Relvas e até se insurge contra um jornal, o Expresso, por causa de um texto humorístico do Comendador Marques de Correira, pseudónimo, o qual tanto malhou em Sócrates como o há-de fazer, suspeito, nos passarões deste governo. Já agora, que ninguém fale ao deputado CAA do Inimigo Público sob risco de lhe dar uma coisa má.

A quem souber do blogger CAA, que o incentive a correr com o deputado CAA por forma a que o blogger retome o seu lugar. “Face ao imparável declive ético e político” de Relvas, o primeiro faz falta. Pá.

Nota: Agora é uma boa altura para ler, ali mais abaixo, sobre a ambivalência dos partidos enquanto governo e oposição. É que os partidos são compostos por pessoas, não são?

É preciso contratar mais cem mil professores

A afirmação que serve de título a este texto é tão leviana como as afirmações proferidas por José Manuel Fernandes, habitual produtor de leviandades, sobretudo quando escreve sobre funcionários públicos, essa subespécie do gorgulho. [Read more…]

Correia Sabão Xuxa de Campos

Tenho pena da tarefa inglória de alguns trombones isolados do Partido Socialista, como por exemplo o luzidio Correia de Campos, quando vêm lamentar-se daquilo a que chamam «eficaz campanha montada pela actual maioria para demonizar José Sócrates», em artigo de opinião, hoje, no Público, 23 de Julho de 2012. Não. Não há campanha nenhuma nem se pode demonizar ou redemonizar o que já está bem demonizado. Pelo contrário: choca na actual maioria a elegante decência indecente do silêncio relativo aos erros e delitos de gestão das duas legislaturas anteriores.

Por seu lado, e em geral, os media poupam e omitem o passado recente que envolve esse ex-actor político, deixando tudo para o Correio da Manhã que, por sua vez, vende mais jornais que quase todos eles somados. Mais: mesmo a bloga que mais o causticou, nesses belos anos de crispação estéril, também passa ao lado de qualquer sombra de campanha, como se esse desastre governativo promotor de uma falência em grande do Estado Português, não tivesse sequer exercido funções executivas. Por isso mesmo, tal bloga nunca olha para trás. Por outro lado, contra o que Correia Sabão de Campos exara, também não resulta matéria de fé nem efeito de santos tribunais que, para técnicos e senso comum, institutos públicos e PPP, sob a mão hábil de esse mesmo ex-actor político, tenham sido, sobretudo as últimas, realidades, actos, soluções finais contra o Estado Português e, sobretudo, A Solução Final para os contribuintes portugueses. Vozes como a de José Gomes Ferreira não mentem porque não precisam. É o que é.

Quanto às ditas acusações de corrupção «nunca provadas», segundo Correia Xuxa de Campos, [Read more…]

P*-Na-Oposição e P*-No-Governo

O Joaquim queixa-se ali do bife do Seguro. Mas acontece que essas coisas do anterior governo não foi lavra do PS. Foi outro partido, o PS-No-Governo.  O Partido de Seguro é o PS-Na-Oposição, distinto do anterior e povoado de almas preocupadas com as desgraças causadas pelos anteriores governantes. Que nada têm a ver com eles, claro. Quanto ao PS propriamente dito, só existe no dia da eleição, logo se camaleando numa das outras variantes. Um pouco como o PSD-No-Governo, o PSD-Na-Oposição, o CDS-No-Governo e o CDS-Na-Oposição

Quanto aos PCP-No-Governo e BE-No-Governo, estes partidos não existem por falta de oportunidade, mas procuram lá chegar com despreocupadas promessas enquanto variantes PCP-Na-Oposição e BE-Na-Oposição. Há ainda outro partido com assento parlamentar, o PEV, mas todos sabem que é como as melancias, verde por fora e vermelho por dentro, uma sub-categoria do PCP-Na-Oposição.

Claro que estas dualidades só existem porque os eleitores votam em promessas sem reflectirem na sua exiguidade e sem, depois da eleição, pedir contas pelo incumprimento. Se o esquema de angariação de votos funciona porque hão-de os beneficiários mudar de comportamento? É preciso mudar isto, o que deve  começar com a eleição directa dos deputados sem ser pelo rebanho das listas partidárias. Votar num deputado como forma de responsabilização directa.  Outra frente, como escreve o Fernando, é ler e reflectir sobre o Movimento Revolução Branca. Duas ideias que poderão não ser muito mas é preciso começar por algum lado.

