Francisco Assis, o demagogo

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O Sr. Eurodeputado Francisco Assis não só foi um dos “socialistas” que traiu os cidadãos e serviu o grande capital, ao votar, na quarta-feira passada, em favor do CETA, como ainda vem deitar areia para os olhos para justificar essa cobarde posição, escrevendo:

  1. “O Parlamento Europeu aprovou esta semana um acordo comercial entre a União Europeia e o Canadá, comumente designado pela sigla CETA, depois de um longo processo negocial e de uma ampla discussão política e pública.”

“Uma ampla discussão política e pública”? Isso em Portugal??? Pois, o Sr. como anda lá por Bruxelas e Estrasburgo é natural que tenha tido acesso à discussão pública que houve em alguns países; agora em Portugal, que é o país que o Sr. representa, afirmar que houve discussão pública sobre o CETA é faltar à verdade.  E ainda: [Read more…]

O palavra é uma arma

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E há quem as empilhe em livros, arrumadinhas em parágrafos, reluzentes de mesquinhez em todas as letras.

Iglu feito de livros

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Miler Lagos; e outras coisas estranhas feitas com livros.

Direitos, a obscenidade destes tempos

Entre colegas de trabalho e no comentário político de direita, a alguém que ouse falar de direitos logo se lhe aponta o estigma de ser um moinante calaceiro.

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Naomi Klein documentou que os neoliberais advogam o uso de crises para impor políticas impopulares enquanto a população está distraída. Fotografia: Anya Chibis para The Guardian.

O cidadão de hoje, produto de uma construção ideológica apenas suspensa durante curtos períodos, como a revolução francesa,  é, antes de cidadão, um trabalhador. Faça-se a experiência de juntar algumas pessoas, pedindo-lhes que se apresentem. Não falarão das suas raízes familiares, nem das suas convicções. Definir-se-ão pelo que fazem, numa visão calvinista da sua existência. [Read more…]

Carlos Lopes fez 70 anos

Leituras

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Como uma moeda comum ameaça o futuro da Europa.

O Benfica está indignado – IV

O Benfica está indignado – III

+Verdades | A diferença surreal no discurso de Pepa from +FCPorto on Vimeo.

Quando é que o Ministério Público entra em campo?

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O Fernando e o João  estão indignados com a resposta do Benfica  em relação ao jogo de ontem do Porto contra o Tondela. O Fernando e o João têm razão para estar indignados com o que se passou em alguns jogos do Porto na 1ª volta deste campeonato porque efectivamente ficaram alguns lances capitais por marcar que retiraram pontos ao Porto. No entanto, a partir do que se passou no passado dia 5 de Janeiro, é caso para fazer jus à Raínha Santa Isabel de Coimbra para dizer “São Rosas, senhor, São Rosas” e o gif do lance em epígrafe é um dos exemplos: como é possível transformar um puxão do Soares na camisola do defesa do tondela em penalty e amarelo e uma agressão do Soares ao mesmo jogador num segundo amarelo para o pobre Osorio? – [Read more…]

Ah! A indignação (porque hoje é sábado)

A vida é mesmo assim: o Benfica está à espera que os jogadores do [F.C.] Porto falhem.
— Rodolfo Reis, 12/2/2017

O meu erro marcou, eventualmente, o título nacional.
— Proença, o peremptório

***

Fernando e João, espero que o lance decisivo do campeonato 2016/17 seja este excepcional cruzamento do André Horta, com espectacular golo do Lisandro.

Efectivamente:

Horta vai levantar, segundo poste… golooooooooooo! Benfica! Grita que é golo! Liiiiiiiiiiisandro! Goooooooooooooooooooooolo! Benfica! Lisandro López, nas alturas, a golpear da direita do ataque do Benfica, para o lado contrário. Casillas voou, mas a bola está no fundo das redes.

tenor
Siga. Abraços e um óptimo fim-de-semana.

Sobre a mais recente indignação no universo futebolístico português

O Benfica está indignado? O Porto também, Fernando. Acho que era de aproveitar a onda e exigir a abertura de uma comissão de inquérito para esclarecer esta pouca-vergonha.

