Orçamento para a Educação: esquerda e direita

evrNão é fácil encontrar palavras para escrever sobre o orçamento apresentado pelo Governo. Parece-me que os nomes atribuídos à mãe do Pedro Proença nos jogos do Benfica serão insuficientes para qualificar esta gentinha medíocre. E, como vem sendo habitual, a Educação é o sector com o maior corte: 700 milhões.

A esta hora a cambada larangista que passou do primeiro parágrafo estará a pensar que não há dinheiro para mais, que tem de ser, que vivemos acima das nossas possibilidades. Claro que também estão a reflectir sobre o BPN e o BES e as empresas do Relvas e do Coelho.

Mas, lamento informar, estão enganados. É mesmo possível fazer diferente e, ao mesmo tempo, fazer melhor.

Em Vila Nova de Gaia andou um senhor que fez o que queria e ainda lhe sobrou tempo para ajudar meio mundo a tratar da respectiva vidinha. A dívida consolidada da autarquia é, depois do pesadelo,superior a 318 milhões. Mas, mesmo com esta dificuldade, foi possível, num ano reduzir o prazo de pagamentos a fornecedores de 206 para 111 dias o que é fantástico para a economia local. O passivo foi também reduzido em quase 33 milhões.

A Câmara de Eduardo Vitor Rodrigues conseguiu ainda baixar várias taxas municipais (derrama, imi, água) e investir na Educação: para além do alargamento da oferta dos livros escolares ao 2º ciclo, a Escola a tempo inteiro tem hoje uma dimensão única por estes lados. As escolas estão abertas das 7h30 às 19h30. É claro que este projecto pode colocar várias questões (o mais discutido a alternativa hiper-escola / hiper-rua) , mas estamos a falar, de um enorme investimento na Escola Pública e na qualidade do serviço prestado, até porque, como sugere David Rodrigues, estamos a falar de docentes qualificados.

Parece-me, pois, que é possível fazer diferente e fazer melhor porque um concelho da dimensão de Gaia é um território já com algum significado. É tudo uma questão de prioridades e, estou convencido, que por cá, ninguém se importará de exportar o modelo para o todo nacional. Não estamos e não podemos estar condenados a viver na miséria e a aposta na Escola Pública é a única que nos poderá tirar deste buraco onde a direita nos quer colocar.

Tomada de posse #2

Eduardo Vítor Rodrigues é o novo Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia e está, neste momento, a tomar eduardo-vitor-rodrigues-e7e6posse.

Escrevo sobre Gaia há muitos anos e por isso sinto uma enorme expectativa neste mandato do Professor Eduardo Vítor. Sente-se nas pessoas uma esperança numa forma diferente de fazer política.

Confesso que fiquei muito contente com a vitória em Gaia, quase tanto como com as derrotas de Carlos Abreu Amorim, aqui em Gaia e Luís Filipe Menezes no Porto.

O projecto que ambos desenharam foi pelo voto abaixo e isso foi uma expressão fantástica da força do povo. Esta gente tinha para o Grande Porto e para todo o norte um projecto de poder muito delicado, que felizmente foi derrotado. A cambada que vivia à custa da autarquia de Gaia estava-se a preparar para ampliar o seu território e o povo percebeu isso. Foram os concertos com o Rui Veloso ou com o Quim Barreiros, os porcos, as facturas de cartazes do Porto que chegaram a Gaia, as nomeações de Presidentes de Junta para cargos nas Águas de Gaia, enfim, uma lista sem fim de trapalhadas que, finalmente, estão atiradas para longe.

Costumo perguntar aos  putos o seguinte:

– se um buraco demora uma hora a fazer, quanto tempo demora a fazer meio buraco?

Palpita-me que em Gaia não vão faltar buracos e buracões, mas agora é a nossa hora – a hora dos Gaienses, pessoas normais que assumem a gestão da sua terra. Vamos a isto!

Boa sorte Eduardo Vítor!

Maldito Laxismo!

Domus Iustitiae«Ando arrepiado com duas sentenças de tribunais – de Gaia e Coimbra…»

Uma deputada “da Escola”

A Paula é uma camarada aqui de Gaia, no melhor sentido que a palavra pode ter. É uma mulher de muitas lutas, das lutas todas. Faz falta na sua escola e faz falta aos seus alunos. Ainda bem que continua on fire, desta vez como deputada no Parlamento.

