
Um absolvido de burla qualificada no BPP foi convidado para comentar venda do Novo Banco aos chineses. (via)
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Um absolvido de burla qualificada no BPP foi convidado para comentar venda do Novo Banco aos chineses. (via)
O proletário na foto é Guo Guangchang, um homem remediado que, tal como tantos outros remediados dessa grande nação comunista que é a China, cresceu à custa de muito esforço e dedicação à luta anti-capitalista no seio do Partido Comunista Chinês. Com investimentos aqui e acolá, Guo trouxe a Grande Marcha do Yuan até ao extremo-ocidente da Eurásia e, depois da Espírito Santo Saúde e da Fidelidade, este camarada poderá muito bem ser o próximo dono do Novo Banco. [Read more…]
Isto é o que se depreende das palavras de sua excelência, a ministra das finanças, Maria de sua graça, quando justificou a bronca que fizeram quanto à falência do BES, dizendo que os portugueses serão chamados a pagarem o buraco por terem um banco público.
Por isso, o governo PSD/CDS vai criar um novo banco público, o Banco de Fomento.
Agora, escolham. Ou a justificação da ministra é absurda, ou estão errados ao criarem um novo banco público. Ou então, como é o caso, aplicam-se ambas as explicações.
Esta é a nossa triste sina. Foi o ruinoso negócio do Banco Português de Negócios. Foi a ruinosa venda da maioria do capital da TAP. Foi o mau negócio da concessão da Carris e do Metro de Lisboa. É o duvidoso processo de concessão do Metro do Porto e dos STCP. Agora estamos a caminhar a passos largos para um novo ruinoso negócio com a venda do Novo Banco.
É assim tão difícil para os governantes perceberem que cada dia que passa as empresas de capitais públicos que estão em processos de concessão, privatização ou venda inevitavelmente acumulam prejuízos contínuos desvalorizando-se como flechas.
Por isso, se é mesmo para privatizar, quanto mais rapidamente forem concretizados os negócios menores serão sempre os prejuízos para o Estado.
A quem interessa a desvalorização rápida destas empresas públicas ? Com toda a certeza que não é aos portugueses.
E quem vai pagar os prejuízos dos consecutivos negócios ruinosos feitos pelos nossos governantes?
Vamos lá escrever isto com cuidado não me vá aparecer um troglodita em fúria pela frente: o ser que surge na foto afirmou ontem, sem rodeios nem meias palavras, que reitera o que sempre disse: que os “contribuintes não serão chamados para cobrir prejuízo“. Da venda do fabuloso banco bom pois claro!
Assim de repente vêm-me à cabeça Teixeira dos Santos a garantir ao país que o BPN não ia custar um euro aos contribuintes. Ou Cavaco Silva a afirmar que os portugueses podiam confiar no BES, para poucos dias depois se indignar com uma jornalista que o confrontou com essas declarações, afirmando não as ter feito. Confesso que no segundo caso estou mais inclinado para a senilidade.
Agora temos esta personagem, tímida aspirante a líder do PSD e ao cargo de chefe do governo, que não aparenta estar senil mas que parece tomar-nos a todos por otários. Vamos lá ver se nos entendemos: se houver prejuízo – e nesta fase só mesmo quem se deixa adormecer com contos de crianças para embalar jotas é que poderá acreditar em tal patranha – uma parte dessa factura sai do nosso bolso. O Fundo de Resolução tem como maior “accionista” a CGD, um banco público que irá registar perdas que, por ser uma instituição pública, são perdas de todos os portugueses. Tão simples quanto isto. Até Pedro Passos Coelho admitiu que esta solução pode gerar encargos para os contribuintes. Mas a mulher está parva ou quê?
Resta-nos cruzar os dedos para que esta inevitabilidade não seja apenas a ponta do icebergue.
Foto@Dinheiro Vivo
O Antero bem nos avisou: disseram-nos que era um banco bom mas, nisto dos bancos, nem sempre o que parece é. Fechadas as contas do primeiro semestre, o Novo Banco apresentou prejuízos de 251,9 milhões de euros. Então mas os resíduos tóxicos do BES não tinham ido todos parar ao banco mau? Existe há dois dias e já dá prejuízo? Com certeza que haverá uma boa explicação para tudo isto. Até porque a venda estará por dias (horas?) e é expectável que seja feita por um valor muito inferior aos 4,9 mil milhões de euros injectados pelo Estado. Dizem as más línguas que fará o défice de 2014 disparar para os 6%.
