Um curso de Educação e Formação de Adultos é actualmente a única opção para quem, tendo mais de 18 anos, queira estudar. Num país onde o desemprego cresce todos os dias mandava o bom senso que deveriam ser estimulados, já para não falar na reabertura do ensino recorrente por módulos, que correspondia com algumas adaptações ao ensino regular e a euforia das Novas Oportunidades mandou às malvas. Ora os Cursos EFA acabam de ser suspensos. [Read more…]
FENPROF esteve no MEC
Vivem-se tempos agitados na Educação.
No dia em que Cavaco celebrou as bodas de morte do casal governamental, o Conselho Educativo reuniu no Ministério da Educação. Com Crato reuniram-se o Conselho de Escolas, a FENPROF e a FNE.
A FNE tem um sentido muito optimista, abrindo a porta para tudo e para nada – agora a vinculação também é para quem está desempregado, os horários vão ao sítio e os problemas nas ofertas de escola vão ser todos corrigidos.
Quase valeria a pena perguntar à FNE quem é que assinou a legislação de concursos que permite isto tudo.
Da parte da FENPROF chega-nos, como é hábito, uma versão menos positiva. São várias as propostas entregues ao MEC e, ao que parece, só uma coisa está em vias de se resolver: docentes sem horário, mas com outras tarefas lectivas, serão retiradas da bolsa e a aplicação da mobilidade fica mais longe.
E esta será a questão central dos próximos tempos: como é que se consegue evitar a aplicação da Mobilidade?
Estados de alma na Educação
Depois da agitação Cratiana inicial, o ambiente Educativo começa a adquirir tons e cores diferentes dos que foram usados
para pintar o arranque do ano.
Não quero com isto significar que ficou tudo cor-de-rosa, ou antes, laranja. Nada disso.
O que talvez tenha acontecido é uma maior separação entre uns e outros – entre os que estão na escola, os que têm emprego. E os que estão em casa, os que estão desempregados.
Não há cores garridas no ar, anda tudo um na área dos cinzentos nas salas de professores e tudo muito mais negro nos ecrãs de computadores que juntam os desesperados à procura de uma vaga.
Não se entende muito bem o que aí vem – será que a mobilidade chega? Será que terei horário para o ano? Será que ainda me vão meter mais alunos dentro da sala? E o programa, vai mudar ou será sempre este?
Para quem está em casa, o olhar triste confunde-se com a luz do ecrã: a vontade de aproveitar o sol é zero e a capacidade de pensar no futuro está limitada pela frustração da existência. Falta um pilar fundamental – ter emprego. Trabalhar.
Os que estão por casa desejam, com mais ou menos palavras, que muitos metam a reforma. Nas escolas, os mais velhos, perguntam a toda a hora – quando é que me posso ir embora?
Haverá futuro para uma Escola assim? E que futuro tem este país que trata a escola assim?
As respostas têm que ser suportadas no optimismo do 15 de setembro: claro que Há OUTRO CAMINHO!
E Vincent Peillon sabe qual é!
Incompetência deste governo
Há muitos sinais, ou antes, há muitos e variados factos que provam a incompetência dos boys que nos dirigem.
No Ministério da Educação, um ex-comentador, voltou a provar que afinal é possível repetir os erros do passado: fazer, nos concursos, um trabalho ao nível de Maria do Carmo Seabra.
Mas há mais.
São ainda milhares os alunos sem professor nas nossas escolas públicas.
Verdade!
Há mais de 40 000 professores desempregados em casa!
E há milhares de alunos nas escolas ainda sem professor!
Alguém entende isto?
Más-línguas
José Cândido
Porto, 18-09-2012
– Tenho lá uns livros na estante que estão bons para ser trocados por uns bonitos, com cheiro a novo, onde assino?– Olha, e eu estou farto de colocar letras que não servem para nada! Ainda bem que estamos de acordo…– E sempre fazemos um sainete com os falantes próximos da nossa língua, até conheço um…mas isso agora não interessa!…

Dentro do governo, os uns e os outros
O caso da TSU não é em si uma novidade, toda a acção política deste governo visa tirar aos que trabalham para dar aos que são proprietários dos meios de produção, um clássico da luta de classes. Tem mesmo a enorme vantagem de não enganar ninguém, e incomodar quem deveria beneficiar mas sabe do seu ofício (ontem mesmo ouvi de um empresário do calçado, a única indústria portuguesa que soube ganhar com a CE, que iria tentar compensar os seus trabalhadores pelo assalto, já que isto os ia desmotivar, quem sabe gerir uma empresa, sabe).