Obrigado por levares a realidade das nossas escolas, a realidade da nossa terra até Nuno Crato. E até o teu nervosismo tão natural mostra que não és profissional da coisa, és uma de nós!

Onde pára? No cartaz!

Parou  e inclinou, Bruno! O cartaz, claro.

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Mas, ao que parece vai continuar viagem e não fica por cá.

Um boa notícia.

Sondagens em Gaia

Os resultados das eleições em Vila Nova de Gaia fazem-me voltar à temática das sondagens.

Na página 8 do pasquim que se vendeu ao Menezes, um comentador, supostamente perito em sondagens, escreve:

“dois casos da A.M. do Porto – Gaia e Matosinhos. Em ambos os resultados eleitorais foram diferentes dos estudos. Em Gaia, o PS disparou para cima e o independente para baixo (…). A rever com atenção.

Isto, depois de ter justificado, na introdução do comentário que

“Os estudos efectuados a 5, 10, 20 ou mais dias antes das eleições são indicações ou tendências.

Até aqui, batatinhas. Mas, vejamos o que foi apontado pelas últimas sondagens divulgadas pelo JN – e já nem vou a outras que por aí foram faladas:

– Em junho, no JN: PS – 32,2%, Guilherme Aguiar – 30,7%, PSD / CDS – 22,7%;

– Em setembro, no JN: Guilherme Aguiar – 29,3%, PS – 29%, PSD / CDS – 25,1%.

Esta foi a sondagem publicada a 4 dias das eleições, sr. Comentador.

Também em Setembro, na RTP (Sondagem da Católica) – PS – 32% ; Guilherme Aguiar – 26%, PSD/CDS – 21%.

Pois bem, o Eduardo Vitor Rodrigues acaba por ganhar as eleições com 38,15%. Ou seja, na última sondagem do pasquim EVR tinha menos dez pontos. A Católica aproxima-se, mas fica longe…

O falso independente do PSD foi levado ao colo no braço esquerdo pelo pasquim, que uma vez por outra também recebia no regaço o candidato oficial. Tentou, até ao limite, mostrar que a coisa estava dividida, que todos podiam lá chegar

O PS ganha em Gaia com 38,15%, o PSD / CDS fica em segundo com 19,97% e o candidato oficioso em terceiro com 19,74%.

Isto é, o PS tem, sozinho, quase tantos votos como os outros dois juntos (diferença de 2161 votos) – era esta a proximidade prevista nas sondagens?

Não deveria a Direcção do Jornal de Notícias tirar consequências do papel que tiveram nestas eleições? Não considera a Direcção do Jornal de Notícias que a derrota em Gaia e, em especial, no Porto é também uma derrota editorial? Afinal os candidatos apoiados perderam, não?

Ganhar e perder

Post escrito a 9 de setembro.

Não resisto

Na mesma noite, arrumar com o Menezes e com o Carlos Abreu Amorim, nem nos meus melhores sonhos!

Em Gaia há muitas coisas que animam

O tempo é sempre bom conselheiro. E o fim da campanha mostra o desespero de quem vai perder.

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Poderia recorrer à sondagem que dá a vitória ao Eduardo Vítor Rodrigues, mas não sou dos que confia muito neste tipo de instrumento de propaganda.

Mas há uma sondagem que é muito esclarecedora – a do desespero.

A imagem mostra um edifício que tem sido apontado há muitos anos como a futura sede da Junta de Freguesia. Foi há 4 anos uma das promessas eleitorais de quase todos os candidatos. Em 1460 dias nada aconteceu e a 5 dias das eleições eis que aparece um cartaz colocado pela junta de freguesia: “Aqui nasce obra”.

A Junta de Freguesia cá da terra liderada pela equipa da coligação Gaia na Frente, de Carlos Abreu Amorim teve, também esta semana, a lata de colocar a primeira pedra de umas capelas mortuárias num terreno que é privado – há informações que nos serviços camarários não entrou qualquer projecto. Aliás, estas capelas mortuárias (não existentes) são a capa da revista da Junta também publicada durante a campanha.

Querem melhor sondagem do que este magnífico exemplo de desespero?

Votar à Esquerda

Só há um dia em que somos todos iguais – o dia das eleições. Seja o CR7, o Passos Coelho, o Belmiro de Azevdo ou o sr. Carvalho, que vive aqui na rua, todos iguais no momento do voto.

