Quanta vida cabe numa mochila?

“Quanto pesa a vossa vida? Imaginem, por um segundo, que carregam uma mochila. Quero que a encham com todas as coisas que têm na vossa vida…”

Ryan Bingham, Up in the air

Podia ser o lema de Nas Nuvens (Up in the air): quanta vida cabe numa mochila? As coisas e as pessoas de que e de quem gostamos ocupam que espaço? O quê ou quem deixaríamos pelo caminho se não conseguíssemos transportar tudo e todos aqueles que consideramos importantes?

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Esta é uma das perguntas que nos ocorrem quando a personagem de Ryan Bingham realiza palestras sobre motivação profissional. E sobre o que nos cabe na mochila. O homem interpretado por George Clooney vive a fazer ligações aéreas. É nessas que ele é bom, é nessas que tem objectivos estabelecidos. As ligações pessoais não constam do seu cardápio. São passageiras, quase irrelevantes.

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O negócio e os inúteis

A empresa canadiana "Creative Classics" sabe que o segredo do negócio pode estar em aproveitar o momento. Por isso, criou um conjunto de 12 bolas de golfe que trazem a imagem de 12 das 19 possíveis alegadas amantes do golfista Tiger Woods.

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O conjunto básico custa 44,95 dólares. Nos primeiros três dias, a empresa já facturou 40 mil dólares com venda do conjunto de bolas de golfe.

Isto sim, é negócio. Isto é saber estar no mercado certo no momento certo. Isto é produtividade, ao contrário dos endinheirados inúteis que jogam na bolsa ao sabor do sopro dos ventos.

Um pântano espantoso

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Foi domingo, na South Perton Farm, perto de Wolverhampton, Inglaterra. A 24ª edição anual do Tough Guy Challenge (desafio do homem forte). A iniciativa é descrita como “o mais seguro modo perigoso de experimentar a capacidade dolorosa física e mental do mundo”. Por aqui já se vê a parvoíce da iniciativa.

Este ano, mais de cinco mil homens e mulheres participaram no evento. Antes de partir para o terreno, tiveram de assinar uma declaração de responsabilidades assumindo que “é a minha sangrenta culpa estar aqui”. O ‘aqui’ é um percurso que inclui uma descida de ribanceira, correr numa área repleta de fumo, passar por um campo coberto de arame farpado, por dois ou três charcos de água enlameada, por um lago sujo, por um lago gelado, caminhar por entre fogo, entre outros obstáculos absurdos.

Cerca de 600 participantes não concluíram o percurso, este ano. Desistiram. Uns por umas coisas outros por outras. Não interessa. O grande mistério estará em saber porque participaram.

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Assim de repente, a crise está de regresso

Assim como quem não quer a coisa, o aviso está feito. O jornal i assinala hoje que o stress político em relação ao orçamento de Estado não está fechado. Com a ameaça de demissão do ministro das Finanças em cima da mesa, caso a Lei das Finanças Regionais proposta pela oposição seja aprovada, o primeiro-ministro fez saber que a coisa pode acabar na demissão de todo o Governo.

O Conselho de Estado de hoje pode trazer novidades. A economia estará em foco. Desde o orçamento, até às análises das agências de rating, passando pela subida de impostos ou redução de salários.

O país é que está cansado destas histórias. Isto é, o país que se interessa, porque a maior parte parece alheia a estes dramas. Se calhar com razão…

Avatar, Nas nuvens e Estado de Guerra lideram nomeações para os Oscars

Sem surpresas, Avatar, Up in the air e The hurt locker surgem como os principais candidatos à vitória nos Oscars, apesar da presença de Precious em todas as principais categorias.  Os nomeados à cerimónia de 7 de Março foram anunciados esta tarde, em Hollywood.

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Pela primeira vez em muitas décadas há dez nomeados ao prémio maior, o de melhor filme. Up in the air, com George Clonney em grande forma num filme extraordinário, surge nos mais nomeados, a sete prémios sendo que seis nas principais categorias: filme, realizador, actor, actrizes secundárias e argumento adaptado.

