BCE, o estripador dos países em crise

ecofinHá opostas visões e opiniões sobre a atitude do BCE no quadro da ‘Zona Euro’.

Para uns, seguidores do sábio e profeta falhado Gaspar, consideram ser instituição solidária, a valer nas ajudas aos necessitados – portugueses, espanhóis, irlandeses e gregos. Católicos apostólicos romanos e ortodoxos apelam: “Juntemo-nos a D. Carlos Azevedo e ao Patriarca Ortodoxo Grego e oremos, animados de profunda energia espiritual da crença na solidariedade do Draghi e do ECOFIN”.

Outros, o meu caso, estão cientes de que o BCE é um centro de agiotagem sem compaixão nem ética. O BCE, para estes, é impiedoso estripador a dizimar as condições de vida, e às vezes a própria vida, de cidadãos indefesos de países carenciados da zona da moeda maldita, designada ‘euro’.

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Afinal António Costa só queria um ramo de flores e uma caixa de bombons.

Nada é mais inebriante do que ser agradavelmente surpreendida. É o mínimo que posso dizer sobre a atitude ousada de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, ao ter manifestado a sua satisfação por o “Governo não ter desistido da construção do novo terminal de cruzeiros de Lisboa”.

Resta-me apenas uma dúvida (sem grande importância até, confesso). As declarações que ontem vieram a público não davam a entender que o actual executivo era contra?

Tenham medo, muito medo

O Pacheco Pereira explica-vos porquê: Oficiais das Forças Armadas e CGTP vão ao 2 de Março.

Fotodepilação para tótós

Amplamente ilustrada. É em Finlandês, mas quem quer ouvir o que dizem? Está aqui.

Roubada do Facebook de uma pessoa muuuito informada.

 

Os portugueses defendem que Passos não é representativo da sociedade

O primeiro-ministro tem tido um comportamento quase leviano e muito imaturo.

Contentores de Lisboa mudam-se para a Trafaria

As câmaras de Lisboa e de Almada não concordam mas o Governo não ouviu as suas razões, e vai avançar desde já com a medida – a primeira de um mais vasto programa que pretende relançar o Mar na economia nacional.

Salvia divinorum

Salvia Divinorum

Passos defende que protestos “não são representativos da sociedade portuguesa

 

Vitalidades

Num blog chamado “causa nostra”, publica-se um texto assinado por um tipo com o nome igualzinho ao do Vital Moreira.

Se fosse o Vital original, jamais falaria em “boicotes arruaceiros de discursos ministeriais” e “acção directa de bandos mais ou menos anarquistas” que impedem a liberdade de palavra a “ministros que integram um órgão de soberania legitimado pelo voto dos portugueses”. O Vital que conheci sabe dos limites que esta legitimidade comporta e conhece o que a Constituição da Republica diz sobre os direitos dos que resistem.

É que a ideia de os pobres ministros – e do Relvas, em particular – não terem liberdade de palavra – eles, que a detêm em absoluto e dela fazem o uso lamentável que está à vista de todos – é peregrina e ofende o mais singelo senso comum. E os supostos “arruaceiros” não protestaram gratuitamente. Fizeram-no em contextos precisos e quando tiveram essa estreita e rara oportunidade: Relvas falava no encerramento de um colóquio sobre o futuro de uma comunicação social que tanto se tem empenhado em destruir e, noutra ocasião, no clube de pensadores (!), actividade em que, se produziu algo de relevante, deve mantê-la acessível apenas a selectos escolhidos como o Vital Moreira que assina a nota em causa. [Read more…]

Hora azul no Restelo

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Começa hoje, ao meio-dia, o Europeu feminino de clubes em Hóquei de Sala (Challenge), que se realiza em Lisboa, no Pavilhão Acácio Rosa. A equipa anfitriã, “Os Belenenses”, defronta as campeãs galesas do Howardian LHC. Às 17h00, é a vez de entrarem em campo com as húngaras do Agyse. [Read more…]

Governo luta para baixar o desemprego

E, ao mesmo tempo, ainda melhora a média dos salários nacionais. Só boas notícias.

NIF 177142430

Consumidores em protesto começaram a pedir facturas com o NIF de Pedro Passos Coelho. Deram entrada no sistema e-factura “milhares de facturas” com o número de contribuinte do primeiro-ministro.