Márcio Marques: A minha figura

Armindo de Vasconcelos

Ainda não se perderam os ecos da vitória total da selecção portuguesa de hóquei em campo no Europeu júnior do Jamor e a granjeada promoção ao Championship II, cujo campeonato Portugal irá disputar em 2014, defrontando, em função dos resultados da prova que decorreu em Cernusco (Itália), a Rússia, Ucrânia, Itália e Suíça. Áustria e Polónia ascenderam ao Championship, a elite europeia. República Checa e Bielorrússia foram os últimos classificados e serão despromovidos ao Championship III. De 26 de Agosto a 11 de Setembro, terá lugar a verdadeira prova da alta-roda do velho continente em Den Bosch (Holanda,) e os últimos, ao serem despromovidos, serão também adversários de Portugal.

Mas a minha figura de hoje é o treinador adjunto da equipa nacional. Que me perdoe o Rui Graça (com quem fizemos, aliás, um trabalho aqui publicado), o enorme respeito que nutro por ele, a grande e velha amizade que nos une, mas, hoje, eu quero falar de Márcio Marques.

Faço-o porque o Márcio é uma referência na modalidade. Como muitos outros, eu sei, que se desdobram em múltiplas actividades, em sacrifícios plurais, para não deixar cair uma modalidade de que gostam muito e que só tem pernas para andar se os seus agentes assumirem essa pluralidade de trabalhos e sacrifícios, suores e renúncias, de doação extrema. [Read more…]

Movimento Revolução Branca: a recuperação do cravo

O Movimento Revolução Branca assume-se como porta-voz de alguma revolta e de muitas preocupações e pretende passar à acção, nomeadamente através da Apresentação da Participação crime contra titulares de cargos políticos. É obrigatório, no mínimo, ler e reflectir.

O Melhor Bife é para Seguro

Sim, Seguro quer coisas, por exemplo preservar o Estado Social. Mas como, se o mesmo Partido Socialista a que preside queimou sem dó nem piedade o mesmíssimo Estado Social ao criar o célebre Estado Socialista, que nunca faltou com nada aos seus, e ao empenhar o País além da Troyka?! Sim porque foram os socialistas os primeiros a ir além da Troyka: foram à sua frente com bons argumentos de incúria, dívida e gestão danosa para preparar melhor a sua chegada. Agora, com tal bebé no colo, o Partido Social Democrata prossegue os acabamentos. Está a dar a pedra de toque, emagrecendo-o para níveis anteriores ao 25 de Abril, quando o País se dividia entre amordaçados que trabalhavam, amordaçados que tentavam ter trabalho e todos os felizardos que se puseram fora daqui. O problema é precisamente quando Seguro quer coisas, mas é esquisito e birrento, porque têm de ser sem isto e sem aquilo. Dá vontade de lhe dar o melhor bife para que se console. Nunca é de mais lembrar-lhe uma coisa muito simples: o PS está para o Estado Social como o coveiro para a cova. Passos veio apenas dar uma mãozinha.

Empreendedorismo à portuguesa

Estudo conclui que alunos do particular têm sido beneficiados.

Maçãs podres

Paulo Morais, ex-vice-presidente da Câmara do Porto e coordenador da Transparência e Integridade que luta contra a corrupção e pela maior transparência na vida pública, disse à revista Visão (19/7): o Parlamento é o “maior antro de tráfico de influências do País».

Conflitos de interesses, promiscuidades, indecências, etc. Paulo Morais nomeia os deputados acusados deste tipo de situações.

“O cidadão comum não consegue escrutinar todo um conjunto de informações formalmente públicas, mas que não são de fácil acesso (…)”, palavras de Paulo Morais.

Somos tomados por lorpas! Até quando?

 

MEC – manifestação de preferências é a confusão total!

Eu sei que para os amigos e leitores do Aventar já começa a ser uma chatice estas coisas dos “Setores“.

Mas são umas em cima das outras e não é fácil deixar passar:

Esta semana é a vez dos candidatos a professor e dos contratados manifestarem as suas preferências, isto é, quem quer tentar um contrato numa escola pública tem que escolher esta semana as escolas. Até aqui nada de novo.

