Como foi anunciado pela Reuters

Espanha formaliza pedido de ajuda europeia – só não lhe chamam resgate, o resto é igual

Estão todos falidos

Bancos espanhóis serão salvos no Sábado – quem vai pagar não vão ser os banqueiros. (Rajoy nega.)

Mais dinheiro para os bancos!

Estado vai pôr até 6650 milhões de euros em três grandes bancos.

Socialistas de capacho

A Grécia devia ao mercado, ou seja, aos bancos que acharam uma boa oportunidade de negócio emprestar aos fidelíssimos governos do Pasok e da ND.

Quando a coisa correu mal, com governantes ao nível dos nossos era de esperar, os governos dos países desses bancos correram a emprestar para que essas dívidas fossem saldadas, aos seus bancos. Em troca exigiram aos gregos o inferno.

Agora dizem que a Grécia lhes deve dinheiro. Eu diria que os bancos que salvaram lhes devem qualquer coisinha, e os governantes-actores desta benemerência, uma clara intromissão do estado nos mercados e na livre concorrência, puro socialismo, pelo menos uma explicação aos seus eleitores. A Grécia deve sim, a si e aos outros, a obrigação de mudar de governantes.

Repetir o contrário, é mentir, aldrabar, numa palavra: servir de capacho aos bancos. Cada um limpa os pés a quem lhe apetece, mas um pouco de pudor não fica mal a ninguém.

 

Quase 500 milhões do orçamento rectificativo servem para a compra de activos do BPN

Quase metade dos 1.100 milhões de euros inscritos no orçamento retificativo servem para o Estado comprar activos [tóxicos] do BPN. Tradução: os activos dum banco, de forma simplista,  são os empréstimos que faz; activos tóxicos de um banco são aqueles que nunca serão pagos; o estado está a comprar o prejuízo do banco e a dar o que tem valor.

O Caso BPN

O DN apresentou na semana passada uma série de artigos ao longo de seis dias onde, com bastante detalhe, desenhou o caso BPN. São revelados os números, descritos os crimes, mostra como o país foi roubado de 8300 milhões de euros e descreve o evento que precipitou o país para as mãos da Troika, que tão bem nos tem tratado e com resultados tão satisfatórios.

Leia a investigação do DN, depois do corte.

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Tribunal decide que entrega de casa ao banco liquida dívida

Decisão importantíssima. Em Portugal o negócio dos bancos não tem risco. Será que vai começar a ter? Algo me diz que não vai ser assim…

As verdadeiras cores da Goldman Sachs

Não é nada de surpreendente, a Goldman Sachs, um dos maiores bancos de investimento do mundo, explora os seus próprios clientes, referindo-se a eles como marretas. O que é absolutamente original é ouvir estas verdades da boca de um histórico do banco. (Em Portugal passam-se coisas parecidas.)

Leia as razões da demissão de Greg Smith, pelo próprio no NYT, em inglês.

Um bocado de ilusionismo

Dia após dia, a comunicação social martela-nos a ideia que o problema europeu são as dívidas soberanas. Não são. O problema são as dívidas privadas, resultado de mercados financeiros absolutamente desregulados e de entidades de supervisão criminosamente incompetentes:

Bota aí no vocabulário do AO: Inadimplência, inadimplemento e inadimplir

Um inadimplidoQuerem ver que FJV tem alguma razão! Precisamos, de facto, de alguns “ajustamentos pontuais” no Acordo Ortográfico e mesmo no Vocabulário, para ficarmos a par dos nossos companheiros brasileiros. Hoje, deparei na ‘Folha de São’ Paulo com o seguinte título:

Bancos se preparam para aumento da inadimplência

Assim, de chofre, interroguei-me: o que é isto? Inadimplência? Da leitura do texto da notícia, lá percebi que equivalia à nossa frase ‘Bancos preparam-se para aumento de incumprimentos’; isto é, lá como antes cá, a banca na louca corrida de se esvair em crédito concedido, colhe, em contrapartida, a explosão de casos de incumprimento de empresas e particulares – em 2011 as provisões para cobranças duvidosas de 23 bancos de grande e médio porte subiram muito, 42,2%.

Percebi. Todavia, nas buscas efectuadas nos dicionários de casa, entre os quais o ‘Dicionário da Língua Contemporânea Portuguesa’, da Academia das Ciências de Lisboa, não detectei o vocábulo ‘inadimplência’. Valeu-me o ‘Ciberdúvidas’ e também a ‘Wikicionário’. Este, porém, ressalva que ‘inadimplência’ não é um termo correcto. O ideal seria ‘inadimplemento’ como derivado do verbo ‘inadimplir’.

Por outro lado, o ‘Wikicionário’ diz que o sinónimo da ‘inadimplência’ ou ‘inadimplemento’, no vocabulário do Brasil (Direito) é ‘descumprimento’, ou seja, o nosso ‘incumprimento’. O melhor é mesmo descomprimir-me, porque me sinto deveras inadimplido.

A crise vista da Alemanha

A Helena é uma portuguesa há muitos anos a viver na Alemanha, é dá-nos no 2 Dedos de Conversa a visão de quem lá está. A leitura deste artigo parece-me muito proveitosa para entendermos o assado onde estamos metidos.

