Golo de Elmano Santos pelo Benfica e contra a Académica

Num jogo marcado pelos protestos pela encerrada Linha da Lousã e adiamento eterno do metropolitano de superfície de Coimbra, o Benfica apresentou o seu velho reforço de inverno, Elmano Santos, que se estreou marcando este golo:

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O jogo continua, mas está tudo nos conformes: a Académica ainda tem 10 jogadores em campo.

Dicionário do futebolês – permitiu a defesa do guarda-redes

Não marcar golos é uma das actividades mais praticadas no futebol, apesar da baliza enorme, dos vinte e dois jogadores, de um campo com um mínimo de noventa metros de comprimento e quarenta e cinco de largura e dos intermináveis noventa minutos de jogo, durante os quais, em princípio, seria possível que cada equipa marcasse entre trinta a quarenta golos. O guarda-redes é um dos maiores obstáculos para que isso aconteça, graças, por exemplo, àquele privilégio revoltante de poder usar as mãos dentro da grande área, com a vantagem adicional de ser um maricas dentro da pequena área, onde nem sequer pode sofrer uma carga pequenina que seja (a pequena área é, no fundo, uma zona onde ao guarda-redes se aplicam regras de basquetebol). Para além disso, a grande área é uma região extremamente populosa, habitada por gente tão intratável como os defesas e os médios defensivos, pessoas programadas para traumatizar, se necessário, pontas-de-lança, extremos, médios e outros mal-intencionados.

Ora, dizer que um determinado jogador “permitiu a defesa do guarda-redes” dá a impressão de que o marcador do golo que, afinal, não entrou resolveu ser simpático com o adversário, talvez indicando com antecedência para que lado ia rematar ou esperando, cavalheiro, que este se lançasse para um lado, endereçando-lhe a bola para as mãos. Para além disso, o guarda-redes fica reduzido a um jogador que vive dos favores alheios, um trapo sem méritos que se limita a defender porque lho permitiram.

Não se espera que um comentador de futebol seja frio, mas num jogo em que o golo é um metal raro, há que valorizar quem o descobre. Uma tal afirmação, por constituir uma ironia, deve ser usada com muita parcimónia, servindo para comentar um daqueles lances em fosse mesmo impossível falhar (mesmo sabendo que isso não existe) e não, como acontece frequentemente, em remates frouxos de fora da área ou em lances com mérito evidente dos guarda-redes. Vejam como Cardozo e Saleiro permitem a defesa dos guarda-redes, esses inúteis.

Adepto

 

O futebol é responsável por uma das maiores mutações do mundo contemporâneo: a transformação do ser humano em adepto. Aparentemente, o segundo parece pertencer à mesma espécie do primeiro, mas as semelhanças exteriores disfarçam mal as enormes diferenças essenciais. Trata-se de uma transformação semelhante à dos vampiros que estão na moda, tirando a parte dos caninos desenvolvidos, embora com a mesma sede de sangue.

 O homem é um indivíduo. O adepto não existe enquanto indivíduo e, por isso, nunca usa a primeira pessoa do singular. Se o fizer, não estará a ser adepto, podendo, inclusivamente, ser posto de lado pelos restantes elementos da tribo. Aliás, um dos primeiros sinais da transformação do homem comum em adepto é, exactamente, a passagem do “eu” ao “nós”, como se pode verificar no exemplo que se segue em que o cidadão ainda pré-adepto pede uma cerveja ao filho, no momento em que o árbitro marca um penalty contra a nossa equipa: “Ó filho, chega-ME aí uma cerveja. Pronto! Já ESTAMOS a ser roubados!”.

