Ah, o Halloween, essa tradição bem portuguesa

Lembro-me como se fosse hoje. Vestia-me de feiticeiro, com uma capa preta e o inevitável chapéu em forma de cone. Pegava numa pequena vassoura com a mão direita e num globo de neve com a esquerda, a simular uma bola de cristal. Era assim que saia à rua, par a par com outros miúdos da vizinhança. Corria as casas das redondezas a pedir doçuras e a prometer travessuras.

halloween_2810

Normalmente corria bem e os índices de açúcar no sangue subiam mais depressa que um foguetye em madrugada de ano novo. Um dia, o senhor Mota, dono de um belo Toyota vermelho, não quis dar nem um rebuçado da Régua, nem um mísero rebuçado do Dr. Bayar. Insistimos, chegamos a pedir por favor, primeiro, e a ameaçar uma travessura, depois. Nicles. O velho estava a pedi-las. Pimba! Uma pedra mágica voo em direcção ao vidro do retrovisor do lado do condutor e ele não resistiu. Partiu-se. Uma pequena grande tragédia. Houve o regabofe no momento da magia mas uma grande preocupação quando o Tó, o mais velho do grupo, disse, em voz grave e algo trémula, que partir um espelho equivalia a sete anos de azar.

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afinal, os terroristas quem são?

Assembleia da República, sítio de griteria e acusações: todos responsáveis pelo desgoverno. Ai se Afonso Henriques fosse vivo!

Estes dias que vivemos, parecem-me estarem cheios de tristezas, injustiças e lágrimas, bem como de solidariedades, declarações, debate, uso da razão, uso das emoções. É um falar constante dos acontecimentos que sobre nós caem. Corpos mortos, corpos feridos, fuga do perigo, vida de terror. A resposta à pergunta do título podia ser simples: os que matam sem motivo ou sem motivo aparente provocam depressão a outros seres humanos. Se quisermos uma lista do terror sobre os seres humanos, basta-nos ler o jornal e ver que desde 2002 em Bali, até ao dia 7 de Julho deste ano, ocorreram oito actos denominados terroristas e, consequentemente, tivemos mortos, feridos, seres triste… um mundo dividido. [Read more…]

Um homem novo candidata-se à presidência

“O que teria acontecido sem os alertas e apelos que lancei na devida altura, sem os compromissos que estimulei, sem os caminhos de futuro que apontei, sem a defesa dos interesses nacionais que tenho incansavelmente promovido junto de entidades estrangeiras?”

O momento

Eucalipto

Esta excelente fotografia de Minerva Bloom é uma metáfora do momento presente: uma réstia de vida em cima de um eucalipto seco.

Via Photo of the day na Fotopedia

Aventar na TV

Mais logo, pelas 22h, no Porto Canal vamos discutir o Orçamento e as Presidenciais (entre outros temas).

Estão todos convidados

Se As Eleições Fossem Hoje

SE … Mas Não São!

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Mas não são, que se fossem o PSD ganhava por larga margem. Dizem as sondagens.
E se o sr dr Passos Coelho não fizer o que deve, que é deixar passar o Orçamento, nem quando forem ele ganha.
Se o sr dr Passos Coelho não aprovar na generalidade o Orçamento, vem aí o FMI, mas se ele o aprovar não deixará de vir, virá mais tarde, mas vem de qualquer forma, e com maneiras mais duras e gravosas para todos nós.
O sr dr Passos Coelho vai ter de aprovar o Orçamento, porque se o sr dr Passos Coelho o não aprovar, irá dar ao ainda nosso Primeiro todas as possibilidades de, nos próximos seis meses se fazer de vítima, dizer a toda a gente e aos ventos que não pode governar por culpa do sr dr Passos Coelho. E todos sabemos a lata deste ainda nosso Primeiro. Irá, nessas circunstâncias, convencer toda a gente da sua capacidade e da sua falta de responsabilidade no que se estará a passar, e nas próximas eleições, vence de novo e com larga margem.
Assim o sr dr Passos Coelho tem a obrigação de deixar passar este Orçamento, de modo a obrigar o ainda nosso Primeiro e a sua equipa a governar (mal, como é seu hábito) e a demonstrar que não tem capacidade para o fazer. Até cair de podre, daqui a alguns meses, que se esperam muito poucos.
Se as eleições fossem hoje, o PSD ganhava por larga margem, mas não são, e não vale a pena embandeirar em arco por causa desta sondagem.