Não concordo com ela, e muito menos com os portugueses que aqui também acreditam no discurso medinocarreirista, deixo de lado a questão das dívidas históricas da Alemanha, e retenho o que me parece fundamental: se em Portugal, ou na Grécia, muitos não percebem que por cada euro recebido apenas 19 cêntimos são utilizados pelo estado grego e que na prática as ditas ajudas vão direitinhas para os bancos, na Alemanha muito menos se entenderá o mecanismo da crise. Da crise dos banqueiros e da forma ardilosa como, eles sim, estão a ser ajudados, à custa da destruição da economia dos países que levaram com a especulação em cima, da crise que nenhuma austeridade pode resolver porque impede quem a aplica de pagar dívida alguma. [Read more…]

A ancestral e monumental mentira

adão cruz

O ateísmo é uma mundividência filosófica, ética e livre, perfeitamente legítima. Não é uma crença nem coisa que para lá caminhe. O ateísmo é uma forma de vida e de pensamento que decorre do desenvolvimento da razão, da inteligência, do conhecimento e da ciência cada vez mais difícil de contestar. Estas as maiores riquezas do ser humano. O ateísmo não é uma verdade absoluta, não é um radicalismo preso às malhas da incoerência, é uma postura mental desenvolvida na verdade científica, uma verdade como qualquer outra, e, como tal, legítima e respeitável. [Read more…]

Ouçam com atenção


Este homem é conhecido por ser um demagogo fala-barato, mas o que aqui diz, faz algum sentido. Algum? Não, muito.

Angariadores de seguros de todo o mundo, blogai

É uma profissão tão digna como qualquer outra. Mas deve ter algures um código de conduta, que suponho não contemplar andar pelos blogues a vender PPR’s com o estafado argumento de que a Segurança Social não se sustenta, é um esquema Ponzi, etc, etc.

Não me assistem grandes competências matemáticas para explicar porque não é bem assim, a despeito dos esforços governamentais sucessivos para dar cabo do sistema, e sobretudo de não se saber muito bem por onde têm andado os seus fundos, mas a este esclarecimento do Tiago Moreira Ramalho ao iletrado do costume (e a tantos outros, este mês deve haver uma promoção numa seguradora qualquer, ou será por causa da aproximação do fim do ano fiscal?) sempre acrescento que bem pior do que a pirâmide etária (que numa economia em crescimento se resolve muito bem com a imigração) é o desemprego o principal inimigo da CGA, a menos que os desempregados comecem a descontar o que é capaz de ser complicado. Teremos 20% da população activa nessa situação algures no próximo ano (sim, é um prognóstico antes do intervalo).

E depois há aquele detalhe de as seguradoras, normalmente ligadas a bancos, tal como estes também falirem, experiência que no outro lado do Atlântico é bem conhecida em particular quando investem os fundos de pensões em activos tóxicos, uma medida pouco ecológica, e de também não andarem muito longe do tal esquema piramidal, simpaticamente conhecido entre nós por D. Branca no que também podia ser uma alusão à branca que dá na memória dos nosso angariadores de PPR’s disfarçados de fazedores de opinião.

Os estados também vão à falência? de  certa forma sim (a rigor até não, supõem-se eternos), principalmente quando se metem a tapar os buracos dos bancos. Mas convenhamos que demoram mais tempo e tem acontecido menos vezes…


Adenda por distracção: ah, e aquela banhada do fundo de pensões dos bancários que faz este ano da contabilidade do estado a maior vigarice dos últimos tempos, obrigado Sérgio Lavos, ando nefelibata de todo.

Vira do banqueiro

Os nossos banqueiros em versão apimbalhada, mas engraçada.

À desorientação junta-se a loucura

É evidente que os governantes já não sabem o que fazer para aplacar a presente crise. Estão desorientados e dão muitas mostras disso. Mas não se ficam por aqui. Ontem o Ministro das Finanças anunciou que o estado vai absorver os fundos de pensões dos bancos nacionais, chegou a declarar:

Este encaixe vai permitir o pagamento de dívidas das administrações públicas, contribuindo assim para o processo de diminuição do rácio de transformação dos bancos portugueses e o financiamento da economia.
[Jornal de Negócios]

 
Isto são sinais inegáveis de loucura.

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Desorientação completa – 600 mil milhões para Itália

O “La Stampa” anuncia hoje que o FMI está a preparar um resgate de 600 mil milhões de euros para a Itália (também saiu uma nota no Público).


Actualização: O FMI já veio desmentir a notícia do La Stampa.

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Conspiração contra o BES

Há alguma campanha montada para denegrir o Grupo Espírito Santo? Ou há fogo por baixo deste fumo todo?

Ontem saiu uma notícia no Público que aponta o envolvimento do presidente do BES Angola em esquemas de branqueamento de capitais. Lá teve o senhor Álvaro Sobrinho de pagar uma pequena fiança de 500 mil euros. Curiosamente a notícia já não estava na primeira página do Público on-line pela hora do almoço, mas não entremos em teorias da conspiração, o Grupo BES gasta muito em publicidade.

