promete prosseguir a luta nas ruas. Movimentos organizam-se “para transformar a [sua] grande pátria sul-americana” numa nação socialmente justa, sem excluídos dos sistemas públicos de protecção – saúde, educação, direito à mobilidade e à participação na vida cívica e política.
Mostruário dos tiques anti-professor (3)
Os professores não são diferentes dos outros trabalhadores
A claque anti-professor e alérgica aos funcionários públicos, de uma maneira geral, parte deste princípio para criticar qualquer reivindicação. Para a referida claque, se a maioria das pessoas tem 40 horas no contrato de trabalho, a que propósito é que outros reclamam contra a inclusão do mesmo número de horas no seu contrato.
É claro que os decisores políticos pretendem passar a ideia de que estão a realizar uma reforma do Estado, espalhando a ideia de que é preciso acabar com as diferenças entre privado e público. Os professores, essa manada de privilegiados, têm de aceitar que terão de ser iguais a outros, embora se descubram excepções com demasiada frequência, pelo que os professores vão perdendo direitos, à medida que outros os vão mantendo.
Em princípio, ainda assim, não custa concordar com a frase: os professores não são diferentes dos outros trabalhadores, porque são trabalhadores como os outros. É certo que há muitos elementos da claque que, na realidade, pensam que os professores não são sequer trabalhadores, pela simples razão de que aquilo que fazem é tão pouco ou tão insignificante que não pode ser considerado trabalho.
Por outro lado, também é verdade que os professores são diferentes dos outros trabalhadores, até porque, continuando a explorar truísmos, é fácil descobrir especificidades que tornam as profissões incomparáveis, no sentido mais neutro de que não é possível compará-las. [Read more…]
Internet: em velocidade, Portugal é o 20.º
Os pormenores e a notícia (via João Roque Dias).
Brasil – ouvir, ver, ler e interpretar
De acções censuráveis do mandato de Lula da Silva, da tremenda corrupção a obras faraónicas do Mundial de Futebol de 2014 e das Olimpíadas de 2016, creio ter expressado de forma transparente e sem tibiezas o meu pensamento, no que escrevi antes.
Do pesado legado deixado a Dilma Rousseff, dos desvios de políticas sociais, bem como do torvelinho de manifestações em que foi capturada, também exprimi opiniões claras.
Das motivações e legítimas reivindicações dos manifestantes do Movimento do Passe Social (MPT), não as crtiquei a não ser pelos objectivos limitados visados – outras causas, como a quebra da evolução económica, os juros em alta, a inflação, a fuga de capitais e a famigerada PEC 37, ao estarem ausentes do discurso reivindicativo, fundamentaram a minha discordância explícita.
O que verdadeiramente me perturba – e a isso me leva assumido rancor contra a extrema direita – é o ignóbil aproveitamento e agressões perpetradas por ‘jovens neonazis’ a militantes de esquerda, nas manifestações em causa.
Para defesa da minha honra e do juízo formado, recorro a relatos credíveis de quem está no terreno e testemunha as ocorrências, como o conteúdo – não é opinião – da seguinte notícia:
21/06 às 18h44 – Atualizada em 21/06 às 18h47
Com militantes feridos, PSTU acusa extrema direita de orquestrar agressões
A aversão de grande parte de manifestantes a partidos políticos gerou consequências mais graves no Rio de Janeiro. Dez integrantes do PSTU foram agredidos no protesto dessa quinta-feira, declarou o presidente regional do partido, Cyro Garcia. Segundo ele, as agressões foram orquestradas e executadas por grupos nazifascistas que estão sendo “pagos para reprimir a livre expressão dos partidos políticos”.
A casa de Aristides de Sousa Mendes

foto daqui
Antes de mais, saúdo a decisão da Secretaria de Estado da Cultura. O não restauro da casa do cônsul de Bordéus que salvou mais de trinta mil pessoas, contra a vontade de Salazar, era um atestado de indiferença e desprezo pelos actos de um dos raros portugueses que, sozinho, se dispôs a pagar um elevado preço para fazer o que julgava estar certo.