Avatar tem nomeações para melhor filme e realizador, além das categorias técnicas, mas surge debaixo do chapéu do sucesso nas bilheteiras para ser encarado como o favorito. Inglourious Basterds, de Quentin Tarantino, é outros dos filmes em destaque, incluindo melhor filme, realizador, argumento original e actor secundário, mas tem apenas fortes hipóteses no argumento e no actor, o genial Christoph Waltz.

Também The hurt locker (Estado de guerra) surge em destaque, com indicações para melhor filme, realizador, actor e argumento.

Eis as principais nomeações:

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As diferentes avaliações dos homens e das mulheres

Aguiar Branco vs Passos Coelho: que comece o jogo

Com a questão do orçamento resolvida, o PSD começa a olhar de forma mais atenta para o umbigo. Ao que tudo indica, Aguiar Branco deve mesmo entrar na corrida pela sucessão de Manuela Ferreira Leite, responsável por um período de retrocesso político e social do maior partido da oposição.

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O líder parlamentar deu, há tempos, sinais de que poderia ser candidato, depois pareceu recuar mas agora estará determinado a avançar. Se, claro, recolher os inevitáveis apoios de notáveis. Se, claro, não houver outros empecilhos, como outras candidaturas na mesma área de influência do partido laranja.

Este é um dos problemas dos políticos em Portugal. Precisam sempre de garantias, sustentadas em apoios de uns quantos nobres feudais, para tentar ganhar uns votos junto dos militantes que seguem os seus senhores ou como certeza de, pelo menos, não fazerem má figura. Dizem-me que é assim, que tem mesmo de ser. Que ter ideias, propostas, um rumo, não chega nestas campanhas internas. É preciso mais. É preciso influência. Na realidade só tem mesmo de ser se assim o quiserem. Esta é a face ‘escura’ da política. As influências, os lobbys. Se todos forem mais honestos, ficaremos a ganhar. Os partidos e os eleitores.

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Descubra as diferenças entre Lisandro e Aimar

Na época passada, por simular uma grande penalidade contra o Benfica, o avançado do FC Porto, Lisandro, foi penalizado com um jogo de suspensão.

Este ano, por simular uma grande penalidade contra o Nacional, o avançado do Benfica, Aimar, foi penalizado com uma multa em dinheiro.

Ora descubra as diferenças.

Steve Jobs e o Tablet PC: O profeta e a sua tábua

É quase uma religião. O homem, alto, acentuadamente magro, careca, com uma barba de três dias, óculos, vestido com uma camisola preta de gola alta, calças de ganga, entra na sala. Acto contínuo, é saudado de forma efusiva por quem enche a sala. Há palmas, gritos, saudações. Quando desvenda a sua última revelação, há mais palmas, mais gritos, mais… Ninguém diz, mas deve haver quem pense que a “Apple é deus e Steve Jobs o seu profeta”. A um mês de celebrar 55 anos, o homem cujo rosto se confunde com a marca da maça é hoje bem mais que um arquitecto de tecnologias. É um símbolo e uma forma de estar na vida e nos negócios.

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Os novos Mac, o sistema operativo que os opera, o sucesso monstruoso do iPod, da loja iTunes, que ensinou aos incompetentes do universo das editoras como se pode e deve vender música online, o iPhone, que colocou um computador num telefone, são produtos topo que ajudaram a crescer a marca e a fazer desta algo de especial, próximo da idolatria por muito boa gente. E o dedo de Jobs está em todo o lado.

Cada evento da Apple é um momento especial. De tal forma que deve ser catalogado de EVENTO. As letras minúsculas ficam para outros. A empresa californiana vale hoje mais de 178 mil milhões de dólares.

Quase sem se dar por isso, porque aparentemente nem existe, a estratégia de marketing é digna dos melhores especialistas. Há uma linha determinada e seguida ao milímetro. Quando a Apple anuncia um evento, perdão, EVENTO, nasce um processo.

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Palavras para quê… é o sexo explicado com canetas

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Daqui

Em Wall Street o dinheiro não dorme

Já foi há 20 anos. Mas parece que ainda foi há dois meses. Bom, na realidade foi. Foi há um par de meses que vi, pela segunda vez, Wall Street, o libelo de Oliver Stone sobre o período áureo dos yupis nova iorquinos dos anos 80. Era o tempo do capitalismo desenfreado, do dinheiro no topo de qualquer pedestal, o tempo do dinheiro em que as notas não tinham rosto.