Reformados e pensionistas: Vítor Melícias

7450 euros

O padre Vítor Melícias, ex-alto comissário para Timor-Leste e ex-presidente do Montepio Geral, declarou ao Tribunal Constitucional, como membro do Conselho Económico e Social (CES), um rendimento anual de pensões de 104 301 euros. Em 14 meses, o sacerdote, que prestou um voto de obediência à Ordem dos Franciscanos, tem uma pensão mensal de 7450 euros

CM

Falemos de vampiros, marajás e ganância

Por SANTANA CASTILHO

No momento em que escrevo, PS e PSD ainda negoceiam para viabilizar o Orçamento de Estado para 2011, o qual, todos sabemos, vai ser aprovado. Independentemente da filiação ideológica, numa coisa os economistas estão de acordo: este orçamento gerará recessão económica. A falta de transparência é evidente: é impossível cotejar a realidade com o passado e o futuro e até o próprio valor do PIB não está explicitado; o investimento público
cai aparentemente, mas ninguém sabe o valor da desorçamentação operada com recurso ao cancro das parcerias público-privadas; sobre o incumprimento evidente do acordo feito com o PSD, em Maio transacto, aquando do PEC II, nem uma palavra. Se retirarmos a receita extraordinária originada pelo confisco dos 2,6 mil milhões de euros do Fundo de Pensões da PT, o decantado défice aproximar-se-ia dos 9 por cento. [Read more…]

a (des)igualdade da criança

menina pobre, desigual e doente

O estatuto socioeconómico dos pais é determinante do incremento da (des) igualdade fisiológica das crianças denominadas de educação integrada ou especial.

Parece-me evidente que, ao falarmos em criança, estamos a pensar num ser humano novo, rechonchudo, de riso aberto, olhos azuis, cabelo encaracolado, impossível de atingir na sua rápida corrida. Ou, num pequeno que adora esconder-se dos adultos, ouve histórias lidas à noite, sabe contar contos e é espontâneo para colocar os seus braços em redor do nosso pescoço. Ou nessa pequena menina que brinca a ser mãe e canta às suas bonecas, as suas preferidas canções de embalar. O mundo ideal, do tipo Huxley. Mundo ideal que raramente acontece, na vida real. Ou, por outra, verdade que atribuo mas não concerta com o mundo material.

Porque esses olhos azuis podem não ver e perguntar aos seus ascendentes como é que é…tudo. Porque essas orelhas cor-de-rosa, podem não ouvir. Porque essa boca de

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Orçamento: encontrado o acordo PS-PSD

O acordo não-acordado acabava assim

Firmam o presente PROTOCOLO DE ENTENDIMENTO ENTRE O GOVERNO E O PSD
Em Lisboa, Palácio de S. Bento, a 26 de Outubro de 2010,
Pela Delegação do Governo—————————–Pela Delegação do PSD

Um documento histórico. A ler integralmente n’ O Sexo e a Cidade (melhor do que um bordel para encontrar esta minuta… ia fazer uma rima mas não faço).

Adenda: A pedido de alguns leitores que se recusam a entrar no melhor bordel de Coimbra, ou seja, por uma vez fazendo a vontade a caretas e parvos, segue o texto integral do acordo que não o foi:

PROTOCOLO DE ENTENDIMENTO ENTRE O GOVERNO E O PSD RELATIVO A PROPOSTA DE ORCAMENTO DO ESTADO PARA 2011E A SUSTENTABILIDADE DAS FINANCAS PÚBLICAS

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Quando o azar penetra…

o leitor desperta!

Uma pura conversa da treta

Deve ser da idade ou da falta de paciência, mas se já estava farto dos rodriguinhos linguísticos dos políticos (ou pseudo-políticos). Agora começo a acha-los perfeitamente irritantes. Há uns tempos ainda sorria perante as cambalhotas verbais, as tentativas de justificar o injustificável. Agora soam a um longo bocejo e conversa da mais imberbe treta. Os tempos exigem palavras sérias e directas, não merdas cheias de recadinhos parvos.

Vem isto a propósito das reacções e contra-reacções dos partidos ao fim das negociações em redor da proposta de Orçamento de Estado para 2011.

Todos estiveram de boa fé, todos quiseram negociar, todos foram responsáveis, todos querem o melhor para o país. Pois querem. Mas não sabem.

Acabam-se as negociações e o que diz o PSD? Nada. Bem, nada não. Foram ditas banalidades, palavras a mais para conteúdo a menos.

