Cidadão e político

Rafael Barbosa, no Jornal de Notícia, escreve sobre as eleições em Vila Nova de Gaia, elaborando uma síntese sobre três dos candidatos. E, aqui está o primeiro erro de análise: o Bloco e o PCP também já apresentaram os seus candidatos, ambos, Gaienses envolvidos na vida da sua terra e que, por isso, não podem deixar de ser considerados nesta reflexão.

Tenho, desde há muito, defendido que a política não pode ser o primeiro emprego de alguém – tenho a certeza que, quem nunca trabalhou, jamais poderá ser um bom político: o filho do ainda Presidente de Gaia é um exemplo esmagador. Por outro lado, tenho imensa dificuldade em aceitar que alguém pretenda gerir uma realidade que desconhece. Não faz sentido algum que eu, eleitor em Gaia, residente e cidadão do Grande Porto, me candidate a deputado em Viana do Castelo ou em Faro, para depois nas autárquicas seguintes me ir apresentar a Beja ou à Maia. Não faz, ainda que a publicidade partidária tente argumentar em sentido contrário. Gosto, por isso, da forma como o Marco Martins, em Gondomar, e o Eduardo Vítor, em Gaia, se apresentam. São pessoas das suas comunidades, envolvidos e dedicados às pessoas das suas terras. Não estão, nem de passagem, nem de visita, nem tão pouco a tapar um buraco que outros abriram.

Posteriormente, o artigo procura resolver uma contradição que, parece-me, não é real: por um lado questiona as qualidades e as competências do Professor Eduardo Vítor Rodrigues (PS), apontando a sua falta de mediatismo. Por outro lado, atira-se a um dos candidatos do PSD, acusando-o de só ser mediático. Além de utilizador de adereços mais usados em atividades relacionadas com saltos de avião. [Read more…]

Será que sou eu que vou pagar?

Ou passa também para o outro lado do rio?

25 de abril em Gaia: é urgente parar esta gente

A cada dia que passa fico mais convencido da sorte que temos em alguém se ter lembrado da limitação de mandatos

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porque, pelo menos de forma egoísta, estamos livres de um problema. E a coisa está a atingir um nível completamente insuportável.

Então agora um quer, o outro não quer. Um diz que sim e o outro, não senhor, não vamos por aí?

E, as sondagens, tal como os pareceres são dos amigos?

Felizmente há no Aventar quem pense diferente de mim – é um sinal da nossa qualidade – mas eu já não tenho paciência para este tipo de política, que ignora as pessoas, que vive do folclore e do faz de conta.

Estou a exagerar?

Quem se lembra da promessa do Menezes, no programa do Mário Crespo, sobre a vacinação?

Pois, ao que parece e tal, não será bem assim e que afinal em Gaia as vacinas grátis devem chegar no mesmo comboio dos empregos. [Read more…]

É como dá jeito

É claro que dá mais jeito dizer que a culpa é dos outros e por isso tenho escrito, na parte do “a culpa não é minha“, que a culpa é das elites. E a reportagem da SIC sobre os eleitos, cá e lá, mostrou parte dos argumentos. No fundo, a teoria é simples: há um conjunto de gente incompetente que vive à grande em torno dos partidos e outros, com a mania que são muito liberais e modernos, mas que se limitam a tentar descobrir mais uma teta da vaca, isto é, mais uma forma de conseguir uma renda, seja pública, seja partidária…

E, depois, as convicções são como o vento, é para o lado que estiver a dar peixe – se dá jeito dizer mal do Constitucional, é por aí o caminho, mas se na mesma semana para defender a candidatura ilegal ao Porto é preciso dizer que o TC é o farol, então que não se espere um segundo – é por aí o caminho.

Aliás, o PSD e o CDS por estes lados têm sido um bom exemplo destas fortes convicções – do lado de lá uma gestão rigorosa e centrada na poupança é o caminho e, por cá, é o que sabemos – ao que parece, inspirado nos anos 60. Por um lado leva-se Passos Coelho ao poder, mas porque temos aí eleições e afinal é preciso descolar do líder, em queda, aparece toda a gente a bater no desgraçado.

