Mea culpa a 30 por cento

Foi preciso que fosse o irmão a dizer para Souto Moura, ex-Procurador Geral da República, começar a desconfiar aquilo que todos já desconfiamos há muito. E que disse o arquitecto Eduardo Souto Moura ao irmão José? Disse que o processo Casa Pia “vai ter dois condenados: um é o Bibi, o outro sou eu” (o eu é ele, Souto Moura).

Assumindo parte da responsabilidade pelos aspectos menos positivos no processo de pedofilia da Casa Pia, cerca de 30 por cento, o jurista atribuiu a restante responsabilidade às “reacções de grupos com poder”. É o cenário das pressões visto de uma outra janela. Pressões que, aliás, diz ter sentido quando tratou do caso Freeport.

Convidado como orador de um serão do Centro Académico de Braga (CAB), na sexta-feira, e citado ontem pelo jornal “24horas”, admitiu que a justiça em Portugal “é lentíssima, é um horror, o verdadeiro problema dos tribunais é a falta de celeridade”.

Também não é novo e aqui já nem se trata de um simples desconfiar. Aqui temos todos a certeza. E a culpa é de quem? Suspeito que será das leis, feitas por políticos, um dos tais “grupos de poder”. Mas os elementos do mundo judicial, desde os advogados, juízes e funcionários judiciais não estão, também, isentos de responsabilidade.

Para sempre Capitães de Abril

Morreu Salgueiro Maia, o mais genuíno “Capitão de Abril”. Até a morte precoce sublinha esse despojamento de comendas e glórias materiais.
Morreu Melo Antunes, o mais político dos “Capitães de Abril”. Um homem íntegro, culto, que nunca teve a mais pequena dúvida de que quem não dormiu na madrugada libertadora, seria devorado pela “escumalha” que se escondia e que não tardou a aparecer.
É preciso dizer que a Pátria está em dívida com estes homens. Com a sua memória que “foi da lei da morte se libertando..” como diz o grande Camões.
Outros há, felizmente ainda vivos, que tudo deram e nada pediram para si mesmos. Todos eles são hoje o que seriam se não tivessem libertado do jugo fascista todo um povo! Nada ganharam com a Democracia a não ser o que a população dos campos, das fábricas, dos escritórios, das escolas tiveram também para si. A liberdade!
Bem pelo contrário, muitos deles vêm levantar-se obstáculos artificiais, com origem nos que tudo lhes devem!
São estes homens que muitas vezes se tenta dividir. Os do “25 de Abril” e os do “25 de “Novembro”. É preciso dizer que, no essencial, quem fez o “25 de Abril” tambem fez o “25 de Novembro”! Quem teve a coragem de enfrentar a fera fascista tambem se ergueu perante os que quiseram desvirtuar o objectivo político do movimento dos Capitães! Por uma e outra razão criaram inimigos,hoje poderosos, porque tudo lhes vieram comer à mão!
Quando se aproxima mais um aniversário do dia glorioso, é conhecida a intenção das mais altas figuras do Estado e das Forças Armadas em promover a General um dos “Capitães do 25 de Novembro”! Atente-se que é em 25 de Abril que se premeia quem é (e não é pouco) figura do 25 de Novembro. Por razões de índole pessoal? Há quem defenda essa hipótese. Mas não se pode deixar passar mais esta tentativa de divisionismo que em nada contribui para a pacificação de quem tudo deu sem nada receber em troca!

O pensamento político de José Sócrates e de Anna Ilona Staler (homenagem a João Miguel Tavares)

 
Tal como Luís Rainha, também eu já tive oportunidade de penetrar Anna Ilona Staller no que ao seu pensamento político diz respeito.
Vem esta conversa a propósito do recente ataque despropositado de João Miguel Tavares a Anna Ilona Staller. Tal como Luís Rainha, também considero que João Miguel Tavares fica muito mal neste retrato e que, se vai ser processado por José Sócrates, também o devia ser pela política italiana.
Continuando com a seriedade que este tema impõe, devo dizer que o grande pecado de João Miguel Tavares foi não concretizar. Comparou muito ao de leve José sócrates e Anna Ilona Staller, mas não foi tão fundo quanto se impunha na análise do pensamento político de ambos. Mesmo quando sabemos que o pensamento político de José Sócrates se resume a duas ou três citações famosas e que, ao invés, o pensamento político de Anna Ilona Staller é um poço sem fundo onde cabe tudo, em particular um conjunto de ideias muito meritórias.
Nesta análise, distinguirei a Anna Ilona Staller política da Anna Ilona Staller actriz, embora haja pontos de contacto nestas duas realidades tantas vezes intercomunicantes. Já quanto a José Sócrates, não há distinção possível: o José Sócrates político confunde-se de tal forma com o José Sócrates actor que, muito provavelmente, nem o próprio conseguirá perceber qual o papel que está a desempenhar em cada momento. Ali, tudo é artificial, tudo é de plástico, todo o movimento é controlado ao pormenor a cada segundo.
Vamos à parte política. Em algumas questões fracturantes, encontramos semelhanças ideológicas. Anna Ilona Staller, feroz ambientalista, recusa terminantemente a energia nuclear. José Sócrates também e até já descartou o projecto de Patrick Monteiro de Barros. Anna Ilona Staller é contra a pena de morte e todas as formas de violência, pensa-se que José Sócrates também. Anna Ilona Staller defende a educação sexual nas escolas, José Sócrates vai avançar com doze horas por ano de educação sexual nas escolas. A nível ambiental, Anna Ilona Staller propõe um imposto automóvel para reduzir a poluição. José Sócrates, embora não indo tão longe, já se mostrou publicamente preocupado com as metas de Quioto.
Agora, as diferenças.
Anna Ilona Staller é contra a NATO, José Sócrates não. Anna Ilona Staller defende a legalização das drogas leves, José Sócrates nada fez nesse sentido. Anna Ilona Staller defende o sexo nas prisões entre cônjuges, José Sócrates apenas se forem pessoas do mesmo sexo. Anna Ilona Staller critica o uso de animais em experiências científicas, José Sócrates parece que não.
Quanto ao cinema, a comparação é mais difícil pelos motivos já referidos. Ainda assim, direi que Anna Ilona Staller transportou para o cinema uma parte da sua vida política. Numa atitude sem precedentes, marcou a «sétima arte» com as mesmas causas identitárias que a celebrizaram na política – o amor pelo Homem (e pela Mulher), sem distinção de cor, de idade ou de tamanho; a paixão pela educação, bem patente em «A Liceal», de 1975; a denúncia da hipocrisia humana em «Vícios privados, Públicas virtudes», do mesmo ano; a recusa da autoridade, em «A tutte auto della polizia», ainda de 1975; uma subtil crítica à Guerra Fria, em «Telefone vermelho»; ou uma chamada de atenção para a escassez de alimentos em «Banana e chocolate».
Quanto a José Sócrates, é político e actor em simultâneo. Mas se olharmos para os filmes que Anna Ilona Staller protagonizou, bem poderíamos dizer que o primeiro-ministro poderia ter contracenado com a política-actriz. Em «Vícios privados, Públicas virtudes», por exemplo; ou em «A tutte auto della polizia», sendo que em ambos a sua licenciatura sem mácula e a campanha negra do Freeport poderiam ser o ponto central do enredo. Ou ainda em «A Liceal», em que Anna Ilona Staller poderia ser substituída por Maria de Lurdes Rodrigues e ambos discutiriam, em filme, mais medidas para pôr os professores na ordem.
Uma nota final, sempre com a seriedade que este tema impõe, para destacar o comportamento de José Sócrates em todo este processo. Como todos sabemos, já não é a primeira vez que o primeiro-ministro faz tábua rasa de uma conquista de Abril chamada «liberdade de expressão». O professor António Balbino Caldeira, «Do Portugal Profundo», já sofreu na pele as investidas do pândego que nos governa, com apreensão de computador pessoal, invasão da casa da mãe a meio da noite, etc, etc, etc..
Desta vez, coube a João Miguel Tavares a honra de ser objecto da atenção do primeiro-ministro, pensa-se que enquanto tal e cidadão. Já vai poder pôr esse facto no «curriculum», se bem que, escrevendo no «Diário de Notícias», não se lhe augure um futuro muito risonho.
Mas afinal, o que disse João Miguel Tavares? Que ouvir José Sócrates a falar de moral na política seria a mesma coisa que ouvir Cicciolina a falar de monogamia. Que ofensa! Que grave!
Tão grave como se eu dissesse que ouvir José Sócrates a falar de moral na política seria a mesma coisa que ouvir Hitler a falar de direitos humanos.
Tão grave como se eu dissesse que ouvir José Sócrates a falar de moral na política seria a mesma coisa que ouvir Lucílio Baptista a falar de moral na arbitragem.
Tão grave como se eu dissesse que ouvir José Sócrates a falar de moral na política seria a mesma coisa que ouvir a irmã Lúcia a falar de sexo.
Tão grave como se eu dissesse que ouvir José Sócrates a falar de moral na política seria a mesma coisa que ouvir Carolina Salgado a falar de monogamia.
Tão grave como se eu dissesse que ouvir José Sócrates a falar de moral na política seria a mesma coisa que ouvir o Jugular a falar de moralidade na blogosfera.
E agora? Vai processar-me a mim?

