Morreu um de Nós

Obrigado. Até ao Terceiro Anel.

“tenho dois amores: um é a Académica de Coimbra (…) o outro é o mesmo que o teu, Eusébio! É o BENFICA”

Será que como o outro, também vai ser retratado com a Tromba Rija?

Rui Patrício, o rapaz de Marrazes, vai ter estátua de bronze em Leiria

Habituados a vencer em nome da diferença e da integração

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A selecção nacional de parahóquei, campeã europeia em 2015, em Londres, foi à Bélgica, exemplarmente a Brasschaat, nos arredores de Antuérpia, e venceu a segunda Integration Cup, torneio desta feita organizado pelo KHC Dragons, uma equipa de referência no campeonato belga e que, nas últimas olimpíadas, cedeu seis atletas à sua selecção que, como se sabe, foi medalha de prata no Rio de Janeiro.

Os portugueses, como se esperava, puxaram dos galões, e venceram com distinção uma prova difícil, mas em que o orgulho nacional e o pundonor estiveram presentes desde o início até à festa de consagração. Começando com um simpático 2-0 sobre a Espanha, a nossa selecção gémea, o grupo liderado por Hugo Santos e Pedro Ávila img_6545impôs-se de seguida à Bélgica por 10-0. Seguiu-se a Itália, uma equipa muito física, muitas vezes para além do aceitável, e o empate a duas bolas abria de par em par as portas da final ao conjunto luso. [Read more…]

Coisas que não se dizem

Foto retirada do Expresso, um dos jornais de que J. V. foi Director.

Foto retirada do Expresso, um dos jornais de que J. V. foi Director.

É verdade, Sr. Joaquim Vieira, não se pode dizer ou escrever aquilo que o senhor escreveu na sua página do Facebook. Fica-lhe mal. Quer publicidade? Venda-se de forma honesta, não precisa de insultar ninguém para lograr os seus intentos. Lamentável!

Para quem não sabe do que se trata, deixo aqui o que Joaquim Vieira escreveu sobre os Jogos Paralímpicos. Propositadamente, não coloco link da página, para não lhe dar a publicidade de que o homem parece precisar tão desesperadamente. Ora aqui vai: [Read more…]

Aceitam um desafio para um TRAIL?

Na Serra de Negrelos, mais conhecida por Serra de Canelas?convite

 

Futebol: o campeão vai ser…

IMG_20160515_190227Agora que a janela de transferências (gosto muito destes chavões do mundo da bola) está mais fechada do que a porta da SAD AZUL, resolvi dar uma volta pela Google – sim, assim mesmo no feminino, porque se “ela” sabe tanta coisa só pode ser mulher (pancada no autor!)…

Escrevia eu, antes da fuga prá boca sexista, que fui procurar alguns dados que talvez possam ajudar a pensar as diferentes possibilidades para a nova época.

O site transfermarket dá uma notas (em euros) aos jogadores e aos clubes. Segundo eles, o plantel do SPORT LISBOA E BENFICA terá um valor a rondar os 184 milhões, mais cinco que os vizinhos da frente e mais 7 que a equipa do Porto. Os jogados mais valiosos do SPORT LISBOA E BENFICA são o Salvio, o Rafa e o Pizzi, no Sporting, o William, o Adrian e o Patrício, enquanto no Porto, o Brahimi, o Herrera e o Danilo são os que têm maior valor no mercado.

Diria que, a ver por este factor, teremos um trio de campeões. Curiosamente, no caso do tricampeão o sector mais valioso é o ataque, enquanto nos pretendentes ao trono a maior valia está no meio-campo. Mais longe do objectivo do jogo, portanto. [Read more…]

A vitória de Alexandre Pinto da Costa

Antero Henriques deixa SAD do FC Porto

A contratação, a contração e a contracção

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© F.M. Valada, 25/8/2016

There was a picture of Florence in Behavioral Science at Quantico, shown him as a curiosity. It was the same view he was seeing now, old Florence from the Belvedere, the best view there is.