Acontece que o concurso começou em Abril e era balizado pela legislação existente na altura. Agora, no segundo momento do concurso, o MEC diz que a lei é outra, que entretanto publicou!

Isso mesmo: o concurso começa com umas regras que ao intervalo o MEC quer mudar! Espantoso! Depois admiram-se dos Professores andarem na rua!

Grande Contabilidade Mortuária

Há menos de um ano, espantávamo-nos com as mortes solitárias dos nossos velhos, cadáveres de uma, duas ou mais semanas de silenciosa putrescência, cadáveres mumificados e sem odor por meses, anos, de esquecimento e reserva, ou voluntária, no corte com os demais, «para não pesar a ninguém» ou então relegados por uma família deles despreziva, capaz de os olhar de soslaio por serem «demasiado lastro, demasiado monos, demasiado sonoros roçadores de gengivas ou repetidores fastidiosos de estórias». Quanto a mim, os Pessa e os Saraiva, que são uma ordem diversa de mortos, porque sob todos os focos, apresentam-nos sobejas lições de vida e em qualquer caso, mereceriam menor severidade parcialista que aquela suscitada por nós mesmos, comovidos ou não. [Read more…]

Utopia

Em Utopia, o humanista Thomas More critica o quadro sociopolítico do seu país, a Inglaterra do século XVI, o despotismo das monarquias europeias, o servilismo, a venalidade dos altos funcionários, o luxo e a injustiça dos nobres e monges.

Pedi emprestado a uma amiga, ela que tem livros extraordinários no seu T1, uns atrás dos outros, raridades de se encontrar, escondidas umas atrás das outras, tesouros para se descobrir com ajuda de mapa!

Abro à sorte, curiosa, «talvez encontre uma frase inspiradora», entre tantas palavras escritas num tamanho de letra tão pequenino.

Escritas no Renascimento longínquo, elas são tão utópicas, tão impossíveis. Contudo, tão desejadas:

Nesta ilha [da Utopia] divide-se o dia e a noite em 24 horas exactas e destinam-se e destinam-se ao trabalho apenas 6 horas: 3 antes do meio-dia, com intervalo (…), duas de descanso, seguindo-se mais 3 horas de trabalho e a ceia. (…) O tempo livre entre o trabalho, as refeições e o sono é ocupado livremente por cada indivíduo, como melhor o entender. (…) libertos das suas ocupações, se ocupem e empreguem a sua actividade variadamente na arte ou na ciência que mais lhe agrade.”

6 horas de trabalho (fazemos muito mais que isso), 8 para dormir e 10 para nós.

6. 8.10 – uma boa relação para o dia-a-dia. Era bom, não era?

A Utopia tem outro nome: «férias». 15 dias por ano, para quem as pode ter, podemos sonhar com a Utopia.

Em certos sentidos, ainda vivemos na Idade Média…

P.S.: esse tempo de utopia será também a reforma? Ainda me falta tanto… Era agora que me queria cumprir! Tanto que quero fazer e não fazer e não há tempo.

O Primeiro Rei

Pequeno filme animado de cerca de 5 minutos sobre a vida do primeiro rei português e alguns dos episódios mais marcantes da sua governação. Divertido q. b., funciona muito bem em contexto de sala de aula.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 3 – A formação da cristandade ocidental e a expansão islâmica
Unidade 3.4. – A Península Ibérica: Dois mundos em presença

Em direcção à luz

O rapaz da bicicleta

Mais um


A vida tem destas coisas. Poucos dias depois da morte de um sinistro fascista, morre alguém que lhe fez frente. Pedro Ramos de Almeida (1932 – 2012) passa à História como um lutador pela liberdade. Foi preso e torturado pela PIDE, mas a tudo sobreviveu. A célebre Fuga de Peniche, vergonha do regime, ficará para sempre ligada à sua memória.
Mais um anti-fascista que nos deixa nestes tempos em que tão precisados estamos de relembrar esses anos. À família, mas em especial ao Nuno, um grande abraço.

A vassalagem

Juan Carlos Bourbon presta vassalagem ao assassino Francisco Franco. Foi a 22 de julho de 1969. Um documento zoológico impressionante, vejam como rasteja um verme perante a promessa de alcançar o poder.

via Joana Lopes

Entregaste a casa ao banco?


autoria desconhecida