Neste nosso dia, nada como ouvir boa música! Zita Formoso.
nÃO sEJAS dUR"a" dE oUVIDO # Especial Dia da Mulher 2:
Um bom dia da Mulher para todas as leitoras do Aventar e aproveitem para não serem duras de ouvido escutando as músicas que escolhi, graças ao convite do autor da série, para colocar em alta rotação durante este dia no Aventar. Zita Formoso.
nÃO sEJAS dUR"a" dE oUVIDO # Especial Dia da Mulher 1
Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, um especial de uma convidada: Zita Formoso, habituada a ouvir boa música do autor original desta série:
nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO – Março 2010 #1
Foram geniais e nós, todos nós, devíamos exigir o seu regresso. Rápido e em força. Que saudade…
Títulos de Programas de TV – Ídolos ou Epifenómenos?
Na luta pelas audiências, as estações de TV recorrem ao uso de títulos altissonantes para baptizar programas cuja finalidade é captar a adesão de milhões de telespectadores. ‘Ídolos’ foi um dos casos recentes.
Em minha opinião, considere-se embora os esforços das máquinas de mediatização, na música ligeira, como em outras áreas de expressão artística, os verdadeiros ‘Ídolos’ não se fabricam através de métodos artificiais e fórmulas de resultados instantâneos, tipo mousse ‘Alsa’. O estatuto inicia-se sobre qualidades inatas e adquire dimensão universal ao longo de prolongadas carreiras, carregadas de esforço. O talento, reafirmado de forma constante, consolida, portanto, esse estatuto. Assim sucedeu com Amália Rodrigues, Louis Amstrong, Edit Piaf, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Bruce Sprinsteen, Beatles e tantos outros que, em diferentes épocas, granjearam níveis de popularidade à escala mundial.
Pobres e Cultos
Estavam os três sentados numa das mesas, a mais afastada da entrada, e o único que tinha barba, pêra e bigode, razoavelmente cuidada, falava mais que os outros, como que dando uma aula. A espaços era interrompido com perguntas ou comentários. Falavam da dificuldade em arranjar emprego remunerado, que trabalho todos iam tendo de uma maneira ou de outra.
Distraí-me, a conversa dos outros não me diz respeito, e quando por acaso voltei a prestar atenção, já a conversa versava sobre política internacional. E o que ouvia era bem dito e com conhecimento de causa. Achei estranho já que os três indivíduos me tinham parecido, à primeira vista, “uns pobres coitados”, e comecei a prestar um pouco de atenção. Mais tarde ainda falaram de fotografia, melhor dito, um falou, e bem, e os outros ouviram, como seria de se esperar já que estavam num local que promovia exposições e mostras de fotografia, e acabaram a falar de música clássica e da sua mistura com a música ligeira. Algo parecido com o que aqui vos mostro.
Todos mostravam uma cultura acima da média e uma forma de falar cuidada, com o homem da barba a comandar e reger a conversa
Tudo aquilo era um pouco estranho para mim. A letra não condizia com a careta.
Aos poucos, com o evoluir do que fui ouvindo, fiquei a saber que eram três “sem abrigo”, todos na casa dos cinquenta anos, sendo um de Coimbra, e dois da área do Porto.
Quando reparei que tinha esmorecido a conversa, fui falar com eles.
Com alguma dificuldade lá me confidenciaram que um tinha uma licenciatura em gestão, outro tinha ficado pelo terceiro ano de medicina e o terceiro tinha o antigo sétimo ano do liceu e tinha estudado alguns anos de piano no conservatório. Todos a viver na rua, sem emprego, sem família, sem amigos. E no entanto, cultos e interessados pelas coisas da vida e do mundo.
E eu que julgava que “esta gente” mais não era que um bando de desgraçados, bebedolas, que se tinham entregado às dificuldades da vida, desistindo de viver.
Como a gente se engana!
Aventar com Vivaldi
Os homens notáveis são aqueles cujas existências e obras perduram na memória e admiração da humanidade, geração após geração, século após século. Ontem, com o “Aventar em obras”, não tive a oportunidade de homenagear António Vivaldi, nascido em Veneza em 4 de Março de 1678 (4 de Março é também a data de aniversário da minha filha mais nova).
Este género de homenagem a compositores musicais proporciona-me igualmente um sabor especial: o prazer de diminuir todos aqueles que de forma sistemática, na blogosfera ou fora dela, se entregam ao prazer mórbido da cabotinagem.
Apesar da dita homenagem não ter podido realizar-se ontem, aqui, não me dispensei de o fazer hoje com recurso a um video das famosas “4 Estações”.
Vencidos, à primeira hora do primeiro dia da primeira estação, os cabotinos iniciam o regresso à toca, mudos e de orelhas caídas. Coitados! … mas voltam sempre a cabotinar.