Há muito mais do que isto…

 
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Troika flexível, mas só para os bancos

(Imagem roubada daqui)

O Económico notícia que a “Troika flexibiliza plano para recapitalizar banca nacional“. Trocando por miúdos, isto quer dizer que os bancos terão um prazo alargado para cumprirem com as metas em termos de capital impostas pela Troika.

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Porque será que não temos ninguém em Portugal, a falar assim?

Isto só pode acabar mal … Muito mal!

Nigel Farage, deputado Europeu Britânico, fala da inevitabilidade da falência e saída do euro da Grécia, Portugal e da Irlanda; do resgate dos bancos; do plano de criação dos Estados Unidos da Europa e da entrada da Sérvia na Zona Euro.

Levar na banca sem preservativo

Roubar nos ordenados para dar a quem precisa: os bancos. Utilizar esse investimento para forçar a banca a financiar a economia? não faltava mais nada. Os banqueiros é que sabem dos seus negócios, como temos visto. O estado não se deve meter nessas coisas, limitando-se ao saque e a redistribuir pelos mais necessitados.
Suponho que accionistas passivos prescindem dos lucros, só ficam com eventuais prejuízos. Seguindo a escola socrática Passos é passivo. A escola BPN veio para ficar.

A verdade sobre o orçamento geral do estado e a “ajuda” internacional

Porque não criar um novo banco?

Os nossos bancos desde o inicio que recusam aceder ao dinheiro da ajuda externa. O motivo é simples, os senhores da banca não admitem que o estado interfira nos seus negócios e isto até é compreensível, o mestre não pede conselhos ao aprendiz. Neste momento os bancos estão a fazer render o peixe de modo a obterem o dinheiro da forma mais vantajosa possível, mantendo os políticos à distância.

Entretanto temos a economia parada à mingua de crédito:

Extraído do Boletim do Banco de Portugal, pag 44 - Outono de 2011 (clique para aumentar)

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O Dinheiro como Dívida

(Comentário e ligações para as partes seguintes do vídeo depois do corte.)

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Planos de Salvamento

É pena as verdades serem ditas apenas em programas humorísticos/satíricos.

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A bolsa e a vida*

Frank Paton - The Card Game 1885

Os bancos portugueses estão aflitos com a chegada da troika aos seus balanços. Afinal, o dinheiro que lhes falta para financiar a economia está nas mãos de alguns, poucos, grandes clientes que o pediram para comprar acções que agora não valem nem metade do que custaram.

Isabel Tavares in Sou tão rico, não era? Dívida supera mil milhões

Também já vi este filme, conhecido entre uns por Investir no Mercado Bolsista Através do Crédito e por outros chamado Jogas na Bolsa e Quem Se Lixa Sou Eu.

A simples ideia de um banqueiro emprestar para comprar um papel, agora nem o papel existe, arrepia-me desde que li umas coisas sobre 1929. Quem vai agora emprestadar aos bancos também sou eu, no meu vencimento anual e nos gastos de todos os dias.

Que culpa temos de as acções terem descido, se quando subiram nada ganhámos com isso?

* o título é gamado mas googlando percebe-se que aplicado o provérbio se conseguem milhões de anos de perdão, pelo menos tantos quanto a dívida privada nacional.

O estado da banca

É fácil culpar as agências de rating e os bancos pela crise, mas a verdade é que tudo continua na mesma. Se alguém chegar ao pé de ti e dizer eh pá estas acções são de elevado risco mas o seu retorno é garantido. Obviamente a bota não bate com a perdigota, mas o que o cliente pergunta é de quanto é o juro….

Anw, é sabido que os bancos podem creditar 90% do seu investimento. Isto é o mesmo que alguém me emprestar 100 euros e eu por de lado 10 euros e ir jogar à roleta com os outros 90 euros. Agora imaginem isto em larga escala, até mesmo mundial. O sector financeiro joga com dinheiro que na realidade existe apenas uma pequeníssima fracção. Logicamente muitíssimos negócios acabam por ser secundados por dinheiros que apenas existem em teoria, na assumpção da felicidade do sucesso das negociatas. [Read more…]

Pudera!

Nos bancos não há stress.

Stressado está quem tem de pagar IRS, mais a dita sobretaxa. Incluindo os que não ganham subsídio de Natal mas que irão pagar como se ganhassem.

Para o resto da maralha é que Portugal vive o “tempo dos sacrifícios“.

Banqueiro, amigo, o povo tá contigo!

E para quem vai um quarto do empréstimo?

.da gui

Dar aos bancos é emprestar e adeus

Os bancos portugueses estão a liderar as maiores subidas no PSI 20, no dia em que foi conhecido que 12 mil milhões de euros do pacote acordado entre o Governo e a ‘troika’ serão destinados ao setor bancário. Visão

Imagem

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, defendeu que o acordo entre o Governo e a ‘troika’ é um “final feliz”, realçando que “é muito melhor do que o PEC IV por ser mais completo, podendo ajudar ao crescimento” da economia. I

E para quem precisar de um desenho, uma leitura recomendada.