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Não deixa de ser significativo que vinte anos depois, numa fase em que o mundo vive a pior crise dos últimos 80 anos, se calhar de sempre, esteja em preparação a sequela. Com Oliver Stone a realizar e com Michael Douglas a regressar a uma das suas grandes personagens: Gordon Gekko. De resto, uma das mais fascinantes personagens do cinema ambientadas no mundo das finanças.

A história chega-nos 20 anos depois. O especulador bolsista saiu da cadeia e parece diferente, em busca de uma reabilitação. Falta saber se é coisa para levar a sério.

A Vanity Fair resolveu desvendar um pouco de Wall Street 2: Money never sleeps. E convidou Annie Leibovitz para fazer as fotografias.

O filme há-de chegar mais lá para a frente. Em Abril.

Liedson e Sá Pinto: Sá Pinto demitiu-se

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Sá Pinto já não faz parte do organigrama da direcção do Sporting, ao demitir-se esta manhã do cargo de director-desportivo.

Liedson e Sá Pinto: dois leões zangados

É sabido que os ânimos têm estado agitados para as bandas de Alvalade nesta época desportiva. Um clima que ajuda a explicar os problemas exibicionais e os fracos resultados da equipa durante meses. Sim, o plantel é desequilibrado, como dizem os especialistas. Sim, há lacunas de elementos de qualidade em alguns sectores. Mas também já havia uns e outros na época passada e as coisas nem correram muito mal. Pelo menos não tão mal como nesta época.

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As notícias sobre as alegadas agressões – sejam empurrões, murros ou simples impropérios -, entre Liedson e Sá Pinto, ajudam a tentar perceber o que se passa no reino do Leão.

Os jornais desportivos dizem que não se sabe – ainda – se Sá Pinto e Liedson chegaram “a vias de facto”, mas fala-se em murros e empurrões, na presença, quer de todos os jogadores da equipa, quer do treinador Carlos Carvalhal e de que os ânimos só terão serenado quando Liedson foi retirado do balneário. Vale que é levezinho.

Ora, uma alegada crítica de Sá Pinto ao erro do guarda-redes Rui Patrício, que deu origem ao segundo golo do Mafra, não parece motivo para uma reacção e zanga séria de Liedson em defesa do colega de equipa. Há aqui algo mais.

Em particular com o ‘levezinho’. Desde pedir ao treinador, ainda no tempo de Paulo Bento, para parar porque as coisas não estavam a correr bem. E agora este caso. Aguardemos pelos próximos episódios.

LOL para todos

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A chamada telefónica estava a meio. Um dos interlocutores, ao meu lado, percebendo que tinha acabado de dizer um disparate no meio da conversa, sorri e diz “LOL”. Uma simples palavra, dirigida a quem estava do outro lado da comunicação. LOL. Assim mesmo, em voz alta. Como se estivesse a comunicar através de programas de mensagens instantâneas na Internet ou através de SMS.

O “LOL”, assim dito, tornou-se estranho. Todos aqueles que utilizam as ditas aplicações num ou noutro momento já utilizaram o LOL (do inglês ‘Laughing Out Loud’, que se pode traduzir por ‘rir às gargalhadas’). Mas assim, de viva voz, soa estranho. Perante a reacção de estranheza dos colegas, vem a explicação: “Sou jovem…”.

Como se todos os jovens falassem assim, pensei mais tarde. Não falam, mas não andam longe. Mais hoje que no passado, usa-se e abusa-se das abreviaturas. É a lei do mínimo esforço. Mesmo que algumas delas não façam sentido. Para dizerem ‘porque’ escrevem ‘pk’, quando poderiam escrever ‘pq’. O ‘que’ vê-se transformado num espantoso ‘k’ e não num simples ‘q’. É uma letrinha apenas, na mesma, então pk – perdão, porquê -, esta mudança? Para já não falar dos imensos ‘x’ que encontramos nestas trocas de mensagens. Algumas são tão fechadas no seu significado que os não iniciados nestas técnicas ficam à nora, sem perceber patavina do que lá está.

