Repare-se na subtileza do argumento

«Venizelos argumentou que o CD com a lista de 1991 nomes “não era um registo obtido e submetido pelas devidas vias legais e que, por isso, não podia ser sujeita a investigação e muito menos divulgada”.» (Público

Não refere se é uma lista com ou sem fundamento. Apenas que não seguiu as «devidas vias legais». O formalismo acima de tudo, a verdade depois. Familiar?

Parece também que o CD desapareceu (onde é que já vimos isto?) e que quem devia tomar conta do assunto estava a assobiar para o lado a “salvar o país” (não é estranha esta linha de argumentação).

Portugal, daqui a uns meses

Greve Geral em Atenas, em imagens.

Primeiro roubam…

Governo de Atenas sob pressão para introduzir a semana de seis dias (em inglês). – Sem dúvida o nosso governo seguirá as passadas da Grécia, que tem tido tanto sucesso.

A Grécia e Portugal: uma crise em dois casos da geopolítica (1)

O título do post, resume o conteúdo. Obcecados alguns dos Estados europeus com as suas astronómicas dívidas, correm sérios rumores que parecem garantir a existência de um chamado Plano B para a sobrevivência do Euro. Num artigo (ver abaixo, na íntegra), The Economist longamente apresenta os dois cenários possíveis, entre os quais uma expulsão em massa satisfaria as necessidades imediatas dos países do chamado núcleo duro da moeda única. Persistindo no erro que tem varrido a Europa na última década, a leitura do artigo apenas nos apresenta aspectos relacionados com a dívida e finanças, pouco falando de economia e totalmente ignorando aquele aspecto fundamental e hoje em dia inatingível pelas cúpulas dirigentes europeias: a política.

Para o que mais nos importa de imediato, apresentemos então dois casos bastante distintos como a Grécia e Portugal. Não nos referindo especificamente às agruras e misérias da dívida, salientamos então os ignorados aspectos políticos que a situação geográfica destes dois Estados implicam.

1. A Grécia.

A situação parece ser insolúvel e de quase certeiro vaticinar de falência do todo. Por mais planos e cabazes de dinheiro vertidos nos cofres de Atenas, o resultado parece ser aquele que todos há muito adivinharam. Os gregos não percebem a austeridade, não a aceitam, nem estão dispostos a deixar para trás os sonhos de telenovela dos últimos vinte e cinco anos. Simplesmente, as condições políticas da Grécia impelem à rejeição de qualquer modelo de austeridade e a Europa deveria ter em conta o conturbado século passado, onde uma guerra civil por quase todos os estrangeiros esquecida ou minimizada, serve ainda como pano de fundo ao confronto das várias famílias políticas daquele país balcânico. Para agravar a situação, a ascensão turca e o incontido desejo do restaurar de uma hegemonia perdida, coloca a Grécia numa posição central na luta pelo domínio regional. Sendo um membro da NATO , o país dos helenos foi ao longo das décadas da Guerra Fria, um dos pilares do controlo ocidental – leia-se norte-americano – do acesso russo ao Mediterrâneo e Médio Oriente, garantindo uma longa hegemonia da Aliança Atlântica e aquele indisfarçável sentimento de cerco de que o poderosamente armado regime soviético de forma inglória se queixava.

 

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Ao cuidado do insurgente mental Miguel Botelho

Convém ler primeiro o que se tem lá em casa:

Sem morrer de amor pelos Coronéis, entre eles e a Syriza, venha o exército inteiro.

Evita-se asnear tanto depois. Quando se compara estalinismo e trotsquismo temos a ignorância instalada entre os “liberais”, essa designação tão a despropósito para o que não passa de absolutismo do mercado. Já sei, Pinochet não foi fascista, e os coronéis gregos uns meros patriotas ligeiramente exaltados.

Tudo isto até podia ter a sua piada, mas morreram homens, outros foram presos e torturados. Chamar parvo a quem defende criminosos é mesmo muito aligeirado.

Grécia prestes a sair do euro

Carta do Canadá: Eleições e Lições

Que a Grécia esteja  a ser governada por dois partidos que obtiveram um resultado tangencial nas eleições, a Nova Democracia e o Pasok, afigura-se tão grotesco como pôr pirómanos a apagar incêndios. Porque foram eles os grandes responsáveis pelo estado a que o país chegou, já que se alternaram no poder por dezenas de anos. Por acção, omissão,cumplicidade e incompetência, foram eles que institucionalizaram a corrupção, a ausência de reformas estruturais atempadas, a completa vigarice nas contas apresentadas a Bruxelas, o mais relaxado deixa andar no abandono da agricultura e pescas, a estúpida indiferença face ao declínio industrial. Desgraçaram o povo e encheram os bolsos aos bancos, aos milionários armadores, aos especuladores desenfreados. Puseram a Grécia de joelhos, à beira da bancarrota e da perda de soberania, quando celebraram contratos ruinosos na compra de submarinos, navios e material de guerra com que a Alemanha os seduziu. Insulto sem perdão a um povo que pagou a invasão do seu território pelas tropas nazis, durante a Segunda Guerra, por um inenarrável preço de sangue e escravidão. Perfeitos traidores. [Read more…]

Suicídios

Um farmacêutico grego de 77 anos deu um tiro na cabeça: preferiu morrer a ter de procurar comida no lixo.

