Ucrânia e a extrema direita

Nada como um banho de realidade: alguma malta não se cala com a pretensa força da extrema direita na Ucrânia. Eu sei que basta um facho, eu sei. Mas vamos lá olhar para as coisas como elas são:


🇫🇷 34% (2017)
🇮🇹 17% (2018)
🇪🇸 15% (2019)
🇧🇪 12% 2019)
🇳🇱 11% (2021)
🇩🇪 10% (2021)
👉🇺🇦 2% (2019)

Ah, e em Portugal? O triplo da Ucrânia: 7,18% para o Chega.

Podemos ou Vã Glória de Mandar

Podemos no es en estos momentos una organización ni democrática ni mucho menos plurinacional – Meri Pita, deputada eleita pelo Unidas Podemos na hora em que abandonou a militância, El País, 24 de Março

Agora que temos um novo governo em Portugal e que António Costa, um político com MUITA sorte se livrou do seu Podemos (o Bloco), Sánchez começa o seu caminho das pedras que vai levar Espanha, não tarda nada, a eleições antecipadas.

São constantes as quezílias entre ministros(as) do PSOE e do Podemos. Constantes. As duas últimas bastante graves. Uma profunda divisão sobre a invasão da Ucrânia (o Podemos começou por ter uma posição parecida com a do PCP em Portugal e reafirmou a sua oposição à NATO) e agora sobre a questão do Saara Ocidental (neste caso o PSOE esteve mal, muito mal e apanhou tudo e todos de surpresa). Ora, o Podemos não percebeu o que aconteceu ao PCP e ao Bloco em Portugal e está a empurrar Sánchez e o PSOE para uma tomada de posição similar a que Costa e o PS tomaram em Portugal. E umas eleições antecipadas agora apenas servem ao PSOE e ao VoX. Com o PP em processo de renovação e o Podemos desacreditado (e cada vez mais odiado, diga-se) pode o PSOE conseguir um milagre idêntico ao de Costa e o VoX reforçar, ainda mais, a sua posição de terceira força espanhola com possibilidade de até, pasme-se, chegar a segundo partido mais votado. Uma verdadeira tragédia.

 

Um novo Governo. Vamos lá dar os 100 dias da praxe

Foto: Nuno Fox/Lusa

Finalmente, vamos voltar a ter um novo governo. Um governo do PS com maioria absoluta e, por isso mesmo, sem absoluta desculpa para fazer o que deve ser feito: um Portugal melhor, com mais qualidade de vida, menos pobreza e preparado para o futuro. Será que vai ser assim? Não sei, não faço a mínima ideia.

O que sei é que, desta vez, António Costa não se pode desculpar com o Bloco ou o PCP. Nem com a Europa. E mesmo no caso da guerra na Ucrânia, a nossa situação não é mais grave que a dos outros. É, quando muito, igual. Ao centro esquerda em Portugal, representado pelo Partido Socialista, foram dadas pelos eleitores portugueses todas as condições necessárias para governar, para aplicar o seu programa. Todas. E, para ajudar, até a oposição está entre a que está fraquinha (PSD) e a moribunda (PCP). E o Presidente da República é Marcelo Rebelo de Sousa, que António Costa conhece muito bem e sabe que ele não quererá representar o papel de líder da oposição. Por feitio e por estratégia. Nem Cavaco Silva em 1997 teve um cenário tão positivo.

Existia uma velha tradição de dar os primeiros 100 dias a qualquer governo. Uma espécie de acalmia antes da tempestade. Nestes estranhos tempos em que vivemos, aqui está uma tradição que merece regressar. E quem sabe se Costa não nos surpreende. Eu não acredito no Pai Natal mas estou sempre pronto a mudar de ideias.

Cristina Rodrigues: Do PAN ao Chega é um saltinho

A Cristina Rodrigues foi deputada eleita pelo PAN e depois, em ruptura coma direcção do partido passou a deputada independente. Agora é assessora do Chega.