Mas, esta forma de gerir a prática política é um mal que também chega aos independentes – Nuno Crato nem sequer tem receio em o afirmar:

“Admite, segundo parece, que apenas teve em conta a opinião dos directores para criar as vagas negativas. Para criar as vagas positivas ter-se-á baseado noutros critérios – quais, não revela.”

Volto à primeira ideia – as nossas elites são muito más e é preciso escolher novas lideranças! Já!

Limitação de mandatos desde Gaia

Vivo em Vila Nova de Gaia há muitos anos e, por isso, conheço o trabalho realizado por Luís Filipe Menezes. Em 16 anos de menezespresença a sul do Douro houve coisas positivas e outras que não correram bem, nomeadamente a dimensão democrática da sua prática política.

O primeiro exemplo que, há uns anos, deixei no Aventar, mostra isso mesmo – freguesias socialistas geridas por Presidentes com coluna vertebral tiveram anos e anos de segura total, até que, um dia, nas urnas, o povo percebeu que a sua freguesia poderia continuar a existir apenas com uma condição: votar em Luís Filipe Menezes.

Assim aconteceu na minha freguesia. A verdade é que 4 anos depois, o cenário é o mesmo, mas a expressão democrática do voto seguiu esse caminho – o da pressão financeira. [Read more…]

Marco António faz de Relvas?

Foi isso que escrevi a 16 de julho:menezes

Marco António no lugar de Miguel Relvas.

Dei por mim a pensar que a recusa do Marco António tem uma de duas razões: substituir Miguel Relvas no Governo ou então, estar prontinho para avançar como candidato ao Porto, uma vez que, ao que tudo indica, a candidatura de Menezes será mesmo ilegal.

Confesso que estando perto de acertar, palpita-me que a marcação homem a homem que o PSD tem que fazer ao Pedro Mota Soares é tão importante que começo a ter dúvidas. O sector social está a aguentar a desgraça total no nosso país e é nessa área que está parte do travão à explosão – o PSD não pode deixar tal capacidade na mão do inimigo e por isso Marco António não o pode deixar sozinho.

Dou por mim a pensar noutro nome – os sorrisos de um deputado na televisão são uma boa pista.

 

Carlos Abreu Amorim – quer comentar?

Ou será que Relvas fará parte da equipa que vai trazer para a minha terra?

Às voltas com o que por aí está escrito sobre relvas, na tal lógica de fazer a história – relvas e história, assim mesmo, com letra piquininas – cruzei-me com uma pérola que não resisto a destacar.

É de um deputado  do PSD – parece que é ou era do Partido de Manuel Monteiro, foi eleito Deputado pelo PSD em Viana do Castelo e agora é um dos candidatos laranja a Gaia:

«Miguel Relvas está a ser alvo da mais brutal campanha que eu me lembre que alguém tenha sido sujeito, um ministro, nomeadamente nos tempos democráticos. Pedro Passos Coelho não é pessoa para mudar ministros ou fazer remodelações governamentais» em função da comunicação social.

Paraquedas via rede

Ser natural ou habitante de uma terra não constitui condição suficiente para ser um bom autarca. Mas, conhecer o local a que se candidata, nas suas diferentes dimensões, é uma condição sine qua non para poder ser uma opção válida para os eleitores. E, sou dos que pensa que ver Gaia pelo Google Earth ou estar cá e sentir o pulsar da terra não são bem a mesma coisa.