Ide Trabalhar

25 de Abril… É o dia que vem depois do 24 e antes do 26, no calendário de Abril.
Esta informação é tanto mais importante quanto cada um de nós quiser procurar de que lado está relativamente ao dia 25. Sendo uma posição relativa, é sempre relativo, como quase tudo.
Mas, estar no dia 24 ou no dia 26 ainda não é a mesma coisa. Estamos em Março – portanto, antes de Abril. Aliás, vejo primeiros-ministros a correr na ponte e penso que talvez o calendário esteja a andar ao contrário. Parece que, para alguns, depois de Março vem Fevereiro. Depois do 25 de Abril, chegou o 24.
Não faço declaração de intenções sobre noções elementares de lateralidade – a Esquerda e a Direita são hoje quase tão relativas como o antes e o depois do 25. Também não sei se o percurso a caminho do 24 começou à Esquerda ou à Direita, nem tão pouco quem o está a caminhar a toda a velocidade.
Mas faço declarações de intenções sobre todos os que nos últimos 35 anos chegaram aos cargos públicos para se servirem do nosso esforço. Incluo aqui TODOS os que, à Esquerda e à Direita, nunca trabalharam, “nunca fizeram nada de útil” e chegam ao Poder através das Jotas. Multiplicam os tachos entre os tachistas. Multiplicam os privilégios e as mordomias pelos amigos e familiares. Vivem à nossa custa, enquanto nós, que trabalhamos, nos esforçamos para sobreviver por causa deles. Eu sempre desconfiei de quem nunca trabalhou – o trabalho é o pilar da dignidade humana.
Por isso, eu, que nasci depois do 25 de Abril, exijo que Portugal comece a andar outra vez a caminho do dia 26!
Por mim, por nós: em 2009, vou tentar mudar o calendário para o dia 26. Estou farto do 24! E a todos os que nunca trabalharam, sejam deputados ou primeiros-ministros:
Ide trabalhar!”

P.S.: a prova de que o Aventar está a ser um sucesso está no facto de o PSD ter seguido esta minha sugestão, ainda na fase anterior ao Post. Isto é, resolveram ir trabalhar. Pelo menos é a única explicação que eu encontro para a ausência de candidatos à Europa. E da respectiva campanha. Pelo menos não são como o Vital Moreira. Não chateiam. Está bem visto!

Memórias da Revolução: 6 de Abril de 1974


Chegou o grande dia, noticia o «Jornal de Notícias» de 6 de Abril de 1974. Logo à noite, em Brighton, realiza-se o Eurofestival da Canção, um dos maiores acontecimentos do ano. E lá está Paulo de Carvalho, com o seu «E Depois do Adeus», com música de José Calvário e letra de José Nisa, a representar Portugal.
Como sempre, a imprensa dá a nossa canção como uma das favoritas. Como sempre, diz-se que foi a mais aplaudida dos ensaios. Como sempre, e desculpem-me o tom pessoal, a minha mãe deve ter feito um bolo para passarmos o serão. Nesse ano não sei, que era pequenino, mas foi assim assim durante muitos anos, por isso naquele ano também deve ter sido.
Como sempre, a desilusão seria tão grande quanto a esperança. Não faz mal. «E Depois do Adeus», no 25 de Abril, desempenharia um papel muito mais importante.
Faltam 19 dias para a Revolução.

Medina Carreira: A crise só nossa (I)

Nota: O Professor Medina Carreira, um dos mais capacitados economistas portugueses, sempre que fala, deixa o País a reflectir, estupefacto. Aqui deixamos a síntese de uma das últimas entrevistas que concedeu e, a não perder.

“Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6»….Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias… Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias…mas é sem açucar…”
“Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!”
“Ainda há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar «6×3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9… Isto é ensino…é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!”
“Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1% em 2…esta economia não resiste num país europeu.”
“Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse.”
“Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis? P’ra gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim? A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela? Quer dizer, isto está tudo louco!”
“Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo fôr…”
“Nós tivemos nos últimos 10-12 anos 4 Primeiros-Ministros:
-Um desapareceu;
-O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;
-O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;
-E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim e fazer alguma coisa…”
“O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi “exilado” para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre depois não sei para onde ele irá… Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um “exílio dourado”, ou então é entupido e cercado.”
“Mas você acredita nesse «considerado bem»? Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da policía… Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!”
“De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente…”
“Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleiçoes, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos: -Prometem aquilo que sabem que não podem.”
“A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva…. O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?”
“Os exames são uma vergonha. Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada! “
“A minha opinião desde há muito tempo é TGV- Não! Para um país com este tamanho é uma tontice.”