A confirmação é da própria nas suas redes sociais: “Com toda a transparência quero dizer vos q irei trabalhar p o chega. As minhas funções serão jurídicas e foi me assegurada a possibilidade de continuar a trabalhar certos temas q acho prioritários. Apenas vos quero dizer q continuo aqui, sp disponível p ajudar no q me for possível“.

Do fundamentalismo animal ao fundamentalismo ideológico é um saltinho.

Isto envelheceu muito bem…

O PS elegeu os dois deputados….

PSD: o problema do original e da cópia

O PSD, através da JSD, decidiu colocar este outdoor. A cópia ao estilo IL é por demais evidente. Será isso um problema?

Podia até nem ser. Uma boa cópia até pode ser valorizada. Só que a questão é outra: a mensagem é absolutamente de nicho. A esmagadora maioria das pessoas vai olhar para o cartaz sem fazer a mínima ideia do que raio é a “Succession”. E a minha questão é um pouco mais simples: o objectivo do PSD agora é falar para os nichos? Um partido que se quer líder da oposição e o maior partido do centro direita vai dedicar o seu tempo e os seus recursos a falar para a malta do twitter? É esse o caminho? Cheira a despiste…

Let’s look at the trailer….

Podem ir buscar as pipocas.

José Milhazes explica o corporativismo tuga

Ontem, na SIC Notícias (o vídeo ainda não está disponível mas podem ver AQUI) José Milhazes colocou o dedo na ferida sobre a questão dos ucranianos em Portugal, relembrando o que se passou há uns valentes anos. Foi nos anos noventa do século passado que Portugal recebeu um número bastante elevado de ucranianos que vinham procurar uma vida melhor.

Uma boa parte deles, provavelmente a maioria, eram trabalhadores qualificados no seu país (cirurgiões, enfermeiros, professores, engenheiros, etc.). Em Portugal trabalhavam nas obras, na limpeza de casas, na hotelaria. E porquê? Como José Milhazes muito bem sublinhou: “graças ao sistema corporativo existente nas nossas universidades de defesa do nosso tachinho” e prosseguiu recordando que muitos deles andaram anos e anos para verem os seus cursos superiores reconhecidos (e alguns nunca o conseguiram). O mesmo se passou (será que ainda passa?) com muitos brasileiros.

Agora, por causa da invasão da Ucrânia e segundo os números divulgados ontem por António Costa, já chegaram mais de 14 mil ucranianos a Portugal e muitos mais estão a caminho por este andar da guerra. Será que Portugal mudou? Será que o corporativismo da nossa Universidade é coisa do passado? Não acredito mas….

O meu Tom Tom, a Direita e as Direitas

O surgimento do Chega envergonha a minha direita. Sempre soubemos que eles “andavam por aí”, nalgumas conversas de café, no átrio de algumas empresas, nos corredores de algumas universidades. Com o Chega perderam a vergonha. Aliás, para ser justo, com as redes sociais perderam a vergonha e com o Ventura fizeram matilha. A minha direita sempre temeu que esta malta saísse da caverna. E porquê? O meu velhinho Tom Tom já vai explicar.

A minha direita, defensora dos três pilares fundamentais da sociedade (Liberdade, Igualdade e Fraternidade) sabia que, com o surgir do Chega, outras direitas aproveitariam para atiçar a matilha e colocarem os gajos das cavernas a fazer aquilo que eles não queriam fazer/dizer e, com isso, como bem me avisou o meu Tom Tom, servirem de ponto de defesa para uma outra esquerda continuar a ser aquilo que sempre foi. A minha direita não precisa de comparar o Chega com o PCP. A minha direita sabe muito bem o que historicamente as ideias do Chega representam. Tal como sabe muitíssimo bem o que historicamente representa o comunismo internacional em geral e o PCP em particular.

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Rui Pedro Braz – de cartilheiro a suspenso foi um pulo

Este senhor chama-se Rui Pedro Braz. Andou pelas televisões como “comentador independente” mesmo quando muitos diziam que ele não era independente, era um cartilheiro do Benfica. Entretanto, deixou de ser comentador e foi para…….exacto, dirigente do Benfica.

