Há 25 anos, morria Carlos Paião. O doutor e a Bailarina, pois claro.
A morte é como o sabão*
Depois da morte de António Borges, e do que já foi escrito aqui e que subscrevo, publico um artigo sobre a morte e José Hermano Saraiva, que se aplica a António Borges. Que a terra lhes seja pesada. [Read more…]
Pena
É cada vez mais o que sinto do Presidente de alguns Portugueses. Morrem três bombeiros (pelo menos) e sua excelência continua de férias. Morre um dos carrascos do nosso presente e sua excelência vem lamentar a sua morte. Tenho pena de um país que tem um presidente assim.
António Borges escapou-se

Fico sempre triste quando morre um homem da Goldman Sachs e recordo logo Simon Wiesenthal e a sua luta de aranha estendendo e esperando o nazi na teia antes que a natureza ou um acidente chegasse.
Estes também terão o seu tribunal de Nurembergue, a guerra lá chegará, e também um Simon que, implacável e metódico, os perseguirá até aos confins do Oriente. Sem justiça a morte não é a mesma coisa. António Borges não aguentou, dommage.

Hipócritas e Excêntricos: a solidariedade que nos vendem e o mundo real.
Tive finalmente oportunidade de ver a mediática entrevista de Lorenzo Carvalho a Judite de Sousa. Não há muito a acrescentar ao que já tem sido veiculado nos últimos dias: é um miúdo mimado que gasta dinheiro desenfreadamente (culpa dos pais e da educação que lhe deram), Judite de Sousa foi uma péssima profissional (até o professor Marcelo lhe passou um raspanete) e a escolha do entrevistado não admira se tivermos em conta os habituais critérios sensacionalistas da TVI. É a silly season no seu melhor!
Do discurso do jovem Lorenzo, que foi bem mais “articulado” do que era de esperar, principalmente quando confrontado com a agressividade do interrogatório de uma jornalista experiente num dia particularmente “incisivo” não há muito a dizer. Defendeu-se por trás do escudo do livre arbítrio, essa característica tão cara às democracias, e manteve a serenidade num contexto onde muitos explodiriam com facilidade. Houve, porém, algo que reteve a minha atenção: quando confrontado com a sua suposta ausência de intervenção social, o piloto da Ferrari repetiu várias vezes:
“eu nunca vou fazer nada que não seja sincero”
Correndo o risco de estar a fazer uma má interpretação, a ideia que me fica deste “eu nunca vou fazer nada que não seja sincero” equivale ao rapaz dizer que não vai andar por ai armado em altruísta apenas para parecer altruísta, fazendo solidariedade hipócrita para cultivar uma imagem de mecenas desinteressado. É egoísta? Poderá ser. Mas não deixa de ser sincero e contrasta com muita solidariedade hipócrita de alguns “notáveis” da nossa sociedade.
Uns são outros não
Num post anterior escrevi, sobre Menezes:
“Sendo isto verdade, o que me parece evidente perante os relatos factuais que o Jornal nos apresenta.”
Os elementos que conheço desta história são os do Público e, um ou outro, que vão aparecendo na rede. No entanto, neste caso, a questão não está em saber se temos uma notícia metida por A ou por B – esse é assunto que deixo para a minha condição de leitor e de cliente dos jornais. Uns, o Público, compro. Outros, o JN, não compro. Percebo, também por isso, o texto do Fernando e subscrevo a sua nota sobre o comportamento do Público.
Entendo também a ideia do 31, mas não me parece que a questão seja de quantidade – em Democracia, ou se é, ou …
Ou, o Major por dar notas na feira de Rio Tinto era e Menezes por dar às escondidas e em menor quantidade não é?
É que este senhor, ex-presidente de Gaia e em especial o novo líder do PSD, Marco António, fizeram anos a fio uma pressão estúpida sobre as Juntas de Freguesia que teimavam em votar PS, numa prática quase ditatorial – para as freguesias PSD tudo, para as que se atreveram a votar PS, nada.
Pode haver muita gente que se deixa enganar por marginais, por relvados sintécticos, por Marés Vivas e por pavilhões que se inauguram a uma semana das eleições com concertos do Tony. Também há quem vote no Isaltino ou no Major.
Mas, a Democracia é mais do que isso. Ou, pelo menos, deveria ser.
Poderiam, por exemplo, dar mais atenção ao emprego para que não fosse necessária a esmola.