P.S: As imagens/repetições que vi durante o jogo de ontem não foram conclusivas. Pelo menos no calor do jogo, que não as voltei a ver. Mas digo-o, sem grandes rodeios, que o penalti que deu origem ao primeiro golo do Porto me pareceu uma grande treta. Não obstante, quer-me parecer que, na presente temporada, ainda temos saldo positivo.

O Benfica está indignado – II

O escritor apressado que baniu um Prémio Nobel da Literatura

Rui Naldinho

Presidenciais: Cavaco, o genial feiticeiro

Escrever livros é coisa normal em políticos, mesmo “amadores”. Depois de abandonarem os cargos para os quais foram eleitos, após um período de nojo, alguns escrevem as suas memórias biográficas. Outros escrevem ensaios sobre o seu pensamento político e filosófico. Mas em ambos os casos há uma vida para contar, um conjunto de experiências ao serviço da comunidade para transmitir aos mais novos, um estudo para debater e criticar, algo que possamos considerar uma marca cultural do exercício do poder.

O que não é normal em democracia, é vermos um ex-presidente com um passado político no mínimo duvidoso, a escrever um livro que mais parece uma vingança pessoal ou um ajuste de contas com um ex-primeiro-ministro.

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Saudades do colinho

Nomear João Capela para a recepção ao FCP e para a deslocação a Alvalade certamente deixaria mais tranquilos os dirigentes encarnados, habituados a arbitragens limpinhas…

O Benfica está indignado.

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Ana Gomes, a corajosa e consequente

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Ao contrário de todos os outros eurodeputados do PS português, Ana Gomes votou no passado dia 15 contra o CETA (o acordo comercial UE-Canadá) no Parlamento Europeu. A única eurodeputada do PS com coragem e que arrisca uma posição que, essa sim, é socialista. Eis a sua fundamentação (no FB):

“Votei contra o CETA porque, primeiro, o Sistema de Tribunais de Investimento previsto contorna os sistemas judiciais estaduais através de tribunais privados de arbitragem que favorecem o setor privado contra o interesse público. [Read more…]

Anibal Cavaco Silva e os dias felizes

Cavaco e os dias felizes

O amor no ar.
Daqui: Manifesto 74.

Estratégia SMS

Sabotar Mário Senteno.

sms bomb

Sobre o BCE e não só…


Este vídeo exemplifica na perfeição as razões pela qual o BCE não deveria manipular juros e qual o papel que a Banca deveria desempenhar na economia. Podem achar que é utopia, mas a realidade é que chegámos ao estado actual das coisas, muito graças à obscuridade de negociatas entre governos,empresas instladas, bancos incluídos, principalmente os bancos centrais, servos do poder político, favorecimento de corporações…

Precariedade não se resume a salários baixos; precariedade é muito mais que salários baixos

Muitos dos trabalhadores com quem tenho dialogado nos últimos meses tem resumido o conceito de precariedade no mercado de trabalho a salários baixos. Os baixos salários são uma das características que ajudam a perceber o conceito em causa mas não o resumem: o conceito de precariedade vai para além dos ordenados baixos. O que não quer dizer que todos nós possamos diariamente pugnar por ordenados mais altos que os actuais. É o nosso dever e é também, não querendo entrar de maneira alguma pela teologia, a nossa salvação.

O conceito de precariedade no seu sentido lato é a “condição daquilo que é frágil, incerto ou pouco estável” – a fragilidade, incerteza ou estabilidade de alguns trabalhadores não são condições comensuráveis unicamente através dos baixos salários que se praticam no nosso país mas também de outras condicionantes impostas pelo sistema que tornam a posição destes fragilizadas. O actual direito do trabalho, as condições de saúde, higiene, ambiente e segurança no local de trabalho, as pressões que são feitas pelas entidades patronais para tornar o ritmo de produção insustentável e nocivo à saúde do trabalhador, a utilização de mão-de-obra temporária ou tarefeira e as questões relacionadas com o assédio sexual e moral, são outras das características que devem ser tomadas em conta para podermos descrever o conceito de precariedade.