Enquanto andou pelas televisões criticava, violentamente, o que se passava nos bancos de suplementes de todos os clubes. De todos? Bem, quase todos. Ora, a personagem em causa foi hoje condenado a 23 dias de suspensão. E porquê? Porque na qualidade de dirigente do Benfica e estando sentado no banco, proferiu as seguintes declarações:

“É uma vergonha caralho. És um filho da p. caralho!” Após o final do jogo, quando a equipa de arbitragem se dirigia para o balneário, Braz disse: “És uma vergonha, não olhes para mim que eu não tenho medo! Vai para o caralho!”

A piada faz-se sozinha….

Os velhos colaboracionistas franceses voltaram….

A Renault, a exemplo da Nestlé*, a manter uma velha tradição nacional colaboracionista. Anda Macron pelos palcos internacionais a bradar contra Putin e no segredo dos gabinetes do capitalismo selvagem business as usual…. hipócritas do caralho.

*Sim, erro meu, a Nestlé não é francesa. De todo o modo, aqui ficam outras empresas (palmado ao nosso Carlos Osório) que, tal como a Renault, continuam na Rússia: Leroy Merlin, Danone, Auchan ou Decathlon.

O novo Hitler

Cronologia do “mas”….

Primeiro começaram a dizer que o Putin não ia invadir a Ucrânia e que as informações dos serviços secretos dos EUA eram falsas e uma forma de Biden pressionar para uma guerra. Putin invadiu.

Depois veio a treta que Putin apenas estava a realizar uma “operação militar” em zonas historicamente russas. Putin começou a invadir em zonas diferentes das tais “historicamente” russas.

A seguir a narrativa passou a ser que a Rússia apenas estava a bombardear zonas militares. Rapidamente se viu que Putin manda bombardear tudo e um par de botas. Nem escolas, teatros ou hospitais escapam.

Como a coisa estava a ficar pouco suportável para as teses do “putinismo escondido” nas mentes de certas almas de extrema esquerda e direita, passaram à fase da pornografia pura: a solução passa pela rendição da Ucrânia, por promover a paz impedindo a Ucrânia de receber armas e pela rendição sem condições de Zelensky.

Como diz o João Mendes: ide-vos foder!

E a malta do “mas” também…

Ucrânia: últimos números sem mas nem meio mas…

Mais de 10 milhões de ucranianos foram deslocados. O equivalente à população de Portugal.

Mariupol foi arrasada. Cerca de 80% das suas infraestruturas estão danificadas ou destruídas. Uma das maiores da Ucrânia e considerada russófona pelo invasor. Imaginem se não fossem.

Em boa parte da Ucrânia estão a ser bombardeados hospitais, refúgios e lares de idosos.

Os EUA e a UE querem voltar à sua confortável corrupção, comprando petróleo e gás russos, aplicando sanções fracas, falando da boca para fora sobre a democracia, convidando Putin para Davos. Os ditadores sempre escalam e o Ocidente continua dobrando. Mas desta vez existe um problema: a Ucrânia se recusa a desistir – Garry Kasparov, antigo campeão do Mundo de Xadrez (Rússia).

A agressão violenta contra a Ucrânia não para, um massacre insensato onde a cada dia se repetem destruição e atrocidades. Não há justificativa para isso. Suplico a todos os atores da comunidade internacional, para que se empenhem realmente para pôr fim a esta guerra repugnante” – Papa Francisco (para citar alguém de quem a esquerda gosta).

This is not about Ukraine at all, but the world order. The current crisis is a fateful, epoch-making moment in modern history. It reflects the battle over what the world order will look like” – Sergei Lavrov, Russian Foreign Minister (para citar outro querido de certa esquerda e de certos militares filhos de putin que andam pelas televisões).

Wohlstandsverwahrlosung.

 

Ucrânia e Nestlé

Tabu – Bruno Nogueira

Quando ouvi falar sobre o programa fiquei reticente. Os temas são complexos e não é fácil fazer humor com eles. O Bruno Nogueira conseguiu ser, uma vez mais, genial. E não era nada fácil.