O algodão não engana #5
Não renunciarás à tua liberdade de expressão e de opinião
Encontrei esta citação num blogue que costumo seguir (com quem ultimamente tenho trocado publicamente opiniões sobre jornalismo). Esta citação serve e bem para o que a seguir vou escrever. O facto de apoiar e pertencer à direcção de campanha de Luís Filipe Menezes/Porto Forte não me deve limitar a liberdade de expressão e de opinião. Para que nenhum leitor venha ao engano e de molde a que esta recusa de renúncia possa ser justa, não escondo ser parte. É uma questão de respeito para com os leitores.
Ontem, fruto de uma notícia (????) do Público e publicada pela jornalista do costume, Margarida Gomes, foi lançada lama sobre LFM. Não vou aqui escrever sobre a versão dos factos apresentada pelo candidato e a opinião dos seus concorrentes, basta clicar no link e ler.
Prefiro deixar aqui uma fotografia que, como dizia o outro, vale mais do que mil palavras. A fotografia da senhora que levou a toda esta polémica e que, além de estar junto a Rui Rio e a Fernando Charrua, trabalhou (não sei se ainda trabalha) com a vereadora Matilde Alves, conhecida apoiante de Rui Moreira. A senhora em causa, Margarida Ribeiro, é uma das duas (???) que supostamente não foi recebida e que falou com o Público.
São coincidências. De certeza. E este post está ao nível da notícia da Margarida Gomes. Com duas diferenças: isto é um blogue e não um jornal e uma segunda, bem importante e que nos distingue: eu avisei ao que vinha e que sou parte. Ao contrário da Margarida Gomes…
Lama e Pegas de Cernelha
O que Menezes tem a mais [adesão popular espontânea e mobilização desde as elites aos mais simples] e os outros a menos só pode ser passível de arremesso de lama e pegas de cernelha. Alguns media, ao serviço de quem lhes comanda a agenda e suporta a sobrevivência, não estão nada interessados em denunciar e combater lógicas e práticas com décadas no Portugal Local. Estão, sim, exclusivamente interessados, tal como bloquistas e comunistas, em ajudar a destruir um candidato na secretaria e a dar a ganhar eleições na secretaria àqueles que não excitam nem mobilizam senão menos de 20% de um eleitorado, assassinando o fair play eleitoral numa ficção impoluta venenosa. Pois não conhecem o País em que vivem nem sabem com que gentes se metem. Quanto à CNE, por onde tem andado nos últimos quarenta anos e para que se presta a enunciados hipócritas por encomenda?! As populações querem os mais capazes, os mais competentes, os mais arrojados, os mais fortes, como Menezes. Quem decide é quem vota. Se PS e PSD quisessem clareza na limitação de mandatos ou estivessem realmente interessados em práticas locais salubres, muito acima de qualquer suspeita, teriam segregado condições para uma e outras a tempo e a horas.
Do Gangsterismo Swapista
Toda a matéria que envolve a assinatura de swap tóxicos vai para lá do descuido e das boas intenções ingénuas das duas legislaturas passadas. Chocante a frieza metódica de ataques de carácter em retaliação pelas denúncias da incumbente nas Finanças ou o facto de provas e documentos importantes haverem tido a sorte da cinza e do pó. Perante os resultados da auditoria que Albuquerque ordenou à atuação dos serviços de finanças nos governos política e financeiramente execráveis do boavidesco parisiense e que revelam que em 2008 a IGF incinerou seis dossiês sobre contratos swap, criando uma opacidade intolerável sobre esta questão, cada vez percebo menos que o BE e o PCP venham servindo de muleta e co-branqueadores de um tipo de gangsterismo que procura, à força toda, desviar as atenções do cerne delituoso da questão. Como podem partidos que se caracterizam pela inerente frugalidade abstémia com dinheiro contribuinte [o eleitorado confia pouco nesses partidos!] tomar partido óbvio pelas emboscadas de carácter a Albuquerque, cooperando pela distorção e baralhamento do problema?! Ainda não detectei nos media televisivos coragem suficiente — mesmo José Gomes Ferreira anda encolhido e assustado com isto — para o cabal esclarecimento da Opinião Pública acerca de um tipo de actuação inaudita em governações: a obstrução activa e deliberada ao apuramento de factos e responsabilidades. O que teria levado toda uma cadeia de comando, Governo-IGF em 2008, à destruição de dossiês-chave para a compreensão da deriva tóxico-swapista?! Não deve ser nada bonito. Aguardo respostas não facciosas ao enigma.