Mas não deixa de ser a diferença entre a vergonha e o descaramento. Através do Público de hoje sabemos agora que três ministros se opuseram: Paula Teixeira da Cruz, Paulo Macedo e Miguel Macedo. Demonstram inteligência, afinal havia três. também demonstra que o CDS tem ministros que não leram o programa do seu partido. Fantástico.
Gozo particularmente com o apoio de Nuno Crato. Se olharmos para o que se está a fazer no estado espanhol em matéria de educação, percebe-se: Nuno Crato teve alguma graça ao criticar os exageros do eduquês, fora isso é apenas o representante para o ensino da tenebrosa ideologia que nos governa, que ambiciona apenas e só acabar com a escola pública. As sucessivas mentiras em que se tem embrulhado só o atestam. Só é cego quem não o consegue, ou quer, ver.
Nuno Crato, o fugitivo
Li com o Olhar do Miguel, uma pergunta da Bárbara que eu gostaria de ter feito.
Eu era menino para tentar acertar na resposta: porque tem cu!
Ou antes, na 5 de outubro, outrora a casa ministerial, seria cu a resposta.
Nas Laranjeiras teria que dizer Ânus.
Mas cu ou ânus, o medo é o mesmo e mais vale fugir! É que há os heróis mortos e os cobardes vivos.
Nuno Crato: ignorante, irresponsável ou mentiroso?
Nuno Crato desvalorizou o aumento do número de alunos por turma, recorrendo a argumentos absolutamente levianos. O rendimento dos alunos levanta questões demasiado complexas e a verdade é que há estudos que provam que turmas maiores são prejudiciais, o que foi recentemente confirmado pela OCDE.
Nuno Crato justificou o aumento do desemprego entre os professores com a diminuição do número de alunos, o que, de qualquer modo, já era falacioso, pois esse facto é consequência do aumento do número de alunos por turma, da criação de mega-agrupamentos e da revisão curricular, entre outros factores. Como se isso não bastasse, descobre-se, agora, que houve cálculos errados, mais uma vez contrariados pela OCDE.
Não posso afirmar que Nuno Crato seja mentiroso e deixo ao próprio ministro a possibilidade de rejeitar essa acusação. Se não for mentiroso, será, no mínimo, ignorante. Sendo mentiroso ou ignorante, será sempre um ministro irresponsável ou continuará a ocupar a pasta graças à irresponsabilidade do primeiro-ministro.
Entretanto, é o seu filho que continua a ser prejudicado.
O tamanho das turmas
A Nini de Pedro e a linhagem de Crato
Santana Castilho *
Depois da desastrosa comunicação ao país do Primeiro-Ministro, o “Pedro” (são a mesma pessoa) escreveu banalidades no “facebook” e foi alegremente cantar a “ Nini dos meus 15 Anos” para o Tivoli. Depois do ministro da Educação passar um ano a destruir o ensino público, o filho do primo-sobrinho-trineto em 2º grau do 1.º Barão e 1.º Visconde de Nossa Senhora da Luz (são a mesma pessoa, esclarece a “Wikipédia”) falou ao “Sol” e à “TVI”, como se fosse coisa boa o que até aqui fez. Assim começa o pior ano-lectivo da democracia, para os que sobrevivam a Passos e Crato. [Read more…]
Mário Crespo terá agredido professores?
Alguns professores compreensivelmente revoltados apuparam Nuno Crato quando chegou à TVI para a conversa com Judite de Sousa, que entrevista é outra coisa.
Podiam os professores ter assumido uma atitude diferente? Podiam, claro, mas, quando a agressão é grande, o pobre grita.
Segundo parece, Mário Crespo, na SIC Notícias, terá declarado que os professores tentaram agredir o ministro e que a polícia foi obrigada a intervir.
Uma das presentes na manifestação desmente as afirmações de Mário Crespo.
