A gestão de Ricardo Salgado foi criminosa. Preparem a cela nº45.
A comissão
Nestes dias, banqueiros, super-banqueiros, governantes e super-governantes têm dado um espectáculo obsceno a que assistimos perplexos e, para quem tinha ilusões, desiludidos. A trafulhice, a mentira, a guerra e o respectivo salve-se quem puder, põem-nos frente à evidência de que muitos dos ídolos da finança e da governança, que tantos louvam como se fossem gigantes, não passam de pigmeus morais. E nem sequer, pelo que se vê, se distinguem pela competência. Quem se vai distinguindo neste descaminho são, é bom que se diga, os deputados da Comissão Parlamentar. Nem faço aqui distinções ou exclusões, sabendo, quem me conhece, da minha óbvia preferência pela parte esquerda (alta…) da mesa. Sempre é refrescante, para crédito da Democracia, ter a percepção que os eleitos estão, diligente e competentemente, a fazer aquilo para que os elegemos. No meio do lamaçal, é bom encontrar algum terreno firme, alguma segurança que se possa atirar à cara dos que dizem que os políticos são todos iguais. Sabemos bem, sobretudo quem visita com alguma frequência o canal AR, que é nas comissões que se passa algum do trabalho mais nobre do parlamento. Mas ver deputados a aguentar, concentrados e intervenientes, 18 (!!) horas de sessão – alguns foram sendo substituídos, outros fizeram o pleno -, escancarando à nossa frente este sinistro enredo, tem de ser saudado. Precisamos de sentir que, nesta encruzilhada, alguém nos representa.
A excelente forma de Ricardo Salgado

© LUSA (http://bit.ly/1qry4VZ)
Sed cum legebat, oculi ducebantur per paginas et cor intellectum rimabatur, vox autem et lingua quiescebant.
***
Gostei imenso do discurso que Ricardo Salgado proferiu ontem na comissão parlamentar de inquérito ao caso BES. Por motivos profissionais, não pude assistir à audição. Contudo, o Público e o Expresso publicaram o excelente texto do ex-presidente do Banco Espírito Santo.
Vejamos alguns (sim, só alguns) dos melhores momentos:
Acção, Abril, accionistas, acções, actas, actividade, activos, actuação, actuações, afectava, afecto, correctas, Dezembro, directa, directamente, directo, efectivamente, efectuar, incorrecto, injectar, interacção, Janeiro, Julho, Junho, Maio, Março, Novembro, objectivo, objecto, Outubro, percepção, perspectiva, perspectivas, projecção, projecto, protecção, protectora, respectiva, respectivos, ruptura, Setembro.
Aliás, até proponho que Salgado seja distinguido com uma menção honrosa, devido à destreza com que adoptou grafias extremamente perigosas, como percepção, perspectiva, perspectivas, respectiva, respectivos e ruptura.
Muito bem, Ricardo Salgado. Óptimo. Excelente.
É evidente que estes “muito bem”, “menção honrosa”, “óptimo” e “excelente” devem ser lidos à luz da máxima atribuída por Daniel Dennett (p.21) a Gore Vidal: “It is not enough to succeed. Others must fail“.
“Others must fail”. Pois, claro. Sim, ‘others’. Efectivamente, os do costume.
Depois de apreciado o desempenho ortográfico de Salgado, debrucemo-nos sobre a habitual salgalhada do Diário da República:
Exactamente: ontem, no sítio do costume.
Actualização (11/12/2014): Sim, sim, reparei no *eminente. Contudo, atenhamo-nos ao AO90.
Setembro existe

Fonte: Financial Times (http://on.ft.com/1BxKxsI)
Segundo a RTP, o jornal *Finantial Times divulgou que o Banco Espírito Santo terá feito empréstimos não declarados ao Espírito Santo Internacional, através do Panamá. O problema é que o jornal Finantial Times não existe. Aquilo que existe é o jornal Financial Times. Como *atualizado, em português europeu. Não existe. Aquilo que existe é actualizado. Quanto a Setembro, sim, existe: Setembro existe. Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.