Durante anos, quase nada se soube sobre Aristides de Sousa Mendes. Pouco a pouco, (especialmente após o lançamento da Lista de Schindler) fomos sabendo de como possibilitou a fuga de milhares de pessoas do pesadelo nazi, de como morreu na miséria, de como ele e a sua família foram penalizados e ostracizados pelos seus actos.
Há muito tempo que se falava na necessidade da recuperação da Casa do Passal sem que sucessivos governos, autoridades regionais ou mecenas privados mexessem uma palha para honrar esta página exemplar.
Foi necessário que descendentes dos fugitivos, radicados nos EUA, começassem pouco a pouco a organizar-se para que o cenário mudasse. Com as pesquisas facilitadas pela internet, a Sousa Mendes Foundation localizou cerca de três mil sobreviventes e seus descendentes, passando a palavra e recuperando a memória do cônsul português de Bordéus. Foi ainda necessário que um jovem arquitecto americano, igualmente descendente da “diáspora Sousa Mendes” decidisse montar frente às ruínas da Casa do Passal um “museu temporário” cuja iluminação contrastasse com o buraco negro da casa, para que a campainha soasse em Portugal e a decisão fosse anunciada. [Read more…]
As causas do povo [Brasil]
Krugman e o Speaker
A propósito deste texto de Krugman, convém recordar que ‘Speaker’ não significa ‘porta-voz’.
50 anos
Uma perguntinha
Coimbra não é uma lição
Mais emblemática e conhecida, a demolição de todo um bairro, incluindo diversos colégios universitários, para construir uma obra prima do mamarrachismo chamada universidade do Estado Novo, não é filha única de uma cidade cuja história se caracteriza por isso mesmo: demolir.
Tivemos uns séculos de presença árabe: não sobra um calhau. O espaço mais simbólico da fundação de Portugal, o Mosteiro de Santa Cruz, levou no século XVI com um camartelo que destruiu, por exemplo, o espaço onde o primeiro rei se quis sepultar. Outra torre, já no século XX, foi derrubada antes que caísse em cima de um passante.
Do castelo procuram-se vestígios entre o casario que levou em cima. Igrejas arrasadas, ou transformadas em mau gosto revivalista como S. Tiago, são ao pontapé.
A cidade que nasceu de uma ponte sobre o Mondego, e recebeu nome de um bispo foragido, é agora, em parte, património mundial, diz a Unesco. O nosso melhor edifício universitário, o Colégio da Sapiência, de S. Agostinho ou dos Órfãos não conta, o maneirismo deve ficar mal nas fotografias.*
A parte chama-se Universidade de Coimbra. Às vezes gosto de imaginar como seria um sossego a minha aldeia, sem a dita ter vindo para aqui de vez num dia em que João II se vingou sabe-se lá de quê.
Mas nada iguala o Mondego, rio da minha aldeia, muito menos o Tejo, nem a aldeia chamada Coimbra. É a minha aldeia, e a partir de agora património mundial, vai dar-lhes mais trabalho dar cabo dela. E sim, estou contente, parabéns a todos os que se esforçaram por isso, e vou fingir que não me lembro de todo o seu património destruído.
* Afinal dizem-me que está, embora não conste de um folheto distribuído à população.
Spam
«Governo passa a fazer ‘briefings’ diários à imprensa»: Governa igualmente mal mas com propaganda, eis a novidade.

As consequências
São simples.
Não há reuniões de avaliação, não há notas e sem estas, as pautas não existem.
A primeira consequência é a inexistência de elementos que permitam tomar decisões sobre aprovações ou retenção, isto é, não vai ser possível saber quem passa ou não de ano. Sem esta informação não se poderão concretizar matrículas em novos anos ou até em novas escolas, tal como não será possível desenvolver o processo que levará à entrada na Faculdade.
Numa só expressão, se o ano lectivo 2012/2013 não termina, o que se segue não poderá começar e o arranque das aulas em Setembro começa a ficar realmente em causa.
O problema é sério, mas Nuno Crato e Passos Coelho parecem estar pouco preocupados com a situação que vai colocar em causa um sector vital da nossa economia – o turismo.