O adepto diz, portanto, “ganhámos” ou “somos os maiores”, entre muitas outras expressões sempre na primeira pessoa do plural. Só há uma palavra que um adepto nunca pronuncia: “perdemos”; em seu lugar, surgirá sempre uma expressão como “fomos roubados”. Aliás, mesmo quando “ganhámos”, “fomos roubados”, o que dá às vitórias um sabor semelhante às épicas batalhas travadas pelos reis fundadores com mais mouros do que estrelas tem o céu. Mesmo que, por vezes, a “nossa” equipa ganhe à custa de um erro de arbitragem, esse será um acontecimento tão fugaz como a passagem do cometa Halley e constituirá uma fraquíssima compensação para os milhares de vezes em que “fomos roubados”. [Read more…]

Mini carta aberta a Daniel de Oliveira

Caro Daniel de Oliveira,

Não nos conhecemos e ainda bem. É que eu sou do Porto, região, e do Porto, clube. Não creio que um homem do seu calibre se dê com bárbaros. Mesmo daqueles que não fazem parte da direcção do clube que tanto despreza. Bem sei que no seu texto faz um esforço para separar as águas, mas pareceu-me apenas uma tentativa ténue para se justificar perante um ou outro amigo da área dos bárbaros.

O seu texto teve o condão de me colocar a pensar qual dos ditados portugueses deveria adoptar neste caso. Se aquele que diz que “quem não se sente não é filho de boa gente” ou aquele que advoga que “vozes de burro não chegam ao céu”. Optei pela segundo.

P.S. Faça o favor de ser sempre contra o FC Porto. Pode ser que estes resultados sejam mais frequentes.

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E assim a barbárie arrasa o Império

Ou como diria Obélix, “estes romanos são tontinhos…”

Porque o Porto não é um adversário. É, com a bonomia e ausência de ódio que o futebol exige, o que de mais próximo há de um inimigo. Contra o Benfica move-nos o futebol. Contra o Porto move-nos a civilização contra a barbárie. Os portistas não são nem melhores nem piores do que os outros. Mas a sua direcção é de natureza diferente. Move-se pelo tráfico de influências, a batota e métodos inaceitáveis num Estado de Direito. Baseia a sua paixão num bairrismo provinciano, que se mistura facilmente com o ressentimento contra Lisboa.

Daniel Sporting Oliveira do Capital

Mesmo sabendo que o futebol serve para libertar a estupidez que há dentro de cada um de nós, há limites para tudo. A província deu 5-0.  E amanhã, pela primeira e espero que última vez na vida vou torcer pelo Guimarães.

Os golos do Porto – Benfica (ao intervalo)

Para já temos 3 golos do Porto ao Benfica, reduzido nestes 45 minutos à sua insignificância.

1-0: Varela

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2-0: Falcão [Read more…]

Vale Azevedo II?

É que o fundador de determinado grupo de alegado sucesso, não passa dum caloteiro penhorado e dum gerente tão fantástico que chegou até a ser destituído do cargo numa das empresas por onde passou (demitido e posto fora à força, leram bem).

Ler no Cinema da Febre, as penhoras de Luís Filipe Vieira, o Kadhafi  dos Pneus. De qualquer forma amanhã sai n’A Bola e é capa do Record.

O verdadeiro leão usa gravata, fato, não transpira e não se atira para o chão

O Sporting está correcto. A verdadeira questão não é ganhar jogos, muito menos títulos, a verdadeira questão dos valores sportinguistas é a indumentária e a apresentação. Nada de piercings, nem tatuagens, nem sequer calças de ganga e, na tribuna, sempre de blazer.

Assim é que se vê os verdadeiros leões. Não são aqueles que têm de transpirar, coisa de gente sem nível, de correr, de cair e levantar, de chutar uma bola. São, sim, aqueles que se apresentam à maneira. A equipa está a fazer um esforço nesse sentido.

Em Alvalade não querem lavajões, badalhocos e afins. Querem gente de classe. Só entram ministros, secretários de Estado, uns adjuntos, ficam à porta. O Sporting é clube de gente de bem, nada de povo, a não ser aqueles que pagam cotas.

Aqui no Aventar deveríamos fazer o mesmo. Por mim, já comecei. Para este post aluguei um ‘smoking’.

to my grand children: a letter from Opa Daddy or Grand-Pa

Opa Daddy remembering his chilhood to his first grand child, Tomas, 10 years of age

 

My Dearest Tomas, Maira Rose, Ben and May Malen.