Esta marca da Democracia também nos transporta para um outro sentimento de justiça, na medida em que podemos penalizar o mau Presidente, o péssimo governo ou as políticas erradas ou, continuar a votar em quem governa bem.

Tal como o meu camarada de escrita, parece-me que a solução nas nossas terras ou no nosso país passa pela esquerda, enquanto espaço de resistência às políticas que nos têm desgraçado nos últimos dois anos. Mas, a Esquerda tem tido (sido) um problema – não consegue encontrar um espaço para o que têm em comum. PCP, Bloco e PS, tal como a CGTP, têm sido actores políticos que sublinham sempre as diferenças entre si, quando há tanto que os une.

No que diz respeito ao sistema nacional de saúde, o BE, o PC e o PS não tem mais coincidências do que divergências?

E quanto à segurança social? Ou nos apoios sociais?

E, de forma ainda mais clara – a Escola Pública?  É ou não parte comum do património das Esquerdas? Será que o PS, o BE e o PCP não conseguem encontrar pontos comuns em torno deste pilar da nossa Democracia?

Tem que ser possível e aqui em Gaia há práticas nesse sentido.

Nem Anjos Nem Demónios

Estou convencido, caro JP, que no próximo Domingo a passividade e o desânimo nacionais não vão ter demasiadas razões de excitação ou contraste, aconteça o que acontecer, dada a constrição económico-financeira do País e sobretudo dada a espessa incerteza europeia em que vivemos.

Os dados estão lançados, hoje, na Alemanha. Alguma mudança no horizonte? Népias. O nosso País está muito além do protesto e muito aquém da esperança, mas a Política, enquanto pretexto para o insulto frustrado e a esperança fundada ou infundada de aperfeiçoamento e progresso, deve concitar das pessoas a importância que realmente merece. Imensa.

Nesta medida é que duvido sinceramente que o voto nestas autárquicas exprima essa tal dimensão nacional em que insistes. A família, o bairro, a vila, a cidade, têm aspirações muito radicadas na classe e competência dos bons candidatos locais os quais não podem pagar pelas borradas que pautaram especialmente os anos de baderna socialista-socratista, onde não faltaram malícia e lógicas fascistas de fabricação de factóides publicitários e propagandescos longe, muito longe da verdade. [Read more…]

Com Deus e com o Diabo

Meu caro, grato pela réplica, permite-me que retribua mantendo a discórdia.

Infelizmente, goste-se ou não, no próximo Domingo todos vão querer saber duas coisas:

– quem ganhou e quem perdeu na sua terra;

– quem perdeu e quem ganhou no país.

E, queiras ou não, o PSD e o CDS vão dizer que o povo deu um voto de confiança às políticas que estão a ser seguidas e os partidos da oposição irão dizer que os resultados são um claro voto de protesto – falta saber apenas a cor do cartão, amarelo ou vermelho.

Dirás que a escolha do meu Presidente de Junta não pode ser exclusivamente dependente dos factores nacionais – subscrevo. Mas a dimensão nacional é mais um dos argumentos que deve pesar no momento do voto. Porque se há quem vote com o porco no espeto ou a ouvir Quim Barreiros, há quem faça as suas opções com base noutro tipo de argumentos. Eu próprio já assisti a vários encontros desse tipo e reconheço o mérito que têm, até porque levam alegria ao povo – e como ele precisa dela. O que não posso subscrever é a dificuldade de fazer uma campanha nessas condições. Difícil seria o Marco António e o Carlos Abreu Amorim irem, na próxima segunda de manhã, de madrugada para a porta do Centro de Emprego na Avenida da República falar com quem lá passa a noite – aí, sim, seria uma prática digna de aplausos. Agora, política como a que o PSD está a fazer? Difícil?

Mas, há outro motivo de discórdia – o comportamento dos dirigentes do PSD aflitos com o que aí vem – dois ou três exemplos: [Read more…]

As Grandes Virgens

Tirando Amorim, as demais virgens autárquicas, Grandes Virgens!, a Virgem Vítor Rodrigues e a Virgem Guilherme Aguiar, não vão a Fátima para encontros “casuais” com peregrinos eleitores, não dão electrodomésticos ou esferográficas nem se prestam às imposturices da praxe para apanhar o voto.  Tau-tau? Só há tau-tau para o Amorim. Até o Guilherme Aguiar virginaliza pureza, beijos e abraços a bebés, crianças, mulheres e velhinhas, e não se contamina. Tudo bate, senhores, no Amorim. Bata você também.