Para que não haja desculpas

Temos tendência a consumir muito. Pode até ser um reflexo dos tempos em que nada tínhamos e nada, portanto, podíamos consumir. Quando passamos a ter, não perdemos tempo e desatamos a comprar tudo o que nos aparecia à frente. Desconfio que até pentes para carecas devem ter sido vendidos aos milhares.

Sem espantos, passamos a dever mais, muito mais do que recebemos. Dos tempos da austeridade, do apertar do cinto, passamos à fase do engordar das carteiras com uma série longa de cartões de crédito, débito, de pontos e de tudo o mais que nos impingiam.

Poupar era uma palavra sem sentido e chapa ganha era chapa gasta. O argumento de que não é possível poupar com o recebemos ficou demasiado gasto de tanto ser utilizado. Por algumas pessoas de forma correcta, por outras – a maioria -, nem por isso.

Cumprindo o ditado que nos lembra que “depois de casa roubada, trancas à porta”, Governo e Banco de Portugal apresentam amanhã a Central de Responsabilidades de Crédito. Um sistema que vai permitir saber quanto se deve e a quantos bancos, se há dívidas existentes ou não ao fisco e até problemas judiciais de insolvência. Os bancos deixarão de ter desculpas e poderão avaliar o risco de crédito de cada cliente com maior facilidade. Não é que não saibam já fazer isso. Deixam é de ter desculpas para dizer que não sabiam.

A deambular

Vivemos na era da informação. Se bem que parece mais a era da desinformação. Sei que corre em tribunal um processo para se decidir em qual das eras vivemos. Como está em segredo de Justiça, ainda nada se sabe… Deambulava pela vastidão da net quando tropecei numa notícia do JN que revela as “10 mentiras do jornalismo“. Estranho este artigo num jornal. Já tinha percebido uma certa inclinação “estranha” do JN, mas como era para o dia das mentiras, nada melhor que ilustrar o dia com mentiras publicadas em jornais. Tudo bem. Curiosamente, a primeira “mentirinha” é a de um fotógrafo que decidiu brincar com o “Photoshop” juntado fotografias no Iraque… e foi despedido. Ironicamente com a “Grande Mentira” – a das armas de destruição maciça – metida na Cimeira dos Açores, a milhões de pessoas, ninguém foi despedido… Não interessa, deambulando… Manuela Ferreira Leite está preocupada e quer combater a corrupção em Portugal. O PS, através do seu porta-voz, Vitalino Canas diz que “estão atentos“.  Nós, os cidadãos também estamos atentos. Tudo está atento. Até a ERC está com “atenção”. Pensando um pouco mais, corrupção, que corrupção? Nunca se conseguiu provar que ninguém neste país é corrupto. Aliás, o melhor é mesmo que não se consiga provar nada, porque senão o número de gestores em empresas de resíduos ainda aumenta significativamente. Ou não.
Saltando para outros lados menos pestilentos, encontrei a dona Maria dos Prazeres a perguntar: “Nunca mais votei. Votar para quê?“. Tem toda a razão, dona Maria dos Prazeres. Não se dê ao trabalho, porque o Ribau Esteves está a preparar a “IV republica“. Ainda não está tudo preparado, porque se meteram as Férias da Páscoa, mas mal acabe esta época festiva irá apresentar a nova versão da república “«num trabalho que estamos a fazer para um dia destes começar um movimento de boa revolução em Portugal, ao nível da cidadania, e para construir um país com futuro». Então, vá! Continuando nas deambulações… parece que alguém descobriu que 1/5 do país não têm dono! O executivo já me mandou um e-mail, “pressionando-me” a emendar para 20%. Porque é “diferente” de 1/5. Parece que o executivo vai gastar 700 milhões de euros para definir que o que não pertence a ninguém, vai ser pertença de todos, revertendo para o Estado. Espero que isto nada tenha a ver com o que Ives Lacoste refere: “Nos nossos dias, a proliferação de discursos que versam o ordenamento do território em termos de harmonia, de busca de equilíbrio, serve sobretudo, para ocultar medidas que permitem às empresas capitalistas, especialmente as mais fortes, aumentar os lucros. Há que salientar que o ordenamento do território não com objectivo única a marginalização do lucro, mas também organizar estrategicamente o espaço económico, social e político, de forma a o aparelho de Estado estar capacitado para sufocar os movimentos populares. (…) Hoje, importa, mais do que nunca, estar atento a esta função política e militar da Geografia, a verdadeira desde a sua génese.” – Yves Lacoste – A Geografia, uma arma para a guerra, 1977
Considerando que estamos em Portugal, não deve ter nada a ver com nada, e nunca se conseguirá provar nada em Tribunal. Devo ser eu que ando a deambular demais por sites anti-capitalistas…
Curiosamente com estas deambulações em Geografia acabo também por tropeçar em Pinochet, porque parece que ele também se interessava muito por geopolítica e geografia. Juntamente com o referido fulano, refere-se “propaganda negra”, “Chicago Boys”, privatização da segurança social e neo-liberalismo. Curiosamente até se fala em fortunas e bancos. E um, pelo nome, até parece português. Não deve ser, porque nós, os portugueses somos muito pequenos e não nos metemos em assuntos assim “tão” grandes. Deve ser um off-shore, um hedge-fund ou outro nome estrangeiro bonito qualquer. Não é dos nossos, que os nossos são sérios. O que importa reter neste assunto é que ele (Pinochet) safou-se de todas as acusações porque “em Julho de 2001, apresentou um atestado de debilidade mental que o terá salvado de uma possível condenação.” Eu acho melhor o Alberto João Jardim calar-se um pouco, porque está a dar ideias ao pessoal do “Contenente” com essa do bando de loucos. Assim, ainda se safam todos!  Parvoíces!
Decido então deambular por temas mais “sérios” que os da actualidade e decido mergulhar nos grande temas filosóficos. O portal de filosofia da Wikipédia tira-me muitas horas de sono. Para minha surpresa veja que a actualidade não me deixa em paz. Encontro o Sócrates. Não este do Freeport, o outro que também não deixou nada escrito, mas que também foi envenenado. Admito que por vezes fico um pouco chateado que qualquer pesquisa sobre o que quer que seja esbarre sempre na wikipedia. Nesta era da desinformação é sempre necessário cruzar várias pesquisas, não vá o diabo tecê-las, ou ainda tropeçámos na página pessoal daquele cardeal que acha que as câmaras de gás eram para desinfectar pessoas. Nesta senda de cruzamento de informações, o Correio da Manhã diz-me que Sócrates tem uma namorada. Fiquei curioso. Então o homem não deixa nada escrito mas tinha namorada?. Porra! Não era o antigo, mas era este, o actual, do Freeport. Seja como for, foi bom porque eu não sabia que o PM tinha namorada. E ainda por cima, uma jornalista. Uma “plantadora” de notícias. E ainda por cima, uma jornalista que também acredita e sente o poder da desinformação. Espero que ela não ache este pequeno comentário insultuoso ou de alguma forma pressionante. Ainda me processa! Seja de que forma for, eu e a sociedade portuguesa só ficavam a ganhar com uma iniciativa dessas: eu, se for processado, promovo o meu novo livro “Como enriquecer na sociedade neoliberal, não fazendo rigorosamente nada e apenas escrevendo livros sem conteúdo nenhum”, e a sociedade ganha também, com a credibilização do jornalista em geral, que assim mostra que também pode mover processos a outras pessoas.
Estou farto da “actualidade” e de tantas notícias. Plantadas ou não. Já não me interessa tanta (des)informação. Vou mas é deambular aqui
pe
lo pequeno pinhal perto de minha casa, não vá aparecerem os tais senhores do Estado que não sabem de quem são aqueles 20% do território. Se ninguém se chegar à frente, este pequeno pinhal é meu, desde pequenino. E com o Photoshop, eu até sou capaz de “fazer” os documentos que o comprovam.