Afinal, são mesmo os músicos os que mais perdem com a pirataria
Hoje tenho de me penitenciar. Errei. Admito que terá sido por desconhecimento, mas não fui mal intencionado. No passado disse e escrevi que não eram os músicos os mais prejudicados pela pirataria de música. Errei. Os músicos são, de facto, os mais prejudicados.
A imagem do disquinho que acompanha este texto permite verificar que são os músicos, artistas individuais ou bandas, aqueles que menos recebem. Todos os outros agentes em redor da indústria da música ganham mais com a capacidade técnica e criatividade dos artistas. Sim, daqueles que ganham menos. Logo, quanto mais pirataria menos recebem os artistas.
Fósforos no vento
Uma das minhas crenças é a de que parte do que somos se encontra perdido por aí e uma das tarefas que devemos honrar no tempo que venha a tocar-nos neste mundo (porque o outro, quem sabe se viremos a tê-lo ou não?) é encontrar cada um desses fragmentos.
Poderá ser um livro, ou apenas certa passagem, ou talvez até uma única frase; poderá ser o jardim interior de uma casa em ruínas, onde se descobre uma fachada de azulejos que resistiu à devastação do tempo; poderá ser a luminosa tonalidade de azul de um quadro com que nos cruzamos nesse museu de província onde entramos para escapar à chuva; poderá ser uma frase melódica, que começa a acompanhar-nos desde que a ouvimos pela primeira vez. Cada um de nós, estou em crer, possui esse mapa de fragmentos a recolher pela vida e poucas coisas me parecem mais tristes do que a ideia de que essa vida se esgote sem que nos tenhamos deparado com pelo menos um deles. [Read more…]
Dias assim, tivemos, mas a foice
The Kinks – Days
a capacidade de remate do Ray Davies nunca foi tida em conta, na época, perante as jogadas colectivas lm que descambaram no gostamos todos dos beatles.
agora com coiros atrás, não vais a lado nenhum. os agentes desportivos bem se esforçam mas com os agentados é sempre assim, couro atrás
e
A Lusofonia, espaço ideal para a cultura galega (Memória descritiva)
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Neste vídeo podemos ouvir um breve trecho de uma canção popular açoriana, que Adriano Correia de Oliveira tornou muito conhecida, cantada pela lisboeta Raquel Tavares e pela galega de Mós (Vigo), Uxía Senlle – “Morte que mataste Lira”. Um belo mosaico lusófono. O espectáculo “Cantos na Maré”, onde este vídeo foi gravado, realizou-se em 19 de Dezembro passado, em Pontevedra.
Uxía Senlle é uma cantora galega de que aqui tenho falado por diversas vezes, dada a sua estreita relação com a cultura portuguesa. Numa entrevista recente dada a Margarida Martins, do Portal Galego da Língua, fez diversas afirmações que demonstram a sua convicção na unidade entre as duas vertentes da língua. Não vou transcrever essa entrevista, mas apenas salientar alguns dos seus aspectos mais relevantes.
«É um grave erro estratégico não afirmar que galego e português são a mesma língua», disse Uxía que em dado momento conta como nasceu o projecto “Cantos na Maré”: [Read more…]
Poemas do ser e não ser
Passei o dia a ouvir música
sempre a mesma
alternando Madredeus e Erik Satie.
Como foi possível
parecerem-me tão semelhantes?
Que percebe de sons
este monocórdico espírito?
Mas foi o mesmo
o que produziram em mim:
a sensação amarga
de ter atirado fora uma paveia de sentimentos.
Como vou misturar
é quase certo que nada existe
nada está perto nem eu estou triste
com Embryons desséchés
e Peccadilles importunes? [Read more…]
nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO 2010 Fev #13:
Mais um conjunto de novidades num mês particularmente activo.
Uma colectânea de homenagem aos The Walkabouts (Got no Chains) de boa qualidade, seguida de mais um trabalho da Charlotte Gainsbourg (IRM) provando ter bons genes e, por fim, uma surpresa excepcional, Isbells (Isbells). Ora, siga para bingo continuando com musiquinha da boa!
a rapariga do violino. história de infância
Era a menina mais linda e querida de todas, doce como o mel, não de muitos beijos, subtituidos por palavras bonitas e poéticas. As suas primas a adoravam e não eram capazes de passar sem ela. Ia de casa em casa as visitar e em todas elas dormia, excepto se a avó mais querida, estava só, a Avó Graça, uma mãe para ela.
É verdade que a rapariga do violino tinha a sua própria mãe, querida, mas muito longe, em outro país essa mãe Marta, no mesmo no que morava o tío primo Luís, mas bem mais longe de onde morava o seu pai, Ludgero.
Pai no Brasil, mãe na Inglerra a tirar um curso especial, esse famoso Skype da Avó Mãe Graça, era uma joia: podia vê los e falar com eles como se estivessem muito perto, como costumava fazer com o tio primo Luís. Que a levava as costas, era o seu cavalo.o havia semana em que os pais não falassem com ela e a ouvissem. Os pais no perguntavam da escola, contavam lhe histórias e o que eles faziam.
a paixão que mata o amor

A morte de Beatriz
Para a mulher que respeito e amo, ela sabe quem é….