Quando a realidade contraria os desejos de Nuno Crato
Aldrabar estatísticas já faz parte da natureza de um ministro, em particular se tiver a pasta da Educação. Nuno Crato tem demonstrado estar à altura dos seus antecessores, justificando a austeridade no seu ministério com a quebra do número de alunos, mentira que vai sendo repetida pelos engraxadores de serviço.
Azar dos azares, até a OCDE acaba de o desmentir:
Segundo o ministro da Educação português, a tendência para a redução do número de alunos está para ficar devido aos baixos níveis de natalidade. Já a OCDE, no seu relatório anual sobre o Estado da Educação – Education at a Glance -, hoje divulgado, coloca Portugal entre os sete países da organização que, em 2015 escaparão a esta tendência, no que respeita ao grupo dos jovens entre os 15 e os 19 anos.
É que se a demografia puxa para um lado, a escolaridade obrigatória até ao 12º ano empurra para outro, e com mais força.
Claro que essa obrigatoriedade pode ser revogada com um simples decreto-lei. A chatice é que o descaramento ainda não chegou a tanto. Para lá caminhamos.
A turma de Nuno Crato tinha mais de trinta alunos
Confesso que tenho um gosto perverso em assistir a programas televisivos que detesto. Sempre que posso, revejo, por exemplo, o Knight Rider, provavelmente uma das piores séries do mundo. Também não consigo tirar os olhos do ecrã, quando vejo um cantor pimba a repetir quarenta vezes um refrão, enquanto pula com uma alegria tão postiça que parece um capachinho de má qualidade. A idiotice de José Castelo Branco deixa-me absolutamente mesmerizado. Durante algum tempo, o cabotinismo de José Sócrates punha-me um sorriso de beatitude nos lábios. [Read more…]
Início do ano lectivo: o seu filho, o seu sobrinho ou o seu primo mais novo vão ser prejudicados
A teia urdida por um governo que se fez eleger com o objectivo de destruir o país conduzirá a que o seu filho, o seu sobrinho, o seu primo mais novo ou qualquer um dos seus concidadãos em idade escolar sejam extremamente prejudicados, uma vez que a qualidade da Escola Pública irá, inevitavelmente, diminuir.
Num país em que o Estado já só existe como meio para ajudar os privados, apenas os mais endinheirados poderão proporcionar aos seus filhos uma educação equilibrada. Aos outros, resta esperar que os profissionais que trabalham nas escolas consigam resistir à destruição de um sistema educativo cuja ruína se tem acentuado a partir do momento em que José Sócrates chegou a primeiro-ministro, pelo que seria bom que o PS se remetesse a um silêncio decoroso, ao contrário do que fez o presidente da Câmara de Amarante, que, ainda ontem, elogiou Maria de Lurdes Rodrigues, a mãe de Nuno Crato. [Read more…]
Professores:Uma nova forma de lutar
Estas palavras são vazias de conteúdo para tantos e tantos professores, muitos com anos e anos de entrega à Escola Pública, que hoje ficam em casa.
Mas há rituais que nada nem ninguém conseguem apagar e esta é a semana em que arranca mais um ano lectivo.
E perante o que está a acontecer, sugeria que cada um de nós, na sua escola fizesse uma coisa muito simples: vou deslocar-me aos meus serviços administrativos e farei a requisição do material que considero necessário para exercer a minha profissão. Simbolicamente, porque é disso que se trata, não admito usar um cêntimo que seja do meu orçamento familiar para financiar um Governo que me rouba em permanência: canetas, lápis, um caderno, marcadores para o quadro e folhas de papel. Vou também fazer o pedido de um portátil, hoje fundamental para preparar o trabalho.
Pode parecer estranho a quem trabalha em algumas empresas, mas nas escolas é normal os professores imprimirem fichas em casa para os alunos, levarem canetas e lápis para quem não tem. É frequente ver que cada professor leva o seu portátil para a sala de aula, na ausência de equipamento para trabalhar nas escolas. Mas este não é um momento qualquer.