Alguém quer tentar adivinhar quem vai pagar a factura?
“Crise na China atrapalha a venda do Novo Banco” [Expresso].
Por breves momentos, alguns portugueses mais ingénuos acreditaram nas palavras do habitante do Palácio de Belém, que afirmava, sem reservas, que os portugueses podiam confiar no BES. Estávamos em Julho de 2014. Alguns meses mais tarde, confrontado com perguntas incómodas de uma jornalista, Cavaco desmentia Cavaco e afirmava, naquele tom de indignação dissimulada habitual em políticos sem coluna vertebral, que nunca tinha feito qualquer declaração sobre o BES.
Um ano depois das certezas de Cavaco posteriormente desmentidas por Cavaco, milhares de portugueses continuam a desconhecer o paradeiro das suas economias, em alguns casos a poupança de uma vida, e preparam-se para doar mais algum para o peditório do Espírito Santo. É que segundo as notícias que vieram ontem a público após o encerramento do prazo definido pelo governo para receber propostas vinculativas para a compra do Novo Banco, cuja corrida ficou reduzida aos camaradas da Fosun, da Anbang e ao fundo de investimento Apollo, as propostas dos finalistas não irão além dos 4 mil milhões de euros. Significa isto que o Fundo de Resolução bancária, cujo principal “accionista” é a nossa Caixa Geral de Depósitos, vai ter que assumir cerca de 900 milhões de perdas. Mais um ficheiro para o arquivo dos casos que não iam custar um cêntimo ao contribuinte.
Tal como quando se nacionalizou o banco do regime cavaquista, também por altura da intervenção do Estado no BES nos foi dito que pouco ou nada havia a temer e que os interesses dos cidadãos, tal como as suas carteiras, estavam salvaguardados. Claro que, diz a nossa experiência colectiva recente, as palavras que saem do aparelho vocal dos responsáveis políticos tendem a valer cada vez menos. E enquanto a factura do BPN parece não ter fim, a factura do BES é ainda uma incógnita que ameaça transformar-se num prolongado sorvedouro de recursos públicos, sem que as perspectivas de que algum dia alguém venha a ser responsabilizado pelo sucedido sejam particularmente animadoras.
“D. Amélia, tem aqui uma conta, digamos, jeitosa, não quer fazer um investimento, temos um produto que vai com a sua cara, chama-se BES Plus…”
E a conta jeitosa, digamos, foi parar ao lixo.
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Amélia está hoje em Portugal e ter-se-á dirigido à Sede do Novo Banco, na Rua Augusta, para reclamar o que diz ser seu, a poupança “desaparecida”.
O JN, versão CM, foi atrás dela e dos seus motivos, e entrevistou-a, entregando esse mister a Nuno Miguel Ropio.
Tanta publicidade faria prever uma cliente ajaezada, de voz límpida, que o dinheiro sempre faz brilhar. Nada disso, como adiante veremos. [Read more…]
Nestes dias, banqueiros, super-banqueiros, governantes e super-governantes têm dado um espectáculo obsceno a que assistimos perplexos e, para quem tinha ilusões, desiludidos. A trafulhice, a mentira, a guerra e o respectivo salve-se quem puder, põem-nos frente à evidência de que muitos dos ídolos da finança e da governança, que tantos louvam como se fossem gigantes, não passam de pigmeus morais. E nem sequer, pelo que se vê, se distinguem pela competência. Quem se vai distinguindo neste descaminho são, é bom que se diga, os deputados da Comissão Parlamentar. Nem faço aqui distinções ou exclusões, sabendo, quem me conhece, da minha óbvia preferência pela parte esquerda (alta…) da mesa. Sempre é refrescante, para crédito da Democracia, ter a percepção que os eleitos estão, diligente e competentemente, a fazer aquilo para que os elegemos. No meio do lamaçal, é bom encontrar algum terreno firme, alguma segurança que se possa atirar à cara dos que dizem que os políticos são todos iguais. Sabemos bem, sobretudo quem visita com alguma frequência o canal AR, que é nas comissões que se passa algum do trabalho mais nobre do parlamento. Mas ver deputados a aguentar, concentrados e intervenientes, 18 (!!) horas de sessão – alguns foram sendo substituídos, outros fizeram o pleno -, escancarando à nossa frente este sinistro enredo, tem de ser saudado. Precisamos de sentir que, nesta encruzilhada, alguém nos representa.