Os roubos

Leio, na edição online de A Bola, que o Estádio do Mar, em Matosinhos, foi alvo de vandalização, com um assalto à secção de bilhar. Um cofre foi arrombado, e vários gabinetes foram vandalizados, diz o jornal, segundo o qual não se sabe ainda a avaliação do que foi roubado.

Feitas as contas é o segundo clube que, no mesmo fim-de-semana e na sequência de jogos com os grandes de Lisboa, é roubado. Embora de formas diferentes. O Leixões através de bens materiais, o Estrela da Amadora de forma desportiva.

Ministério Público. Justiça e Hierarquia

Em falta. Caros colegas “bloguers”. Já há alguns dias maturava a farpa que iria lançar. Trata-se, como se verá de uma simples provocação. O Ministério Público, pressões, a legalidade democrática. É tema que está na ordem do dia, e levará, talvez, à queda do Ministério Público, tal como o conhecemos.
Como se sabe, o Ministério Público vela pela legalidade democrática. Afastada, parece que de vez, a justiça privada, se os juízes aplicam a justiça em nome do Povo, o Ministério Público representa o Povo nos tribunais. Não, não é uma asserção revolucionária do “PREC”. É o que resulta da Lei e da Constituição. Pauta-se por critérios de objectividade (paralelo da “isenção” dos juízes), e apenas deve obediência à Lei. Nada mais, pelo menos por agora. A face mais visível do Ministério Público é, sem dúvida, a sua intervenção na jurisdição penal, onde lhe cabe, em suma, receber as notícias dos crimes (participações ou queixas), investigá-los, deduzir as acusações e sustentá-las em julgamento. Até aqui, nada de novo, certo?
Serve o dito como ponto de partida. Agora a provocação: quer-se um Ministério Público ainda sujeito aos princípios da legalidade e da objectividade, ou um Ministério Público funcionalizado, cadeia de transmissão do Governo, recebendo, ainda que por via indirecta, instruções e directivas do Governo? Quer-se um Ministério Público que apenas respeite a Lei, garantindo que todos os cidadãos são iguais em direitos e deveres perante a Lei, ou antes, um veículo de aplicação prática de um mando que vem desde cima? As maneiras de o fazer são muitas e variadas. Um Governo dito democrático, não teria, certamente, coragem de o fazer, submetendo os magistrados do Ministério Público a uma rígida obediência a ordens e directivas do Governo, ou do Ministro da Justiça.
Como também se saberá a magistratura do Ministério Público tem uma estrutura hierarquizada, tendo, no topo o Procurador-Geral da República, e nos escalões intermédios, Procuradores-Gerais Adjuntos, Procuradores da República, e na base, os Procuradores-Adjuntos. Como se sabe o Procurador-Geral da República é nomeado pelo Presidente da República, sob proposta do Governo. Os restantes magistrados do Ministério Público são profissionais de carreira. Ascendem, por promoção, resultado das inspecções periódicas a que estão sujeitos (a cargo do Conselho Superior do Ministério Público). E se, em vez de concurso fossem os escalões intermédios designados por nomeação? E se não fossem aqueles que pelos seus pares (e deputados, e elementos designados pelo Governo que compõe o Conselho Superior) são considerados mais aptos, a ocupar, por concurso, os lugares de chefia? E se o critério fosse a confiança (política, ou outra), que os elementos da hierarquia intermédia merecem aos da hierarquia superior? Estariam os interesses dos cidadãos, na realização da justiça mais protegidos?
Será que há magistrados do Ministério Público que sejam suficientemente irresponsáveis para denunciar publicamente pressões sobre colegas no sentido de beneficiar, no geral, ou em processos concretos, determinadas figuras públicas. Quanto ao Sr. Ministro da Justiça, se procurarem na esfera blogística encontrarão um post, escrito há alguns anos, pelo Dr. José Alberto Barreiros, sobre a passagem do Sr. Ministro pela Administração de Macau, e em que se relata os contactos deste com um Sr. Juiz de Instrução Criminal de Macau, o processo disciplinar a que o Sr. Ministro foi sujeito, e o fim que este teve. Boa sorte na navegação!
Paulo Ferreira

Titanic

“Wall Street está a ser paga para voltar a arrumar as espreguiçadeiras no convés do Titanic.Oxalá o resultado desta vez seja melhor”Ed Yardeni,analista financeiro.Der Spiegel 14/2009.

O pior é que os icebergues são cada vez maiores e mais perigosos!E não se vê bem porque havemos todos de embarcar.

Memórias da Revolução: 5 de Abril de 1974

O «Jornal de Notícias» do dia 5 de Abril de 1974 referia que os preparativos para o funeral de Georges Pompidou estavam a decorrer e que, no dia seguinte, na Catedral de Notre Dame, esperavam-se os principais líderes mundiais. Um deles seria o senhor Presidente do Conselho, Dr. Marcello Caetano. Entretanto, ainda o corpo do falecido estava quente e já tinham surgido cinco candidatos ao Palácio do Eliseu.
A caminho de Inglaterra estava Paulo de Carvalho, para representar Portugal no Eurofestival da Canção com o seu «E Depois do Adeus». Uma música à qual estava reservado um destino bem mais importante alguns dias mais tarde.
Faltam 20 dias para a Revolução.

