A crise, a banca e a emissão de moeda

É o banco, em função da sua avaliação do risco, que ao conceder um crédito cria depósitos, quer dizer, dinheiro efectivo a partir do nada. [Rui Hebron no DO]

Rostos de quem passa fome para que a banca lucre

banca

Em Dezembro passado, a revista Visão trouxe a reportagem “Os rostos reais da fome em Portugal“. Oito testemunhos, que poderia ser nossos, do país onde se salvam os bancos primeiro e se olha para as pessoas depois – mas apenas para ver que cortes adicionais se podem fazer.

Os mercados estão a reagir bem

O único momento do dia em que ouço notícias sobre mercados, taxas de juro e bolsas é quando estou a tentar encontrar o sabonete com os olhos cheios da espuma do champô e não consigo mudar de estação de rádio. Mas tem sido suficiente para dar-me conta de que o jargão jornalístico para explicar as coisas inexplicáveis que se passam nesse campo passa pela sua humanização. Há dias em que “os mercados estão a reagir bem”, e se eu estiver ainda ensonada quase que me alegro, como se fosse um doente a quem sigo com apreensão. Outras vezes informam-me que “na Europa, o sentimento é misto”. Ora isto, sendo vago, transmite uma certa angústia e convoca a solidariedade, ou não fosse tão humano isso de alimentar sentimentos mistos em relação a uma mesma coisa.

Às vezes preocupam-me desnecessariamente porque me dizem que “os indicadores económicos alimentam receios”, mas não me dizem de quem nem porquê. Tão vagos que outras vezes se ficam por um “lá fora [onde?], “as notícias são desanimadoras e aumentam a cautela”. E eu, que ainda nem saí lá fora, só por causa disto já olho para onde ponho os pés molhados ao sair do duche, que a vida de repente parece-me uma coisa perigosa. [Read more…]

Queres que te faça um desenho? Então, toma

sacrifícios

Estudo calcula que bancos europeus têm necessidades de capital de 767 mil milhões de euros

E esta, hein?

“Tudo o que temíamos acerca do comunismo – que perderíamos as nossas casas e poupanças e nos obrigariam a trabalhar eternamente por escassos salários e sem ter voz no sistema – converteu-se em realidade sob o capitalismo” – Jeff Sparrow

Privatiza, filho, privatiza!

Talvez a malta de direita

possa explicar melhor

À Beira do Abismo

Quando um egolátrico teve quase TUDO no bolso, menos os portugueses.

Vai despedir 2 administradores?

BCP tem de reduzir despesas com pessoal em 25 por cento.

Remodelação do Governo (7)

Percebe-se a nomeação de Pires de Lima. A Banca e as grandes empresas estão radiantes. Por que será?

Diz que é preciso despedir funcionários públicos (5)

Contrato de venda do BPN leva BIC a exigir 100 milhões ao Estado

Não Há PM Amigos do Povo

Não há Primeiros-Ministros amigos do Povo. Não há. Ontem, Clara Ferreira Alves, no Eixo do Mal, deu, como sempre, uma no cravo e outra na ferradura, expondo longamente com base nos interesses instalados as razões suficientes para a vigência e manutenção deste Governo e do seu incapaz Primeiro-Ministro. Depois, a Clara resolveu interromper compulsivamente o caudal expositório de Daniel Oliveira na sua olímpica análise, coisa em que se mostrou de uma inconveniência, de um disparate a toda a prova. Clara não quer eleições. Daniel quer eleições como quem quer jantar na sala de estar enquanto o incêndio consome a cozinha e os quartos. Tornou-se demasiado habitual a uma certa crítica política desconsiderar, caricaturar, a figura, liderança e acção de Pedro Passos Coelho. Chamaria a isso conveniente santanalização implacável de um PM. Enquanto actuação global que fode com vidas, Passos Coelho, a Troyka e o passado recente socialista estiveram muito ‘bem’ – todos foderam com vidas concretas. Mas nada há no PM Passos que o distinga de outros PM no que respeita a uma inovadora demarcação dos interesses económicos instalados, especialmente da Banca. Evidentemente, nada num País é viável com uma Banca moribunda ou com problemas graves. A Banca somos nós e ela é para nós, ideia que a Esquerda Onanista não encaixa.