You are so many, and every year another one turns up. Your parents are like rabbits! I don’t know if you understand what I mean by rabbits. Your parents will tell you more. But, this I can say: when I was a boy like Tomas, our parents bought a male and females rabbit, for us. We were so happy! We even baptized them naming the female rabbit Panchita and the male, Lautaro. The ceremony was performed in a family reunion. Ours parents wanted to laugh; however, when they realized that it was a very formal ritual, they respected us and behaved properly, being serious and proper. As I was the eldest son, I performed the role of being a priest, with a disguise made with carpets and veils taken away from my sisters. Two months later, they disappeared and, as we were very little children, looked around in all the yards that we had in our house of Santiago and even in the kitchen-garden that our Nanny used to cultivate for us to eat and, as she used to say: we have to save cash for Don Raúl, -our Father´s name an engineer- does not have to work that much. In fact, our father was always away, we were so many people in the house; our Mother did not work, despite having a degree in Mathematics and another one in Literature, that she had acquired at the Vatican Catholic University of Valparaíso, where she met our father, they fell for each other and, after graduation, they married, and had children: all of us…At the time, Ladies did not work; despite your great grandmother wanted to work to contribute with the expenses of our

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Tenho uma lágrima no canto do olho

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Agradeço a Bonga ter criado um tema musical que ilustra na perfeição o meu sentimento neste momento. Hoje o jornal oficial do Benfica teve a amabilidade de dedicar um espaço à quinta vitória do FC Porto no campeonato.

Com mais nove pontos que o glorioso na tabela classificativa, o FCP teve direito a uma área importante na maravilhosa primeira página do periódico, que soube mostrar suficiente desportivismo para dedicar uns 10 centímetros ao triunfo na Madeira, ainda assim, e bem, lá bem distante da estrondosa informação dos 16 segundos de posse de bola do Tacuara no derby.

Estou enternecido. Acho que não vou conter as lágrimas.

Ainda assim espero que o jornal oficial não abuse destas situações e amanhã quero saber tudo sobre os mais recentes reforços da equipa de carica em pista coberta do clube da águia.

A fumaça do Benfica

Contam-me que nos anos quentes do pós-25 de Abril, com Pinheiro de Azevedo a liderar o Governo, quando confrontado com manifestações de rua, o almirante reagiu, perante todos, que era “só fumaça”. Não era.

Mas foi destas desventuras que me lembrei nestes últimos dias perante a estratégia de ‘indignação’ do Benfica. Perante uma infeliz actuação do árbitro Olegário Benquerença, o comando geral encarnado saiu à rua. Com inflamadas declarações de Luís Filipe Vieira, primeiro, e uma reunião dos órgãos sociais que, foi anunciado, iria abordar a situação do futebol do clube, depois.

Do encontro, afinal, não saiu só um novo episódio de revolta com as arbitragens, sempre criticadas quando prejudicam, nunca criticadas quando favorecem. Do encontro saiu algo mais. Que os adeptos não devem acompanhar a equipa nos jogos fora, que vão equacionar a presença na Taça da Liga e que a direcção deve parar as negociações de prolongamento das transmissões televisivas. Uiii. Foi aqui que a porca torceu o rabo.

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Por causa das enxurradas

a malta do benfiquista não vai ao próximo jogo fora, um Marítimo-Benfica a disputar pelo fim-de-semana de 26 deste Setembro.

Parece-me um tipo de previsão meteorológica um bocado precipitada e sem chover muito sobre o assunto sempre deixo uma palavra de conforto dirigida aos donos dos autocarros que iam todos nesse dia para o Funchal.

Assim não se fazem amigos. Bóra lá despedir um ou dois motoristas, bóra-já.

Podia ser pior

Continua hoje a 4ª jornada, com o encontro no Dragão entre as duas equipas que, tudo o leva a crer, vão disputar o título.

Entretanto uma pequena observação: dado que Portimonense e Rio Ave se cruzam nesta jornada, é matematicamente impossível que ela termine com o Benfica em último lugar, ou seja: ainda podia ser pior. Já para a semana que vem a matemática será outra, mas haja tranquilidade, o empresário L. F. Vieira já puxou as orelhas ao chefe da arbitragem.