E, hoje, com o recurso às redes sociais podemos perceber muitas coisas e à distância de um ou dois cliques conseguimos revelar aos nossos 100, 500 ou 5000 amigos o humor com que acordamos, a alegria pela vitória do nosso clube, a opinião relativamente a um assunto, o gosto por determinado relógio ou restaurante e podemos até, através de uma aplicação instalada no telemóvel, revelar o local que acabamos de visitar. Aliás, as pessoas gostam de mostrar quando estão num lugar único ou agradável, num local que lhes é querido, que tem uma importância especial ou que tem um determinado significado. Pode dizer-se que há inclusivamente uma certa sensação de realização quando fazemos o check-in em determinados locais.

Por isso, podemos com relativa facilidade perceber por onde andaram, por exemplo, os candidatos a uma autarquia  – claro que podemos ver isto como uma espécie de big brother, mas a exposição pública tem destas coisas, que é como quem diz, quem anda à chuva molha-se. E, sabemos também, que isto está longe de ser uma ferramenta exaustiva – digamos que é uma amostra de mercado… [Read more…]

Portistas candidatos independentes

Será que o Miguel Guedes também se vai apresentar a eleições? É que ouvi dizer que os portistas da televisão, a norte e a sul do rio, se vão candidatar como independentes nas autárquicas.

O meu IMI foi para pagar isto?

Já se tinha falado de candidaturas a  líder partidário pagas por autarquias, agora ficamos a saber que se calhar o meu IMI ajudou a pagar pareceres aos amigos. E assim se faz política que, aqui por Gaia, já não dá para aguentar!

Agora, como gosto muito da cidade do Porto, gostaria muito de não exportar para o outro lado do rio as más práticas dos últimos anos. Mas, isso ficará nas mãos dos eleitores do Porto ou dos tribunais.

Comércio é no Shopping

Pelo menos em Gaia, com Menezes, o comércio tradicional, morreu – basta pensar no Arrábida, no Gaia, no El Corte, no ex-Carrefour, todos eles situados em Gaia para perceber a paixão de Menezes pelo comércio tradicional. Mas, agora no Porto, é que vai ser – ou será que não é para o comércio tradicional e estamos a falar de mais um elefante branco para dar uns cobres aos amigos?

Seria bom que a aposta no bolhão fosse real e mostrasse um interesse sério na dinamização da economia  local e do comércio tradicional, mas isso terá que ser analisado por Marco António Costa, o candidato (real!) do PSD ao Porto.

A parte das rendas grátis é uma medida à Menezes que, estou certo, Vitor Gaspar, Passos Coelho e todos os deputados do PSD terão o cuidado de defender.

Dedicado ao local onde vivo

O Aventar tem sido um espaço onde, com a ignorância dos não profissionais, tenho procurado pensar a política no seu sentido mais nobre. Não vivo da política, nem vivo para a política. Entendo a política no seu sentido mais nobre como a gestão da coisa pública, como a organização, feita pelos cidadãos, do colectivo e não apenas como a gestão dos interesses privados ou até dos interesses dos partidos.

E entendo que esta atenção sobre a política faz ainda mais sentido quando olhamos para a nossa realidade, para a nossa terra, para o nosso cantinho. Vem daí a minha insistência em trazer para o Aventar a realidade de Vila Nova de Gaia, o meu cantinho. Não falo, nem escrevo sobre Vila Nova de Gaia desde Viana do Castelo ou desde Lisboa, nem tão pouco da rua Guerra Junqueira.

Não falo como adepto do partido A ou do partido B  – aliás continuo a não entender a existência de ultras na política: esses adeptos incondicionais, que seguem o seu partido para todo o lado, ainda que esteja evidente aos olhos de todos a estupidez das suas escolhas. Basta pensar, por exemplo, nos defensores de Relvas que estão sentados hoje no Parlamento para encontrar exemplos desses ULTRAS, que saltam de tacho em tacho, atrás sabe-se lá do quê! [Read more…]

Gaia: o tifosi

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Fiquei a saber pelo Jornal de Notícias que o PS vai ter um candidato em Gaia. Quer dizer, fiquei a saber que o candidato do PS(?) a Gaia prefere Luís Filipe Menezes a Pizarro. Fiquei a perceber que o candidato do PS se diz “herdeiro” da obra de Menezes.