OZ
– “Finalmente, criadas salsichas de peixe que sabem a carne” (anúncio patrocinado pelo IPMA, dando conta de porfiadas investigações). Pronto. Agora já sabem o que o Crato entende por “investigação útil”.
– “Se reduzirmos as consultas para um máximo obrigatório de 15 minutos, deixa de haver falta de médicos de família” (declaração proferida, levantando o focinho das folhas de cálculo, pelos contabilistas do Tribunal de Contas). Pronto. Agora já sabem com resolver este grave problema e vislumbrar, seguindo este raciocínio até às últimas consequências, como se configura a solução final.
– “Ricardo Salgado não tem em seu nome um único bem; nem uma casa, nem um simples automóvel” (noticiam os jornais). Pronto. Agora, quando, para as bandas de Cascais, virem passar um homem de meia-idade, com um fatinho de 20 000 euros e acessórios personalizados, circulando de patins, já sabem: é o sr. Ricardo Salgado.
Histórias para embalar ovelhas
(Passos Coelho efectivamente avisou ao que vinha senhor deputado. O vídeo do Ricardo Santos Pinto é a prova viva disso mesmo…)
Duarte Marques, qual cruzado passista, continua a usar do seu espaço gentilmente cedido pelo Expresso para simpáticas lições de propaganda social-democrata, conhecimentos quiçá adquiridos na universidade de Verão lá da jota, ora louvando Passos Coelho, ora veiculando falsidades, o que no fundo também se enquadra no acto de louvar o primeiro-ministro, esse exímio contador de mentiras.
Propaganda e Circo
Os académicos do regime, da blogosfera à comunicação social financiada pela direita militante ou outras clientelas, têm explorado à exaustão o suposto murro na mesa de Passos Coelho que recusou, apos suposto pedido de Ricardo Salgado, uma intervenção do estatal no banco que alguns dos seus correligionários tomaram posteriormente de assalto, quais Armandos Varas enviados por Sócrates para o BCP. A tal comunicação social que a propaganda refere como sendo de esquerda, apesar de controlada por homens da direita liberal, tem feito das tripas coração para beatificar São Pedro da Tecnoforma e a sua coragem sem paralelo de tirar o tapete ao banqueiro caído em desgraça. Apenas e só quando caiu em desgraça, algo que ilustra bem a coragem do indivíduo.
Ricardo Salgado acredita que deve ser preso
De outra forma, como poderão “a verdade e a justiça prevalecer“?
Quanto vale a liberdade de um terrorista financeiro?
3 milhões de euros. As empresas podem estar a afundar mas dinheiro é coisa que nunca lhe falta…
Ricardo Salgado atrás das grades? Espírito Santo seja louvado!
(faço votos para que passes a ver o sol neste enquadramento Ricardo. Mas se puder ser pior, fica já aqui a garantia que rezarei 2 tercinhos ao Espírito Santo, ok?)
O mais certo é estar cá fora dentro de algumas horas mas no momento em que escrevo estas palavras, o destacado terrorista financeiro Ricardo Salgado está detido para interrogatório o que, enquanto contribuinte que alimentou parte da actividade criminosa da família deste sujeito, só me pode encher de felicidade. Agora que o império se desmorona, o homem que o DCIAP garantia há um ano e meio não ser suspeito na investigação do caso Monte Branco/Akoya volta a encontrar-se com a justiça no âmbito do mesmo caso. Faço votos que passe lá o resto da vida e, se possível, que alguns dos seus familiares pertencentes à mesma célula terrorista lhe sigam as pisadas.
Evangelho segundo João 8, 1-11
Quem nunca se esqueceu de declarar aqueles 8,5 milhões de euros que estavam esquecidos naquela gaveta da mesinha de cabeceira, dentro daquele envelope para as férias do próximo ano? Será isto motivo para condenar um homem ao enxovalho? Claro que não! Agora fazer negócios com comunistas radicais que se alimentam de crianças ao pequeno-almoço já é algo que ultrapassa todos os limites. Deve haver aqui dedo do Sócrates que ele também vendia uns computadores ao Chavéz. É que apesar do takeover social-democrata do mais antigo banco do regime, é de senso comum que se alguma coisa correu mal, a culpa só pode ter sido dele ou do TC.
