Incêndios: Bloco de Esquerda arrasa Governo

“Incompetência do Governo não pode encontrar justificação na meteorologia”

“Sabemos que as condições meteorológicas constituem uma variável importante no número de ocorrências de fogos florestais, mas não é legítimo responsabilizar apenas as condições meteorológicas como o Governo está a tentar fazer”, avançou. Para o dirigente bloquista, “a incompetência do Governo não pode encontrar justificação na meteorologia”.“Sabemos que a região sul da Europa e Portugal têm condições da floresta e meteorológicas propícias para a deflagração de incêndios, mas compete a um Estado competente colocar um dispositivo no terreno que permita contrariar os efeitos, tanto ao nível do ataque directo como da prevenção”, salientou o membro da comissão permanente do Bloco.“Não se conhecem deste Governo políticas florestais nem políticas de prevenção para a florestas”, acrescentou, sublinhando que, pelo contrário, o executivo tem apostado na liberalização do eucalipto e no ataque aos baldios, com a recente revisão da legislação.

A/c da Direcção de Informação da TVI

[Luís Galrão]

Sei que não gostam de lições, mas considerem este gesto apenas uma dica (uma das várias tentativas nas últimas horas, dado que a monitorização das redes – a par da verificação – não será o vosso forte).
Aqui fica: boa parte deste conteúdo (tenho dificuldade em chamar-lhe notícia) não corresponde à realidade: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/imagens/nasa-mostra-incendio-em-pedrogao-grande-visto-do-espaco .

Explico: 2 das 3 fotos são de arquivo, uma de 2010 e outra de 2016. E os incêndios alegadamente em curso no Gerês são imaginários. Deixo-vos os links:

Foto de 2010: https://visibleearth.nasa.gov/view.php?id=45225 ou

https://earthobservatory.nasa.gov/NaturalHazards/view.php?id=45225

Foto de 2016: https://visibleearth.nasa.gov/view.php?id=88552 ou

https://earthobservatory.nasa.gov/IOTD/view.php?id=88552

Imagens de satélite do incêndio de Pedrógão (e de outros das últimas horas): https://go.nasa.gov/2sEM0Sf .

Se precisarem de lições de técnicas de verificação, estou ao dispor.

Quando os lobos uivavam

aquilino-ribeiro-quando-os-lobos-uivam[António Alves]

Tenho todos os livros de Aquilino Ribeiro. Autor clássico com uma escrita regionalista e panteísta. Desconfio que grande parte das pessoas, hoje, na era da escrita simplificada ajustada ao “sms”, julgará que Aquilino falava uma espécie de brasileiro do nordeste.
Mas não, escrevia num português maravilhoso.
O mesmo português que a minha avó materna, natural de Sever do Vouga, falava.
Mas isto vem a propósito de quê? Dos incêndios, pois claro. Querem saber onde tudo começou? Em Salazar, pois claro. E por muito que custe aos teóricos do “antigamente é que era bom”, é a mais pura das verdades. Leiam “Quando os lobos uivam“.

Tudo correu mal, Senhor Presidente.

[Raquel Varela]

Li os jornais, todos. O que li foi o caos, foi exactamente o contrário do que anunciou Marcelo R. de Sousa ao país – tudo correu mal. Se ontem estava convencida que a eterna questão da propriedade é a chave, hoje acho que há outro factor tão ou mais grave. O que está a desenhar-se no horizonte é uma combinação de dois factores explosivos – o eucalipto e a ruptura da protecção civil, a má gestão pública dos recursos humanos especializados, numa palavra, a erosão do Estado Social. [Read more…]

​Arranje-se um culpado, por favor!

[Rui Naldinho]

Portugal foi mais uma vez atingido pela fúria da natureza, cuja lógica destruidora não teve contemplações com quem passasse à sua frente. Lamentar o sucedido, venerar os mortos e dar-lhes o repouso merecido é uma obrigação moral e cívica, para com os que tiveram a infelicidade de estar naquele local há hora errada.

Mas a natureza também pode ser regeneradora. Vamos ver como e o que se plantará sobre as cinzas de tão fatídico incêndio. Será que aprendemos alguma coisa? Ou cometeremos agora e sempre, os mesmos erros? [Read more…]

Algumas perguntas sobre incêndios

Quem foi o Ministro da Administração Interna que em 2006 decidiu acabar com a carreira de guarda florestal?
Quem foi o mesmo ministro que no mesmo ano recusou um ambicioso Plano de Protecção da Floresta que apostava na prevenção dos incêndios mas que, obviamente, ameaçava os interesses instalados?
Quem foi o Primeiro-Ministro que, em 2016, recusou reverter a medida de extinguir os guardas florestais?
Quem foi o Primeiro-Ministro que há 2 dias defendeu que devemos apostar na prevenção?
Claro! Foi o Passos Coelho.