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Picaretas falantes

(vídeo no final)

Hoje, final da reunião entre o ministro das Finanças e a delegação do CDS-PP para debater o orçamento de Estado.

Como manda o protocolo, os elementos do partido da oposição saem primeiro e falam à comunicação social. Depois é a vez do ministro das Finanças. Teixeira dos Santos é “atacado” por microfones dos jornalistas. Espetados, os receptores de áudio esperam grandes notícias. Neste momento, a alguns elementos da tropa da comunicação social só interessa uma coisa: que haja uma resolução. Querem uma grande notícia à viva força. Sobretudo os das televisões. Querem, querem não, exigem algo de concreto que sirva para alimentar os noticiários e debates dos três canais de notícias.

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Esclarecimentos sobre o Magalhães com pouca memória

Há qualquer coisa que não se percebe. O negócio entre o Estado e a JP Sá Couto foi claro e transparente, garantiu já José Sócrates um sem número de vezes.

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A 16 de Dezembro a Comissão Europeia “abriu a primeira de três etapas de um processo de infracção contra Portugal”, considerando que o Estado infringiu as regras comunitárias que regem os contratos públicos ao adjudicar o fornecimento dos computadores Magalhães por “ajuste directo à empresa portuguesa JP Sá Couto”.

Agora, ao pedido de esclarecimento da Comissão, o Governo pede mais tempo para responder. Mais tempo porquê, se foi tudo transparente e claro como a água? Será que falta memória RAM?

“Avatar” ganha terreno para os Oscars

“Avatar” foi o grande vencedor dos Globos de Ouro, destronando o favorito “Up in the Air” (Nas Nuvens) que estava nomeado para seis categorias. James Cameron venceu o troféu para Melhor Realizador, repetindo o feito de 1997, com “Titanic”. É a indústria de Hollywood e o 3D a ganharem terreno.

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O filme “Crazy Heart” valeu a Jeff Bridges o troféu de Melhor Actor Dramático. Foi o primeiro prémio da sua carreira, quase sempre feita de papéis secundários. Concorria contra George Clooney, Colin Firth, Morgan Freeman e Tobey Maguire. Sandra Bullock, mais conhecida pelos seus dotes em filmes cómicos, foi considerada a melhor actriz em filme dramático por “The Blind Side”.

Ainda na comédia, Robert Downey Jr, em “Sherlock Holmes”, arrecadou pela terceira vez uma estatueta. A já tradicional nomeação de Meryl Streep, desta vez redundou em prémio. Ganhou pela sétima vez, agora por “Julie&Julia”. “O laço branco” venceu na categoria de Melhor Filme Estrangeiro e “Up – Altamente” dominou o prémio de melhor animação.

Na televisão, “Dexter” foi a sérié que mais se destacou nos Globos de Ouro atribuídos pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood. É certo que perdeu o prémio de Melhor Série Dramática para o já crónico vencedor, “Mad Men”.

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A teoria da diversão

É normal utilizar as escadas rolantes. Implicam menos esforço, são mais cómodas. Nas outras a tarefa de subir ou descer obriga a mais trabalho. Uma perna para a frente, músculos a funcionar, outra perna para a frente e assim sucessivamente ao longo de muitos degraus. Logo, usar escadas rolante é melhor.

Mas… e se de repente for mais divertido utilizar as escadas comuns e não as rolantes?

A equipa de The Fun Theory fez uma experiência, na Suécia, e o resultado está à vista neste vídeo.

A equipa da The Fun Theory diz acreditar que maneira mais fácil de mudar o comportamento das pessoas para melhor é fazendo-o de forma mais divertida. É a teoria da diversão.

Divirtam-se.

A verdade, pelo menos uma verdade

Não é como se Cristo descesse à Terra. Não, isso fica para outro social-democrata mas haver a garantia de que Fernando Lima fala é, só por isso, notícia. O ex-assessor de imprensa de Cavaco Silva decidiu apresentar a sua versão sobre o caso das escutas, o momento zen da política portuguesa no Verão passado.

É na edição de amanhã no Expresso. Para já, sabemos que é uma “trama que raia o incrível“. Logo, a história promete. “A minha verdade”, assim se chama o texto, de opinião, que Fernando Lima assina. Falta saber é se esta é a verdade, ou apenas uma verdade. Admito: estou ansioso.