Espírito Santo valei-nos, o mundo está perdido!
O Ricardo e o Amílcar
foram às compras no BES. Terá sido com aqueles trocos que vieram de Luanda?
Trapacices financeiras em offshore
No labirinto da trapacice financeira, todos os dias são um rebuliço. Lê-se hoje nos jornais cá do Rectângulo, que o todo-poderoso Ricardo Salgado e o seu protégé Amílcar Morais Pires, homem de currículo que se impõe, poderão ter recebido pagamentos, na ordem dos milhões de euros, directamente do BES Angola. Sim, esse mesmo, o tal que “perdeu rasto” a 5,7 mil milhões de euros.
Ao que tudo indica, os dois terão recebido 27,3 milhões de euros, através de duas empresas, a Savoices e a Allanite, empresas essas que constam na lista de clientes da Akoya, a empresa de gestão de fortunas no epicentro do caso Monte Branco. A quantia terá sido transferida pelo BES Angola para contas bancárias na Suíça. Trapacice financeira que é trapacice financeira tem que ter offshores pelo meio.
O labirinto do verdadeiro poder
Segundo o Expresso, a Portugal Telecom investiu, já durante o ano de 2014, 900 milhões de euros no Grupo Espirito Santo. À primeira vista parece simples mas não é, pelo menos para mim que sou leigo nestas coisas da trapacice financeira. Ler uma notícia destas, para mim como para a esmagadora maioria dos portugueses, é como estar perdido num labirinto de bancos e sociedades gestoras de participações, onde quase todos são accionistas uns dos outros e em cujos conselhos de administração abundam destacadas figuras dos 3 partidos do arco da governação, não vá ser preciso um “empurrãozito” aqui ou acolá.
Sucessão no BES
O número 2 passa a número 1 e o deputado “manchado” fica com a cadeira. Problema resolvido.
1, 2, 3 repita lá outra vez
4,5,6 são só mé duzia de réis. O BES, o banco de todos os regimes, o antigo banco do teso do Salgado, uma das bocas que pediu o resgate a Bretton Woods, uma das bocas que evitou a todo o custo mamar da teta da recapitalização (não interessava muito ter o estado como accionista e ter que comprar dívida portuguesa assim que o país pudesse ir aos mercados) nem que para isso tivesse que ir várias vezes aos mercados financiar-se a curto prazo com juros de 14% (sim, 14%), o tal banco que tinha um dos seus administradores interessadíssimo em saber (dos freelancers entalados na governação) certas informações sobre a possível privatização da HPP (ramo da CGD no sector da saúde), está falido? Is Broken?
Os banqueiros vão passar um Natal complicado
– disse o ricardo do Espírito Santo salgado, preocupando-se com os testes de stress. Relax, está dado o tom e afinação para regressarmos às festivas cantigas da quadra:
Já há uma petição solicitando ajuda humanitária aos desvalidos.
É Natal.
Caixa de Flops
FLOP BES: Se quiséssemos conceber um esquema em triângulo do Poder Efectivo do Regime Português, socialista na cúpula e na base funcionarista pública, haja ou não haja dinheiro porque o Estado é um Poço sem fundo, um dos vértices seria Dr. Ricardo Salgado, do BES, os outros um compósito de arestas entre a bina Soares-Internacional Socialista e a todo-poderosa Maçonaria. Quando o Dr. Ricardo Salgado fala, os Governos escutam e talvez tremam. Quando o Desalentado Povo, puxado por cordas em manifs flop-BE, fala, os Governos cagam e andam. É assim. Tende a ser assim, na Grã Bretanha, na França, em Espanha, em Itália, e no resto do mundo, embora o resto do mundo com o qual nos devamos comparar, por exemplo o próspero, patriótico e organizado Israel, tenha menos razões de queixa dos seus triângulos de poder. Nada, pois, mais eloquente que o dono-mor do Dinheiro em Portugal, Salgado. Não consigo, aliás, imaginar um Primeiro-Ministro em Portugal que rompa com esta normalidade mundanal e a afronte. Nenhum o fez. Nenhum o fará. [Read more…]
Quando um Padrão Estrebucha
Quando um Padrão ou um Salgado estrebucham de desconforto ou dor de hastes, o Céu faz uma festa de arromba. Se Salgado e o seu moço de recados mediáticos andam infelizes e angustiados, fazem queixinhas, por guerras lá deles, sucessão e tal, organiza-se uma santa orgia celestial, mandam-se vir uns vapores e umas dançarinhas para se curtir à larga, e a malta transige nuns bolinhos de bacalhau e num sexo platónico básico.