Métodos revolucionários 1

Nestes tempos que não são perfeitos, mas em que pelo menos temos a certeza de alguém estar sempre pior que nós…
Nestes tempos que não são propriamente inspiradores, mas em que pelo menos temos a garantia de estar a um pequeno passo de quem está um bocadinho melhor… e isso já chega!
Nestes tempos modernos, onde se vive no sossego de uma sociedade democrática, no conforto de políticas centristas e moderadas, que asseguram a nossa liberdade…e zelam pela tolerância.
Nestes tempos que nos embalam na certeza máxima de que “o mundo é assim” como nós… umas vezes bem, outras pior…e que enquanto soubermos estar em sociedade e percebermos que a liberdade de uns começa onde acaba a dos outros… tudo terá ordem e sentido.
E faz muito sentido!
Faz tanto sentido que as pessoas modernas se esqueceram de serem elas próprias a determinarem onde começa e acaba a sua liberdade e deixaram a definição desses limites para alguém mais competente.
Houve tempos nas sociedades ocidentais que quem decidia os limites da liberdade era a igreja.
Houve tempos que foram os políticos, os parlamentos, as constituições e as ditaduras.
Nestes tempos são as democracias, os media, as multinacionais, as crises, os défices, os trusts, os offshores, as especulações imobiliárias, as taxas de juro, o euribor, o euro, o FMI, a OPEP, a NATO, a ONU, o G8, as ONGês e toda uma infinidade de siglas, nomenclaturas, desígnios e designações que a todos os minutos, nos confundem e nos convencem…que quem decide não somos nós! (mas que todavia continuamos livres!!!)
Quero então propor um simples teste à nossa suposta liberdade… Um teste à nossa competência de decidir onde começa e onde acaba esta liberdade, assumindo nós próprios, pela primeira vez, o risco de importunar a liberdade de alguém!
Um teste que não exige tempo ou dinheiro…
É muito simples: cuspir no chão.
Cuspir no chão é um manifesto claro da nossa expressão individual.
Ninguém cospe da mesma forma, nem tão pouco existem duas bisgas iguais! (Posso admitir que exista quem não ache a bisga, ela própria, assim muito atraente, mas para todos os efeitos nesta sociedade tolerante, gostos não se discutem.)
Cuspir no chão é um simbolismo da nossa liberdade de expressão. Se eu estiver descontente com o governo, cuspo na porta da assembleia, se me irritar com um polícia cuspo na rua. Sempre com a vantagem de muito dificilmente ser preso ou multado por isso [1], e sempre expressando de forma muito inequívoca os meus sentimentos… de uma forma rápida e directa, bem à imagem da nossa fastsociety.
Cuspir no chão não carece de uma fantástica justificação pseudo-intelectual, que tanto elitiza as famigeradas mentes revolucionárias, e as isola no seu discurso…tão inalcançável quanto essas revoluções.
Cuspir no chão é um processo pedagógico, que nos liberta dos processos de auto-censura que construímos em prejuízo da nossa liberdade desde o dia em que nascemos.
Cuspir no chão testa a nossa responsabilidade individual, na medida que nos obriga a saber viver com os olhares e possíveis comentários de desaprovação, das pessoas que assistirão a esse acto e muito possivelmente não o compreenderão. Nesta circunstância resta-nos duas hipóteses: a primeira é explicar o porquê deste acto, e esperar que o interlocutor encontre espaço na sua mente tolerante para ouvir uma explicação que ele não concebe à partida; a segunda é bem mais simples, e resume-se a dirigir um sorriso simpático, acrescentando: “- Não era para si!”. Garanto que a segunda resulta melhor!
Entenda-se que toda a pressão social que esta atitude acarreta, obriga o cuspidor a não recorrer à bisga de uma forma gratuita. Mais, eu diria que a banalização da bisga é muito pouco provável, tendo em conta que nas sociedades modernas ninguém gasta saliva assim ao desbarato. [2]
A melhor parte é que, cuspir no chão não tem custos, e muito dificilmente existirá alguém que não tenha capacidade para o fazer.
Ainda assim acreditem-me:
– Há quem passe a vida toda sem nunca mandar uma cuspidela!

Nota: Lembrei-me que eventualmente a ASAE, poderá levantar questões quanto ao cumprimento dos parâmetros de higiene…Por via das dúvidas o melhor é lavar bem os dentes, e nunca sair de casa sem o comprovativo relativo à inspecção oral…Não vá o diabo tecê-las!
Nota 2: O actual governo já manifestou o seu agrado, por se recorrer a métodos revolucionários não poluentes… dizem que isto dá um empurrãozinho à venda de painéis solares.

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A infelicidade de Vieira

O paladino da verdade desportiva (não falo de Rui Santos, falo do outro) quebrou o silêncio e veio dizer, ontem, que a absolvição de Pinto da Costa foi “infeliz”. Que Luís Filipe Vieira era um génio de gestão desportiva já sabíamos pelos inúmeros títulos conquistados, agora ficamos a conhecer a sua profunda capacidade de jurista.

A juíza que absolveu os arguidos do “caso do envelope”, Pinto da Costa, Augusto Duarte e António Araújo, considerou que ficaram por provar os crimes de corrupção desportiva de que estavam acusados. Não deixou de dar um “puxão de orelhas” à equipa de Maria José Morgado por ter retirado o caso de onde estava: do arquivamento. De facto, sustentar um processo em declarações de uma testemunha com a credibilidade de Carolina Salgado parece um disparate, tal como jurar a pés juntos que George W. Bush é um santo. Se bem me lembro, a mesma equipa, ou outra do género, não atribuiu credibilidade à mesma personagem num caso em que a própria assumiu ter ordenado uma agressão. Para um caso não é credível, para outro já é. Como neste último caso se tratava de tramar Pinto da Costa, alto lá que a senhora até foi abençoada pelo Papa. Bom, em rigor, pelos dois.

O presidente do Benfica ficou “infeliz”. Garante que não nega a lei, nem quem a faz, “mas alguém não anda a cumprir o seu dever, seja porque não sabe, não pode ou não quer”. Quem? Não diz, mas desconfio que estará a falar da juíza do Tribunal de Gaia. Vieira no seu melhor estilo, sempre com meias palavras.

Luís Filipe Vieira tem direito à sua opinião e todos os meios para a emitir. Até demais. É o que dá ser presidente do Benfica. Custa-me estar constantemente a ouvir o senhor falar em verdade desportiva quando ainda não deu uma palavrinha que fosse (nem mesmo o seu famoso ‘hummm’) sobre o roubo de catedral da final da Taça da Liga. Continuo à espera.

Já agora, sr. Vieira, em nome da verdade desportiva, quantos jogos de castigo deve apanhar o Di Maria por ter simulado uma grande penalidade no jogo com o Braga?

Criação (Liberal) de riqueza

Com um abraço cúmplice ao BLASFÉMIAS. 😉

Salgueiro Maia morreu há 17 anos

«Aquele que na hora da vitória
Respeitou o vencido

Aquele que deu tudo e não pediu a paga

Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite

Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício

Aquele que foi Fiel à palavra dada e à ideia tida
Como antes dele mas também por ele
Pessoa disse.»

Sophia de Mello Breyner

A 3 de Abril de 1992, após quatro operações cirúrgicas e vários anos de sofrimento, morria Salgueiro Maia. Ao funeral, realizado em Castelo de Vide ao som da «Grândola», como era seu desejo, ocorreram as mais altas instâncias, passadas e presentes, da governação. Confirmando o que alguém disse nesse exacto momento: «Mesmo depois de morrer, o Maia continua a servir sem se servir.»
O maior dos heróis de Abril.
Foi há 17 anos.