Nuno Crato está a colocar em causa a própria Escola Pública, inclusive, negando a própria Constituição da República: [Read more…]
Cuidado com os números
Ainda sobre a entrevista de Nuno Crato ao jornal angolano, dois argumentos numéricos são utilizados que contrariam a realidade. O primeiro é a já célebre descida do número de alunos por causa do raio da demografia. O raio das estatísticas é que não coincidem: o Paulo Guinote fez as contas e encontrou
uma diminuição inferior a 0,5% desde 2000 e mesmo um aumento desde 2005
Estranho? não, se pensarmos um bocadinho: a quebra de nascimentos demora uns anos a atingir o ensino, houve imigração e reagrupamento de famílias, o número de anos na escola tem aumentado (e a partir de agora a frequência do secundário é obrigatória) e, é claro, tivemos as Novas Oportunidades (número que se pode desagregar quanto aos alunos, mas é praticamente impossível de fazer quanto aos professores, já que continuavam a ter turmas no ensino regular). Terá tendência para descer? claro que terá, mas no que respeita ao número de professores até tivemos
uma redução de 8,5% em 10 anos, mais acelerada desde meio da década…
Mas há outra piada, a da Áustria que teria um racio professores alunos inferior a Portugal. É verdade:
Fonte
Mas não passa de conversa de treta. Reparem que no ensino primário, ou seja no 1º ciclo, o racio é o mesmo. Ora esse é ó único número comparável porque corresponde a um regime de monodocência, ou seja um único professor por sala de aula, leccionando toda a matéria*. A partir do 2º ciclo estas comparações são falaciosas porque o racio depende do número de disciplinas oferecidas. Mais disciplinas, mais professores por aluno, é óbvio, o número de alunos por turma pode ser relevante, mas também pode não ser. O alemão não é língua que me assista e não encontrei dados sobre o funcionamento do ensino na Áustria que me permitam tirar conclusões, nem vale a pena, porque se falamos de países ricos e de pobres armado ao pingarelho, como Nuno Crato nos apelidou, valerá a pena é comparar o custo do ensino por aluno: [Read more…]
Há um ministro da Educação a menos
A entrevista que Nuno Crato deu ao Sol mostra-nos um funcionário das Finanças e não um ministro da Educação. O primeiro desconhece ou finge desconhecer a realidade portuguesa, o que lhe é útil para justificar medidas financeiras e ignorar problemas educativos. O segundo deveria ser um homem preocupado em resolver as insuficiências da Educação em Portugal, mas o seu contrato, pelos vistos, não contempla essa tarefa. [Read more…]
Portugal tem professores a mais?
O Diário de Notícias está a levar a cabo um inquérito perguntando, aos seus leitores (online), se Portugal tem professores a mais. Resultado às 16 horas de hoje: sim com 55% e não com 45%.
Crato tem aqui um bom exemplo ou argumento de que não somos precisos e que está justificado o que fez ao “mandar para a rua” 43 mil professores (ficaram sem lugar, que é a mesma coisa). Tinham trabalho até Julho! Eram precisos lá.
Eu não acredito que assim seja. Não acredito que os portugueses pensem exactamente assim.
Vá lá e vote NÃO.
Portugal Não tem professores a mais! Precisa de todos, para bem da qualidade do ensino.
Com menos professores, os que ficam estarão ainda mais sobrecarregados do que anteriormente. Em 2009, a OCDE acusava esta situação em Portugal.
Mas ninguém fala nisto. Nuno Crato faz orelhas moucas a relatórios como este. Dá-lhe jeito.
Há professores a mais?
A entrevista de Nuno Crato ao Sol em todo o seu esplendor e formato pdf
A ler. É um documento histórico, a entrevista nuno crato ao sol no mês de Setembro deste ano sem graça de 2012
Fica aqui ao alcance de todas os interessados.
A entrevista de Maria de Lurdes Crato (III)
A entrevista de Maria de Lurdes Crato ao Jornal Sol
Em tempos a mais famosa Ministra da Educação deu uma entrevista em que afirmava a vitória junto do povo, apesar de ter perdido os professores.
Numa entrevista ao Jornal Sol, o ex-comentador televisivo Nuno Crato segue o mesmo caminho e entra por atalhos que o colocam do lado errado do filme:
“Está preparado para sofrer contestação de rua como a que teve Maria de Lurdes Rodrigues?
Eu acho que não. Acho que não vai acontecer. Por uma razão: eu percebo que haja grandes problemas em alguns sectores, eu percebo a situação humana em que estão muitos professores contratados – eu percebo isso. Mas também creio que existe um entendimento por parte dos professores e por parte dos directores de que nós estamos a trabalhar para melhorar a Educação em Portugal. Portanto, tenho o maior respeito pelos nossos professores e pelos nossos directores. Estamos em contacto permanente. Oiço muito directores e oiço muito professores.