O Bruno Nogueira surgiu, para mim, naquele momento genial de “o senhor do bolo” numa gala de aniversário da SIC. Depois, a fazer-me rir de forma descontrolada nas manhãs a caminho do trabalho com os seus “Tubos de Ensaio” na TSF. Até que me ganhou completamente na pandemia com os seus directos no Instagram.

O Tabu é o seu mais recente momento de genialidade. Um programa que é verdadeiramente de serviço público. Ide ver. Vale mesmo a pena.

Entretanto, aqui ao lado, o Povo Saauri

Para surpresa de muitos (os argelinos ainda estão em fúria) o governo espanhol recuou e decidiu reconhecer que o Saara Ocidental como parte integrante de Marrocos (como uma região autónoma). Uma machadada ao Povo Saauri que sempre teve Espanha como aliada. Marrocos controla mais de dois terços do território e propôs um plano de autonomia sob sua soberania. O povo Saauri, por sua vez, quer um referendo de autodeterminação organizado pela ONU. Não querem pertencer a Marrocos.

O governo espanhol do PSOE e do Podemos recuou e aceitou as exigências de Marrocos, depois de meses e meses em que as relações entre os dois países estiveram tensas porque Espanha, em 2021, recebeu o líder da Frente Polisário, Brahim Ghali, para ser hospitalizado. O Saara Ocidental é uma antiga colónia espanhola que foi abandonada à sua sorte e que Marrocos procurou sempre tomar como sua contra a vontade da maioria da população local.

Atenção ao que se vai passar nos próximos tempos com a Argélia (o fornecedor de gás de Espanha e Portugal) e vamos ver se ainda não vai sobrar para Portugal. Uma coisa é certa, a autodeterminação do Povo Saauri sofreu, injustamente, mais um revés. E ainda nem percebi o que vai fazer o Podemos (o Bloco de Esquerda espanhol) perante esta decisão do seu próprio governo…

Alguém ajude a Raquel Varela

Confesso que não tenho por hábito ver o programa da RTP chamado “O último apaga a luz” onde participa, entre outros, Raquel Varela. Porém, hoje, perante o ruído sobre a intervenção de Raquel Varela no dito, fui espreitar.

Sinceramente, ainda estou de boca aberta. Logo no arranque a douta comentadora saliva raiva contra Zelensky zurrando sobre o facto de “um ex comediante que se tornou presidente”. Bem, esta parte pode não parecer mas é importante. Para a douta senhora, de cima da sua suposta superioridade académica, o facto de o presidente eleito da Ucrânia ter sido humorista é uma questão que o menoriza. Sim, não vamos esconder as coisas como elas são. Raquel Varela em nada se distingue daqueles professores doutores com todas as letras que todos nós tivemos um dia de aturar nas universidades portuguesas que frequentamos, cujo facto de terem obtido um grau académico os faz considerarem-se superiores a todos os restantes humanos. Não sei o que pensará Raquel Varela do facto do Secretário Geral do PCP ser afinador de máquinas e ter apenas o 3º ciclo. Aliás, imagino o pior. A sua postura petulante, notória até no tom de voz, faz dela uma afilhada predilecta das tias de Cascais ou da Foz. Estas e ela não diriam coisa diferente sobre as habilitações académicas de Jerónimo de Sousa ou sobre o facto de Zelensky ter sido humorista. A casta.

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Breves notas sobre o momento