A Educação rosa

[Santana Castilho*]

O PS é um partido político que foi perdendo a sua matriz ideológica. Sob a liderança de António Costa, a aliança à esquerda é meramente circunstancial e ditada por ser a única forma de ganhar o Governo, depois de perder as eleições. Para os que legitimamente discordem deste ponto de vista, recomendo a análise fina das votações da legislatura e a interpretação grossa dos sinais dos últimos dias (bloco central na TAP, flop na chefia das secretas, imprudente acolhimento de familiares de amigos e de interesses de amigos, prudente respeito pelos contratos firmados com os chineses da EDP mas oportuno desprezo pelos contratos firmados com os professores portugueses).

Para os que concluem o ensino secundário, é hora de exames, onde se joga a entrada nas universidades e politécnicos. Para alguns dos outros é hora de brincar às provas de aferição, onde se queima credibilidade, tempo e dinheiro, porque se trata de provas que foram largamente usadas e abandonadas por inúteis e porque, ao persistir na asneira, ao menos que fossem aplicadas no fim dos ciclos de estudo ou feitas por amostragem.

Na equação política do PS a Educação não conta. O ministro é um bibelot que acompanha os senhores nas festas e que se mistura com a malta nos recreios, quando há fotógrafo por perto. [Read more…]

O que têm em comum Eduardo Vítor Rodrigues e Lucínio Gonçalves Presa?

 

 

 

 

 

 

 

O malfadado e mal-afamado Lucínio Gonçalves Presa, cuja memória deve ser convictamente enxovalhada, foi o Presidente da Câmara Municipal do Porto que destruiu o Palácio de Cristal para em seu lugar construir um pavilhão de Hóquei em Patins.
Eduardo Vítor Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, vai destruir os armazéns de Vinho do Porto para construir um mamarracho destinado aos turistas. Os vindouros olharão para ele como nós hoje olhamos para Lucínio Gonçalves Presa.

Eduardo Mãos Largas

Porque a 15 de Junho foi feriado e foi 5.ª Feira, a 16 de Junho não se trabalha na Câmara de Gaia. Tolerância de ponto. Um mãos largas, este Eduardo Vítor Rodrigues.

Se é familiar de Carlos César, vai ser nomeado

Os amantes da Geringonça bem podem continuar a bradar contra Pedro Passos Coelho e a sua desastrosa governação. Têm toda a razão. Mas quando assobiam para o lado sempre que o assunto é o PS, perdem toda a credibilidade. Passam a ser apenas uma espécie de Insurgente ou de Observador em versão pseudo-Esquerda.
Ontem ficou a saber-se que Carlos César conseguiu a nomeação de mais um familiar para a Câmara de Lisboa. Já vai no quinto e outros mais se seguirão. Enquanto tiver familiares para nomear, ele não vai parar.
Dirão os geringonços que o PSD e o CDS andaram anos a fazer o mesmo. É verdade, andaram. Fizeram coisas destas e ainda piores. Mas por que é que agora fingem que não é nada com eles quando no passado não largavam o osso? Alguma coisa mudou?
Sim, mudou o nome do Partido.
A única coisa que não muda é Carlos César, que continua sem ter qualquer pingo de vergonha.

– Luísa César: Mulher de Carlos César, foi nomeada Coordenadora dos Palácios da Presidência ainda quando o marido liderava o Arquipélago. Mais tarde, foi nomeada, sem concurso público, Coordenadora da estrutura de missão para a criação da Casa da Autonomia, com um vencimento de 2.591 euros brutos mensais. Antes ainda da nomeação para estes cargos, liderou uma visita oficial ao Canadá, como cônjuge do Presidente do Governo Regional, onde gastou mais de 27 mil euros em 5 dias e onde se fez deslocar, durante esse tempo, numa limousine contratada localmente; [Read more…]

Eduardo Vítor Rodrigues devia ser preso (para sua protecção)

É que destruir as caves de Vinho do Porto, salvaguardadas as devidas distâncias, equivale à destruição do Palácio de Cristal. Passará à história como passou Lucínio Gonçalves Presa.