Ter o cinema mais próximo de nós

Sem grandes surpresas, a produtora cinematográfica DreamWorks anunciou que todas as suas animações futuras vão utilizar a tecnologia 3-D, tal como já acontece com “Monstros vs. Aliens”, recem chegado às salas nacionais.

Os filmes em 3-D não são recentes, tendo as experiências com esta tecnologia começado na década de 50 do século passado. Nos últimos anos o 3-D conheceu avanços tecnológicos mas os óculos especiais, com as ‘lentes’ vermelha e azul, ainda são necessários.

A grande questão é que o 3-D é visto como uma forma das grandes produtoras combaterem a pirataria e levarem pessoas às salas. Sem grandes capacidades imaginativas para ultrapassar os desafios colocados pelas fórmulas piratas de distribuição de filmes, através da Internet, os estúdios tentam encontrar o seu caminho.

O “Panda do Kung Fu 2” e “Shrek Goes Fourth” serão alguns dos próximos exemplos de animações que nos vão chegar em três dimensões.A opção feita para “Monstros vs. Aliens” deu resultados positivos nos EUA, com 43,5 milhões de euros arrecadados nas bilheteiras só no primeiro fim-de-semana, o mais importante de todos no sistema de distribuição norte-americano.

A Pixar/Disney também anunciou que oito dos seus próximos nove filmes, a estrear até 2012, serão feitos em 3-D. O Festival de Cinema de Cannes vai, pela primeira vez em mais de 60 anos, abrir com uma película de animação, “Up”, também feita em 3-D.

Até 2012 deverão estrear 45 filmes deste tipo, mas nem todos serão animações, como a próxima longa-metragem de Tim Burton, “Alice no país das maravilhas”, a nova ficção de James Cameron, realizador de “Titanic”, e o próximo de Steven Spielberg.

Jeffrey Katzenberg, produtor da DreamWorks, disse, recentemente, à revista Vanity Fair que os filmes em 3-D representam “a terceira revolução no cinema” e admite que, no futuro, todos os filmes sejam feitos em 3-D. Diz que se as histórias forem boas o público aceitará pagar mais para ver as fitas com imagens em três dimensões.

Aqui está outro problema. As boas histórias, e, já agora, originais, estão cada vez mais longe de Hollywood. São cada vez menos os bons argumentos e cada vez é também menor a vontade de arriscar por parte dos grandes estúdios. Daí a opção por sequelas, mesmo de filme que não renderam assim tanto dinheiro, e por remakes. Por isso, não será de espantar que alguns êxitos de outros tempos possam ser recuperados em versões 3-D. Por isso, não será difícil de prever que, um dia, Freddy Kruger terá as suas garras muito mais próximas de nós, que a serra eléctrica texana nos faça desviar dos salpicos de sangue ou que o beijo de Scarlett Johansson nos seja destinado.

Memórias da Revolução: 4 de Abril de 1974

No «JN» de 4 de Abril de 1974, o tema forte é ainda a morte do presidente francês Georges Pompidou, que será enterrado num pequeno cemitério de província. As cerimónias fúnebres oficiais decorrerão depois de amanhã na Catedral de Notre Dame. «Pompidou: Uma lousa e um cemitério singelo», é a manchete.
Em Portugal, um avião «afocinhou na Base de S. Jacinto». Na Luz, Portugal empatou a zero no particular com a Inglaterra.
Na corrida aos Óscares, o filme «The Sting» foi o grande vencedor, com sete estatuetas, entre as quais a de Melhor Realizador (Roy Hill), Melhor Actriz (Glenda Jackson) e Melhor Actor (Jack Lemmon).
Faltam 21 dias para a Revolução.

Itália, 4 de Abril de 2009

Lembrem-se, antes de mais, de que se completaram já 54 anos desde esse 1 de Dezembro em que Rosa Parks recusou ceder o seu lugar a um passageiro branco num autocarro de Montgomery, no Alabama. Em Foggia, uma cidade agrícola na província de Puglia, em Itália, as autoridades locais anunciaram a criação de duas linhas de autocarros distintas: uma apenas para imigrantes e outra apenas para cidadãos locais. Na verdade, a linha é a mesma: a número 24, que une o centro da cidade ao bairro periférico de Borgo Mezzanone. A cerca de dois quilómetros deste bairro está um centro de acolhimento para imigrantes. De forma a evitar as fricções que se poderiam fazer sentir entre residentes e indesejáveis, nada melhor do que separar os veículos, ampliando o percurso do autocarro dos imigrantes até ao centro de acolhimento, e assim poupando-os à caminhada de dois quilómetros, e libertando os locais da presença dos não-europeus. O racismo mascara-se muitas vezes com a capa da falsa piedade, das hipócritas boas-intenções, da segurança que se impõe pela violência. E também esta medida vem com o rótulo de higiénica e bem-intencionada. Para quê forçar a convivência de pessoas que, não fosse a vaga de imigração africana que assola a Europa, nunca se teriam cruzado? Naturalmente será mais prudente isolar estes imigrantes para que a sua frustração, o seu sentimento de impotência e de injustiça não venham a encontrar expressão numa espiral de violência que se acenda com um olhar, um insulto, o encontro súbito de dois seres humanos assustados. Deparei-me com a notícia hoje e a coincidência deixou-me um sabor amargo na boca. É que hoje cumpre-se mais um aniversário, o 41º, do assassinato de Martin Luther King.

Voki

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Pressões fatais -2

Para quem tinha dúvidas sobre a existência de pressões no sentido do arquivamento do processo Freeport, tem aí a resposta. Há mais testemunhas da conversa entre os magistrados. O Conselho Superior da Magistratura mandou instaurar um inquérito.

E o Presidente da república não recebe o Presidente do Sindicato dos Magistrados?
E a Drª Cândida vai continuar as suas parlas radiofónicas?
E o PGR vai continuar a emitir comunicados que são desmentidos ao virar da esquina?
E o caso Freeport vai enterrar a Democracia num lamaçal?

Este caso das pressões tem uma gravidade extrema. Afinal a quem serviria o arquivamento do processo?
Ao estado a que chegaram as coisas julgo que nem a Sócrates o arquivamento serviria, tal a gravidade das suspeitas, a credibilidade zero, que a prazo são incompatíveis com o exercício da governação.

Mas, no imediato, e com as eleições no horizonte próximo, não há outra saída para Sócrates e o PS que não o arquivamento!
Com todas as fatais consequências que tal decisão acarreteria para o próprio!

Vamos ver o lado belo da vida

Os Monty Python vão juntar-se, de novo, para preparar “Monty Python: Almost The Truth (The Lawyers`Cut)”, um documentário autobiográfico destinado a celebrar os 40 anos de estreia na televisão.

O documentário será dividido em seis capítulos e vai incluir entrevistas com John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin, incluindo várias declarações de Graham Chapman, que morreu em 1989. Para além do documentário, será também lançado em DVD o programa de estreia do grupo na BBC, em 1969, “Monty Python’s Flying Circus”.