Dave Hill, um artista que não está aqui para enganar ninguém

Dave Hill diz-se fotógrafo. Não é que não o seja, porque é, mas prefiro chama-lo de artista. Na realidade é esta a designação que mais se adequa ao trabalho que faz. É arte, pura arte.

Nascido em São Diego, há pouco mais de 30 anos, é um reputado fotógrafo comercial, embora também produza belos trabalhos pessoais. Em rigor, não cria fotografias, elabora aventuras. Cada uma das suas imagens é uma aventura, seja apenas uma fotografia ou uma sequência delas. Há ali uma ou mais histórias, basta observa-las com atenção.

Num parágrafo acabei de admitir dois ‘pecados’, a inveja e o egoísmo. Seja, não há mal nenhum. Já aqui o disse: Para mim, um blogue é, acima de tudo, um espaço de partilha. (…) Hoje partilho Dave Hill. Já não sou egoísta. Mas continuo invejoso.

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Sim, são fotografias que nos surgem pouco reais, tal é a manipulação que lhe é aplicada. Tem os seus óbvios críticos e detractores que o acusam de enganar e utilizar equipamento ultra sofisticado que não está ao alcance do comum dos mortais.

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Haiti, hoje

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Hoje, Haiti. Um homem caminha de forma cuidadosa por entre corpos amontoados à porta da morgue de Port-au-Prince. Imagem de JUAN BARRETO/AFP/Getty Images, no Big Picture.

O Haiti ainda existe?

Foram 7 graus na escala de Richter. Em 30 segundos. Meio minuto. Talvez 100 mil, segundo uns, talvez 500 mil, segundo outros. Mortos. E feridos. Muitos milhares, talvez milhões de desalojados. Não sei. A informação é escassa. Só os próximos dias poderão transmitir a dimensão da tragédia. E é de uma tragédia que aqui falamos.

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O Haiti não é um país fácil. Nunca foi. Primeiro colónia de Espanha, a Hispaniola, assim baptizada por Colombo. Depois ocupada pelos franceses, por ‘concessão’ de Espanha. Foram várias as revoltas que o povo da ilha liderou. Contra a escravatura, contra o domínio dos colonizadores. Apesar da independência no início do século XIX, a ilha acabou dividida, criando-se a República Dominicana e o Haiti, sob possessão gaulesa.

Em 150 anos houve líderes depostos, muitos assassinados, convulsões políticas, golpes de estado, ditadores vários, terror, anos de terror, por fim alguma paz. Ligeira, passeando em cima de uma corda bamba, cheia de momentos de medo.

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Haiti, mais terror. Desta vez natural

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Paciência dos pobres, quem te conseguirá esgotar algum dia?

François Mauriac

Bolinhos de bacalhau na Salon

Francis Lam, o cozinheiro de serviço na revista Salon, dedicou algum do tempo dele a preparar e sugerir os bolinhos de bacalhau, uma receita portuguesa dos sete costados.

Se não souberem como se faz, aprendam com ele.

Marcelo Rebelo de Sousa e as ironias

Não se sabe se, no PSD, Cristo voltará a descer à Terra. Agora é pouco provável. O tempo de preparação dessa visita já terá passado e há outros apóstolos que começam a posicionar-se para o lugar de messias “laranja”.

Marcelo Rebelo de Sousa

O que se sabe é que Marcelo Rebelo de Sousa deixa em breve de fazer as suas escolhas na RTP. Saí, mas contrariado. Não tardará a encontrar outro espaço para apresentar as suas opiniões, que, como se sabe, são escutadas com mais atenção do que um qualquer pecador num confessionário.

Estou escandalizado…

Bill Clinton teve uma amante durante a “corrida” de Hillary Clinton nas primárias para as presidenciais dos EUA.

Éric Rohmer, “adieu”

“Não podes pensar em nada”, Éric Rohmer, 1920 – 2010

Nasceu em 1920, com o nome de Jean-Marie Maurice Schere. Para a história ficou Éric Rohmer. Começou a carreira de realizador 32 anos depois, em 1952, com o filme "Les petites filles modèles", que não terminou por problemas de produção. Não seria a última vez que os teve. Mais tarde, em 1959, realizou "Le signe du lion", com Claude Chabrol como produtor.