— Thomas Harris, “Hannibal

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Para legenda de fotografia com os excelentes Rui Vitória e José Mourinho, Hugo Gil e Benfica escreveu

Contração para adjunto

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Contratação para adjunto

hugo gil e benfica

Durante muitos minutos, os polegares esticados, os corações e os sorrisos feicebuquianos foram aparecendo — passados dezasseis comentários, alguém deu pela gralha:

Contração??? Estavam apertados???

Entretanto, Hugo Gil e Benfica [Read more…]

Medalhas

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Miguel Szymanski

Com nove anos fui viver para uma cidade alemã de média dimensão (400.000 habitantes). Andei sempre em escolas públicas até ao 13. ano (último do secundário). Quando cheguei à escola primária, comecei a ter duas vezes por semana aulas de natação. A escola tinha também um ginásio com todo o tipo de equipamento de ginástica e uma pista de corridas. No secundário começámos a ter uma vez por semana patinagem no gelo numa pista de gelo artificial que funcionava o ano inteiro. Depois, nos tempos livres, os meus colegas praticavam quase todos outras modalidades, futebol, ténis, esgrima, equitação ou atletismo nas inúmeras associações da cidade (eu cheguei a ligar para um clube de boxe, modalidade que me pareceu adequada a um candidato a escritor, mas ao longo da conversa telefónica percebi que era uma associação de criadores de boxers, cães, e, desmoralizado, desisti de uma carreira no ringue antes de a ter começado).
No Inverno faziamos esqui e organizávamos corridas de trenó atrás da escola.
Nunca liguei muito ao desporto – sempre me pareceu uma perda de tempo -, mas ao longo dos anos de escola fui recebendo alguns diplomas e medalhas em concursos e provas, em que era obrigatório participar, desde as provas de salva-vidas em natação ao atletismo. Ainda hoje sei quanto corria aos 100 aos 400 ou aos mil metros e nadava aos 50.
Acho que é preciso mais do que três canais com jogos em directo e mesas redondas sobre futebol ou de cinco jornais da bola para um país ganhar medalhas nas olimpíadas.
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Rivalidades e hipocrisia

O Aventar não é terreno fértil para disputas futefoleiras, não porque elas não existam, mas porque, normalmente ficam para nós, na Bancada.

Mas, em função da agressividade latente nas redes sociais a propósito do desejo de um Diretor do SPORT LISBOA E BENFICA parece-me que vale a pena trazer a discussão para este estádio, quanto mais não seja para mandar umas bolas para o pinhal.

Vamos lá então à hipótese: é possível ser adepto de um GRANDE sem desejar que o outro perca?porto2

A resposta politicamente correcta será “lá fora, contra os estrangeiros” e tal… Mas, factos são factos – uma adepto do SPORT LISBOA E BENFICA quer que o Porto perca sempre e o inverso não deixa, nunca, de ser verdade. Poderia até apresentar um argumento básico – sem o dinheiro da champions, o Porto ficaria “mais fraco” o que deixaria em vantagem a concorrência, mas não creio que isto seja coisa para grandes racionalidades.

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Parabéns, Brasil


Campeão olímpico de futebol masculino.

Um dia diferente

E a razão é simples: Évora não conseguiu a medalha.

Contudo, quanto ao resto, tudo exactamente na mesma:

Na falta de oposição, presumem-se verdadeiros os fatos?

Efectivamente, presumem-se verdadeiros os fatos.

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E o contacto é directo? Não, o contato é direto. Direto? Aliás, contato? Contato? Exactamente: contato.

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Como perguntou Barnardo, «who’s there?».

Melhor e actualizado, «is there anybody out there?»

Aparentemente, não.

«16,99 m Qualificação directa para a final!»

Efectivamente: directa. Parabéns, Nelson Évora.

«Nelson Évora entra hoje em Mação»?

Em Mação? Ah! Em acção! Efectivamente.