E neste momento, os banqueiros estão contentíssimos com Passos. PM de gabinete, ultra-escondido e ultra-discreto nesse papel de magno protector dos banqueiros e dos respectivos interesses tentaculares, em parte ponto de partida para a defesa do interesse nacional geral, em parte velho egoísmo e velha injustiça, a clivagem entre este PM e a gente concreta emergiu com toda a naturalidade, dado que Pedro Passos Coelho mostra uma capacidade pedagógica e uma sensibilidade à nossa fome pouco mais ou menos equivalente à de um penedo. A Banca está radiante? Pois este Governo conservar-se-á no formol político em que a indefinição presidencial o colocou. Falta é meter o PS nisto, na mesma substância de conservação de organismos mortos, na grande salvação bancária nacional e europeia, minada apenas no médio prazo pelos pesadíssimos compromissos da dívida pública portuguesa, matéria urdida basicamente pelo seráfico socratismo. A Banca necessita de certezas. Certezas a três, Passos, Seguro, Portas. Primeiros-Ministros vêm e vão. Podem ser mais ou menos amigos da Banca, mas nunca serão amigos do Povo senão por portas e travessas. Paradoxalmente, um Povo pode encostar a sua cabeça numa pedra tranquila sempre que o seu sistema bancário não oferece angústias à escala do irlandês ou do cipriota. Esse é o caso português.

Fugiu-lhes a boca para a verdade

Banca delega nas mãos dos políticos resolução desta crise.

Perplexidade   selectiva

Ficou o Ultrarich perplexo quando o PM não falou com os portugueses sobre a concessão de crédito à banca via mais impostos? Olha, aguenta, aguenta.

Gaspar proíbe novas despesas no Estado sem autorização

Já na banca, é a abrir.
[Título do Público]

BCE deve devolver lucro…

feito com a dívida portuguesa (1%), diz Seguro. E os lucros feitos pelos amigos da banca portuguesa (1% a 2%) são para esquecer?

Os bancos, o crédito ‘malparado’ e a imbecilidade

A crise teve origem na axiomática desregulação do ‘sistema financeiro internacional’, herança de Tatcher e Reagan – Alan Greenspan, no FED, e outros deram também contributos consideráveis.

A falência do ‘Lehman Brothers’ foi, pois, o evento mais ruidoso e, por isso, emblemático. O estridente som não foi, porém, suficiente para abafar o estrépito da bancarrota de mais de uma centena de bancos nos EUA e, por exemplo, o financiamento obsceno da AIG, porque realizado com dinheiro dos contribuintes.

EUA foram o ponto de partida. Todavia, rapidamente a crise se propagou por outros países, em que a enxurrada de investimentos em activos tóxicos associada à concessão intensiva do crédito fácil a empresas e particulares constituíram factores degenerativos de um tipo de bancos excessivamente alavancados – o recurso a meios financeiros emprestados transcendia, e de que maneira!, os rendimentos reais empresariais e familiares. A Islândia, louvada seja, foi o único país a atacar com rigor as origens da crise, punindo os responsáveis e minimizando os esforços da população do país. [Read more…]

O verde-tinto no seu melhor

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Numa daquelas operações de grande aparato a que estamos habituados, nada faltou. As equipas de reportagem do sr. Balsemão lá estavam à porta da garagem do Campus da Justiça da República das Bananas, aguardando o início do raid e contabilizando viaturas, magistrados, polícias e acompanhantes que partiam para uma visita “surpresa” a algumas sedes bancárias.  Com a maior desfaçatez deste mundo, a pivot da SIC Notícias foi desfiando todos os passos dados desde a partida sob os holofotes da estação televisiva, até aos quinze minutos de pausa para umas baforadas de cigarro, mesmo antes da entrada nos gabinetes a vistoriar.

Que grande surpresa deve ter sido para os aflitíssimos responsáveis pela banca!

O lucro da banca

lucros da banca

Imagem de hoje na SIC (sem o texto à esquerda) numa reportagem sobre o paradeiro do dinheiro recebido pela banca para apoiar a economia. Este negócio da banca lucrar porque o BCE não entrega o dinheiro directamente ao estado não é novidade. Mas não deixa de ser vergonhoso e demonstrativo da seriedade da classe governativa, nacional e europeia. Todo um esquema de transferência das poupanças individuais para a banca por intermédio do BCE.  Um esquema que inclui uma justiça de aparências e ganhar eleições à conta da obra que outros hão-de pagar.

Obviamente calou-se

Heloísa Apolónia pediu hoje ao primeiro-ministro que censurasse o banqueiro Ulrich pelas suas declarações desprezíveis.

Pedro, Pedro…

«É evidente que preferes gastar dinheiro em bancos…»

Coitadinhos

A tal banca “obrigada” a comprar dívida pública, sofre de lucros.