Pelo contrário, os Professores continuam muito preocupados e por isso estão disponíveis para continuar esta GREVE que já vai em 8 dias úteis. E as exigências são simples:
– a mobilidade especial (requalificação ou despedimento) não pode ser regulamentada;
– o aumento do horário de trabalho, a acontecer, deverá ser exclusivamente na componente individual (“trabalho de casa”);
– a direcção de turma tem que continuar a ser considerado serviço lectivo.
E, apesar dos números brutais da GREVE (sempre acima dos 90%), há ainda muitos professores que não fizeram qualquer dia de GREVE, ou seja, ainda temos muito caminho para andar. E, apesar da tradicional página em branco do Expresso ou dos posts de ocasião no Aventar, a gente vai continuar…
Mostruário dos tiques anti-professor (2)
Greve sim mas e daí é melhor não
Fazendo jus à pluralidade do Aventar, já antes discordei do meu caríssimo Carlos Garcez Osório e volto agora a fazê-lo. Não será, muito provavelmente a última vez, o que será sempre bom sinal.
Parece-me que o Carlos revela um estranho conceito de democracia: é coisa boa, se servir para eleger os nossos, e é detestável por trazer agarrada a si excrescências como o direito à greve. O governo que o Carlos apoia tem, ainda, sonhos lúbricos em que o Tribunal Constitucional desaparece numa enxurrada, arrastando, na voragem, a Constituição, apontada como a única razão para a ingovernabilidade do país, em substituição do bode expiatório, com a vantagem de cheirar melhor.
Ora, tal como o Carlos, também eu tenho alguns problemas com a democracia. Chateia-me, por exemplo, que a maioria da população insista em votar nos partidos em que eu não voto, sabendo-se, para mais, que são os responsáveis pelos vários desmandos que colocaram o país nesta encosta perigosa, porque nem sequer temos dinheiro para comprar um abismo a sério. Tenho de confessar que, em sonhos enraivecidos, chego a pensar que, se fosse eu a mandar, só deixava votar os eleitores que elegessem deputados do mesmo partido em que voto.
O problema é que isso iria dar origem a um partido único na Assembleia, o que seria recuar aos tempos da União Nacional. Aos tempos, já agora, em que as greves eram proibidas. [Read more…]
Que péssimo serviço, Carlos Magno!
Durante muito tempo ouvi Carlos Magno às sextas-feiras debater a actualidade política com os seus colegas de Contraditório (programa da Antena 1) – por entre as frequentes interrupções que ele fazia à Ana Sá Lopes, já agora. Quantas foram as vezes que ele usou o seu tempo de antena para criticar o jornalismo das parangonas, das fugas ao segredo de justiça e da falta de garra jornalística, no geral. [Read more…]
Greve: é para continuar
Ou seja, nada de reuniões, nada de notas, nada de avaliações… E o CAOS no país cada vez mais perto.
A Junta de Freguesia de Tadim Censura Comentários
A página de facebook da Junta de Freguesia de Tadim (Braga) tem problemas em digerir comentários.
Talvez lhes fosse melhor fazer como a EDP e abandonar uma plataforma de comunicação que vive, essencialmente, de… comentários e partilhas…
É só uma ideia.
Circuito da Boavista: mais de 200 mil espe…
Exactamente. Espe…
Dir-me-ão, defensores do Acordo Ortográfico de 1990, que o contexto – e não a consoante – é a chave que nos levará a decifrar correctamente aquele ‘e’ da palavra abruptamente interrompida. Aliás, convém sempre andarmos actualizados (se alguém conseguir descobrir a norma ortográfica seguida nesta notícia, chapeau!), para não perdermos o fio ao contexto.
Parece, à primeira vista, inegável: a imagem de um carro de competição e as referências a “motores” e a “circuito da Boavista” dar-nos-ão imediatamente a informação necessária para identificar o timbre da vogal encostada, naquele caso, às reticências, mas que poderia anteceder uma translineação
É claro, pois, o contexto… Evidentemente, neste caso, num concerto de Amália, esperamos que haja espectadores e não espetadores — já estamos todos fartos da demagogia das bandarilhas nas touradas, mesmo que, lá no fundo, achemos não se tratar bem de demagogia, pois, mesmo assim, realmente, para quê aquela consoante, perfeitamente absurda, despropositada, inoportuna e desnecessária?