Só não percebi qual o projecto. Uma entrevista em que o candidato do PS(?) se limitou, qual caceteiro, a bater desalmadamente no seu adversário. Ideias, projectos, o que pode a população esperar, o que pensa sobre o concelho? Quase nada. Nesta sua primeira entrevista, o sociólogo perdeu uma boa oportunidade. Em vez de explicar o que quer para o seu concelho, dedicou-se a esse desporto muito politiqueiro de bater no adversário, no ataque pessoal. Começou bem. A CDU e o Bloco de Esquerda de Gaia devem estar a esfregar as mãos de contentes…

Em suma, fiquei a saber que o candidato do PS(?) é um verdadeiro tifosi de Menezes. Ou muito me engano, ou se Menezes tivesse convidado o homem para o Porto, o PS ficava sem candidato.

Carlos Abreu Amorim: franqueza e liberdade*

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Num mundo ideal, toda a franqueza e liberdade de opinião deveria ser sublinhada. Ou não. Não. Seria tão natural que nem sublinhada seria.

No nosso mundo, nada ideal, um deputado, mesmo independente, que critique um membro do governo que apoia, é logo apelidado de cínico. Mesmo que, a memória tem destas coisas, já o tenha feito antes mesmo de ser candidato ao que quer que fosse – o Carlos Abreu Amorim, no ano passado, tinha escrito (na sua página pessoal) e dito num programa da RTP, que não existia margem para novo erro por parte de Gaspar. Neste nosso mundo, cada vez menos ideal, num programa televisivo, o Carlos defendeu o governo durante 40 minutos e fez uma crítica de menos de um minuto e só essa vale. Só esse minutinho conta. Não é cinismo, são factos.

No mundo ideal, seria natural que quem defende um determinado ministro, lhe exija rigor. No nosso mundo, é uma demonstração de bipolaridade política. Sim, no nosso mundo, o tal não ideal, pessoas com a franqueza do Carlos são criticados por defenderem uma determinada posição e criticados pela liberdade de afirmarem que essa posição deixa de ser defensável se se persistir no erro dos números (e da realidade factual). Ou não fosse neste nosso mundo que o Povo tenha um ditado que é todo um tratado: “preso por ter cão e preso por não ter cão”.

Se tudo isto não é cinismo, é o quê? Eu respondo: Portugal…

*como contraponto ao meu camarada de blogue António Fernando Nabais.

Gaia convoca para o 2M

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No Clube dos Pensadores (TSF).

Para ouvir na RR.

Vídeo na TVI.

O Regresso:

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A escolha de Carlos Abreu Amorim como candidato a Vila Nova de Gaia é uma excelente notícia.

O actual presidente da Câmara Municipal de Gaia, Luís Filipe Menezes, demonstrou estar atento aos sinais e ter “faro” político. Quando Marco António Costa decidiu não ir a Gaia, naturalmente, multiplicaram-se as vontades e as ambições. Qualquer solução interna seria, como se viu noutros concelhos de Norte a Sul, abrir uma guerra de consequências nefastas. Como se viu nos primeiros dias. [Read more…]

A 4ª escolha: subscrevo, especialmente hoje

É só rir!

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Gaia sempre à frente

Ninguém nos consegue parar – são 33349 que estão no mercado. De desemprego! É o concelho do país com mais desemprego! Será que este problema também se pode exportar para o outro lado do rio?

Menezes é um exemplo bem pedagógico

Os candidatos que atira para a fogueira são tantos que já há manuais escolares a explorar a situação. Quer dizer, não sei se há. Mas deveria…

E se fosse por Sorteio

Ora digam lá se isto não tem piada! Quer dizer, teria mais se não fosse na minha terra, mas de qualquer modo é só uma questão de tempo até deixar de ser um problema meu! Santa Paciência! Mas se quiserem seguir a sugestão do sorteio…

A Democracia do Menezes

Eu avisei! Deste lado do rio anda tudo às cabeçadas! Então agora há voto de qualidade nas votações secretas?