  1. José Crespo de Carvalho é Professor Catedrático. Qual o espanto com o que disse? Quantos professores doutores com todas as letras a dizer alarvidades vocês conhecem? Eu conheci e conheço imensos. Este é mais um. Alguns deles andam pelas nossas televisões e jornais. É o estado a que isto chegou. Andam com saudade dos negreiros é o que é. Vergonha é coisa que já nem existe…
  2. “A Síria está em guerra civil há mais de 20 anos. O presidente sírio não foi eleito, sucedeu ao seu pai que governou mais de 30 anos. Bashar Al-Assad usou armas químicas contra a população síria. Al-Assad tem o apoio do Irão e da Rússia. Agora continuem a comparar a Síria à Ucrania e perguntem à Alma se vive nos escombros”, escrito por Helena Sampaio;
  3. Um Juiz decide deixar o facho Mário Machado ir combater para a Ucrânia sem ter de cumprir as apresentações quinzenais na esquadra. Vamos acreditar que o douto juiz, no seu íntimo, acredita que o melhor é enviar o gajo para a guerra e, quem sabe, levar um tiro. Sim, vamos ser crentes que foi isso. Já nem sei que diga.
  4. A estes professores doutores com todas as letras e doutos juízes juntem boa parte dos militares que dizem umas coisas nas televisões, acrescidos de boa parte da nossa classe política e já sabemos o estado a que chegaram as ditas “elites” nacionais. Há já muito tempo que nesta latrina o ar se tornou irrespirável, como cantavam os Mão Morta.

Os Generais não podem…

… estão muito ocupados a comentar nas televisões

Apanhámos um Oligarca Russo do RSI

Somos os maiores, carago!

O combate também está nas nossas mãos

Nada mais a acrescentar…

Pelo meio de muitas justificações para os ataques russos a prédios de habitação, hospitais, maternidades, um teatro cheio de civis e até a gente na fila para comprar pão, Carlos Branco conclui: “Nós não estamos ainda numa situação de ataque deliberado e sistemático aos civis”

Entretanto em Cuba…

Em Julho do ano passado (11 e 12) na cidade de Habana muitos cubanos manifestaram-se a exigir democracia, liberdade. Muitos foram espancados e outros foram mesmo presos. Ontem, o Supremo Tribunal de Cuba anunciou as sentenças: 31 manifestantes pela liberdade foram condenados a penas de prisão entre os 20 e os 30 anos. Outros 25 foram condenados a penas de prisão entre os 15 e os 19 anos. Já 48 manifestantes pela democracia apanharam penas de prisão entre os 10 e os 14 anos. Só um dos manifestantes presos foi absolvido. Em Cuba.

Sobre as manifestações pela liberdade e pela democracia levada a cabo pelos cubanos em Julho de 2021, o PCP reagiu com uma nota à imprensa onde, para além de outros “potantoto” dizia o seguinte:

O Partido Comunista Português expressa a sua solidariedade com Cuba, o Governo e o povo cubanos que, enfrentando uma situação exigente e complexa inseparável da intensificação da acção de ingerência e de agressão do imperialismo, se empenha de forma determinada no combate à epidemia, na defesa da sua soberania e independência e dos seus legítimos direitos, incluindo ao desenvolvimento.

Realmente, o PCP é como o algodão….

 

 

 

 

Os novos “Yuri Petrovich Vlasov”

I love the Russian people. That is why I have to tell you the truth. Please watch and share. AQUI

Ide vós negociar com Putin

(Home of activist Olga Misik)

Putin speaks of cleaning the nation from traitors and of course there are list of potential first victims. Their apartments are already marked. Never again what?

Vladimir Putin: “Russian people will always be able to distinguish true patriots from traitors and just spit them out like a fly that accidentally flew into their mouth. Such a natural and necessary self-purification of the society will only strengthen our country.

Não se negoceia com criminosos de guerra. Não se negoceia com quem mata. Não se conversa com quem faz ao seu povo e ao povo da Ucrânia o que este tirano está a fazer. Podem ir vocês e levem convosco a tropa do “mas”. Putin bom é um Putin com um tiro na cabeça. Tal como Hitler.

PCP: Tudo lhes acontece

A mensagem do Facebook circula pelas redes sociais. “As publicações com PCP estão temporariamente ocultadas aqui”. Mas a explicação não está num bloqueio ao partido e sim às referências a uma droga, o pó de anjo, que é conhecida em inglês pela mesma sigla.

É culpa do imperialismo americano, do Zelensky e da NATO.

História is a bitch…..