Não há nada como um regresso à normalidade.

Bloguismo de investigação: o caso Roberto explicado aos jornalistas

A estória de Roberto, o jogador mais amado (pelos adversários) e odiado (pelos adeptos) vista pelo seu lado oculto, sem psicologia do desporto e afins:

Roberto, o guarda-redes

Esta época, (…)  aparece vindo do nada, a intenção de compra por parte do Benfica, do guarda-redes Roberto Jiménez, que dispensado do Atlético de Madrid, defendera muito bem as cores do Saragoça, evitando o Clube de descer novamente à 2ª divisão Espanhola.

Tão agradecidos estavam os adeptos do Saragoça que (…) sabendo que, o Atlético de Madrid no ano anterior, tinha accionado a cláusula de recompra do atleta ao Recreativo por 1,25M€. Para tal, sabendo do interesse do Benfica através das notícias veiculadas nos jornais, (…) ofereceram 2M€ pela compra do Roberto. Tristes e macambúzios, os dirigentes do Saragoça informaram os adeptos, que uma elevada proposta feita pelo Benfica deitava por terra as chances dele voltar.

Surpreendidos eles, surpreendido o guarda-redes
… e mais ainda surpreendidos os adeptos do Sport Lisboa e Benfica ficaram, quando foi declarado à CMVM o valor do negócio.

O novo estádio do Atlético de Madrid

Em 12 de Dezembro de 2008, o Alcaide de Madrid, Ruiz-Gallardón e o Presidente do Atlético, Enrique Cerezo, apertaram as mãos no negócio em que por 195M€ pagos pelo Atlético de Madrid, o La Peineta iria ser convertido num Estádio de futebol com capacidade para 73.000 lugares. (…)

Na área de 31.000m2 do Estádio Vicente Caldéron será construída uma zona verde, denominado Parque Atlético de Madrid, e, no terreno com 61.521m2 onde existe agora a fábrica de cerveja Mahou, será edificado um parque residencial de qualidade superior com 175.000m2. Os benefícios desta operação, irão ser revertidos entre a Mahou (dois terços) e o Atlético de Madrid (um terço).

O ganha-pão de Luís Filipe Vieira

Luís Filipe Vieira entrou para o negócio da construção imobiliária, antes de ser Dirigente do Benfica.

Vem dividindo o tempo entre as suas empresas de Construção, com negócios em vários Países do Mundo, razão pela qual, por exemplo, mandou para Angola, o seu «Vice no Benfica» o Sr. Mário Dias, para dinamizar o crescimento das suas empresas nas áreas da construção, seja desportiva no caso da Can2010, seja residencial na cidade de Luanda.

Ler tudo muito bem explicadinho no Eterno Benfica: O lado opaco onde cheguei através de um remate do maradona.  Fica o negócio tão claro como uma canjinha. De frango.

Roberto, o culpado de todos os males

Uma parte significativa dos benfiquistas e da comunicação social afecta ao clube já decidiu apontar todas as responsabilidades pelo miserável arranque de temporada da equipa de Jorge Jesus. O culpado é Roberto. O guarda-redes dos oito milhões não serve para tão brilhantes dez colegas em campo. Eles são os mestres da relva, o espanhol é a erva daninha. É mais fácil assim.

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Seria muito mais complicado explicar aos adeptos que a equipa da Luz está apagada porque há muitos jogadores abaixo de forma, um ou outro que parece estar a jogar contrariado, um outro que julga ser o super-homem e quer estar em todo o lado e sendo defesa quer driblar como os médios e um treinador que parece não ter definido ainda o rumo de uma equipa que até nem sofreu rupturas significativas.

Como é muito mais difícil explicar isto tudo, torna-se mais simples culpar apenas um elemento. Roberto, diga-se, colocou-se a jeito. Começou mal, deu ‘frangos’ e cometeu erros que complicam a tarefa de treinador e dirigentes em explicar porque é que vale oito milhões. Ao querer defender o menino, Jesus só desajudou. Em vez de o reservar por uns dias, insistiu. Correu mal.