É este tipo de Democracia que querem levar para o Porto?

Este senhor, que agora quer mandar no Porto foi o mesmo que cortou verbas para as freguesias que, por acaso, tinham Presidentes Socialistas – foi assim durante uns anos, até que algumas delas, nas urnas, acabaram mesmo por mudar para o PSD.

É uma Democracia forte, sem dúvida!

Nota: Guilherme Aguiar é uma 2ª escolha porque chega depois do Marco António. Mas, se metade do PSD não o quer, será que, mesmo assim, se vai sujeitar à vergonha de voltar a perder?

Eleições em Vila Nova de Gaia

Cá pelo burgo, o PS definiu já o seu caminho – Eduardo Vítor Rodrigues, Gaiense e Professor na Faculdade de Letras é o candidato. É uma escolha que faz sentido – não vive da política, nem é um boy do aparelho! É de cá, vive cá e, nos últimos anos, preparou-se  para esta tarefa.

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Do outro lado da barricada, a confusão é total, sendo que se vai dizendo por cá, que hoje, o líder e o líder, isto é, o candidato que atravessou a ponte e o adjunto do sr. Gaspar vão apontar o dedo a Guilherme Aguiar, que é como quem diz, vão apresentar o Vereador de Matosinhos como segunda escolha, depois da nega de Marco António.

Dei por mim a pensar que a recusa do Marco António tem uma de duas razões: substituir Miguel Relvas no Governo ou então, estar prontinho para avançar como candidato ao Porto, uma vez que, ao que tudo indica, a candidatura de Menezes será mesmo ilegal.

O vereador Firmino Pereira é apontado por alguns, mas diz-se por aqui que o candidato laranja vai mesmo ser o parceiro de Rui Gomes da Silva e de Dias Ferreira nas discussões de bola.

Do BLOCO e o PCP não se conhecem movimentações, mas ou teremos uma figura nacional, como João Semedo ou Ilda Figueiredo, já habituais nesta corrida, ou então teremos uma surpresa.

Vender a Alma ao Diabo…

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Nos últimos dias, graças ao candidato Luís Filipe Menezes, regressou o tema da fusão entre as cidades do Porto e Gaia.

Nos últimos anos, Luís Filipe Menezes, Paulo Rangel e Rui Moreira foram os grandes animadores desta ideia. Infelizmente, um deles, por meros interesses paroquiais e por influência do politicamente correcto importado de Lisboa, mudou de opinião. Estou a falar de Rui Moreira.

Como eu gostei e partilhei este seu artigo:

A vantagem de juntar Porto e Gaia, ou Porto e Gaia e Matosinhos, ou mesmo Porto, Gaia, Matosinhos, Maia e Gondomar num único concelho seria óbvia, em termos de massa crítica, de políticas de urbanismo, de planeamento estratégico, de afirmação, de capacidade de reivindicação, de articulação de investimentos públicos, de promoção internacional. Nesse caso, sim, valeria a pena redefinir o mapa das freguesias, e reforçar os seus poderes. Teríamos pois uma autarquia com todas as competências estratégicas em que a massa crítica produz sinergias, e as pequenas autarquias (as freguesias com poderes acrescidas como os borroughs ingleses ou os arrondissements franceses) com competências que salvaguardassem os aspectos identitários, a proximidade e sensibilidade ao detalhe. Certamente, a interacção entre essas freguesias com poderes e competências reforçadas e o município resultaria em vantagens. [Read more…]

Atropelamento e fuga

Hoje, uma menina de 9 anos foi atropelada mortalmente em Gaia. O DN refere que ela “estaria a atravessar a estrada pela passadeira quando surgiu um carro que a veio a atropelar, tendo a viatura depois abandonado o local, numa possível fuga”.