Na hora de decidir, o PSD decide não decidir. Ao Governo exigia-se que tivesse feito muito melhor, em vez de atirar o país para o fosso. Ao PSD exigia-se responsabilidade e uma posição clara, para o sim ou para o não, e não uma navegação à vista.

Mas alguém acha que os portugueses querem saber quem tem culpa no fracasso das negociações? Oh gente da minha terra, os portugueses querem é soluções.

Já estamos fartos desta merda.

O intenso drama de Passos Coelho

Passos Coelho está neste momento a viver um drama que só ele pode resolver: aprova ou não o Orçamento de Estado? É uma decisão difícil para um homem consciente que sabe o que está em jogo e quais são as consequências da não aprovação de um documento fundamental para o Estado português.
Uma profunda reflexão deverá levá-lo a decidir em breve. As opções são duas:
– ou aprova o Orçamento e permite que Sócrates se mantenha no poder. A situação económica pode mudar e lá se vai a hipótese de chegar ao poder;
– ou não aprova o Orçamento e é penalizado nas urnas pelos portugueses e lá se vai a hipótese de chegar ao poder;
Tal como todos os políticos, Passos Coelho só pensa no país. E é em função do país que vai decidir. Em breve, numa televisão perto de si.

Golpe de estado

Há uma ironia profunda na ideia de, chumbado o orçamento, António Borges se transformar no ministro das Finanças de Sócrates, disfarçado de responsável do FMI. É a ironia de se comprovar que o bloco central existe, e nos governa desde 1976.

Dantes chamava-se a isto golpe de estado. Para o pior, e com nada de melhor, Sócrates venceu umas eleições que o PSD perdeu.

Isto para mais tarde, claro, que ainda falta a abstenção patriótica, ou o Paulo Portas salvador da nação.

TSF/DE Sondagem:

Realizada entre 19 e 24 de Outubro:

PSD – 42%

PS – 25,1%

Ao fundo

ao fundo

Não é só por causa do dia de hoje, mas isto está a afundar.

E depois do tango…

E depois do tango... … passando pelo cantar ao desafio, eis-nos chegados ao chá-chá-cháda.

Entretanto, alguém que faça o meu CV chegar ao governo, já que me parecendo fácil poupar mil milhões, mais facilmente chegaria aos 450 milhões.

E não, 450 milhões de impostos não cobrados não são perda de receita, como diz Teixeira dos Santos. Pelo contrário, constituem uma poupança de 900 milhões, contando com os 450 que não se gastam e com os outros 450 que ficam disponíveis para as pessoas.

(imagem primeiro publicada aqui)

Amena cavaqueira


O prof. Cavaco Silva, candidato à reeleição, proferiu ontem um discurso que não pode deixar de merecer alguns reparos. Falou muito de si, naquela invariável ora que exclui todas as outras, aliás até hoje pautadas pelo mutismo. Uma contradição nunca vem só.

Se a República Portuguesa não tivesse beneficiado da sua magistratura de influência, o “país estaria pior”. Não duvidamos, mas fica-se com a estarrecida sensação de um cataclismo de proporções inauditas. Pior que aquilo que se sente e se vive neste dia a dia? Como se pudéssemos há pouco tempo imaginar tal coisa, num país que regressou à democracia há quase quatro décadas e passou por um período de oportunidades para profundas transformações em múltiplos sectores, sejam eles políticos, económicos, ou sociais.

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As negociações do Orçamento falharam

Por agora, ainda não se sabe o que aconteceu, já que cada parte tem a sua versão.
Ou se calhar sabe. A verdade é que, conhecendo como conhecemos a tralha socratista que nos governa, o Governo não recuou 0nem um milímetro. Ia recuar, mas eis que apareceu em cena o primeiro-ministro. Foram muitos anos de Maioria Absoluta, muitos anos sem diálogo nem negociações. E Sócrates pensa que ainda continua a ser assim. Não é – infelizmente para ele. Ou felizmente, pois parece que está mortinho por levar um pontapé.
Mas a verdade também é outra: apesar de não ter conseguido impor uma única condição, o PSD continua a encarar a viabilização do Orçamento. Porque Passos Coelho está refém dos Bancos, não passa de um capataz de Ricardo Salgado e companhia. Ele sabe que vai formar Governo ainda em breve, por isso tanto faz que seja uns meses mais cedo ou mais tarde. Aumento dos impostos? Até é um alívio. Alguém já fez por ele.
Quanto a José Sócrates, já todos sabemos com o que contamos. Para ele, quanto pior melhor. E como fez questão de dizer em 2005, está-se marimando para os portugueses. O caos? É para o lado que dorme melhor.
Cavaco, que vê as suas contas furadas, vai chamar o Conselho de Estado. Não seria melhor chamar já o FMI?