Na Terra, quem é que quer saber se aos salgados, aos padrões e aos quejandos lhes dói o cu?! Que se fodam! No Céu é diferente. Os Anjos apanham uma valente bebedeira, tropeçam nas asas e despejam vómito pela sumptuosa escadaria da eternidade. Deus perdoa. Ri, cofia as barbas e dá finalmente uma relaxada, fuma um cubano e dá ordens para se colocar música sensual, gajas a dançar seminuas, pois celebra-se as dores de corno de um banqueiro, atiram-se foguetes pelos seu conflitos de poder, as suas guerras de merda. Tudo aquilo que a Banca sacana faz de mal ao cidadão indefeso, as penhoras injustas e filhas da puta ou os perdões de dívidas só a nababos ou os privilégios accionistas só para nababos-paxá como Machete, tudo o que a Banca sem escrúpulos congemina contra o cidadão inerme, genu manco tomado da manada para ser comido de mil e uma maneiras, faz com que no Céu toda aquela anjada e malta defuntada ande de monco caído, coitados.
Mas quando a mesa vira e os referidos Animais do Dinheiro andam às turras no seu infinito vazio, as melhores festas são dadas no Céu, onde estão todos mortos para isto e vivos para o que interessa. Alguém me apresente o angolano Álvaro Sobrinho e que venha a meus braços. Quem enerva o Salgado e o Padrão com tanta eficácia só pode ser meu amigo. E eu faço questão de lhe dar um beijo. É dia de luto no Inferno.
Os portugueses não querem trabalhar
Preferem viver à custa do Ricardo Salgado. Malandros.
Ricardo, o Salgado

Se há coisa que mete nojo nestes tempos que correm são as intervenções dos banqueiros que vivem garantidos pelo dinheiro dos contribuintes. Desta vez, ouvimos o seráfico Ricardo Salgado explicar, penalizado e citando a autoridade do papagaio maníaco-deprimente Medina Carreira, que, “estando Portugal falido”, era necessário que os portugueses compreendessem e aceitassem cordatamente os cortes nas pensões e nos salários, bem como todas as reduções salariais futuras.
Todos temos (adoro esta utilização deste tempo verbal!) que fazer sacrifícios, garantiu, penalizado, o banqueiro. Percebemos agora que, com estas preocupações no espírito, se esqueça de declarar ao fisco oito milhões em cada dose e coloque – certamente pelo mesmo motivo – as suas parcas poupanças pessoais em offshores, enquanto nos convida (ele e o conhecido especialista em finanças CR7) a depositar as nossas no seu banco. Não nos basta tudo o que nos acontece; ainda temos que gramar os principais responsáveis (e beneficiários!) pela situação chorar as suas obscenas lágrimas de crocodilo em público. Só não acrescento aqui tudo o que penso desta gente porque decidi manter a minha página razoavelmente livre de pornografia e violência.
P.A.D.R.A.O
Palhaço Abjecto Defende Riquinho Ameaçando Outrém.
Há gente com muito, muito mau carácter, para quem o dinheiro conta tudo. Tenho pena. Tenho pena dos progenitores que pariram abortos destes. Tenho pena das crianças que sejam filhas disto. Estão condenadas a ser abortos ainda mais abjectos do que o esgoto que os produziu. Tenho pena dos funcionários que diariamente necessitam de trabalhar com um esterco destes. Tenho pena de todas as pessoas que são obrigadas a ouvir desaforos de bestas deste calibre, a quem alguém um dia disse que tudo podiam , só por defenderem os Rs do país. E admiro, muito, todos os que ouvem as ameaças e não se calam. Pobres meninos ricos, carteira cheia e nada no coração ou na cabeça!
















Recent Comments