Ela estava na passadeira! E mesmo que não estivesse.

É preciso estar muito mal da cabeça para fazer uma coisa destas e fugir.

Quem foi? O que terá levado aquela pessoa a conduzir desta maneira? O que estará a pensar a esta hora?

Ponho-me no lugar desse homem ou dessa mulher.

Que desespero tamanho, que ódio está dentro dele ou dela?

Não sabemos.

Matar alguém…

As loucuras que se fazem sem emenda possível. Não há volta a dar. Não há retorno. Acabou. Não há inversão de marcha para a morte.

Ponho-me no lugar dos pais dessa menina. Que dor absurda!

Não há comentários. Os meus sinceros pêsames. Sinto muito.

Pensei na minha filha que não estava comigo.

Não está certo. É uma brutalidade.

Sinto muito. Não é justo.

Matou e fugiu!

Hoje é um daqueles dias que não deveria existir. O fim do mundo chegou. Para nós por uns minutos, os do choque. Para a passadeiramãe, para o pai, para o irmão chegou de forma definitiva – A menina deles morreu!

Uma Aluna do 5º ano, ainda com a manhã triste, tão triste que parecia noite, estava a chegar à escola (o Google Maps mostra a localização). À sua, à nossa escola. Despediu-se da mãe, a caminho do trabalho, colocou o pé na passadeira, depois outro e foi o FIM…

Morreu!

E quem matou, fugiu!

E quem mata assim e foge é um FILHO DA PUTA! E vai ter que viver com uma dor para todo o sempre. O de ser um assassino. Ainda por cima, um cobarde que deixa uma mãe com a filha nos braços, debaixo de uma noite longa que escurecia a manhã, que parecia não querer chegar.

Não sei se a culpa é da localização da passadeira ou da porta da escola, se da localização da própria escola, metida entre dois acessos à A1, perto da ponte da Arrábida.

Mas alguém tem que fazer alguma coisa – as Estradas de Portugal? A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia?

Ninguém pode voltar a ser vítima daquela passadeira!

Que autarcas queremos?

As autárquicas já estão a mexer com os partidos políticos e parte desse movimento começa a chegar à esfera pública. No actual quadro social não  me sinto capaz de adivinhar o que vai acontecer daqui a um ano, até porque sou dos que pensam que o Governo vai tentar arrastar o país para uma crise política algures entre o Carnaval e a Páscoa.

De qualquer forma há alguns factos que me parecem certos:

– a agregação de freguesias foi pensada por quem tem o poder e por isso vai, fundamentalmente, diminuir a dispersão partidária;

– os presidentes que podem continuar (sem limitação de mandatos) normalmente ganham as eleições;

– os partidos no poder, especialmente o PSD, serão muito penalizados pelo voto de protesto contra o Governo.

O debate em torno das candidaturas que vierem a ser apresentadas em cada uma das freguesias e em cada um dos concelhos terá como pano de fundo o contexto do país – não poderá ser de outra maneira. Continuarão a ser feitas promessas e haverá candidatos que vão continuar a dizer o que as pessoas querem ouvir. É da natureza da nossa política. Já sabemos que as pessoas estarão sempre primeiro e que agora é que vai ser. Para uns, os que querem ficar no poder, a palavra será continuar. Para outros, os que lá querem chegar, a palavra será mudar. [Read more…]

Coerência laranja em Gaia, please

Escrevi há uns dias que

“em todos os nossos dirigentes partidários existe algo de patológico na medida em que está sempre tudo bem quando a origem do mal é a sua casa partidária, acontecendo precisamente o contrário quando a maternidade da coisa é no jardim do vizinho”

O que se tem vivido em torno de Vila Nova de Gaia por causa das eleições autárquicas é disso um exemplo fantástico.

Para os boys há dois tipos de dívida: a boa e a má.

Se é do PS, é má! Se é do PSD, é boa!