Não tarda e Roberto vai parar ao banco, será reserva ou será dispensado. Roberto tem culpa, claro, mas é a mesma culpa que deve ser distribuída pelos colegas e técnicos. Em jogos de equipa não há um só responsável. Pelas vitórias e pelas derrotas.

Quase lá

film strip - benfica quase lá 

A notícia: «Nacional-Benfica, 2-1» e a anterior piada de ocasião.

Imagem de fundo: a usada na notícia.

Os golos do Benfica 1 – Académica 2

Os Pardalitos do Mondego voltam a calar a ave de rapina. Grande jogo da Briosa, metade feito com 10 contra 12.
Uma vitória a dedicar aos comentadores da bola que no lançamento do campeonato chegaram ao ridículo de omitir a existência da Académica.

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Prognóstico no final de um jogo:

A falta que Ricardo Costa vai fazer ao Benfica esta temporada.

Já agora: espero que a TVI seja multada. Se é para transmitir um jogo é com som e tudo, e não para deixar que os comentadores do Canal Benfica ocupem a cabine, embora lhes tenha escutado lágrimas, verdadeiras, escorrendo pela cara, o que provoca um ruído engraçado tal como esta frase,

O Benfica não mostrou a sua habitual capacidade goleadora

do Público, como rescaldo, também tem a sua piada.

Vai fazer uma falta do caraças.

FutAventar – a águia perdeu as asas..

Não tem asas , nem à direita nem à esquerda, e os Franceses já sabiam disso. Uma multidão à frente da baliza, uns a defender e outros a atacar.

Quem também não tem asas, é o guarda redes, o Roberto, há ali alguma coisa que não se entende, ele não sabe jogar com aquele buraco nas costas da defesa, mas é assim que as equipas que jogam para ganhar defendem, subidas, o guarda redes tem que ser uma espécie de terceiro central, saber quando sair é fundamental. O golo que sofreu é quase rídiculo, vai não vai, ficou a meio…

Os jogadores novos são bons de bola mas não são como o Angelito, e isso vê-se, o Jesus vai ter que mudar muita coisa.

Luís Filipe Vieira: Um homem providencial

Conhecem aqueles homens mobilizadores, capazes de elevar a moral e provocar o orgulho de um país? Daqueles capazes de tomar decisões difíceis? Pois Luís Filipe Vieira não é um deles. Não eleva a moral de ninguém e não provoca qualquer orgulho.
Acredito que mesmo os adeptos do Benfica, apesar dos dois títulos em oito anos de liderança, não devem sentir grande orgulho no seu presidente.

O líder da agremiação veio agora anunciar que, apesar dos 225 milhões de euros de dívidas, números dele, “este é o momento chave do clube” e que por isso pretende “investir mais”. “Se tivermos que nos endividar mais, vamos endividar-nos mais”, anunciou com a pompa e a circunstância de quem deseja mesmo gastar (ele chama ‘investir’) mais dinheiro no futebol, essa indústria cada vez mais longe da realidade do mundo.

É destes homens que Portugal precisa. Homens que não hesitam em dar o passo em frente quando o abismo está apenas a meio passo. Homens capazes de acelerar mesmo com o muro à frente. É desta gente, capaz de exemplos dignificantes, que temos necessidade para afundarmos ainda mais.

Não é o único? Pois não, infelizmente estamos inundados de criaturas com espírito de kamikaze.