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Hoje há missa no Jamor

Portugal vs Polónia – 2ª Jornada do Rugby Europe C, Campo de honra do Estádio Nacional do Jamor, 14h, transmissão na Sporttv.

Da Capela à Adega

Tudo começou na esplanada da “Capela Incomum” entre conversas e copos de vinho (o Evel Branco estava muito bom), o ponto de encontro para mais um jantar do Aventar onde o Porto foi repetente.

E que melhor sítio do que uma capela para redimir os “pecados de escrita” destes bloggers que teimam em continuar livres e fieis à blogosfera. Nestes tempos em que os blogues vão finando, o Aventar continua a resistir. A romaria seguiu para a Adega do Carregal, não sem antes um dos presentes exigir a presença de uma televisão para assistir ao FCPorto-Tondela. A que não faltou o tiro certeiro do nosso Lucky Luke – “E a federação não faz nada?”. Nada, não fez nada e a Adega não tinha a SportTV. Mesmo assim, ouviram-se juras à veracidade da grande penalidade.

Da posta ao bacalhau passando pelos rojões, não ficou pedra sobre pedra numa noite onde se discutiu Guimarães, Sabrosa, Viseu, Viriato, Fernão de Magalhães, Sócrates, Cavaco, Marcelo, Costa, Geringonça, Turismo, futebol, cinema, literatura e não se esqueceu as referências às viúvas, Galamba e ao Abrantes. Venha o próximo repasto.

O poder de uma ameaça

Um puxão na camisola do adversário vale um penalty e amarelo para o jogador puxado. Uma projecção com o braço à frente vale o segundo amarelo para o mesmo jogador. Até contra o Tondela. Até contra o modesto Tondela.

Das boas ideias

Esta reportagem do Público merece ser lida não só pela qualidade do trabalho, mas pelas reflexões que pode – e deve – provocar. Ultimamente, devido ao Brexit, houve um crescimento no número de pedidos de nacionalidade portuguesa por parte de judeus britânicos. Esta reportagem vai à Turquia em busca de famílias sefarditas que fugiram no século XVI. Numa altura em que falamos tanto de refugiados, de pessoas que fogem da morte e da perseguição, muitos esqueceram-se que os judeus foram durante séculos os perseguidos por excelência na Europa. E tanto que insistimos em expulsá-los, e tanto que normalizamos a perseguição, que mesmo na altura mais dramáticas de todas, quando a Europa já se achava ingenuamente civilizada acabámos a matá-los aos milhões. E parece que não aprendemos.

Muito se fala também, embora não tanto em Portugal, na questão das reparações. Devem as antigas potências colonizadoras pagar reparações? Devem as nações negreiras pagar reparações aos descendentes de escravos? Deviam ter sido mais avultadas as reparações aos judeus?  São discussões longas e difíceis com as quais a maioria das nações – com a possível excepção, ironicamente, da Alemanha – não lidam muito bem. Portugal como país, como espaço político, cultural e identitário deve olhar para os seus pecados mais vezes, mais frequentemente. Penso que o fazemos pouco. E é por isso que esta medida de atribuição da nacionalidade portuguesa aos descendentes dos judeus sefarditas expulsos é tão importante, porque é simultaneamente, um pedido de desculpa e uma excelente ideia de apaziguamento.

Aos Habid, bruchim haba’im.

Cavaco, as influências negativas e o elogio ao PCP e ao Bloco

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Diz a imprensa, que não há paciência para ler 600 páginas escritas pelo sultão da democracia portuguesa, já chega ter que o manter ad aeternum a caviar, que Cavaco Silva, a propósito do episódio dos avanços e recuos da lei da interrupção voluntária da gravidez, terá afirmado que PCP e Bloco exercem uma “influência negativa” na governação do país.