Cantigas de Fevereiro

De um lado, cantores-voluntários do tema de Zeca Afonso Grândola Vila Morena, em grande número e reproduzindo-se por toda a parte – de forma agora justamente dita inorgânica, que os grupos organizados serão outra coisa, apesar das certezas discursivas do Governo quanto à mão do B.E. sim, dos malvados radicais do B.E., que o PC ‘é um partido institucional, que respeita os procedimentos legais democraticamente enquadrados’ – elementos do Governo com esses protestos cantados, e mobilizando-se para todas as agendas e lugares de Portugal. [Read more…]

Sócrates deixou de ser um fardo para a família

José Sócrates arranjou emprego. Jeitoso, ao que parece. E assim deixou de ser um fardo para a família e menos uma preocupação para a banca.

Como contratar um iraniano em Portugal

Em tempos, que me conste a legislação tão inspirada em Paulo Portas não mudou, conheci o estranho mundo da contratação por uma entidade privada portuguesa de um cidadão estrangeiro absolutamente especializado naquilo de que precisávamos.

No caso uma companhia de teatro e um argentino, actor, encenador, e sobretudo praticante de teatro acrobático, na altura inexistente em Portugal.

O processo é simples: pede-se ao IEFP o que pretendemos, o pedido é espalhado pela pátria, não havendo ao fim de x tempo ninguém que corresponda podemos passar à papelada seguinte até à autorização de trabalho para cidadão estrangeiro, etc, essas coisas simples que distinguem um emigrante em situação legal de um clandestino.

Tivemos azar: o IEFP local ligou e perguntou-me na cara se aquilo não era um perfil muito especializado só para legalizar um estrangeiro. Descaí-me, acabei a perguntar-lhe como é que os clubes de futebol da zona contratavam os seus especialistas em bolas paradas ou remates de cabeça ao fundo da baliza, não apreciaram a comparação, correu mal. Passei depois uma manhã a ligar para o Ministério da Cultura acabando na secção de Dança, só sabiam de casos em importação de coreógrafos, mas nem com essa simpática cooperação encontrámos outra forma de satisfazer o SEF. Sim, o SEF, de quem neste caso o IEFP foi amigo. O SEF é que exige a declaração do IEFP em como ninguém respondeu à oferta de emprego que obviamente exagerámos. [Read more…]

Crato Gang

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A Grândola em Coimbra terá mais encanto

grandola coimbraA poucos metros da casa onde onde o Zeca viveu, será um prazer redobrado dar a Grândola a quem prefere tunas. Vamos cantar à saúde.

As noites loucas dos comissários   europeus

Bruxelas pressiona Portugal a manter porcas prenhas em grupo

Qual é o problema de interromper o Relvas? (4)

Polícia do Porto paga 4€ para um Homem alimentar a família e não sofrer acusação

Chega de Relvas!

Os acontecimentos no ISCTE, escola onde me licenciei, geraram alargada polémica; nomeadamente quanto ao conceito de ‘liberdade de expressão’.

Tudo gravitou à volta de um ministro, Miguel Relvas, cujo falseado curriculum estudantil e o comportamento de governante e cidadão justificariam, há muito, o afastamento do governo – Passos Coelho, por força da mobilização do PSD de Norte a Sul (Seguro segue idêntica via), como diz o povo “tem o rabo preso” e consequentemente falta de coragem de o demitir.

A “democracia portuguesa”, no PS e PSD em especial, é prisioneira das ‘jotas’; tendo como complemento a ortodoxia do PCP e os sinuosos percursos de Portas. É o regime político que nos coube em sorte, não muito distinto de outros a vigorar na Velha Europa, onde coesão e solidariedade são referências rejeitadas. Reflicta-se no que é exposto neste site’ do Reino Unido, de que reproduzimos a tradução do 1.º parágrafo:

“Desde a década de 1980 os dramáticos diferenciais pagamentos salariais têm-se desenvolvido no Reino Unido. Até recentemente, sociedade tornou-se bastante confortável com isso como um resultado inevitável de nosso sistema económico. A introdução do salário mínimo reconheceu que o mercado nem sempre foi o melhor árbitro de salários. Apesar disso, as desigualdades continuam a levantar-se, com 1% do ‘top’ tendo um cada vez maior quota na partilha dos lucros do crescimento económico.”