mas já promete ser uma anedota com o desfecho habitual. Para já ficamos com as recusas do Banco de Portugal, da CGD e do Novo Banco em disponibilizar os documentos requeridos pelos deputados. À vontade do freguês!
(Reparem no semblante matador de Ricardo Salgado. As pobrezinhas da Comporta devem suspirar que nem umas malucas…)
Na pátria de grandes banqueiros como Oliveira e Costa e Dias Loureiro, o sistema bancário respira saúde. O BES é agora um Novo Banco mas as mil empresas Espirito Santo qualquer coisa ou qualquer coisa Espírito Santo continuam a causar estragos. A PT que o diga! Mas vêm aí os testes de stress do BCE e a “verdade” virá ao de cima. Aguardemos.
Por falar em testes de stress do BCE, parece que o BCP chumbou. Mas está tudo bem e nem os prejuízos acumulados ao mês de Setembro, uns irrisórios 98 milhões de euros, beliscam o optimismo da administração. O optimismo é tal que Nuno Amado fez questão de dizer que, se os testes fossem hoje, o BCP passaria com certeza. Essa malta do BCE é que escolheu aquela data mesmo para os lixar…
A minha dúvida relativamente a Cavaco Silva é se existe algum tipo de estratégia por trás de declarações deste nível de inconseguimento ou se se trata apenas de perda progressiva de lucidez. Apesar de ambas as opções me parecerem válidas, estou mais inclinado para a segunda, até porque momentos de falta de lucidez são coisa a que o senhor Aníbal nos vêm habituando. Claro que, entre o batalhão de assessores e restantes membros da sua dispendiosa corte, alguém o deveria ter avisado que o Passos e Maria Luís já tinham informado o país sobre a inevitabilidade do efeito BPN sobre os contribuintes. A menos que Nossa Senhora de Fátima lhe tenha aparecido e revelado que estaria pronta para inspirar uma solução alternativa. Não seria a primeira vez que a sua inspiração intercedia por nós. Afinal de contas, ontem foi 13 de Outubro…

3 de Agosto de 2014: “BES: Governo garante que contribuintes não vão suportar custos”
8 de Outubro de 2014: “Maria Luís admite: sim, o Novo Banco pode ter custos para os contribuintes”
Apesar de tudo, sempre é uma melhoria, já houve promessas que duraram ainda menos.
Passos Coelho diz que prazo de venda do Novo Banco “não tem relação com qualquer processo eleitoral”
A história de como o BdP liderado pelo formidável Carlos Costa, que tem feito uma excelente regulação e nos salvou do quase caos onde já estávamos, autorizou um empréstimo de 3,5 mil milhões de euros ao BES, com garantia do Estado (nãããão, o esquema do Novo Banco não tem risco para os contribuintes) apenas dois dias antes de o liquidar administrativamente, através de uma medida aprovada pelo Governo e promulgada pelo PR em tempo record. Alguém ouviu Carlos Costa falar deste empréstimo na Assembleia da República? Quem tinha dinheiro no BES (quem tem muuuuito dinheiro não conta) não ouviu, seguramente.
Dando um tremendo bigode a todos os jornalistas deste País, o advogado Miguel Reis de quem ontem falei mostrou que, quando se quer saber alguma coisa, se deve ir à procura dela em vez de ficar, no conforto dos gabinetes, à espera que a informação entre na caixa do correio.
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A ler sobre essa vontade pavloviana de se arranjar uma nova prateleira dourada para uns quantos boys. Fala-se em novo empregadoiro e até salivam.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Tuttle Creek Rd., Lone Pine, Califórnia, EUA, Junho de 2025
(a propósito de tudo sobre o excelente Bad Day at Black Rock, por causa do Spencer Tracy)
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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