Lei de limitação democrática
Isto de serem os tribunais a decidir quem pode ou não candidatar-se tem muito que se lhe diga. Sou frontalmente contra a lei que limita os cidadãos de concorrerem a autarquias por terem desempenhado três mandatos como presidentes. Isto não só é anti-democrático como é de uma ingenuidade quase enternecedora, se não fosse tão grave. À boleia dos justiceiros da “Revolução Branca” – e do seu mentor, em tempos mandatário de um candidato há três décadas no poder, Narciso Miranda – PS e BE vão procurando fazer o papel de cândidos da legalidade. Ora, se a esquerda do PS espera pouco, ainda há quem à esquerda espere mais do BE. [Read more…]
O que eu ando a perder há 12 anos
O Público é um jornal que tem feito parte dos meus dias de descanso – uma excepção que abro não sei muito bem porquê.
Agrada-me a ideia de comprar o jornal quando vou buscar o pão matinal. Pouco depois gosto de sentir o barulho da areia que desliza nas páginas do jornal…
Hoje, no entanto, alterei a rotina porque não resisti ao teclado – o sr ex-Presidente anda a fazer exactamente o quê?
Pagar?
Sendo isto verdade, o que me parece evidente perante os relatos factuais que o Jornal nos apresenta, penso nas possibilidades que perdi nos últimos anos. Será que ainda vou a tempo?
Vou nesta, que o Mar não dá tréguas – há mar e mar, há ir e pagar.
O Jornalismo e o sensacionalismo – 2
A discussão é interessante e o diagnóstico não se esgota nas visões representadas por estes dois artigos. Nem pode, talvez, ser desligada da discussão sobre o declínio de outros “campos” próximos do jornalismo, como sejam a política tal como é hoje praticada. Diria que jornalismo e política, outrora pilares essenciais da democracia, estão hoje em crise e com eles também a democracia está em crise – Estrela Serrano
Obviamente, a discussão não se esgota nestas duas premissas apresentadas tanto por mim como pelo Nuno Ramos de Almeida. Aproveitando para agradecer a Estrela Serrano tanto a citação como o contributo para a análise do tema.
Eu não afirmo, taxativamente, que o declínio do jornalismo deriva da força da internet. Considero, isso sim, que uma parte dos seus consumidores se limitou a migrar de plataforma, se assim se pode dizer. E concordo, quando Estrela Serrano coloca mais um problema em cima da mesa: o declínio do jornalismo não pode ser analisado esquecendo o declínio de campos “conexos” e exemplificado pela autora com a política. Eu diria, perdoem-me o atrevimento, que existe mesmo uma relação directa.
Paula Bobone no Aventar
Pelo Aventar, tem passado muito gente ilustre, alguma também ilustrada. Ontem, por aqui também passou Paula Bobone, comentando um texto meu com o título “Do direito à futilidade”, o que só pode ser uma maldade do acaso.
Ora, quando o jet-set suspende, por momentos, a degustação do néctar e da ambrósia, favorecendo um pobre mortal com palavras que usam, todas elas, perfumes caros, isso merece ser assinalado, porque pode corresponder ao momento que lançará o Aventar na ansiada senda das passadeiras vermelhas da Alta Sociedade ou nas páginas róseas da imprensa cardiovascular.
No referido texto, atribuía eu à personagem desempenhada por Paula Bobone a emissão habitual de dislates, ao que a senhora comentou:
por lapso vi isto. Não percebi mas devem ser “dislates” de V. Exa. [Read more…]
Bradley Manning, um herói americano
Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a procura da felicidade. Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade.
Novo anúncio da Benfica TV
Adepto atira Jesus ao Tejo e diz: “Pensei que ele andava sobre as águas!”
O Jornalismo e o sensacionalismo
O Nuno Ramos de Almeida, no i, escreveu um artigo sobre o jornalismo que muito agradou a dois velhos amigos meus. Foram eles os culpados por eu ter ido ler e, indirectamente, causadores de eu ter de escrever a discordar (nas conclusões) com o Nuno Ramos de Almeida – o que me custa, confesso.
Vou começar pelo fim. O Nuno Ramos de Almeida (NRA) recorda a tiragem do “Diário de Notícias” e de “O Século” nos inícios do século XX (100 mil exemplares/dia cada um) e compara com a realidade actual afirmando que não foram eles, os leitores, que desapareceram mas, “os jornais, a comunicação social e os jornalistas que não estão a cumprir devidamente o seu papel de informar com qualidade. O que fazem não serve“. O NRA aqui ignorou, olimpicamente, a realidade. Ou seja, os jornais no início do século XX não concorriam com a internet, as redes sociais, a televisão, etc.


















Recent Comments