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A polícia das facas coloridas…

… parece que a polícia das facas coloridas não serviu para detectar a venda de gato por lebre. Não é a existência ou não de risco para a saúde que preocupa mas sim a constatação do completo descontrolo que nem a polícia alimentar preveniu.

Limitação real de mandatos

Só posso achar bem. Infelizmente, os políticos demitiram-se de fazer política e pedem aos tribunais para a fazerem por eles. Questão: pagamos-lhes para quê?!

E Tudo Isto por 485 Euros!

Funções de intérprete em negócios com outros países (nomeadamente o irão) e relações publicas. Disponibilidade para longas viagens internacionais (periódicas) em representação da empresa. Trabalho de secretariado (gestão de encomendas). Trabalho de desalfandegamento de bens importados. Tradução de documentos para outras línguas. Atualização de informação diretamente em base de dados e paginas web. Tarefas contabilísticas. Facilidade de trabalho em ambientes linux, redes de comunicação, base de dados e web. Outras funções e tarefas:- nativo persa/farsi. Fluente em inglês, português. Conhecimentos avançados de alemão, espanhol, italiano e mandarim;- fácil acesso ao irão. Com habitação em teerão; – disponibilidade para viajar internacionalmente periodicamente;- contatos comprovados com empresas de peles, especiarias, material electrónico e informático;- conhecimentos de programação de aplicações (java, c, c#, vb), conhecimentos de base de dados (oracle, mysql, h2, monetdb, mongo), conhecimentos de design web (html, css3, ajax, jquery, php, photoshop, ai, fw), conhecimentos de redes de comunicação (tcp/ip, udp, voip, ipv4, ipv6);- conhecimentos de normas iso9000, iso9001 e sua implementação dentro da organização;- conhecimentos de linux (bash);- conhecimentos avançados de contabilidade a nível internacional.”

Salário: 485 euros. Menos era crime…

Mulher e estendal

Como outros passeiam os cães de companhia, ela traz à rua o seu estendal. É preciso que vos diga que não é capricho nem bizarria, não há nela nenhuma excentricidade. É que há casas que são tão pequenas que nem o sol lá consegue entrar. E secar a roupa nesta cidade é um problema de que não se fala. Há casas baixinhas, sombrias, infiltrações de água, paredes corroídas, azulejos que se desprendem das paredes, senhorios que vivem longe e não assistem à lenta agonia das casas que arrendaram, há miséria, miséria, tantas formas de contar a miséria nesta cidade. Até a água a conta, no seu percurso sinuoso pelas paredes de casa, a tinta a estalar em crateras amareladas, a mancha negra a alastrar no tecto, “qualquer dia caem-nos os vizinhos em cima”.

Num cantinho da sala ficava o estendal e era preciso afastá-lo para passar. E a roupa não secava. Lavava-se ao sábado e os dias passavam, a roupa ganhava cheiro a humidade, a janelas fechadas, à comida que se cozinhou, e não havia forma de ficar seca. E a roupa húmida no corpo, não há pior, esse frio que vai atravessando a pele, fica-se gelada até à alma. Então lembrou-se de ir ela atrás do sol. [Read more…]

Arqueologia da Grândola, Vila Morena

Quando ainda passava na censura.

Quais os limites?

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O rocambolesco caso de Oscar Pistorius e a parafernália de drogas encontradas em sua casa prometem dar ainda muito de que falar. A menos que o cenário de comprometimento assassino do detective Hilton Botha, entretanto avançado, possa lançar uma cortina de fumo sobre a investigação.

Num momento em que os ídolos do desporto têm mostrado (e confessado) que a alta competição está minada pela mentira, que os grandes resultados pressupõem consumos de substâncias proibidas que explodem os limites humanos, num momento em que começamos a perder as nossas referências nesta área e a questionar onde começa e acaba a verdade desportiva, onde começa e acaba a batota, fenómenos como Oscar Pistorius devem fazer-nos pensar.

A robotização do ser humano, como arma apontada aos recordes sobre-humanos, valerá de facto a pena? Valerá a pena estarmos a fabricar monstros que, depois, não poderemos controlar, tornando-nos vítimas dos demónios que criámos?