Entre 1640 e 1668, entre Portugal e Espanha, tivemos a chamada “Guerra da Restauração”. Portugal lutava contra o ocupante, Espanha. Lutava pela restauração da sua independência enquanto nação. Para alguns, o melhor teria sido Afonso VI de Portugal ter desistido, acatar as exigências de Carlos II de Espanha. Foi uma guerra violenta. Por vezes, entre vizinhos que se conheciam. Outras vezes utilizando mercenários e não faltaram incidentes de crueldade singular. Os portugueses não aceitaram ser súbditos dos seus vizinhos castelhanos. E ao não aceitarem as exigências de Carlos II de Espanha, este teve ainda muitas vidas para ceifar…

Para alguns, hoje, nada teríamos para festejar a 1 de Dezembro. O Aventar seria mais um blogue em castelhano e, com sorte, a gasolina estava mais barata. O mais certo seria que em Portugal os chamados partidos independentistas fossem maioritários nas eleições regionais. Os seus líderes, com algum azar, estavam presos ali para os lados de Valladolid. Porque mantinham viva a vontade frustrada em 1640, porque, ainda hoje, tantos séculos depois, não perdoam a rendição de Afonso VI. Estes gajos independentistas não querem perceber que com a sua decisão, Afonso VI evitou mais um banho de sangue. Os castelhanos sempre o acusaram de ter estado ao serviço do imperialismo britânico, mas que teve a lucidez de na 25º hora ter recuado. Os independentistas relembram que os castelhanos assassinaram Afonso VI, pela calado, uma semana depois da assinatura do acordo (palavra simpática para rendição).

A ver se percebi, é isto que estão a pedir a Zelensky para fazer? É isto que consideram ser o melhor para os ucranianos? É fácil pedir para os outros se renderem. É fácil pedir aos outros para viverem sob o jugo de um ditador como Putin. A mim cheira-me a egoísmo. Mas isso sou eu que estou a soldo do imperialismo ocidental. Seja lá o que isso for. Se é viver num país onde posso livremente escrever estas merdas, livremente escolher os meus líderes, livremente escolher onde quero viver e trabalhar, livremente escolher o que quero ver nos meus tempos livres e livremente ser português, então estou a soldo desse tal imperialismo ocidental. Do russo, cubano, venezuelano ou norte coreano é que não, obrigado.

ALTERIUS NON SIT QUI SUUS ESSE POTEST

Francisco J. Marques e o FC Porto (ACTUALIZAÇÃO)

ACTUALIZAÇÃO: Coloco aqui a publicação de Francisco J. Marques na sua página de twitter.

A notícia do CM sobre mim é falsa, não estou detido, não tenho pulseira eletrónica, não dormi nos calabouços. É verdade que ontem fui ouvido devido a uma queixa de violência doméstica, em que me são imputados dois crimes, não existindo acusação de agressões físicas.

 

A notícia é do Correio da Manhã e da jornalista Tânia Laranjo. O jornal e a jornalista em questão nutrem, há muitos anos, um ódio visceral ao FC Porto e seus dirigentes, o que me obriga a avisar que por uma questão de princípio vou acreditar que a notícia em causa seja verdadeira, mesmo sabendo o risco que corro vindo de quem e de onde…

Feita a ressalva, vamos ao que interessa. Obviamente que os comportamentos de funcionários do FC Porto na sua vida privada não podem nem devem ser misturados com o clube. O clube, enquanto sua entidade patronal não faz a mínima ideia de como se comporta o funcionário dentro das paredes da sua casa. Porém, quando esses comportamentos se tornam públicos (e SE PROVADOS) e forem violadores das mais naturais condutas de uma pessoa de bem, então ao clube exige-se agir em conformidade. No FC Porto, no meu clube, aqueles que praticam violência doméstica não podem, de nenhum modo, representar o clube. Sejam eles quem forem.

São conhecidas, seja por escritos no blog quer, sobretudo, por opinião transmitida em diversas “Conversas Vadias” que não nutre qualquer simpatia por FJM. Mesmo assim espero, sinceramente, que a notícia seja mais uma invenção ou deturpação do CM/Tânia Laranjo. A não ser, a porta de saída é o único caminho.

Sobre a violência doméstica já AQUI deixei bem clara a minha posição. Em 2009. Era o Aventar uma criança. Não a mudei.