Fiéis depositários de um rude e tradicional humor britânico, o grupo fez história na televisão e no cinema. Não é humor para todos. Não há rábulas simples ou piadas físicas, como quedas despropositadas em jeito dos brilhantes programas de apanhados em que algumas pessoas encontram piada nas desgraças alheias.

Monty Python usavam o sarcasmo, a ironia pura e dura, a roçar o cinismo. Detentores de um apurado sentido negro da sociedade, mostraram nas suas histórias as contradições dos mais significativos agentes sociais, desde os políticos até à igreja, passando pelo simples e comum cidadão, também ele um imenso mar de contradições, apesar de, no dia-a-dia, refilar contra tudo e contra todos.

Em “A vida de Bryan”, um homem confundido pelo povo como sendo “o Messias”, Brian, claro, acaba crucificado ao lado de outros criminosos. Nem percebeu como está ali mas, ao lado, os seus companheiros de infortúnio não lhe dão descanso e incitam-no a ver “o lado belo da vida”. Nunca percebi porque é que as televisões não o exibem na quadra pascal.

Ninguém escapou aos Monty Python, nem os próprios Monty Python. Hoje têm uma legião de seguidores em todo o mundo e grande parte do humor dos nossos dias vai beber às fórmulas e ao estilo do grupo.

Pergunto-me como seriam se os Monty Python fizessem humor no Portugal dos nossos dias…

A demagogia

Por causa do Aventar, dediquei-me novamente à consulta regular e aleatória dos dicionários. À sorte abri no “D”. E sem querer olhei para Demagogia. Diz o meu fiel Dicionário Koogan Larousse Selecções que demagogia é: s.f. Política que favorece as paixões populares. / Dominação das facções populares. Mais abaixo diz que um demagogo é: s.m. Aquele que lisonjeia a multidão para tirar proveito pessoal. / Agitador que excita as paixões populares. No Dicionário On-line Priberam demagogia é: s. f. Preponderância do povo na forma do governo. / Abuso da democracia. / Dominação tirânica das facções populares. No entanto, a Wikipédia diz outra coisa, o que tem toda a lógica. Independentemente da questão etimológica, tudo me leva a a concluir que praticamente todos (ou todos) os políticos modernos são na realidade, demagogos. Raramente um deles escapa a acusações de corrupção ou favorecimento alheio. É só estar atento às notícias e à blogosfera. Se quisermos ser mais incisivos podemos até assistir ao Jornal de Sexta da TVI. Se na Assembleia da República estão sempre a insultar-se mutuamente de demagogos é porque se facto ser demagogo é uma má atitude e condenável em sociedade.
Não é que não goste de políticos. Eu não tenho que gostar ou não gostar de nada. Mas tenho todo o direito de me sentir incomodado e principalmente irritado (muito irritado mesmo) perante as contínuas notícias de falsidade, corrupção, roubo, fraude, suborno, favorecimento e conluio em que os políticos estão envolvidos. Infelizmente, no mesmo saco, estão como se sabe, muitos dirigentes, gestores e administradores que têm o mesmo tipo de poder sobre as massas. E usam da mesma demagogia. Aliás, quem paga as campanhas políticas? Porque vêm os grandes gestores de empresas comentar a vida política? Quem ganha com os investimentos públicos? Para onde saem os políticos para a vida pública?

Obviamente, e como está visto ao longo da História, a demagogia é um autêntico sub-produto inerente das grandes massas e do próprio Povo. Onde quer que haja um povo, sobressairá um líder apoiado por seguidores. E mais cedo ou mais tarde, o sistema entrará em declínio e a demagogia imperará novamente. É normal. E nada mudará. Aqui e agora, só mudará pelo uso da empatia generalizada de políticos e dirigentes – o que eu pessoalmente não acredito -, ou porque mais cedo ou mais tarde, alguém neste país pegará novamente em armas como em Abril de 1974 , para mostrar verdadeiramente a face do descontentamento.

A centralisação, na cópia portuguesa, como hoje existe e como a soffremos, é o fidei-commisso legado pelo absolutismo aos governos representativos, mas enriquecido, exaggerado; é, desculpae-me a phrase, o absolutismo liberal. A differença está nisto: d’antes os fructos que dá o predominio da centralisação suppunha-se colhê-los um homem chamado rei: hoje colhem-nos seis ou sete homens chamados ministros. D’antes os cortezãos repartiam entre si esses fructos, e diziam ao rei que tudo era
d’elle e para elle: hoje os ministros reservam-nos para si ou distribuem-nos pelos que lhes servem de voz, de braços, de mãos; pelo
partido que os defende, e dizem depois que tudo é do paiz, pelo paiz, e para o paiz. E não mentem. O paiz de que falam é o seu paiz nominal; é a sua clientella, o seu funccionalismo; é o proprio governo; é a traducção moderna da phrase de Luiz XIV  “l’état c’est moi”, menos a sinceridade.

Alexandre Herculano – Carta aos Eleitores do Círculo Eleitoral de Sintra, 1858 (www.gutenberg.org)

Sim, eu quero!

Alguns jornais deste sábado, como o Sol e o Correio da Manhã, abordam a alegada existência de pressões do ministro da Justiça e do primeiro-ministro, por via indirecta e através do presidente do Eurojust, sobre os magistrados do caso Freeport.

Lopes da Mota, garante o Sol, terá manifestado “apreensões do primeiro-ministro em relação a esta investigação” e falado de “represálias”, no tal encontro que manteve com os dois magistrados, no mesmo dia em que terá mantido uma conversa com Alberto Costa. O ministro reagiu. À Lusa disse que o Governo não faz pressões sobre magistrados.

Que o caso é preocupante acho que ninguém tem dúvidas. Que o panorama tem tendência a piorar também não.

Posso estar a ser inocente (até parece que já ouço alguém a apelidar-me, com sorriso trocista, de otário) mas ainda quero acreditar que tudo isto terá uma explicação razoável. Que tudo não passou de uma série de circunstâncias desagradáveis e que, não tarda nada, os esclarecimentos serão transmitidos e inabaláveis de tão evidentes. Que a “campanha negra” foi apenas um momento mau. Que o Freeport é só um centro comercial. Que não há ou houve pressões e que o debate político em Portugal se faz de forma séria. Quero acreditar que o chefe do Governo não apresentou processos judiciais a jornalistas por textos de opinião. Por fim, espero até que o que é ou não uma pressão seja esclarecido.

O Conselho Superior do Ministério Público vai abrir um inquérito às alegadas pressões. Quero acreditar que os seus resultados serão claros na sua não existência.

FNE – fomos novamente enganados?