Jogos Olímpicos e Educação: lutar bem

desporto escolarO circo à volta do negócio dos jogos é algo que me incomoda e muito. Sou desde criança um seguidor fiel das transmissões da RTP (obrigado Serviço Público!) e, se calhar por isso, no ensino secundário fiz o curso de Desporto. Ali, na saudosa Escola do Cerco, na zona oriental do Porto vivi algumas das mais fantásticas experiências desportivas da minha vida. Para além da experimentação de quase todas as modalidades colectivas, tive ainda o prazer de conhecer melhor as diferentes disciplinas do atletismo e como elas são exigentes. Percebi, muito cedo, como os processos são cruciais, quase sempre mais importantes que os resultados.

Foi algo que me ficou para a vida.

Hoje, com um destino profissional que me afastou mais do Desporto do que eu pensava naquela altura, faço desta máxima uma forma de vida.

Quando li as palavras de Gustavo Pires no seu perfil do “livro de caras”, senti que alguém tinha encontrado as palavras certas para explicar o que me vai na alma. Se me permitem o abuso, trago parte significativa do texto, pedindo a devida autorização ao autor: [Read more…]

A menina-heroína da Equipa Olímpica de Refugiados

Foto retirada da Sala de Imprensa do Comité Olímpico Internacional

Foto retirada da Sala de Imprensa do Comité Olímpico Internacional

Yusra Mardini é uma miúda. Nasceu a 5 de Março de 1998. Em 2015, ela e a sua irmã Sarah fugiram do seu país, a Síria. Chegaram ao Líbano e posteriormente à Turquia de onde conseguiram fugir clandestinamente rumo à Grécia. As duas raparigas ocuparam o seu lugar entre os outros 18 refugiados num barco com capacidade para 6 ou 7 pessoas. Quando o motor do barco parou e este começou a meter água, 30 minutos depois de terem saído da Turquia, só havia uma solução: saltar para a água e puxá-lo até terra. Foi o que fizeram as únicas 4 pessoas que sabiam nadar: Yusra e a irmã e outros dois passageiros. Nadaram durante cerca de 3 horas e meia até finalmente chegarem à ilha de Lesbos, salvando-se a si e a todas as pessoas a bordo, muitas delas crianças.

Podem ver aqui (em Inglês) uma das reportagens sobre a história desta atleta olímpica.

A vitória da humildade e da abnegação

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As palavras menos simpáticas de Marco Chagas, comentador de ciclismo da RTP, para Gustavo Veloso, no final da Volta a Portugal em bicicleta, fazem-me recuar até 1981. Porque Marco Chagas sabe do que fala!

Tal como o galego, o homem de Pontével era unanimemente considerado o mais forte do pelotão, fruto de experiência no estrangeiro, Volta a França incluída. E também ele era o grande favorito a vencer, nesse ano, a Volta a Portugal, também ele era o chefe de fila da equipa de ponta do FC Porto, que já, por essa altura, dominava o pelotão.

Uma circunstância de corrida, daquelas que acontecem raramente, Manuel Zeferino viu-se com mais de 10 minutos de avanço, na frente (a seguir ao prólogo que Belmiro Silva, também do FCP, venceu), vestiu a camisola amarela em Vila Real de Santo António e não haveria de a despir mais até final. [Read more…]

EOR – Equipa Olímpica de Refugiados

A grande novidade dos Jogos Olímpicos Rio 2016 foi a EOR. Para mim, enquanto defensora dos mesmos direitos para todos, este é sem dúvida um grande feito. Irá ajudar a que o mundo veja os refugiados com outros olhos? Contribuirá para que sejam aceites pelas sociedades onde acabaram por ficar? Não o creio, mas não posso deixar de me congratular com este acto de selecção de uma equipa de atletas que luta não por uma bandeira, mas por todos os que perderam a sua bandeira, tal como se diz no filme lá em cima. Este foi o filme que a ONU produziu para apoiar a Equipa Olímpica de Refugiados (Refugee Olympic Team- ROT). Nele se diz que contra todas as probabilidades estes atletas chegaram aos Olímpicos do Rio de Janeiro. Que representam os mais de 65 milhões de refugiados.  [Read more…]