No mês passado, um homem de 60 anos e a mãe atiraram-se da janela de um sexto andar em Atenas. Não conseguiam sobreviver com os 340 euros da reforma dela, única fonte de rendimento.

Estes são apenas dois casos…

O que estão os Governos a fazer na prevenção destas situações? Não se protegem os idosos. Não se pensa nas crianças. Eles não constam dos discursos políticos. Estes casos não os preocupam. Nunca ouvi nenhum político referir-se a este problema nem a lamentar-se, sequer («coisa pouca, irrelevante, não é motivo para alarme», pensam logo dizem). É preciso agir, urgentemente!!

Foi na Grécia, mas em Portugal a crise económica também já está a fazer das suas, pela calada, em silêncio. Nem imaginamos o que por aí anda e bem perto…

Há gente a sofrer porque não tem dinheiro nem emprego, ano após ano. Os problemas aumentam na casa dos gregos e dos portugueses. Há famílias ameaçadas. O divórcio também é uma consequência da crise, para além do suicídio.

Isto é que é importante resolver, assim como ajudar, educar, preparar as pessoas para enfrentar problemas desta natureza. Há tantos cursos e cursinhos e acções de formação que só servem para encher pneus. Ninguém está preparado para o pior. Ninguém nos ensinou e continuamos a não estar capazes nem a preparar para a vida, enquanto pais e professores.

Somos todos gregos

Fia-te na virgem, vais ver o trambolhão que levas

Com a ajuda de Deus, vamos fazer tudo para tirar o país da crise” disse Samaras ao tomar posse abençoado pela “hierarquia da igreja ortodoxa grega.”

Berlim não paga a traidores

A Grécia já tem governo com os mesmos que a levaram até onde está. Vamos ver quantas semanas dura.

Resultados da eleição na Grécia

A coligação Syriza esteve perto de ganhar a eleição grega. Um governo de maioria clara juntaria a Nova Democracia com a Syriza mas o líder da segunda já fez saber que não está interessado. O que não surpreende. É muito mais fácil continuar a fazer oposição do que governar. Mas assim continuando, a instabilidade não há-de demorar a chegar de novo e, talvez então, cheguem novas eleições e, com elas, a hora de governar. Nessa altura as questões da solução colocar-se-ão novamente.

Eu também suspirei de alívio

Não foram só os «eurocratas e a senhora Merkel». Afinal, já não tenho que apressadamente levantar do banco os meus escassos euros.

As eleições gregas e a esquerda

cartaz kke

Cartaz de campanha eleitoral do PC  da Grécia, Junho 2012 : “Nova Democracia e Pasok não são alternativa. Não confiem no Syriza. Reforçar o KKE”

As eleições na Grécia transportaram-se para Portugal, nas redes, em forma de PCP versus BE. Coisas que acontecem, e que estendido o pano permitem vastas e bem parvas mangas.

Compreendendo a dificuldade institucional do PCP em se livrar do peso das suas relações com o KKE, autor deste cartaz neo-maoísta, parece-me que as coisas se simplificam se encararmos esse partido, agora muito reduzido, àquilo que na realidade é: um grupelho maoísta contra-revolucionário. Em caso de dúvida, o farol chinês não engana, e vejam como a República Popular da China se demarca e manifesta o seu apoio aos vencedores:

China espera que resultado na Grécia ajude a estabilizar a zona euro.

Era tudo mais fácil quando a Moscovo tratava destas coisas, mas com calma e tranquilidade lá se chega.

Eleições na Grécia

E agora, Grécia…

…como é que vamos dançar?

 

Carta de um investigador a Angela Merkel

Querida Ângela,

Desculpa que te escreva em castelhano, mas o meu nível de alemão é similar ao de um orangotango de Bornéu em tempo de acasalamento. Podes pedir aos teus colegas Zapatero ou Rajoy que te traduzam esta carta. Ambos são célebres poliglotas, como deves ter descoberto nas reuniões do Conselho Europeu.

Agora a sério… Um dos aspectos, que pouca gente conhece de ti, é que és doutorada em física. Entre 1978 e 1990, foste investigadora na prestigiada Academia de Ciências de Berlim e publicaste importantes artigos no campo da química quántica. Suponho que isso ajuda a explicar porque, enquanto a Espanha cortava 35% nas ciências, desde o começo da crise, a Alemanha aumentava 20%.

