Verdadeiramente Impressionante!!!
Depois de passar os olhos por este pacote de coincidências, pode-se de certeza concluir que a ilha da Madeira encontra-se completamente (do)minada…
Calma!…
Vejamos. (vale a pena ler até ao fim!) :
Alberto João Jardim – Presidente do Governo Regional
Filha – Andreia Jardim – Chefe de gabinete do vice-presidente do Governo Regional
João Cunha e Silva – vice-presidente do governo Regional
Mulher – Filipa Cunha e Silva – é assessora na Secretaria Regional do Plano e Finanças
Maurício Pereira (filho de Carlos Pereira, presidente do Marítimo) assessor da assessora
Nuno Teixeira (filho de Gilberto Teixeira, ex. Conselheiro da Secretaria Regional) é assessor do assessor da assessora
Brazão de Castro – Secretário regional dos Recursos Humanos
Filha 1 – Patrícia – Serviços de Segurança Social
Filha 2 – Raquel – Serviços de Turismo
Conceição Estudante – Secretária regional do Turismo e Transportes
Marido – Carlos Estudante – Presidente do Instituto de Gestão de Fundos Comunitários
Filha – Sara Relvas – Directora Regional da Formação Profissional
Francisco Fernandes – Secretário regional da Educação
Irmão – Sidónio Fernandes – Presidente do Conselho de administração do Instituto do Emprego
Mulher – Directora!!! do pavilhão de Basket do qual o marido é dirigente
Jaime Ramos – Líder parlamentar do PSD/Madeira
Filho – Jaime Filipe Ramos – vice-presidente do pai
Vergílio Pereira – Ex. Presidente da C.M.Funchal
Filho – Bruno Pereira – vice-presidente da C.M.Funchal, depois de ter sido director-geral!!!! do Governo Regional
Nora – Cláudia Pereira – “trabalha” (…!!!!!) na ANAM empresa que gere os aeroportos da Madeira
Carlos Catanho José – Presidente do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira
Irmão – Leonardo Catanho – director Regional de Informática (nem sabia que havia este cargo)
Rui Adriano – Presidente do Conselho de administração da Sociedade de Desenvolvimento (?!!!!!) do Norte e antigo membro do Governo Regional
Filho – (????…) – Director do Parque Temático da Madeira
João Dantas – Presidente da Assembleia Municipal do Funchal, administrador da Electricidade da Madeira e ex. presidente da C.M.Funchal
Filha – Patrícia – presidente do Centro de Empresas e Inovação da Madeira
Genro (marido da Patrícia) – Raul Caíres – presidente da Madeira Tecnopólio (alguém sabe o que isto é?!)
Irmão – Luís Dantas – chefe de Gabinete de Alberto João Jardim
Filha de Luís Dantas – Cristina Dantas – Directora dos serviços Jurídicos da Electricidade da Madeira (em que o tio João Dantas é administrador)
João Freitas, marido de Cristina Dantas director da Loja do Cidadão
E a lista continua…….
Agora cantem lá com a letra do fado: – tudo isto existe, tudo isto é triste …
Agora que por todo o lado nos incentivam a lavar as mãos com um zelo nunca antes visto, e nos explicam pacientemente, e com recurso a grafismos detalhados, que somos ignorantes no que respeita à técnica elaborada que essa lavagem exige, parece haver um abismo cada vez maior entre a preocupação daqueles que assumem de forma tão altruísta a tarefa de preocupar-se, e a populaça, que incautamente teima em continuar a ir ao cinema, à praia, a andar de autocarro e a tossir sem lavar as mãos em seguida. Avisam-nos que a pandemia vem a caminho, que em breve chegará em força a Portugal, e é de temer que, num país em que ainda se vêem tantos inspeccionar o conteúdo das narinas em público e escarrar estrepitosamente nas ruas, a coisa possa vir a assumir proporções gigantescas. E apesar de tudo, a vida continua sem sobressaltos maiores do que aqueles que provocam a ubíqua crise e a morte do Michael Jackson. Explicam-nos que as grandes empresas delinearam planos de contingência para superar as baixas quando as houver (por quarentena e não por óbito, tranquilizem-se), e que os carregamentos de tamiflu (aquele que foi produzido em grande escala para uma epidemia que não chegou a concretizar-se) haverão de chegar. E talvez alguém venha a lembrar-se de relançar no mercado essas máscaras de bico de pássaro que os venezianos celebrizaram nos tempos da peste negra, e na qual escondiam especiarias para dissipar o cheiro da morte, já que se acreditava que os vapores traziam a doença. Quando a gripe afinal chegar, e com ela se adensar a nuvem negra da crise, havemos de tomar refúgio na quarentena a que nos condenarão, quietos e silenciosos, cada um na sua toca, e limitaremos todo o contacto com o exterior ao abastecimento que faremos na farmácia e no supermercado, equipados com máscara e ansiosos por chegar a casa e lavar, com escrúpulo, as mãos que tocaram o mundo lá de fora.













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