Não se conseguem umas senhas de almoço

ao senhor Candidato? Com o apoio da Igreja, por exemplo. E descontos para passageiro frequente na A1, entre o Porto e Fátima.

A Sondagem do Porto Canal – II

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Voltando ao tema:

É ou não é verdade que o Porto Canal, como antes anunciou aos seus espectadores, encomendou uma sondagem à Pitagórica para os concelhos dos debates organizados pelo canal?

É ou não é verdade que no debate de Matosinhos essa sondagem foi publicada. E algumas pessoas souberam, por antecedência de pelo menos cinco horas os respectivos resultados.

É ou não é verdade que um dos candidatos a Gaia pressionou fortemente o Porto Canal para a não divulgação dos resultados dessa sondagem?

O Porto Canal que conheço, os seus brilhantes profissionais, merecem que continue a aguardar e não a pensar outras coisas. Mas, será que ainda vou ter de ser eu (hoje) a tornar público os resultados da sondagem Porto Canal/Pitagórica?

Era escusado…

A Sondagem do Porto Canal

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Ontem estive, calmamente, a ver o debate entre os candidatos a Gaia no Porto Canal. Aguardei até ao final para conhecer/confirmar os resultados da sondagem Porto Canal/Pitagórica para a Câmara de V.N. Gaia, a exemplo do que se passou em debates anteriores.

Esperei, esperei e nada. A não ser que a tenham publicado enquanto escrevo este post, continuo a aguardar. Por saber que foi feita, por até conhecer (por boa fonte) os resultados e pelo facto de, tornada pública, se perceber a lógica de tudo o que aconteceu ontem. O Porto Canal que conheço, os seus brilhantes profissionais, merecem que continue a aguardar e não a pensar outras coisas…

Gaia – Debate no Porto Canal (hoje)

Estas eleições autárquicas têm sido singulares no que ao tratamento televisivo diz respeito  e as últimas notícias confirmam, a três, essa ideia – as televisões não vão cobrir a campanha eleitoral pelo menos da forma tradicional (seja lá o que isso for). Percebo o argumento das televisões, mas tenho alguma dificuldade em os aceitar. Se por um lado admito que uma empresa privada tenha a capacidade de decidir o que faz com os seus recursos, penso que será também importante deixar claro que para o seu funcionamento é necessária uma autorização, certo? Para o exercício de uma função pública, não? Sim, é isso – estamos a falar de um instrumento que procura regular o mercado.

Por outro lado, não fica claro para mim quem sai a ganhar com esta medida – será que poderemos ter uma campanha mais verdadeira, mais pedagógica? Ou, pela falta de visibilidade, a qualidade das propostas e das mensagens vai ficar pior?

Faria algum sentido, até pelo primeiro argumento apresentado, que a SIC e a TVI (privadas) tivessem “coragem” para enfrentar a decisão agora conhecida, avançando com uma cobertura das eleições em função dos seus critérios editoriais.matosinhos

No entanto e antes que o post termine importa aplaudir uma dimensão positiva da decisão – não teremos que ver mais nenhuma argolada da 4ª escolha para Gaia. Infelizmente teremos que continuar a ver o candidato do PSD a discutir futebol, mas isso não é necessariamente mau, em função da cegueira que o caracteriza.

Ou se calhar até podemos – hoje, às 22h, no Porto Canal temos o debate entre os candidatos a Gaia.

Carlos Abreu Amorim

Foi a Fátima almoçar com os velhinhos, mas correu mal…

grijo em fatima com caa

Ganhar e perder eleições

Para o PC a coisa é simples porque tem sido sempre assim desde o 25 de Abril – na noite eleitoral cá estarão para segurar o enorme triunfo da classe operária. Mas, tirando esse detalhe histórico, há mais para perceber daqui a uns dias (23).

O PSD está em pânico porque o castigo ao pior governo dos últimos 40 anos pode ser brutal e nem os Dinossauros o podem salvar. Da parte do António José Seguro a linha é clara: mais votos.

Percebo que o PS não se estique muito para não ter desilusões, mas será que é um excesso considerar como uma vitória a possibilidade de ter as três maiores autarquias do país: Lisboa, Sintra e Gaia?