Boas,
nas Caldas ninguém se candidatou ao Conselho Geral.
Nas Caldas ninguém entregou objectivos.
O ME demite.
Convida dirigentes da FNE.
Eles aceitam.
JDS diz que não há nada de mal nisso.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1372569&idCanal=58

Sons de Abril: Luís Cília

Luís Cília canta a sua canção de 1964 e hino de resistência, «Canção Final, Canção de Sempre», com poema de Manuel Alegre. A gravação foi feita num restaurante de Paris, onde o autor, exilado, ganhava a vida cantando. Devido à proibição dos seus discos em Portugal, esta música foi editada no nosso país com a voz de Adriano Correia de Oliveira.
Luís Cília nasceu no Huambo, Angola, em 1943. Veio para Portugal com 16 anos. Começou a dedicar-se à música em 1962, depois de conhecer o poeta Daniel Filipe. Dois anos depois, era obrigado a partir para Paris, onde se manteve até ao 25 de Abril.
Ao longo da sua carreira, gravou dezoito discos, sendo que o primeiro, «Portugal – Angola: Chants de lutte», foi publicado em França em 1964. Dele consta o referido «Canção Final, Canção de Sempre» e ainda outros hinos de resistência, como «Meu País», «Canto do Desertor» ou «Sou Barco».
De regresso a Portugal, após a Revolução, continuou a gravar como compositor e intérprete e a dedicar-se aos recitais. Consagrou alguns dos seus discos a poetas como Eugénio de Andrade, Jorge de Sena ou David Mourão Ferreira.
Nos últimos anos tem-se dedicado apenas à composição, nomeadamente para Teatro, Bailado e Cinema.

Apito Dourado: Acabou-se o folclore

No meio de todo o folclore à volta do Apito Dourado, tudo acabou da forma que se esperava. A única situação que poderia resultar na condenação de Pinto da Costa não ficou provada, como nunca poderia ficar, é por isso altura de meter a viola ao saco e tentar ganhar a sério, tipo no campo, dentro das quatro linhas, onde se decidem os jogos.
Quanto à procuradora-maravilha, Maria José Morgado, terá de rever os seus métodos e as suas convicções. Com efeito, confiar no testemunho de alguém como Carolina Salgado, que só falou depois de o processo ser conhecido e só apontou situações que já eram do domínio público, não é de alguém competente. Não é Justiça, é justicialismo.
Pinto da Costa é corrupto? Provem-no!

Memórias da Revolução – 3 de Abril de 1974


O «JN» de 3 de Abril de 1974 noticia a morte do presidente francês Georges Pompidou após algumas semanas de doença. Entre 1962 e 1968, foi primeiro-ministro francês, passando a ocupar o lugar de Presidente da República a partir de Julho de 1969. A sua morte provocou de imediato uma disputada corrida à sucessão.
No «JN» deste dia, fala-se ainda do exorbitante preço dos livros e do caótico trânsito na cidade do Porto.
Logo à noite, no Estádio da Luz, a Selecção Nacional vai defrontar a Inglaterra em jogo particular.
Faltam 22 dias para a Revolução.

Centrão: a vergonha!

Há trinta anos que somos governados pelo PSD e pelo PS com umas “ajudas” do CDS. Um dos partidos diz-se social-democrata. O outro diz-se socialista!

Como é então possível que este país seja pobre, injusto, tenha a maior diferença entre remunerações, dois milhões de pobres, o PIB mais reles da UE, apesar dos milhões que vieram lá de fora?

Ao fim de trinta anos já é possível fazer contas e apresentá-las a quem, ao contrário do país, se governa. Não é possível fazer de conta que serão estes partidos que vão dar a volta ao problema. É um polvo de interesses que tudo abafa,tudo come! Vejam este exemplo do compadre Alberto João.

Alberto João Jardim – Presidente do Governo Regional
Andreia Jardim, filha – Chefe de Gabinete do Vice-Presidente do Governo Regional
João Cunha e Silva – Vice-Presidente do Governo Regional
Filipa Cunha e Silva, mulher – Assessora na Secretaria Regional do Plano e Finanças
Maurício Pereira, filho de Carlos Pereira, Presidente do Marítimo – Assessor da Assessora
Nuno Teixeira, filho de Gilberto Teixeira, ex-Conselheiro da Secretaria Regional – Assessor do Assessor da Assessora
Brazão de Castro – Secretário Regional dos Recursos Humanos
Patrícia Brazão de Castro, filha de Brazão de Castro – Serviços de Segurança Social
Raquel Brazão de Castro, filha de Brazão de Castro – Serviços de Turismo
Conceição Estudante – Secretária regional do Turismo e Transportes
Carlos Estudante, marido – Presidente do Instituto de Gestão de Fundos Comunitários
Sara Relvas, filha – Directora Regional da Formação Profissional
Francisco Fernandes – Secretário Regional da Educação
Sidónio Fernandes, irmão – Presidente do Conselho de Administração do Instituto do Emprego
Mulher de Sidónio Fernandes – Directora!!! do pavilhão de Basket do qual o marido é dirigente
Jaime Ramos – Líder parlamentar do PSD/Madeira
Jaime Filipe Ramos, filho – Vice-Presidente do pai
Vergílio Pereira – Ex-Presidente da Câmara Municipal do Funchal
Bruno Pereira, filho – Vice-Presidente da Câmara Municipal do Funchal, depois de ter sido Director-Geral!!!! do Governo Regional
Cláudia Pereira, nora – “Trabalha” (…!!!!!) na ANAM, empresa que gere os aeroportos da Madeira
Carlos Catanho José – Presidente do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira
Leonardo Catanho, irmão – Director-Regional de Informática (nem sabia que havia este cargo)
Rui Adriano – Presidente do Conselho de Administração da Sociedade de Desenvolvimento (?!!!!!) do Norte e antigo membro do Governo Regional
Filho – Director do Parque Temático da Madeira
João Dantas – Presidente da Assembleia Municipal do Funchal, Administrador da Electricidade da Madeira e Ex-Presidente da Câmara Municipal do Funchal

Cristina Dantas, filha – Directora dos Serviços Jurídicos da Electricidade da Madeira (em que o tio João Dantas é administrador)
João Freitas, marido de Cristina Dantas director da Loja do Cidadão
Patrícia Dantas, filha – Presidente do Centro de Empresas e Inovação da Madeira
Raul Caires, genro – Presidente da Madeira Tecnopólio (alguém sabe o que isto é?!)
Luís Dantas, irmão – Chefe de Gabinete de Alberto João Jardim

E a lista continua…….

Assim, as bolsas de pobreza na região Autónoma nunca irão desaparecer!

Será por causa da comparação?

A sério. Cheguei a pensar que, nestes tempos agitados, já nada, vá lá – quase nada -, me surpreenderia. Enganei-me. Está a ser algo frequente nos últimos tempos. Tenho de passar a ser mais cauteloso ao exprimir algumas certezas.

Vamos ao que interessa, que as minhas dúvidas são contas de outro rosário.

Surpreendeu-me que um simples artigo de opinião (no DN), com o qual podemos ou não concordar, mas que não é insultuoso (acho eu), leve um chefe de Governo, ainda por cima o nosso, seja ele bom ou mau, a processar judicialmente um jornalista, neste caso João Miguel Tavares. Será por causa da comparação com Cicciolina?