a morte do avô

textoi dedicado em 2004 à pequena querida Constança Souta, hoje já menina

Alice Miller, no seu texto de 1999, afirma que a verdade liberta os seres humanos, as pessoas. Mas liberdade para quê? Talvez para o caminho do engano e da falsa verdade que o adulto tenta transferir aos pequenos, por causa do seu próprio temor. Ou, por causa da sua própria dor. O adulto nem sempre entende o que é a realidade e pretende transferir o seu entendimento, para fugir da tristeza que certos processos da vida lhe causam. A morte é um deles. Especialmente, a morte do pai ou da mãe do adulto. Os grandes ficam presos nos seus sentimentos, do amor que têm e tiveram e vão continuar a ter, pelo adulto desaparecido. Essa dor faz com que disfarcem o real perante os mais novos, facto que me faz pensar noutra ideia de Alice Miller, a de 1981: não deves saber que…?

Nós, adultos, parecemos possuir a verdade que liberta, não está nos livros, está na vida e no decorrer do nascimento até partirmos para outro sítio. Qual o lugar, quem vamos ver outra vez, onde está a pessoa amada? Mas será que uma criança coloca esta pergunta? Nós, adultos, não temos resposta perante a morte. Para nós é um sentimento, uma comoção. Um terramoto nas nossas vidas, como se o chão nos fugisse. É um

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Olhão: Olhão Livre

Na Volta a Portugal em Blogues destaque para as preocupações ambientais do Olhão Livre.

Pois claro

(texto de Marcos Cruz)
Ao acordar dizia sempre um disparate. Dizia depois outro, sempre que tinha de o explicar: dizia que limpava o espírito, como beber um copo de água limpava o corpo. Era uma questão de saneamento. Básicos, ambos, o saneamento e a questão.
Por outro lado, havia nisto uma possibilidade de sapiência que a fazia hesitar em chamar-lhe estúpido, embora se pudesse sempre defender com o argumento de que chamar-lhe estúpido era o disparate dela. Mas ele não ia nisso, primeiro porque chamar estúpido a um indivíduo que sempre que acorda diz um disparate não é necessariamente um disparate; depois porque, se o fosse, seria um disparate estúpido, já que, com tantos disparates para dizer, não faria sentido escolher um disparate tão pouco disparatado.
Aliás, não faz sentido escolher um disparate. Aliás, um disparate não faz sentido. Enfim, o argumento que ela poderia usar para se defender de lhe ter chamado estúpido, caso viesse a descobrir que afinal a estupidez era mesmo sapiência, parecia-lhe, a ele, um disparate. Por isso é que, naquela manhã, em vez de dizer um disparate, ele lhe chamou estúpida.

Ilustração de Manel Cruz

O que pode Jorge Sampaio fazer pelo país?

Na TSF, Jorge Sampaio diz que pensa muitas vezes no que pode fazer pelo país. Assim de repente, vêm-me à cabeça 2 coisas muito simples:
– abdicar dos privilégios pornográficos a que tem direito como ex-Presidente da República (gabinete com secretária, carro com motorista e subvenção vitalícia).
– indemnizar o país pelos 10 anos lamentáveis do seu mandato.
Boas ideias, não?

Reformados e pensionistas: Cavaco Silva

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6480 euros


Solidariedade

a interacção entre seres humanos, é dar a mão a quem precissa ajuda

Foi com surpresa e com mágoa que recebi hoje uma mensagem de um suposto camarada nas lides da escrita, a advertir-me que o texto escrito por mim na Sexta 22 de Outubro, ainda em rascunho, não seria publicado mais depressa pelo facto de eu perguntar para quando estava prevista a edição. Era só uma questão para me orientar. A resposta foi dura. Aliás, esta pessoa que considero da minha intimidade por me ter salvado três vezes de postes mal escritos, o que sempre agradeci e continuo a agradecer, comentava que, caso dependesse dela, não publicaria o artigo porque estava em inglês e a língua deste país é luso português. Senti tristeza: tinha-me sido solicitado pelo manda chuvas, um Senhor que sabe ser bem-educado, que usasse as minhas habilidades em línguas não lusas, como desafio para a leitura de um maior número de pessoas. Como colaborador que me estimo, escrevi em Castelhano, língua mal denominada de Espanhol, em Inglês e em Francês. As leituras foram incrementadas.