Cá por Gaia, pelo menos neste aspecto, estamos quase a apanhar Lisboa. Mas seria bom que se entendessem com uma das versões: tratar mal as contas públicas é gerir bem ou é gerir mal? Aumentar a dívida em Gaia é uma boa opção, mas no país nem por isso? O que seria do país se todas as autarquias tivessem seguido o caminho de Gaia? Quantas Troikas seriam necessárias?

Decidam-se: ou é uma boa opção afundar as finanças para avançar ou não! E os vídeos da propaganda poderiam responder a isto.

As eleições são daqui a um ano e o que vai acontecer no Porto interessa-me pouco, mas não queria, enquanto habitante de Gaia, deixar passar em branco algumas das coisas que a propaganda vai deixando por aí – até porque o senhor que foi atrás do tacho, mas que quer voltar, está quase aí a aparecer.

E não! Não estou a pensar no que se passou com Fernando Gomes e com Elisa Ferreira há uns anos.

Há coisas bem feitas? Claro que sim. Mas não são o Centro de Estágio ou obras desse tipo. São os livros escolares, o saneamento, o parque biológico, a marginal de mar, a grande rede viária para “turista” circular, isto só para citar algumas das boas obras da autarquia.

Vejamos o outro lado da moeda: [Read more…]

Gaia: de 1997 até 2012.

Tudo o que precisa saber sobre Gaia! from Spin Filmes Portugal on Vimeo.

Qual foi a parte do CDS que me escapou?

Hoje, no Público (pág. 43) tropecei num artigo de opinião de Manuel Sampaio Pimentel intitulado “Desculpe Dr. Menezes, não posso votar em si (II)”. Pecando por não ter lido a parte I, só posso supor que a primeira não deve ter sido muito diversa no seu objectivo final.

O actual Director do Centro Distrital do Porto da Segurança Social, nomeado pelo actual governo, compara o endividamento da Câmara do Porto com o da Câmara de Gaia e, perante tal cenário, chega a uma conclusão definitiva: Luís Filipe Menezes não pode ser o próximo Presidente da CMP ou, coisa mais prosaica, pelo menos não o será com o seu voto.

Este militante do CDS, ex-vereador de Rui Rio não aprecia LFM. Está no seu direito. Não gosta da obra de LFM em Gaia. É a democracia. Porém, é bom lembrar que LFM governa Gaia em coligação com outro partido, o de Manuel Sampaio Pimentel e, pelo que sei, nunca vi o CDS de Gaia nem a Distrital do Porto do CDS criticar a gestão de LFM em Gaia. Bem pelo contrário. Nem sei se Manuel Sampaio Pimentel, quando foi nomeado para a CCDRN, em 2003, evitou aprovar ou se opôs a candidaturas de Gaia ao QREN que ajudaram, certamente, ao avolumar do tal endividamento de que agora fala tão crítica e preocupadamente. Não sei.

O problema não está, obviamente, em Sampaio Pimentel não apoiar uma candidatura de LFM (mesmo que o seu partido, aposto, o vá fazer). Não. É um direito seu e que merece o respeito de todos. O problema é outro: comparar o endividamento de Gaia com o do Porto. Seria o mesmo, para facilitar a compreensão de todos, que comparar o endividamento do FC Porto com o do Vitória de Guimarães. É intelectualmente desonesto fazê-lo.

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Clube dos Pensadores com Maria de Belém Roseira

O Clube dos Pensadores é uma boa ideia.

Ou antes foi uma boa ideia. Hoje é uma EXCELENTE realidade. A norte, do lado sul do Rio Douro há gente que teima em fazer o que nunca foi feito, há gente que desafia outra gente a pensar.

O Mário Nogueira foi o Senhor da última edição. Maria de Belém é o Senhor que se segue. Na próxima 2ª feira, dia 22 às 21h30 no hotel Holiday Inn, em Gaia.

Vou lá estar porque gostaria de perguntar a Maria de Belém o que ela pensa sobre o quando ou o quê.