Greve dos professores do dia 21 de Junho

E a ala socialista da Fenprof lá teve de amochar…

Contratos de associação: Um mapa feito à medida… do PS

A situação só não é escandalosa porque o PS sempre nos habituou a coisas deste género.
Na revisão anual do mapa das zonas que não dispõem de ensino público suficiente e que, portanto, têm de recorrer aos contratos de associação, não estava a União das Freguesias de Torres Vedras e Matacães, ou seja, a área correspondente à sede do concelho.
Não estava, mas agora já está. O Governo alterou o mapa à última hora.
Com o novo mapa, essa freguesia passou a ser considerada carenciada no que diz respeito à oferta pública de ensino. A sede do concelho, carenciada! Sendo assim, foi autorizada a criação de turmas ao abrigo dos contratos de associação num colégio privado, a Escola Internacional de Torres Vedras.
Por mero acaso, daqueles acasos em que a vida é fértil, a Escola Internacional de Torres Vedras pertence a Eduardo de Castro e Helena Maria de Castro. E por outro dos acasos da vida, Eduardo de Castro é militante do PS, foi coordenador da estrutura local de Rio de Mouro e um dos responsáveis da candidatura do PS à Câmara de Sintra. Quanto a Helena Maria de Castro, é cunhada de Maria Manuela Faria.
Logo por azar, Maria Manuela Faria é a Directora-Geral da DGestE, Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, organismo a quem compete desenhar o mapa da rede escolar e das respectivas carências territoriais. [Read more…]

Um “polícia” na TAP

[Rui Naldinho]

Diogo Lacerda Machado | Foto: DN

Este governo achou por bem reverter aquele negócio ruinoso para os contribuintes portugueses, entre os muitos que a esquerda socrática e a direita passista nos brindaram ao longo de mais de uma década, a venda maioritária do capital da TAP. Esta decisão é quase tão importante para o cidadão, como o ordenado que recebe ao fim do mês, porque em última análise quem se lixa é sempre o mexilhão.

Contrariamente a muito boa gente, sempre admiti a privatização total da TAP, desde que o comprador assumisse por sua conta e risco todo o passivo da empresa. Ora, o que Passos Coelho fez, não foi nada disso. Vendo bem, se a coisa corresse de feição, a TAP era deles, se a coisa corresse mal, a TAP continuava nossa. Porque quem avalizaria perante a banca todos aqueles créditos, era o Estado. Negócios destes é o que por aí há mais. “Lucros privados e passivos públicos!” [Read more…]

O amigo de António Costa, os 13 ajustes directos da sua sociedade de advogados e os «velhos hábitos» do PS

Há alguns anos, António Guterres celebrizou a expressão «no jobs for the boys».
Não passava, como vimos, de um daqueles lugares-comuns que os políticos gostam de cuspir em véspera de eleições. A verdade é que, nos primeiros 6 meses, a picareta falante nomeou quase 5600 pessoas (quase metade para os gabinetes ministeriais) e chegou ao fim do mandato com um número de nomeações que nem José Sócrates nem Passos Coelho conseguiram atingir.
São os tais «velhos hábitos» do PS de que Catarina Martins falou ontem. «Velhos hábitos» que, como lembrou, são extensíveis ao PSD. Aliás, a reacção do anterior primeiro-ministro ao falar de Diogo Lacerda Machado é de uma hipocrisia notável, como se ele não tivesse feito igual ou pior. Mas o pessoal da Geringonça não é melhor. Vir criticar as declarações de Passos Coelho sem uma palavra que seja para criticar o PS nesta questão é ainda mais notável.
Quanto ao amigo do primeiro-ministro, é mais do mesmo. Primeiro, começou por representar o Estado sem qualquer vínculo nem retribuição e apenas pelo facto de ser… amigo do primeiro-ministro. Depois, lá vieram os tais dois contratos no valor de cerca de 30 mil euros. E agora, prepara-se para ser nomeado administrador da TAP depois de ter participado na solução negocial que está em vigor.
Pelo meio, vemos que a sociedade de advogados de que faz parte, a BAS, já recebeu quase 876 mil euros + IVA em 13 contratos de ajuste directo com o Estado desde que António Costa tomou posse como primeiro-ministro. Lá está, os amigos são para as ocasiões. [Read more…]

A carreira dos professores vai ser descongelada em Janeiro de 2018

JN, 10/6/17


Palavra de Ministro!

Quanto custa um rei?