Ângela, envio-te esta carta, porque estou cada dia mais preocupado que o teu governo nos faça de gregos. Sim, já sabes, que virás ao “resgate” e nos imporás reformas similares às que fizeram à Grécia: mudança da Constituição para que o pagamento da dívida tenha prioridade sobre qualquer despesa social, descida de 23% do salário mínimo, corte de pensões e despesas da saúde, etc. [Read more…]

Viva a Democracia da Extrema Direita

Ele é de um partido de extrema direita (com o poético nome de Aurora Dourada), a deputada de cor de rosa é do Syriza e a de branco é do partido comunista. Desenho? Para quê?

Afinidades electivas

Para além das afinidades azuis, passo a partilhar com o André Azevedo Alves o mesmo desejo de uma vitória do Syriza nas eleições gregas. Ele como antídoto, eu como medicamento.

Pese essa diferença, estamos habituados a ganhar.

Eles andam aí

Jean-Claude Trichet, sugere a perda de soberania económica para os países que ponham em risco outras nações da zona euro devido à incapacidade de aplicar recomendações das autoridades europeias.

Eu sugeria a Jean-Claude Trichet qua saísse mesmo do seu armário e assumisse a defesa da colonização do sul da Europa. Também lhe podia chamar umas coisas, mas não me apetece explicar porque é que um fascista é um fascista mesmo que não seja exactamente um fascista.

Isto depois da besta Lagarde ter mandado os pais das crianças gregas afectadas pelos cortes na despesa pública pagarem impostos (defendida pelo José Manuel Fernandes que aldraba:  “todos, na Grécia, devem contribuir para a solução dos problemas, começando por pagar os seus impostos” não tem nada que ver com a frase assassina, como é sabido quem foge aos impostos não são os gregos em dificuldades, são em primeiro lugar os armadores), leva a desconfiar que a França voltou a produzir os ideólogos, como de costume a Alemanha tratará do resto.

A besta do FMI

Christine Lagarde, de uma penada, descobriu que a situação da Grécia se deve ao facto de os gregos não pagarem impostos. Tendo em conta o exemplo desta senhora, fica-se com a impressão de que ser economista é, afinal, muito simples, embora a verdade seja a de que estamos diante de um discurso ideológico sem ponta de cientificismo ou de análise criteriosa.

Como se não bastasse a Lagarde deixar escapar afirmações tão simplórias, ainda acrescenta a bestialidade de que os problemas das crianças gregas perdem importância quando comparados com os das crianças do Níger. Não faço ideia se a alimária encanecida que preside ao FMI tem feito alguma coisa pelas crianças africanas, mas considero tristemente risível esta ideia de desprezar o sofrimento de uns por haver outros que estão pior: é uma falta de respeito por todos.

Resumo do programa da Syriza:

 

 1) Conceber um escudo para proteger a sociedade contra a crise

Nem um único cidadão sem um rendimento mínimo garantido ou subsídio de desemprego, assistência médica, proteção social, habitação e acesso a todos os serviços públicos.
Medidas de proteção e alívio para as famílias endividadas.
Controlo de preços e reduções de preços, redução do IVA e abolição do IVA sobre bens necessidade básica. [Read more…]

Socialistas de capacho

A Grécia devia ao mercado, ou seja, aos bancos que acharam uma boa oportunidade de negócio emprestar aos fidelíssimos governos do Pasok e da ND.

Quando a coisa correu mal, com governantes ao nível dos nossos era de esperar, os governos dos países desses bancos correram a emprestar para que essas dívidas fossem saldadas, aos seus bancos. Em troca exigiram aos gregos o inferno.

Agora dizem que a Grécia lhes deve dinheiro. Eu diria que os bancos que salvaram lhes devem qualquer coisinha, e os governantes-actores desta benemerência, uma clara intromissão do estado nos mercados e na livre concorrência, puro socialismo, pelo menos uma explicação aos seus eleitores. A Grécia deve sim, a si e aos outros, a obrigação de mudar de governantes.

Repetir o contrário, é mentir, aldrabar, numa palavra: servir de capacho aos bancos. Cada um limpa os pés a quem lhe apetece, mas um pouco de pudor não fica mal a ninguém.

 

A chantagem e a mentira sobre a Grécia

Não há pachorra para ouvir, por exemplo na TSF, ou mesmo ler a mesma mentira: identificar na Grécia o Syrisa como partido anti-euro. Uma coisa é ser contra o memorando lá do sítio e a política imposta pela troika, outra defender a saída do euro, coisa que apenas o KKE e o nazis fazem, e outra coisa é o alegrismo lá do sítio (curiosamente grafado de Esquerda Democrática por toda a gente, ao contrário do Syrisa que continua a levar com as minúsculas enquanto coligação de esquerdas radicais), que é pelo memorando mas tem vergonha (Manuel Alegre atingiu o estádio de senilidade em que já a perdeu) e sabe que se formar governo desaparece.