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Corria o ano de 1969, quando Rohmer realiza "Ma nuit chez Maud", com Jean-Louis Trintignant e Françoise Fabian nos papéis principais. Foi o trabalho que fez a exigente crítica especializada francesa, em pleno auge da Nouvelle Vague, olhar para ele.

Foi uma vez candidato ao Oscar, recebeu várias nomeações aos Cesar, os prémios do cinema gaulês. A Mostra Internazionale d’Arte Cinematografica de Veneza atribuiu-lhe, em 2001, um prémio pelo conjunto da sua carreira. Um prémio merecido. Rohmer morreu hoje.

Avatar, um prodígio visual sem história

“Avatar” é um bom filme. Começa por ser um prodígio visual. É das mais impressionantes e belas coisas que o cinema já construiu. Só por isso, já vale a pena o preço do bilhete. Onde falha é na história. Simples mas fraquinha, cheia de clichés e ideias feitas. Mas, sejamos realistas, “Avatar” não existe por causa da história, que não passa de artifício, um veículo para os belos delírios visuais de um realizador que mostrou querer entrar para a história da sétima arte.

Francis Ford Coppola entrou na história do cinema na década de 70, dirigindo filmes que vão ficar no patamar da glória da sétima arte. Para ele, o cinema e a magia estavam associados de uma forma muito próxima. “As primeiras pessoas que fizeram filmes eram mágicos”, disse. As imagens em movimento eram, no final do século XIX, encaradas como magia. Para muitos, hoje, o cinema continua a ser pura magia. Para esses, entre os quais me incluo, James Cameron é um excelente mágico.

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Recuando ainda um pouco, a outra era faceta desta arte, recordo um dos criadores da Nouvelle Vague do cinema francês. Jean Luc Goddard apresentou há mais de vinte anos o que ainda hoje é uma premissa com grande fundo de verdade: “É uma pena que o cinema francês não tenha dinheiro e é uma pena que o cinema americano não tenha ideias”.

Em “Avatar”, que se deve tornar em breve o filme com melhor receita de bilheteira de sempre, houve dinheiro e houve ideias, muitas ideias. Não houve foi história para encher as ideias.

James Cameron sonhou com “Avatar” ao longo de 14 anos longos anos. Teve tempo para tudo. Para criar toda a sua magia, limar as ideias da maquinaria bélica, estabelecer as linhas detalhadas de um magnífico planeta, da fauna e da flora e, sobretudo, para deixar a tecnologia desenvolver-se a ponto de estarem reunidas as condições que considerava necessárias para realizar a película que imaginou. Não teve tempo apenas para construir uma história melhor.

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Elvis Presley nasceu há 75 anos

Se fosse vivo, Elvis Presley faria hoje 75 anos. Não criou o rock, era um cantor pouco mais que sofrível, apesar de um registo vocal amplo, um actor medíocre. Mas sabia mexer bem as ancas. E tinha imagem. E algum carisma. Sabia do que era ou não capaz, daí ter reconhecido nada saber sobre música. No seu estilo não precisava.

Elvis Presley tinha 42 anos quando morreu. Pelo menos é o que consta.

Lost (Perdidos) em oito minutos

Lost (Perdidos) é uma das minhas séries de televisão preferidas. É claro que, depois de uma excepcional primeira temporada, reunindo do melhor que já se fez em televisão, entrou numa certa deriva esotérica e de intrincados mistérios.

Cada episódio trazia mais perguntas que as respostas que proporcionava. Às vezes chegava a irritar a ponto de quase nos deixarmos perder no enredo e ponto de quase a deixarmos. Mas quando isso estava para acontecer, como por magia, lá recuperava o fulgor e regressava ao essencial: as teias de complexas relações humanas.

Lost regressa aos ecrãs da televisão nos EUA no início do próximo mês. Em Portugal deve demorar um pouco mais.

Ora, após uma longa pausa de cerca de meio ano, esta parece a altura exacta para recordarmos o essencial que passou. Em oito minutos.

 

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