A Voz Pública, 11 de Julho de 1891

António Costa ou a cobardia na luta contra os poderosos

Não me custa admitir que António Costa nasceu para governar. Ali é que ele se sente bem. Todos nos lembramos quão desastrosa foi a sua prestação como líder da Oposição, ao ponto de conseguir perder as eleições para um Governo miserável que vinha de 4 anos de Troika.
A constatação deste facto não me leva a sentir maior simpatia por ele. Pelo contrário. Não gosto de António Costa e gosto ainda menos do PS, um Partido que desde o início traiu a sua matriz ideológica. O facto de estar neste momento aliado à Esquerda é puramente circunstancial. Era a única forma que o primeiro-ministro tinha de chegar ao poder e salvar a sua carreira política. Da próxima vez, se necessário for, aliar-se-á ao CDS com o mesmo à-vontade e com o mesmo sorriso cínico de sempre.
Apesar de tudo, ao votar no Bloco, contribuí para a actual solução governativa. Não me arrependo porque, no fim de contas, a alternativa passista seria bem pior. Mas não escondo que esperava muito mais de um Governo que se ancora nos Partidos de Esquerda e que precisa deles para desenvolver as suas políticas.
A política energética e as rendas excessivas da EDP são um bom exemplo. Como é que não se consegue cortar um cêntimo que seja nestas rendas escandalosas? Foi o PS que as criou, é o PS que tem rectificar o erro e acabar com elas. Ou a coragem de lutar contra os poderosos e os grandes grupos económicos esgotou-se toda com a questão dos colégios privados? [Read more…]

Terry Gilliam, o Magnânimo

A jornalista da RTP visitou todos os locais que quis. Foi para isso devidamente autorizada por Terry Gilliam.

Livros infantis para adultos

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[Alex Gamela]

Tenho a mania que escrevo umas coisas, e não escrevo tanto que justifique a mania.
Leio muita coisa, mas não leio talvez o suficiente ou suficientemente bem.
Leio muito sobre escrita, o que me reforça a crença nos pontos anteriores, mas também me dá alguma noção sobre a qualidade dos textos que me aparecem à frente.
Escritores por aqui tenho muitos, e muitos muito maus, que, se calhar deviam ler mais e melhor, e sobre escrita também, a ver se escreviam melhor.
São raros os textos que encontro com qualidade ou diferentes dos bitaites à la chagas freitas, com personagens que não nascem do umbigo ou presos a dilemas sentimentais infantis.
Esses maus escritores têm o mérito de ter alinhado 50 mil palavras, umas atrás das outras, sem terem conseguido sair do mesmo lugar. É mais do que eu, que não saio do meu lugarzinho para alinhar tanto palavreado junto, como neste postzinho inútil.

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Lisboa very typical

lisboa_turismo_typical[Pedro Guimarães]

Em cima, o very typical subsídio de inserção social no limiar da pobreza. Em baixo, a malta dos pequenos-almoços de 15 euros (tosta de abacate e Cappuccino) sempre com o seu inseparável macbook onde fazem “cenas” enquanto mastigam a olhar para o display Retina. Se alguém tivesse iniciativas que juntassem o andar de cima com o andar de baixo, isso sim, seria de valor. A iniciativa privada tem medo dessas coisas porque é, em larga medida, ignorante e não sabe como fazer. Até lá, vai ser sempre hipsters vs pobres – ou, posto de outra forma, intolerantes ao glúten e à lactose vs gente que come o que houver. (disclaimer: nada contra ninguém, só acho que conseguimos melhor do que isto).

O homem que dizem ter matado o Convento de Cristo

[Tiago Cardoso Pinto]

Em relação à polémica sobre o Convento de Cristo, convém que se apurem verdades, não alegações baseadas em denúncias sem rosto, quando algumas das pessoas entrevistadas nem sequer lá trabalham e não podiam, portanto, ter presenciado as filmagens de O Homem Que Matou Dom Quixote, do realizador Terry Gilliam.

A reportagem da jornalista Soraia Ramos, da RTP, peca em vários aspectos.

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O discurso insincero de António Costa

[Santana Castilho]*

“Não há entendimento possível entre nós. Separa-nos um fosso da largura da verdade. Ouvi-los é ouvir papagaios insinceros”. Esta epígrafe, que cito de memória, pertence a Torga, referindo-se aos políticos, e ocorreu-me ao ouvir António Costa garantir que haveria brevemente novo processo de vinculação extraordinária de professores contratados. Com efeito, foi tornado público que cerca de duas centenas de professores, que se candidataram recentemente a lugares de quadro, têm 60 ou mais anos de idade. Perante isto e duas vezes mais candidatos do que vagas, António Costa embrulhou o anúncio em declarações pífias de repúdio, “por não haver nenhuma razão verdadeira para que os professores vivam, ano após ano, na incerteza sobre o local onde irão trabalhar ou, pior ainda, se irão trabalhar”.