Com certeza, a coisa piaria mais fino se a translineação ocorresse na mudança de uma página ímpar para uma página par, isto é, se
É evidente, não l-e-m-o-s-a-s-s-i-m, nem se–quer–des–ta–ma–nei–ra, lemos assim, desta forma, percebendo imediatamente, ao encontrar ‘-tadores’ na página 22, que se trata de esp[ɛ]tadores. Sim, perceberemos logo. Pois, sim. Provavelmente.
Um dos aspectos aqui em apreço, note-se, é o da maior probabilidade de aquele ‘e’, na ausência de, por exemplo, uma consoante que nos permita antecipar a posição do acento, ser lido como o de, passe a redundância, ‘de‘ e não como o de ‘pé’.
É evidente, tudo se resolveria se todos pronunciássemos a oclusiva a que pode corresponder aquele ‘c’, mas esse é outro aspecto e já por aqui foi discutido.
Ora, resumindo e concluindo, aquele ‘e’ lê-se como o ‘e’ de ‘de’. Sim, mantenho: aquele ‘e’ não se lê como o ‘e’ de pé. Não acreditam?
Então, leiam o título, sem interrupções [Read more…]
A chave desta greve está nas reuniões do 12.º ano
Já todos percebemos que o Ministério está pouco preocupado com a greve às avaliações porque sabe que mais cedo ou mais tarde nos cansamos. Nenhuma bolsa aguenta mais de 3 ou 4 semanas de greve.
Assim sendo, temos de ser mais inteligentes do que eles. Realmente, o adiamento das reuniões do 5.º ao 11.º ano não fazem grande mossa. Com maior ou menor atraso, as notas saem e o trabalho acumulado é despachado a seguir. Sobretudo nos anos não-terminais, as matrículas para o próximo ano até já estão feitas…
A chave da greve passa precisamente pelos Conselhos de Turma do 12.º ano. Porque aí jogam-se outras questões fundamentais, nomeadamente o acesso ao ensino superior. E enquanto não houver notas de 12.º ano, não há Universidade para ninguém. Já aconteceu isso em 1989, é verdade, mas aí os tempos eram outros. Neste momento, nenhum ministro aguentaria tal situação. Nuno Crato ruiria como um castelo de cartas.
E é neste contexto que os Fundos de Greve podem desempenhar um papel fundamental. Com o fim das greves do 5.º ao 11.º ano, todos esses professores ficam libertos do ponto de vista das tarefas profissionais e também do ponto de vista monetário. E com um pequeno esforço de cada um, podem contribuir para que a greve dos colegas do 12.º ano – ou melhor dizendo, de um único colega do 12.º ano em cada escola – se mantenha sem qualquer problema até ao fim de Julho e mesmo depois disso.
Em termos históricos, foi assim que se conseguiram muitas das grandes conquistas dos trabalhadores ao longo dos últimos séculos. Vamos a isso!
Sindicatos de Professores – o dinheiro
Mesmo dormindo bem tranquilo, não deixo de me preocupar com os tiques que alguns deputados do PSD têm vindo a apresentar em relação aos sindicatos e em especial à FENPROF, que, historicamente, é a única organização sindical de professores que tem conseguido incomodar os diferentes poderes.
Dizem os putos ignorantes que é preciso ir a correr ver quanto custam os sindicatos aos Portugueses e até se atrevem a questionar a permanência do Mário Nogueira à frente da FENPROF. Como já referimos, Mário Nogueira respondeu e bem ao menino, mas vale mesmo a pena esclarecer dois pontos: [Read more…]
O Movimento que lava mais branco
O denominado Movimento “Revolução” Branca é coisa que cheira a esturro. A ver se nos entendemos: neste momento não há candidaturas autárquicas, as eleições ainda agora foram marcadas e nem uma lista foi entregue nos tribunais.