Muito poderia ser dito sobre as declarações de um indivíduo com tantos amigos a exercer a mais nefasta das influências sobre o nosso país. Amigos que contribuíram activamente para a destruição da economia portuguesa, que roubaram e corromperam, e com quem Cavaco até fez bons negócios. Não admira que tantos estivessem na sua comissão de honra quando se recandidatou em 2011. De bancos percebe ele. [Read more…]

Os livros que Cavaco deixou por escrever

Mais importantes para o público em geral do que a sonolência que se abatia sobre Cavaco quando conversava com Soares no Palácio de Belém ou a falta de cavaco passado a José Sócrates para revelar, sem escrúpulos, sem um único pingo de vergonha, sem perder aquele ar de presidente-de-facção-pai-do-passos, com uma ordinarice tamanha e com uma falta (até hoje, infelizmente) de sentido de Estado e de modo de estar na vida, conversas que jamais deveriam ser reveladas com o propósito expresso e declarado de ajustar contas com o primeiro-ministro com o qual nunca conseguiu trabalhar, foram os livros que Cavaco deixou por escrever.

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O livro

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O livro de Cavaco Silva, além de não ter qualquer garantia de verdade dos seus conteúdos – dado o autor, muito pelo contrário – é um golpe na fiabilidade da própria instituição presidência da República. A própria proclamação de Cavaco segundo a qual este livro é “uma prestação de contas aos portugueses” é – pela incapacidade do autor admitir o risco de subjectividade, considerando o texto completamente “objectivo” – a primeira e mais óbvia prova do pechisbeque político-literário que nos é oferecido. Mas os efeitos situam-se a outro nível. Quem estará disposto, agora, a ser completamente franco nas conversas reservadas com o presidente? Não que uma tal incomunicação – chamemos-lhe assim – impeça mistificações futuras, já que quem escreve este tipo de memórias mente quando e no que quer – sem ter, sequer, no caso presente, o mérito da qualidade literária. Mas, pelo menos, não será fornecido combustível para putativos incendiários políticos. Dir-se-á que Cavaco não tem credibilidade para provocar grandes prejuízos com as suas inconfidências e a parcialidade da sua narrativa. Mas o mal está feito e haverá sempre quem vá espojar-se neste material.

O sistema semi-presidencialista português tem os seus inegáveis méritos. Mas nem ele resistirá a muitos mais Cavacos e respectivas cavacadas. E se Cavaco Silva quer mesmo prestar contas ao país, todos temos imensas perguntas a fazer-lhe que nada têm a ver com este desleal e sujo exercício de quadrilhice institucional.

Mas qual modelo leninista?

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“Devo reconhecer que, na definição e execução das políticas económicas e sociais, o primeiro-ministro não se deixou captar pelo PCP ou pelo BE. Sempre o vi bem consciente de que o caminho defendido por esses partidos seria desastroso para Portugal e para os portugueses. O modelo leninista que querem implementar só tem gerado miséria e totalitarismo” – Cavaco Silva em Quinta-Feira e outros dias

Mas qual modelo leninista?

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Turismo, novamente o Porto

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Hoje, na Visão, Ana Matos Fernandes (Rapper Capicua) escreveu um artigo sobre o Turismo e a cidade do Porto. Para a autora, a recente vitória da cidade do Porto (European Best Destination 2017) não a faz celebrar. E logo a ela, como refere na sua crónica, que: “sempre apregoei o Porto como a cidade mais linda”. Qual é então o medo de Capicua?

Segundo a própria, o medo que o turismo seja mais importante que a cidade. Que a Ribeira fique sem roupa a secar à janela ou o Bolhão sem tripeiras e que fachadas impecáveis de azulejo mas com uma cidade inteira que teve de ir morar para outro lado. E não celebra devido ao medo de perder o Porto para sempre, citando: “à medida que o Porto vai perdendo a sua gente e, com ela, a sua graça”.

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Cavaco Silva que nunca desconfiou…

… de Oliveira e Costa, de Arlindo de Carvalho, de Dias Loureiro, das acções da SLN não cotada em bolsa, de Ricardo Salgado (até aconselhou), …