
É sabido que os ditadores ou candidatos a tal têm pouco sentido de humor e adoram triturar quem arranja maneira de fazer humor sobre a sua falta de humor. Estamos a assistir a um caso apimentado que se enquadra nessa problemática humorística e tem honras de destaque nos média alemães de hoje. Um humorista alemão apresentou, num programa satírico, um poema com uma forte sátira ao presidente turco Erdogan. Segundo consta, chamou-lhe de tudo (não pude ver o vídeo porque já foi retirado da net; existe um outro vídeo, de outro programa de sátira política alemão, com legendas em inglês, que (ainda) não foi retirado). [Read more…]



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Foto: AFP
Foi consensual que, no período em que a crise das dívidas soberanas estava no centro das atenções da UE e do público, foi Merkel, através do seu Ministro das Finanças, Schäuble, quem impôs o rumo da austeridade; a Alemanha, com a força do seu peso económico, obrigou os países cuja dívida era insustentável às eufemísticas “reformas” – algumas até necessárias (p. ex. medidas contra a fuga ao fisco), mas outras absolutamente inaceitáveis (p. ex. privatizações, cortes na saúde pública, etc.). Bem clara foi a tomada de partido em favor do capital e contra os cidadãos, aquando dos resgates bancários. O que se mostra agora também claramente, é que a posição da Alemanha só prevaleceu porque era isso mesmo que os outros membros do clube queriam, os governos europeus de maioria conservadora, que mais não fizeram do que aproveitar para se encarrilarem atrás da locomotiva que não temia assumir o papel de mazona. A Grécia, que ousou entrar no ringue para mudar esse estado de coisas, viu-se pura e simplesmente isolada e foi reduzida à sua insignificância.
As negociatas para maximizar a entrada de receitas resultantes da venda de bens públicos nos cofres não se têm detido, já há vários anos, em detalhes como a transparência perante cidadãos e até mesmo perante autarcas municipais. Foi isso o que aconteceu no caso das concessões para prospecção de petróleo e gás natural. Segundo Elvira Martins do movimento Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) “estão assinados quinze contratos em todo o país e as áreas que estão ainda para concessionar são enormes, quatro ou cinco vezes a área de Portugal Continental“. 



imagem: oxfam










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