Depois de o serem há um prazo para reclamações, e pelo menos um partido já avisou que reclamará contra todas as candidaturas encabeçadas por gente que pensa a política autárquica como uma profissão. Daí haverá recurso para o Tribunal Constitucional, que terá um prazo breve para se pronunciar. Espero que o faça de acordo com o óbvio e os princípios básicos do republicanismo.
Entretanto temos folclore. Uns juízes decidem sobre o que não existe a partir de queixas de quem não se candidatando não tem nada que meter o bedelho no assunto e sobre intenções de candidatura sem qualquer valor formal. Em democracia é assim, quem discorda vai a votos, tanto mais que existe a possibilidade de candidaturas autárquicas independentes (muito dificultadas, mas existe).
O dito Movimento “Revolução” Branca que se candidate, ou então ficamos pelo discurso salazarista anti-partidos. Convém lembrar que o Estado Novo também foi produto de uma Revolução Nacional, que lavou bem branco as responsabilidades da direita no afogar da República. E basta ver o vídeo de apresentação para perceber que isto é mais do mesmo. Nem o Carl Orff e o seu execrável homicídio da Carmina Burana falham.
Hoje é Dia da Música
Hoje é dia da música, a arte que faz de nós mais do que somos. Quem confia num homem que não gosta de música?
Hoje queria deixar aqui a minha gratidão aos criadores e aos intérpretes que deram voluptuosidade à minha imaginação. Não levem a mal que destaque os que, entre eles são, agora, mais injustiçados: os compositores e os orquestradores.
Os primeiros, esmagados pelo culto da mercantilização da imagem do intérprete, sobretudo na geralmente designada por música ligeira, os segundos, capazes, com a sua arte, de transformar lixo em mousse de chocolate, são quase sempre ignorados quando se trata de atribuir créditos. Basta pegarmos num molho de discos ao acaso, e tal é evidente. Por vezes nem um nem outro são mencionados! Se assistirmos a um daqueles – poucos – programas musicais dos vários canais televisivos, logo constataremos que, quando se refere “o criador”, se está a referir o intérprete dessa música mais conhecido.
A música é a aritmética dos sons, tal como a óptica é a geometria da luz”?
Ora, ora. Nem tu Debussy, que escreveste estas palavras, acreditas que a música – muito menos a tua! – seja só isto.
Seara, um ‘tachista’ derrotado mas obstinado
O ‘tachista’ Seara sofreu a 2.ª derrota. Agora no Tribunal da Relação de Lisboa, a ratificar a recusa da candidatura pelo Cível de Lisboa.
Para fundamentar pareceres com rigor, comecemos por ver a Lei n.º 46/2005, de 29 de Agosto que começa por estabelecer:
Art.º 1.º, n.º 1: O presidente de câmara municipal e de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos…
O PR alegou haver um erro na redacção desta lei, ao indicar presidente de câmara municipal e de junta, em vez da câmara e da junta.
Na interpretação de muitos cidadãos, a quem o PR chamaria cidadões, a proposição de reveste o texto legislativo de um carácter mais amplo, a função em qualquer ponto do país, em vez de parcela territorial. Considere-se a seguinte abordagem do Ciberdúvidas:
Perguntas
De Caldas / das Caldas Dina Aleixo – jornalista – Torres Vedras,
[Pergunta] Qual das duas é a construção correcta: «de Caldas da Rainha» ou «das Caldas da Rainha»?
[Resposta]
Em das Caldas da Rainha, empregamos o artigo definido as (das=de as); em de Caldas da Rainha, não empregamos esse artigo. Não há regra nenhuma para sabermos quando devemos ou não empregar o artigo definido antes de tal ou tal topónimo. Temos de seguir a fala da gente da respectiva terra. Por isso, devemos dizer a Figueira da Foz, o Porto, o Cacém, a Guarda, em Alvito, porque é assim mesmo que dizem os naturais de cada uma dessas terras. Se quisermos falar correctamente, temos de dizer:
Venho das Caldas da Rainha (ou somente venho das Caldas). Vou para as Caldas. Moro nas Caldas. É assim que dizem os naturais de lá.
José Neves Henriques – 02/07/2009



















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