A minha mágoa causada pelo colega de escrita é ainda uma ferida. Não vou responder, não gosto de desencontros. Mas lembrei-me deste texto que simboliza a colaboração espontânea e silenciosa entre pessoas que raramente hostilizam outros, por sim ou por não. Lembrei-me do conceito de solidariedade, essa silenciosa colaboração com outro, essa interacção social simpática e amistosa, sobre a qual já escrevi neste sítio de debate.

Este conceito não foi criado por mim. Em 1883, Émile Durkheim definia a solidariedade como o apoio e a coordenação de pessoas entre si. Nenhuma sociedade seria capaz de funcionar se não houvesse apoio mútuo. Bem sabia Durkheim, como socialista que era, que essa solidariedade era uma ilusão. Ideologia Socialista Democrata aprendida das suas leituras da obra de Karl Marx e de trabalhar com outro

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O Primeiro Outdoor de Cavaco Silva:

Mais um exclusivo AVENTAR:

Mário Soares: «Cavaco não é de Direita e pode causar surpresas»

UMA ENTREVISTA HISTÓRICA AO «LA REPUBBLICA»*

«Como homem e como político, Cavaco Silva não é de direita e poderá reservar algumas surpresas», afirma Mário Soares, em entrevista publicada no jornal «La Repubblica», de Roma. A entrevista foi feita pelo enviado do jornal a Lisboa, Sandro Viola. (…)
Viola afirma ter achado Mário Soares «sereno e bastante optimista» e cita o presidente português como tendo negado que «a espectacular vitória do PSD e de Cavaco Silva constitua um perigo para a democracia, como vêm repetindo os comunistas e alguns expoentes do Partido Socialista.
«Trata-se de uma derrota das esquerdas, mas não me parece que tenha sido uma derrota da democracia», argumenta o presidente.
Na opinião de Viola, a atitude de Mário Soares em relação a Cavaco Silva «é de estima». [Read more…]

amizade, uma relação cultivada

sem amizades cultivadas, podemos endoidecer

Escrever sobre um sentimento, não precisa citações. A amizade é uma   afeição recíproca entre duas pessoas que cultivam boas relações. É a sinceridade entre essas duas pessoas que sabem partilhar sentimentos e calar. Numa palavra, é a confiança mútua entre pessoas de qualquer idade que sabem tomar conta uma da outra, sem entrar pela vida privada do outro. É um sentimento de nunca abandonar a pessoa por quem se sente afectividade. Foi, na Grécia clássica que, pela primeira vez, através de Aristóteles, definido o conceito amizade. Os motivos da Amizade diferem em espécie, como, também, diferem as respectivas formas de afeição e de amizade. Existem três espécies de Amizade, e igual número de motivação do afecto, pois na esfera de cada espécie deve haver afeição mutuamente reconhecida.
Aqueles que têm Amizade desejam o bem do amigo de acordo com o motivo da sua amizade:

1) utilidade, a Amizade existe na medida em que se recebe um bem de outra pessoa. Incluindo, esta categoria, o prazer: isto é, desenvolve-se a Amizade por pessoas de fácil graciosidade, não em virtude do seu carácter, mas porque elas lhes são agradáveis. Assim, aquele cujo motivo da Amizade é a utilidade ama os seus amigos pelo que é bom para si mesmo; aquele cujo motivo é o prazer fá-lo pelo que lhe é prazenteiro; nunca o é em função daquilo que é a pessoa estimada, mas na medida em que ela lhe é útil ou agradável. Essas Amizades são portanto circunstanciais.

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BPN: burla fresquinha

A Polícia Judiciária e o Ministério Público têm em curso uma mega operação, com dezenas de buscas em todo o país. A SIC sabe que nesta altura há um detido, numa investigação relacionada com o Banco Português de Negócios e uma gigantesca burla que pode ascender aos 80 milhões de euros.

Notícias ainda muito contraditórias, falando-se de três advogados detidos, da implicação de Luís Duque “antigo presidente da SAD do Sporting e vereador da Câmara Municipal de Sintra”, tendo Fernando Seara, presidente da câmara de Sintra também sido abordado.

Convém lembrar que o BPN é directamente responsável pelo défice das contas do estado, havendo o risco de o termos de pagar, inteirinho.

Começa a campanha pela…


Se nas próximas “presidenciais” os portugueses levarem a abstenção a um resultado superior a 50% do universo eleitoral, talvez qualquer coisa comece a mudar.