País futefoleiro, nada desportivo

anarentePortugal é em muitas coisas uma anedota e, não, não estou a pensar no Durão Barroso. De tempos a tempos, os tuguitas vão descobrindo que há desportistas por cá. Uma análise de elevado calibre científico feita pelo laboratório Crato & Medina Associados acaba de publicar que, depois de Atenas, os anos com um dia a mais – há quem se refira a tal fenómeno como bissexto – têm um acontecimento planetário que junta desportistas de todo o mundo. Ontem vi atletas que representavam Guam, território que, até então me era completamente desconhecido, gente da Europa, da Ásia, dos países mais desconhecidos até às potências desportivas do planeta: China e Estados Unidos.

Os Jogos Olímpicos, ainda por cima em Língua Portuguesa, têm que ser um acontecimento especial. Para mim são.

E, por isso, vejo com grande incómodo a forma estúpida como os futefoleiros se referem aos nossos atletas, alguns deles, ao nível dos melhores do mundo. Na nossa Equipa, PORTUGAL, temos o super mediático Nelson Évora e a Telma Monteiro, mas temos também os tenistas João Sousa e Gastão Elias. Ainda hoje entra em “campo” a Shao Jieni no Ténis de Mesa. Somos grandes candidatos na Canoagem ou no trampolim, mas há outras modalidades em que o desafio de cada um dos NOSSOS é superar hoje, o dia de ontem. Vão entrar na piscina ou na pista com o objectivo de melhorar as suas próprias marcas o que é, em si mesmo, um desafio fantástico. São gente que trabalha muito – a maioria, em quantidade e qualidade – todos os dias e quase sempre em complemente aos estudos ou a uma profissão. São desportistas de corpo inteiro que competem pelo prazer de competir. Procuram em cada treino superar a ignorância Lusa que mede o sucesso pelo número de medalhas que se conseguem. O sucesso dos nossos desportistas é muito maior que isso, é muito superior à ignorância dos nossos futefoleiros.

Rui Vitória alcança o tetra e garante colinho

Rui Vitória foi pai pela quarta vez.

Vender rifas para representar Portugal?

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A atleta [Carla Machado] terá de pagar do próprio bolso os “cerca de 3.000 euros” que são necessários para viabilizar a sua participação na mais importante prova internacional de Masters (veteranos), mesmo que o venha a fazer com as cores nacionais.”

Respect! Nós somos os improváveis

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Confesso que todas as conquistas portuguesas me enchem de orgulho, sejam elas no desporto, na ciência, na cultura, na literatura, nas artes. Em todos os campos. Embandeirei em arco com as conquistas do futebol, desporto-indústria de milhões; como do atletismo e do hóquei em patins, desporto de milhares; como das artes marciais, desporto de tostões; como do desporto adaptado e as dezenas de medalhas de Lenine Cunha, desporto sem soldo.
Adoro destruir bestas negras, nem que seja à custa de ridicularizar bestas-quadradas. No futebol, foi a França; no hóquei em patins, a Espanha e a Itália, ambas despachadas, a seu tempo, com chapa seis. [Read more…]

Nuno Bettencourt, dos Extreme, foi buscar a bandeira portuguesa de “More Than Words” para dar sorte à selecção do Brasil

É efectivamente estranho, mas possível, segundo este título: «Nuno Bettencourt, dos Extreme, foi buscar a bandeira portuguesa de “More Than Words” para dar sorte à seleção».

A traça benfazeja

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May the  força be with you. E viva Portugal.

E agora?

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© PHILIPPE DESMAZES/AFP/Getty Images (http://bit.ly/29yPbxI)

If one knows the streets well, one can, by taking a zigzag path, avoid the large, busy thoroughfares that snake through the maze of smaller streets and, by following those smaller arteries, travel more or less as the crow flies.