A reboque…

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(fotografia de Pedro Rocha)

Uns são outros não

Num post anterior escrevi, sobre Menezes:

“Sendo isto verdade, o que me parece evidente perante os relatos factuais que o Jornal nos apresenta.”

Os elementos que conheço desta história são os do Público e, um ou outro, que vão aparecendo na rede. No entanto, neste caso, a questão não está em saber se temos uma notícia metida por A ou por B – esse é assunto que deixo para a minha condição de leitor e de cliente dos jornais. Uns, o Público, compro. Outros, o JN, não compro. Percebo, também por isso, o texto do Fernando e subscrevo a sua nota sobre o comportamento do Público.

Entendo também a ideia do 31, mas não me parece que a questão seja de quantidade – em Democracia, ou se é, ou …

Ou, o Major por dar notas na feira de Rio Tinto era e Menezes por dar às escondidas e em menor quantidade não é?

É que este senhor, ex-presidente de Gaia e em especial o novo líder do PSD, Marco António, fizeram anos a fio uma pressão estúpida sobre as Juntas de Freguesia que teimavam em votar PS, numa prática quase ditatorial – para as freguesias PSD tudo, para as que se atreveram a votar PS, nada.

Pode haver muita gente que se deixa enganar por marginais, por relvados sintécticos, por Marés Vivas e por pavilhões que se inauguram a uma semana das eleições com concertos do Tony. Também há quem vote no Isaltino ou no Major.

Mas, a Democracia é mais do que isso. Ou, pelo menos, deveria ser.

Poderiam, por exemplo, dar mais atenção ao emprego para que não fosse necessária a esmola.

O que eu ando a perder há 12 anos

O Público é um jornal que tem feito parte dos meus dias de descanso – uma excepção que abro não sei muito bem porquê. menezesAgrada-me a ideia de comprar o jornal quando vou buscar o pão matinal. Pouco depois gosto de sentir o barulho da areia que desliza nas páginas do jornal…

Hoje, no entanto, alterei a rotina porque não resisti ao teclado – o sr ex-Presidente anda a fazer exactamente o quê?

Pagar?

Sendo isto verdade, o que me parece evidente perante os relatos factuais que o Jornal nos apresenta, penso nas possibilidades que perdi nos últimos anos. Será que ainda vou a tempo?

Vou nesta, que o Mar não dá tréguas – há mar e mar, há ir e pagar.

Comadres zangadas

O PSD de Gaia tem sido uma anedota, quase tão grande como o PSD nacional. De manhã vão com um, à tarde com outro. swapgaiaPodes, meu caro Estrangeiro (relativamente a Gaia, claro) vir apontar a não filiação partidária do Aguiar. Tens razão do ponto de vista técnico, mas sabemos ambos que ele e quem está com ele são do PSD, com ou sem cartão. Sabemos, até, que a maioria dos que o acompanham são ainda militantes do PSD. Confesso que não sei se a Direcção do PSD de Gaia está com um ou com outro, ignorância minha. Palpita-me que alguns vão esperar mais uns dias para escolher o que vai perder por menos.

Mas, o que me leva a rir com mais intensidade são as zangas entre as comadres. O Aguiar espetou a faca e quem com ferros mata, com ferros morre. Com a Swap do Aguiar foram 370 mil euros que foram ao ar e apenas para despesa corrente, isto é, a aldrabice foi usada para tapar buracos na Gestão do Aguiar e não para investimentos de longo prazo. E esse é o maior erro. Mas, diz-se por cá que o novo chefito do PSD é também pai de coisas do mesmo calibre ou, diz-se, ainda piores. Será que as vamos conhecer também? [Read more…]

CAA: creio que isto será contigo

Ou é coisa para o Aguiar?

Swapa-me muito

O João Paulo chama a atenção para uma notícia da Visão. Inteligentemente, aproveita para chamar candidato do PSD ao Guilherme Aguiar. Ignorando olimpicamente que o dito além de já não ser militante do PSD é candidato independente. Ou seja, o vereador de Matosinhos eleito pelo PSD em 2009 e que se coligou, à grande, com o PS local e que agora quer regressar a Gaia (dizem as más línguas que será para repetir o feito de Matosinhos) está, segundo a Visão, envolvido em mais um caso swap.