O povo português anda preocupado pelas batalhas políticas. Nem sabemos quem nos governa: se é o primeiro-ministro ou a oposição. E se é a oposição, qual é, entre todos os presidentes dos partidos das bancadas que fazem do governo uma minoria, o que exerce o poder? Minoria que, estrategicamente, procurará convénios com os partidos mais pequenos que apoiam o governo minoritário, com condições eternas.
Devo confessar que é um tema interessante, apaixona-me no meu querer saber de como vamos resolver a crise económica que nos atormenta e empobrece, como vamos criar mais postos de trabalho, como vamos agasalhar os que têm frio e fome especialmente em dias de festa, como o carnaval. Povo teimoso que, com frio e tudo e sem dinheiro, passeia e anda pelas ruas da alegria, esquecendo assim as da amargura.
No entanto, quando estamos no meio de outros problemas, sobretudo emotivos, o que o governo faça ou não, passa para segundo plano nos nossos interesses. Até um certo ponto. A crise económica entra nos nossos sentimentos e ficamos fracos para o amor. Bem queríamos amar sem preocupações e oferecer presentes, mas a carestia de vida em que este fraco governo nos meteu, faz-nos mais pobres ainda: de recursos e de emoções.
Os recursos, podem ser resolvidos, o amor também. Um nada de optimismo coloca-nos nas portas da serenidade e da paz. Requisito mínimo, para sabermos conviver em permanente conflito político, especialmente nós, que apoiamos o governo de minoria e os seus aliados. [Read more…]
O youtube censor em nome dos maus costumes
http://www.dailymotion.com/swf/x5udbj
Este vídeo,o excelente Gobbledigook dos Sigur Rós, foi retirado do youtube por pressão daqueles tarados sexuais que se excitam só de verem pessoas nuas nomeadamente as do seu próprio sexo e têm vergonha.
Está mal, e é o youtube no seu pior.
Pink Floyd, Astronomy Domine ao vivo em 1968
O youtube também é um campo arqueológico a tender para o infinito. A primeira grande composição pynkfloydiana, numa actuação dominada por Syd Barret, o criador.
Ouvi dizer – Ornatos Violeta
Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim!
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma! [Read more…]
nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO 2010 Fev #12:
Desta vez trago mais três novos lançamentos, sendo um deles um caso muito especial.
Assim, temos os Midland (The Courage of The Others) e Hot Chip (One Life Stand). Não posso deixar de sublinhar o regresso dos grandiosos Tindersticks (Falling Down a Mountain) com direito a concertos em Portugal. Há uns anos assisti a um concerto de Stuart Stample e sua banda no Coliseu, uma coisa de outro mundo. Memorável.
A liberdade na comunicação social a xutos e pontapés
Esta canção não passa nas rádios portuguesas. Só no youtube tem 600 000 visualizações.
Finalmente as rádios portuguesas abandonaram a ditadura das audiências e decidiram ensinar o povo a ouvir (sim, que o povo é surdo e a música popular nunca existiu).
No top nacional de vendas (e sim, quem faz o top é quem vende não é quem compra) deve estar agora isto:
O que faz de Portugal um exemplo para o mundo. Das Honduras ao Irão, todos têm aqui muito que aprender.
O primeiro «casting» do Filipe dos Ídolos
«Não quero ir a Lisboa.» .«Este programa não me diz nada.» «Só venho ouvir a vossa opinião».
nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO 2010 #11 Fev.
Foi nos Arcade Fire que conheci Owen Pallett mas foi como Final Fantasy que tive o grato prazer de o ver/ouvir ao vivo na Zambujeira. Um dos grandes regressos de 2010 com o seu novo trabalho Heartland by Owen Pallett. A não perder!
Ainda novos lançamentos de 2010 a não perder: Los Campesinos (Romance is Boring). Em grande, uma vez mais, as fantásticas First Aid Kit (The Big Black and The Blue), que foram uma das grandes revelações do ano passado e que se preparam para ficar na história como um dos melhores trabalhos do ano que agora começa. Aqui, no Aventar, sempre com as melhores novidades musicais.
Pedro Abrunhosa cai nos Ídolos
Por uma vez, o Aventar ficou em casa a ver os Ídolos. Aconteceu de tudo. Pedro Abrunhosa foi cantar com os finalistas mas, antes disso, deu uma queda no palco. Espectáculo é espectáculo.
Diana canta Led Zeppelin
Diana Piedade canta Whole Lotta Love dos Led Zeppelin. Vejam.
Pedro Abrunhosa…
…para ali aos tombos no Ídolos com a Diana e o Filipe e eu aqui à espera do novo álbum que ele me prometeu no Teatro S. João!
E já agora, a Obra-prima:









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