Mas não lê os blogues onde eles fazem comentários ácidos à sua política?
Não, não leio os blogues. Não tenho tempo e não considero que seja uma coisa muito importante. Prefiro ouvir as pessoas cara a cara. As pessoas descarregam as suas idiossincrasias das mais diversas maneiras. Não estou preocupado com isso, estou preocupado com o trabalho dos professores e dos directores.”
Concursos de Professores avariam Crato
Vamos lá ver se a gente se entende:
– vai meter os contratados nos quadros ou há gente a mais?
E quanto à população, sugeria outras leituras.
Mas o que fica desta conversa do Sr. Ministro é: será que o chip está com problemas? Porque me parece que há aqui qualquer coisa que não bate certo…
Continuam as trapalhadas, ilegalidades e imbecilidades nos concursos de professores
Admito, caro leitor, que começa a ser um exagero esta coisa dos concursos de Professores. Mas é tão estranho o momento, que só os dedos nas teclas permitem alguma paz.
No dia 31 o Ministério colocou uns milhares de professores. Sabemos agora que cerca de 1500 estão mal colocados! Há escolas com professores a dobrar, docentes colocados em escolas a centenas de quilómetros da que seria a sua justa colocação e até há um professor aposentado colocado em Braga.
Há de tudo, como na farmácia.
Para ajudar à festa, o MEC resolveu obrigar algumas escolas a desenvolverem um concurso interno (ofertas de escola) para os lugares ainda em falta – a confusão estalou, cresceu e agora chegou a indicação do MEC: tudo suspenso até ordens em contrário.
Já não chegava a vergonha que foi o tratamento aos docentes dos quadros durante o verão.
Já não era suficiente os mais de quarenta mil desempregados.
Ainda era preciso isto!
O que diria o comentador Nuno Crato no Plano Inclinado?
Ofertas de Escola estão suspensas?
Nos concursos de Professores, são tantos os erros e as confusões que o MEC acaba de enviar para as escolas uma informação dando nota da suspensão das ofertas de escola. Mais informações em breve.
Descapitalização das escolas: professores mal desempregados
Ontem, foi mais um dia negro para a Educação em Portugal. Graças a Passos Coelho e a Nuno Crato, milhares de professores absolutamente necessários vão para o desemprego. Num país que morre de sede, o governo é o responsável pelo desperdício de água.
Do ponto de vista daquilo que é fundamental para que o sistema educativo funcione, Nuno Crato é incompetente. Na realidade, e de acordo com os seus objectivos, é competentíssimo, como o foram, antes dele, Maria de Lurdes Rodrigues e Isabel Alçada.
Para esta gente, a educação dos portugueses é uma parcela a abater, numa visão que nada vê para além do défice e que não percebe que há mais défices. O capital de um país, sobretudo se subdesenvolvido, corresponde àquilo a que alguns chamam pessoas ou, como lhes chamaria o governo, “seres cuja vida é muito menos importante do que as finanças dos nossos militantes e/ou amigos”.
É tarde para combater tudo isto, mas mais vale tarde que nunca.
Demita-se, Nuno Crato!
Se não defende a Educação, o Ensino, os Professores e os Alunos.
A Escola Pública vai fechar?
Uma reflexão para ler sobre a Escola Pública, por José Carlos Cidade:
“Ironicamente é num momento de recessão, de grandes dificuldades para as famílias que o governo diminui a capacidade de resposta da Escola Pública, tornando ainda mais complicada a saída da crise. A Escola Pública é uma conquista da República e, em especial, da Democracia que não pode ser maltratada e reduzida a nada por um qualquer preconceito ideológico ou por um qualquer pretexto económico. Fechar a Escola Pública seria fechar o futuro do país.”
Professores desempregados
No que se refere ao mundo docente, não há, neste momento, nada mais importante do que a angústia pessoal e intransmissível de todos aqueles professores que, hoje, ficaram no desemprego, especialmente quando se trata de profissionais com vários anos de serviço. Mesmo que o número desses novos desempregados correspondesse apenas a um, o drama individual de alguém que fica impedido de trabalhar é do tamanho do universo, porque não há maior universo do que cada um de nós. [Read more…]












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