A notícia da Visão é todo um tratado. Perante os factos, o que disse o independente? Começou por desmentir ter, enquanto presidente da Gaianima, feito um contrato desses: “lembrando-se apenas de contratos de leasing”. Desculpe, disse? Mais tarde, já se recordou e o que disse? Que o contrato já tinha sido liquidado sem prejuízo. A sério? Afinal o contrato deu um prejuízo de 370 mil euros…

O João termina a sua prosa acreditando que, citando, “felizmente isso não vai acontecer”. O isso era Gaia ser governada pelo candidato independente e o link era para uma sondagem antiga. Porém, se ele “linkar” para a sondagem mais recente (da mesma empresa e jornal) vai reparar que, graças aos silêncios do seu PS, o homem até que nem está mal colocado. Pois é, João.

O que vale é que o dia seguinte ainda me vai dar uma grande alegria e uma tremenda dor de cabeça ao independente. No fundo, no fundo João, a procissão ainda vai no adro…

Também tu? E tu?

Estou longe, felizmente muito, de perceber o que é uma swap. Dá para perceber que é uma forma de alguns ganharem dinheiro à custa do Estado. Sempre em grande quantidades e por isso passível de distribuições generosas pelos amigos.

visao

E, se Rui Machete é o exemplo supremo do centrão Luso, não deixei de me espantar com o PSD ontem. Fiquei de boca aberta quando vi o Marco António  a falar destas coisas. É que também por cá, por Gaia, há muito que se fala da relação impossível entre Menezes e as boas contas, bem como das Swaps que Guilherme Aguiar (Vereador PSD) seria responsável. A visão de hoje confirma e demonstra o que todos já sabiam – Guilherme Aguiar, uma das escolhas do PSD para Gaia, é responsável por uma boa parte dos problemas financeiros de Gaia. E, se foi assim como Vereador, o que poderia acontecer, na Presidência? [Read more…]

Se o PSD diz

Quem sou eu para duvidar?
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E, já agora, a malta do PSD já se decidiu?

De manhã andam com um, supostamente independente, para a Câmara e à tarde aparecem com outro, do partido, para a Junta…

Vão levar a candidatura até ao último lugar do pódio ou  vão mudar de candidato para, juntando dois perdedores, conseguirem um resultado um pouquito menos mau?

Sondagem em Gaia

As sondagens são bissexuais, só pode  – estou absolutamente convencido que dão para os dois lados, mas servem vários aogaia mesmo tempo, o que as tornam uma espécie de meretriz bissexual. Sim, afinal, os seus préstimos são pagos por várias entidades, ou não?

As Brízidas Vaz da política são usadas por uns, os que estão em cima, como uma confirmação do caminho percorrido. Os outros, os que ficam por baixo, olham e coiso, ela é isto e ela é aquilo. E, são mesmo.

No entanto, não deixa de ser curiosa a parcialidade da análise – quando dá jeito, eis que os números mostram a qualidade de um candidato e da sua máquina. Quando o resultado sai furado, a máquina continua a caminhar para a excelência, o candidato é fantástico, mas a empresa de sondagens é que é uma daquelas que se vende a qualquer um.

E Gaia  – onde sou eleitor e daí a minha insistência na análise da sua realidade autárquica – foi um dos concelhos onde o Jornal de Notícias realizou uma sondagem sobre as intenções de voto para as autárquicas 2013. [Read more…]

Alô?

É do Magrebe?

Não gosto que me insultem

Há gente imbecil em todos os lados e quando se trata de bolinha, então o índice, dos dois lados da barricada, sobe de forma exponencial.

Vivo o meu clube, do qual sou sócio, como ninguém, mas procuro respeitar toda a gente ao ponto de ter, em tempos, correspondido positivamente ao convite para deixar de falar de futebol no Aventar. Ao que parece só podemos escrever sobre futebol e até sobre as apitagens quando um clube ganha, mas, como diz o outro, são coisas da vida…

Na ressaca de mais uma vitória azul, houve, estou certo, muitos exageros – uns a destacar o vento que empurrou o James para dentro da área e outros, sempre derrotados apesar das vitórias, a insultar quem não chega em primeiro. Dirão alguns que se trata de uma normalidade. Subscrevo – insultar o adversário é uma marca de alguns, mas não será de todos. Dirão outros que a Liberdade de opinião é extensiva a todos os Portugueses, sejam eles deputados ou candidatos à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Subscrevo. Mas mesmo assim não gosto. [Read more…]