O sr. Marques morreu feliz


Andava feliz, o sr. Marques. O netinho, o Zezé, tinha-lhe pedido uma camisola do Benfica como prenda de aniversário. Não disse a ninguém, para não estragar a surpresa, mas já tinha embrulhadinho um equipamento completo do «Glorioso».
Tinha tudo planeado: hoje, dia 25 de Maio, quando o Zezé faz 5 anos, o sr. Marques ia dar-lhe a prenda. Logo que o fedelho estivesse vestido, ia tirar-lhe uma fotografia, que depois mostraria, impante, a toda a vizinhança do Caneiro.
A vida corria bem ao sr. Marques. Tinha acabado de entrar na reforma e o Benfica acabava de se sagrar campeão. Ia ter mais tempo para o seu clube – se calhar até podia ir umas quantas vezes por ano à «Catedral» – e para a família, essa sim o seu mais-que-tudo. Guardava com orgulho o primeiro bilhete de comboio que tinha comprado como reformado.
No Sábado à noite, no mesmo dia em que Mourinho se sagrou de novo Campeão Europeu, o sr. Marques deitou-se e já não acordou. Foram dar com ele no dia seguinte, deitadinho na cama, com uma enorme tranquilidade no rosto. Como quem diz «vou partir, cumpri a minha missão».
Quero acreditar que morreu feliz. Com uma família unida e um neto que lhe deu o maior dos gostos: ser benfiquista. Só por isso, já valeu a pena o Benfica ser campeão.
«Sr. Pinto, ó sr. Pinto!», dizia-me com voz grossa quando se metia comigo por causa do futebol. Não voltará a dizê-lo. Partiu, mas deixou-me a mais importante das recordações: a sua amizade.

Três efes? Não, B de Bruna!

Nas últimas semanas os chamados três efes regressaram em força, como se um movimento desconhecido decidisse em concertação o seu regresso simultâneo. Vejamos: novo disco dos Deolinda, disco da nova revelação do fado castiço Ricardo Ribeiro, novo disco de António Zambujo, o Benfica sagrou-se campeão nacional de futebol, Mourinho apurou o Inter de Milão para a final da Liga dos Campeões contra o Barcelona, o Papa veio a Fátima. Foram notícia? Sim, uns mais, outros menos, foram andando nas bocas do mundo.

Entretanto, em Mirandela, uma professora tira a roupa quase toda e deixa-se fotografar para uma revista. Resultado: Adeus fado, passa bem Benfica, arrivederci signor Papa, Benvinda  Bruna, welcome, du bist willkommen, papava-te toda darling, para uns, vade retro, és uma vadia, bye bye deixa em paz as criancinhas, ganda vaca, para outros. Só aqui, no Aventar, em dia e meio, mais de vinte mil pessoas procuraram sempre o mesmo nome. Sócrates? Obama? Ratzinger? Angela Merkel? Lula? Cameron? Isso queriam eles! Bruna, muito mais Bruna do que os efes e os políticos todos juntos.

Nestes dias Portugal escreve-se com B maiúsculo, pois claro, B de Bruna, B de “Boa-comó-milho”, B de “Bai-tembora”, B de Bortugal. O resto é só conversa. A Bruna não, a Bruna, dizem os vinte e tal mil visitantes que cá vieram ver a professora, a Bruna é que é Real.

Diário da visita

Querido diário,

hoje tive uma visão do inferno. Vi o  Joe Ratz, com aquela cara de fuinha que ele tem, deve ser o único tipo no mundo que nem todo vestido de branco fica com cara de bom, a receber uma camisola do benfica-salvo-seja (tento evitar esse nome, prefiro dizer “clube ruim”) com a inscrição “Bento 16”. O demónio estava distraído, caso contrário tinha posto ali um câmarapereira a cantar “eu cá p’ra mim não há maior prazer do que o selim e a mulher” e levava, de uma assentada, todas as alminhas lusitanas.

Antes disso, vi o Joe Ratz em Belém, a beijar os cavaquinhos. A senhora do prós-e-contras estava babada como se fosse a avozinha deles, e dizia que os cavaquinhos nunca mais se vão esquecer deste dia. A dama nº 1 estava preocupada porque já eram as 3 em Roma e ainda não tinham servido a comida ao Joe Ratz. Nem o papa morre nem a gente almoça, dizia, à socapa, morto de riso, o mais reguila dos cavaquinhos.

E nestes entreténs, passou-se bem o dia.

Contra Natura?