O problema é que as regras que se aplicam aos professores, para saírem da precariedade, são bem mais restritivas que o previsto para os outros sectores. O problema é que boa parte do que repudiou foi da responsabilidade de Maria de Lurdes Rodrigues, macabra ministra de um governo do partido de que ele é secretário-geral e a que ele próprio pertenceu, sem que o assuma responsavelmente. O problema é que se os concursos extraordinários resolvem a situação de parte dos precários de uma vida, iludem, maliciosamente, outras situações, igualmente graves, sem as resolver. Que é, senão malicioso, deixar para trás docentes com maior antiguidade, só porque já foram vítimas de injustiças anteriores? Que se pode dizer aos professores dos quadros, que esperaram anos a fio para se aproximarem das suas casas e famílias, e agora assistem à ocupação de vagas, que finalmente existem, por colegas com muito menos tempo de serviço, que puderam concorrer a um concurso que lhes foi vedado?

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Mais de 30 anos de descontos e sem reforma

[Mário Gomes]

Venho relatar sucintamente o meu caso que está a atingir foros desesperados. Em termos sociais e para abreviar não recebo qualquer remuneração há 15 meses e se não fosse a minha mulher e os meus amigos já estava a viver debaixo da ponte.

Ao fim de 18 meses de ter pedido a reforma (11.01.2016) ao abrigo da lei dos trabalhadores desempregados de longa duração não tenho qualquer resposta concreta. Aliás a única “objecção” que obtive foi que não obedecia aos critérios uma vez que «a atribuição do subsídio de desemprego foi da competência ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior [MCT], não reunindo assim condicionalismo para a atribuição da pensão segundo a legislação em vigor, uma vez que não consta com prestações por desemprego pagas pela Segurança Social [ISS].» Assim mesmo, sem qualquer referência ao articulado da Lei, no fundo era como se o MCT fosse um ministério de um Estado estrangeiro. [Read more…]

Uma página numa rede social

Não sou muito de Facebooks, mas por causa dos posts do nosso João Mendes, tive curiosidade e fui ver.
Grande desilusão. Sempre pensei que seria uma página essencialmente de luta. Isenta e imparcial, com vontade de bater tanto naqueles que nos governaram como naqueles que nos governam.
Afinal, não é o caso.
A vontade de bater no Governo de Direita que está actualmente no poder parece que não é muita. Porque é disso que se trata: um Governo de Direita que está a praticar uma política de Direita e que, existindo uma alternativa muito pior, está a ser apoiado por uma Esquerda verdadeira mas que está a engolir muitos sapos diariamente. Se este Governo fosse de Esquerda e estivesse a governar à Esquerda, não seria, obviamente, elogiado pelo Ministro das Finanças da Alemanha.
Legitimidade total, obviamente, para Uma página numa rede social. Cada um é livre de escolher a sua linha editorial e o grau de coerência dessa escolha.

Quando um simples número os deixa deprimidos!

[Rui Naldinho]

Esta semana tivemos a notícia de que no último trimestre, o país teve um crescimento económico de 2,8% em termos homólogos, em comparação com o ano anterior.
Sem querer embandeirar em arco estes resultados, até porque estas notícias, sendo boas, são sempre muito voláteis, registo no entanto a estupefacção de muita gente que nos ameaçou com inferno. Será que é natural? Tenho as minhas reservas! O número não sendo grande, pode ainda assim provocar algum arrepio a uma certa classe politica que profetizou o inverso daquilo que nos está a acontecer.

Este crescimento é conjuntural e não estrutural, dirão alguns.

E antes, era o quê? [Read more…]

A tese de Mestrado do Mestre Macaco

No ISMAI

A sopa não é alimento

Correio do Norte, 14 de Dezembro de 1906

Foi bonita a festa, pá!

Santana Castilho *

1. Ganhámos dois santos, recebemos o Papa, celebrámos o tetra e temos a Europa a cantar em português. A economia cresceu 2,8% no primeiro trimestre deste ano, face ao mesmo período do ano passado, e o desemprego desceu. Graças à “geringonça”, Portugal é outro e os portugueses sorriem. Jacinta, Francisco e Bergoglio, na onda sacra, Rui Vitória e Sobral na terrena, sopraram as vaquinhas que voam com a magia de António Costa. Só a da Educação tem pés de chumbo e traseiro grudado ao chão. 

2. Na minha última crónica, escrita a 2 de Maio, referi estarem produzidas milhares de páginas com o que o secretário de Estado da Educação iria concluir depois de feitas as provas de aferição. Ele deu-me razão, nesse mesmo dia, ao anunciar, sem sequer esperar pelos resultados, decisões que obviamente já estavam tomadas sobre o respectivo currículo. Exagerei ao qualificar de imbecil toda esta encenação?  [Read more…]

Disneyland Quartel do Carmo

PedroGuimaraes_varias_2793© Pedro Guimarães, 2017.