Quais são então os limites entre o que se pode e se deve fazer? Quais as balizas da ética vs. ambição? Onde começa e acaba o crime?

Se está provado que até as drogas mais suaves, e permitidas, podem provocar demência, o que esperar de manipulações químicas mais ousadas, sofisticadas e, quiçá, mais mortais?

E a quem pedir contas?

E eles cantam

Não há festa nem festança, assembleia, conferência ou contradança, em que as donas constanças cá do pedaço, abespinhadas, se dispensem de censurar rudemente os cânticos e protestos dos estudantes o outros cidadãos, sempre que lhes entra em casa um dos ministros deste governo. Nos Assembleia e entre dois passos perdidos, nos salões da Tia Batata entre dois golinhos de champanhe, no Eleven entre duas garfadas delicadas, por todos os perfumados lugares por onde se roçam os eunucos políticos, reina o escândalo. Aiiiiii, a compostura democrática! Aiiiiii, a liberdade de discurso! Aiiiii, a cortesia que se deve às visitas finas! Aiiii, a sensibilidade do Relvas! Aiiiii, a honra da Nação!
Queria lembrar algumas evidências às rematadas e adultas bestas que se alcandoraram em nossos governantes e mandantes. Eles não sabem a sorte que têm. Eles não percebem a grandeza do povo que governam. Eles não entendem que as pessoas não os vêem como simples protagonistas de políticas de que se discorda. As pessoas vêem-nos como vigaristas que traíram todas as promessas e propostas com que enganaram incautos. Vêem-nos como abusadores ilegítimos do poder. Que, ao serviço, convicta ou desonestamente – o efeito é o mesmo -, dos bandidos do capital financeiro, trapaceiam, sorvem-nos a vida, enriquecem mais os ricos, empobrecem mais os pobres, comprazendo-se com a fortuna rapinada do banqueiro e com a caridade que podem ostentar com o pobre. E para chegar aos seus propósitos, todos os habituais truques servem. Dividir para reinar, manipular consciências, mentir por sistema, aprovar leis que tornem legal o que era corrupto. Consciência, já a venderam há muito. E contra tudo isto, o que faz o povo? O que faz à raiva que lhe vai na alma? Em que transforma a dor que o martiriza? Sublima-a em palavras! Em cânticos! E quando um ministro consabidamente bronco, refrescado pela última festa no Copacabana na companhia de bandidos politicamente aposentados, se permite orar num clube de pensadores ou numa escola de ensino superior, o que faz a parte ofendida dos anfitriões? Não o atiraram pela janela. Cantaram-lhe Grândola Vila Morena. Os tartufos políticos indignam-se. As pessoas decentes orgulham-se. Mas também pensam que um dia a música e as palavras podem não chegar. E pode-lhes ocorrer a fala do poeta : ”que o castigo seja igual ao crime!”.

Manobras de diversão

O Relvas contratou o Pedro Lixo Machado para o pessoal se distrair a insultar outro, não foi?

Procura-se especialista em Excel

Ministério das Finanças

Procura-se (M/F)

Especialista em informática com detalhados conhecimentos de Excel.

Para desempenho de funções relacionadas com a reparação de fórmulas Excel que teimam em não funcionar da forma pretendida.

Conhecimentos de economia, seja macro, média e mini, constituem mais valia. Parece que aqui só há conhecedores de economia de papel.

Dá-se preferência a quem não tenha uma visão distorcida da realidade. Para isso já cá temos um.

Oferece-se remuneração compatível com as funções. O chefe gosta de cortar nos outros mas nos dele faz questão de mostrar apreço.

 

Respostas para Ministério das Finanças

Ex-Praça do Comércio (as lojas fecharam todas)

Ao cuidado do Vítor

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Olha, o NIF da Bardamerda-BESta

Ascendi BES Merda NIF
Encontrei o NIF da BESta: 508677688.
Está onde e como lhes convém: em letras minúsculas, marginal e discreto para não ser e-registado pela vítima final.
Deveria estar bem visível com o Logo.

1964: Zeca e Paredes em Grândola, Alentejo

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«(…) aquele concerto em Grândola foi uma data marcante para José Afonso. Foi ali que conheceu Carlos Paredes e se impressionou com o seu talento.. (…)» Mário Lopes, no Público em 2010