ESQUISITO!
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Saí à rua perfeitamente absorto.
Nem me lembrei que hoje, os adeptos de um clube da capital estariam todos muito contentes pois tinham, ao fim de alguns anos de jejum, ganho o campeonato de futebol da primeira liga.
Como se esse facto fosse de algum modo importante para a felicidade do nosso povo.
Mas, afinal era com eles, com eles e com os da terra deles, e estariam todos cheios do direito de festejar. [Read more…]

Benfica, muitas vezes campeão

Ganhar é isto, fazer o país sair de casa e festejar nas ruas e nas praças. Saber que os derrotados aumentam o mérito a esta vitória torna-a maior. Saber ser campeão é ser muitas vezes campeão. Campeão que o é não fala em coisas tristes nem faz tristes figuras. Ponto final.

O Novo Campeão Nacional, Não é o Braga

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BENFICA 2, RIO AVE 1
NACIONAL 1, BRAGA 1
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A esperança de ver a melhor equipa deste ano ser consagrada como Campeã Nacional de futebol da 1ª liga, morreu nesta tarde de Domingo. A outra equipa concorrente não perdeu e assim, ganhou, ao fim de uns anitos, o almejado título.
Não é que não tenha ganho muito bem. É uma digna vencedora, apesar de, não nos podermos esquecer dos casos dos túneis na capital e nos Arcebispos, que poderão ter provocado este desfecho da competição.
De qualquer modo, eu gostaria que [Read more…]

Portugal Badalhoco i-mediático

Com razão e propriedade, queixam-se de que o autocarro de um clube desportivo (?) foi apedrejado. Triste! Lamentável!

Só é pena que nas televisões não haja nem tempo nem espaço para mostrar como ficou o comboio que transportou os “aficionados” lisboetas que foram ao Porto assistir a esse evento desportivo (?)

Há dúvidas?

O fenómeno da estupidez não é de agora nem é exclusivo de nenhum tropa fandanga; já ninguém se lembra de um tempo em que os adeptos portistas atiraram ferroviários fora do comboio, logo à saída de Campanhã. Tudo crimes sem castigo, para não destoar do Portugal modernaço e de fracos costumes.

Quem semeia pedras, colhe garrafas de tinta

Na sequência do apedrejamento do autocarro do FC Porto nos arredores de Lisboa, hoje foi a vez de o autocarro do Benfica levar com garrafas de tinta azul, e ao que parece algumas pedras que nem causaram grandes estragos.

O futebol devia jogar-se dentro das linhas, que deviam ser só quatro. Quem usou e abusou de toda a batota dos túneis, das  arbitragens manhosas e dos castigos absurdos candidatou-se a ter este fim-de-semana atribulações fora e dentro do campo de jogo. Como já ficou demonstrado a PSP não tem capacidade para proteger o que devia ser apenas uma equipa de futebol. O risco é elevado.

Sou contra a violência, pois sou, mas relembro que ainda para mais a direcção do SLB tolera as claques ilegais do seu clube.

Quanto a autoridade moral, deixem-me rir. O mais vergonhoso campeonato das últimas décadas ainda não acabou. E se acabar amanhã vai ser muito complicado.

Porto inicia o jogo com o Benfica em vantagem

Estranhamente, ou talvez não, já se conhece a equipa com que o SLB enfrentará os seus adversários no próximo Domingo: no Dragão alinha com Olegário Benquerença, e na Pedreira com João Ferreira.

Lucílio Baptista descansa esta jornada, resguardando-se para o Benfica-Rio Ave da próxima. O mesmo acontece com Pedro Henriques, um homem fatigado depois de ter acertado em cheio num Falcão.

Não se pode dizer que a dupla Jesus / Rui Tuneleiro Costa não seja uma dupla de  homens previdentes.

Os 5 golos do BENFICA contra o Olhanense – falta um ponto

Depois de mais uma visita à Catedral, mais tarde do que o costume, aqui ficam os 5 golos do jogo de ontem. O mais fantástico ambiente num estádio de futebol viveu-se ontem na LUZ!

1-0 : Óscar Tacuara Cardozo (sim, com Z)

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/HkOrp0J7umSWAdouWhZJ/mov/1

2-0: Di Angel Maria (sim, eu sei que é ao contrário) [Read more…]