David Byrne, Bicycle Diaries (“London”)

***

Pedro Queiroz da Costa, jornalista do Público, reflecte e pergunta:

Portugal foi campeão europeu. Já ninguém tira isso à selecção nacional. Mas e agora?

Agora? Agora, continua tudo como dantes. Basta ver aquilo que acontece no sítio do costume.

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Efectivamente, nada mudou.

Cumpriu-se

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Coisas que me agradam muito:

  •  A vitória da Selecção.
  •  O Éder a marcar no fim; um momento de ironia e de justiça poética que pôs em causa a minha visão do universo e das leis que o governam.
  • O Quaresma a mostrar o melhor de si mesmo e o melhor de nós.
  • O Renato que aos 18 anos teve de enfrentar uma miríade de gente a chamar-lhe mentiroso e mesmo assim conseguiu ajudar a equipa em momentos importantes.
  •  O exorcismo de 2004. Já merecíamos.
  •  A prova que o futebol é – e deve sempre ser – um jogo de equipa, de interajuda, de solidariedade. A queda de um jogador – mesmo um jogador tão extraordinário como Ronaldo – não impede a vitória se houver vontade e espírito de sacrifício.
  • Ontem andei por Lisboa e as pessoas estavam visivelmente felizes. Isso apaziguou a cínica que vive em mim.

Coisas que me desagradam:

  • Qualquer dia (hoje não porque estou feliz e gostava de continuar por mais algum tempo) temos de falar sobre esta coisa das generalizações. Já não temos 20 anos para fazermos reduzirmos milhões de pessoas a epítetos ridículos e/ou insultuosos.
  •  Portugal ainda não ter ganho a Eurovisão.

I fell

i fell
O trocadilho do momento. Encontrado por aí.

Bilhete do Canadá – No Rescaldo da Bola

Foi obra sofrer cerca de duas horas a ver a transmissão do Portugal-França por uma estação televisiva canadiana, portanto em inglês e sem os apartes gostosos que a nossa língua proporciona, porque a RTP-Internacional é assim uma espécie de caixote do lixo. Não transmitiu o jogo por este canal e, a partir das 20 horas (de Lisboa), passou a transmitir um programa muito chato e sem graça, sob a batuta dum sujeito com cara de lua cheia e sorriso embevecido. Quando todos esperávamos, por nos parecer decente e lógico, que a normalidade se iria repor com o noticiário da meia noite (de Lisboa) e consequente passeio de imagens da selecção e do país, a RTP-Internacional teve o topete de repetir a xaropada. Tinha razão uma secretária de estado das Comunidades, militante do PSD, que rotulou tudo o que não fosse Europa de Resto do Mundo. Na verdade, a RTP, e não só, trata-nos como um resto deste mundo. Mas quando há eleições ou é preciso dinheiro, lembram-se de nós e aparecem cá, lampeiros, com uma cesta de penduricos para os amigalhaços. Nós, que não somos tão parvos como a RTP nos julga, aprendemos com o tempo a ver as diferenças entre a forma como o Canadá e a nossa ditosa Pátria nos tratam.

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Que grande galo!

Torregalo

Chegou a nossa vez. Contra os canhões, contra as lesões, contra os profetas da desgraça e contra a malapata que durava há mais de 40 anos e que já começava a chatear. Contas saldadas. Le coq? Qual coq? Galo de Barcelos, carago 🙂

Um dia glorioso para o desporto português

Patrícia Mamona, campeã europeia de triplo salto

Hoje foi um dia glorioso para o desporto português. Campeões da Europa de futebol, duas medalhas de ouro e duas de bronze no atletismo e até o Rui Costa, no ciclismo, se chegou à frente. Não tarda algum artista vir dizer que estamos a ganhar acima das nossas possibilidades.

Sara Moreira, campeã europeia de meia-maratona