Mas vão repetindo, à mistura com a designação de extrema-esquerda aplicada nestas circunstâncias ao Syrisa. Tal como vão omitindo que nenhum país pode ser expulso do euro, e que essa ameaça não passa de bluff. Mais uns dias e até se convencem de que é verdade.

E daqui até às eleições, ou à vida de mariposa de um governo de coligação pró-troika, vai ser assim, Europa fora, e cada vez pior.

Hoje dá na net: Catastroika

O novo documentário da equipa responsável por Dividocracia chama-se Castastroika e faz um relato avassalador sobre o impacte da privatização massiva de bens públicos e sobre toda a ideologia neoliberal que está por detrás. Catastroika denuncia exemplos concretos na Rússia, Chile, Inglaterra, França, Estados Unidos e, obviamente, na Grécia, em sectores como os transportes, a água ou a energia. Produzido através de contribuições do público, conta com o testemunho de nomes como Slavoj Žižek, Naomi Klein, Luis Sepúlveda, Ken Loach, Dean Baker e Aditya Chakrabortyy.
(…)
Se a Grécia é o melhor exemplo da relação entre a dividocracia e a catastroika, ela é também, nestes dias, a prova de que as pessoas não abdicaram da responsabilidade de exigir um futuro. Cá e lá, é importante saber o que está em jogo — e Catastroika rompe com o discurso hegemónico omnipresente nos media convencionais, tornando bem claro que o desafio que temos pela frente é optar entre a luta ou a barbárie.

Legendado em português. Ficha IMDB.

Olha o centrão acagaçado

Uma simples sondagem, com uma possível vitória do BE dos Gregos e o Centrão arranja logo maneira de se entender. Lá como cá…

Quer dizer, se calhar, nem por isso. Lá quem se acagaçou foi o centrão! Cá foi o povo!

Talvez seja a Alemanha o primeiro país a abandonar o euro

Entrevista com Alexis Tsipras, líder do Syrisa, feita por Amélie Poinssot e publicada a 28 de Dezembro de 2011 no Mediapart


Que alternativa propõe na Grécia?

A questão não é a de uma política alternativa na Grécia, mas de uma política alternativa na Europa. Muito cedo vimos que se trata de uma crise sistémica ligada ao euro. Ora a forma como se enfrentou esta crise, na Grécia, foi provavelmente o pior que se podia fazer: quando temos um problema de dívida pública não o podemos resolver endividando-nos mais, e exigindo ao mesmo tempo à economia que pare de funcionar… Para ir até à resolução das suas dívidas é preciso pelo contrário produzir a fim de criar os excedentes para reembolsar. Sou portanto por uma regulação da dívida ao nível europeu e por uma política de relançamento na Grécia que possa contrariar a recessão.
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A carta do Syriza aos donos da Europa

Em Fevereiro  Alexis Tsipras, dirigente do Syriza, endereçou uma carta aos chefes dos estados-membros do Eurogrupo, ao presidente da Comissão Europeia, ao presidente do Conselho Europeu,  e ao presidente do Parlamento Europeu, explicando muito bem ao que vinha e que o governo da ND/PASOK e outros não tinha legitimidade democrática para assinar compromissos internacionais.

Hoje andam a fazer de conta que não leram. A democracia quando é contra nós é uma coisa muito aborrecida.

A Carta de Alexis Tsipras

Excelentíssimos senhores e senhoras, [Read more…]

Bem prega Frei Tomás…

…ouve o que ele diz, esquece-te do que fez.

partido que ganhou as eleições gregas diz que a Esquerda Radical está a lançar o país no caos.

Mais um idiota com vontade de demitir o povo e eleger um novo.

Não percebo, façam-me o obséquio de soletrar

Temos uma crise, e façamos de conta que é da responsabilidade exclusiva dos governos nacionais. Há eleições, e numa primeira fase ganham os partidos que alternam no governo. A crise continua. Agora numa segunda fase começam a cair ambos os partidos responsáveis pela crise, que já vinha de trás, porque todos gastavam acima das suas possibilidades e alternavam no governo, nas empresas públicas e na corrupção.

Logo o que aconteceu ontem na Grécia é perfeitamente normal, desejável, finalmente os eleitores começam a afastar do poder os culpados pela crise, e chama-se democracia. Certo? errado, dizem os comentadores, os mercados, ai jasus que vem aí o comunismo e o fascismo, todos juntos e a cavalo.

Onde é que eu não percebi? Democracia é só quando ganham os mesmos do costume?

Bloco de Esquerda chamado a formar governo

Calma, por enquanto é na Grécia...

(assustou-se? há medicamentos para isso. em caso de pânico pode sempre emigrar)