Para onde vai o dinheiro da austeridade

«O estado emite dívida. Os bancos ficam com essa dívida e o estado paga-lhes 4%. Estes vão aos bancos europeus, dão garantias e pagam 1%. Sobram 3% de lucro para a banca!» Carlos Carvalhas, Este Sábado, Antena 1 (citação livre)

Pura sacaníce

Um amigo meu tem uma mercearia, comprada com recurso a crédito bancário. Quando a comprou era uma loja simples e ele trabalhou no duro para lhe dar valor e ganhar uma clientela. Ao fim de dois anos quis seguir outra vida e decidiu arrendá-la, tendo encontrado um interessado. Acontece que, de acordo com o contrato assinado com o banco, o arrendamento só seria possível com a autorização deste. E o banco não autorizava o arrendamento, excepto se o spread fosse revisto em alta. A proposta do banco, cuidadosamente preparada, significava que toda a renda recebida pelo meu amigo ia direitinha para o aumento de spread. Ou seja, o banco, que já estava a ganhar com o empréstimo bancário, queria ficar o lucro que o meu amigo poderia vir a fazer graças ao seu trabalho.

Vem isto a propósito da notícia da proibição do aumento do spread em caso de arrendamento de imóveis com crédito à habitação associado  não ter sido «bem recebida pelo sector financeiro». [Read more…]

Se a fome fosse um banco

autoria desconhecida

O Euro, de 2008 a 2012

No texto de Rui Tavares no Público: ” O euro é assim: um jogo de países contra países e, no fim, ganham os bancos.

Esta acertou no alvo, atravessou o governo e ficou espetada na banca

12.000.000.000,00 €

Este é o valor que o governo não quer transferir para as autarquias para que paguem as suas dívidas, o que fará com que micro/pequenas/médias empresas com viabilidade e facturação continuem a falir e despedir.
Este é o valor que o governo quer dar à banca privada e aos seus accionistas para que mantenham os seus rácios. Não se traduzirá directamente na criação de um único posto de trabalho e/ou dinamizará a economia.

Não há dinheiro… só para alguns.

Tiago Mota Saraiva

Banca, abjecta banca!

Quão mais baixo poderá descer o ser humano?

Isabel G

A descapitalização dos Bancos

Por JOÃO PINTO

Este meu comentário em relação aos bancos não faz parte de qualquer análise ou fundamento científico. Nunca trabalhei na atividade bancária e por isso não a conheço minuciosamente. As conclusões baseiam-se numa pura análise empírica.

A atividade bancária exerce enorme poder sobre a atividade económica portuguesa (e mundial). O financiamento da economia depende muito dos recursos disponibilizados pela banca. Os bancos têm gerado lucros fabulosos nos últimos anos, sabendo que uma parte significativa tem sido distribuída pelos acionistas. Não conheço as exigências a que os bancos estão sujeitos, mas os lucros fabulosos que têm sido gerados pela atividade bancária não têm servido para capitalizar os bancos. Como não conheço a atividade bancária, não sei se os bancos estavam ou não obrigados a reservar uma parte dos lucros. Por ser uma atividade importantíssima no atual modelo económico, a atividade bancária deveria estar sujeita a uma percentagem bastante elevada de financiamento próprio. Se tivermos em atenção os números trazidos a público pela comunicação social, os rácios de capital dos bancos (relação entre o capital próprio e o ativo) andarão entre os 6-7%. [Read more…]

“Vale a pena comprar acções do BCP”, dizem eles

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Fonte: www.BolsaPT.com

O ‘Field Marketing’ é uma disciplina, de inspiração anglo-saxónica, composta de várias áreas e técnicas para estudo, informação e promoção de produtos e serviços, com a finalidade de optimizar vendas e a satisfação de consumidores.

Uma das modalidades utilizadas designa-se ‘cliente-mistério’. Consiste em alguém, fazendo-se passar por cliente, realizar uma auditoria ao comportamento de um profissional de determinado estabelecimento, independentemente do ramo de actividade – restauração, vestuário, produtos tecnológicos, bancos, seguros e outros.

O ‘Diário Económico’ realizou uma operação de cliente-mistério para saber “o que os bancos recomendam aos clientes”. À pergunta se valeria ou não a pena investir na bolsa, um funcionário do BCP foi assertivo: “Vale a pena comprar acções do BCP.”

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Isto, sim, é social-democracia

“O Estado não tenciona envolver-se na gestão dos bancos”.

A frase é atribuída ao Primeiro-Ministro.

E faz todo o sentido: não interferir na gestão da banca é uma receita que só tem dado bons frutos.

Parece-me que a anunciada reprivatização da banca deveria ser acompanhada de um programa vinculativo e sujeito a auditoria permanente, onde a contrapartida pelo capital dado à banca seria a obrigação de cumprir um programa de apoio às empresas para que estas tenham liquidez.

Claro que isto obriga o Governo a saber quais os sectores prioritários e a ter, efectivamente, um programa económico para o país.

É uma chatice.

Claro que isto limita a banca sedenta de ir à busca nos benditos “mercados” de boas oportunidades de especulação.

Outra chatice.

Mas não seria – malgrado risco do que irei escrever a seguir estar fora de moda há uns anos na actividade política – mais justo?

O Dinheiro como Dívida

(Comentário e ligações para as partes seguintes do vídeo depois do corte.)

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