Privatizações à moda do Porto

Rui Rio (pela mão do Vereador líder distrital do CDS que apoia entusiasticamente Rui Moreira) decidiu privatizar a limpeza da cidade. Disse que tinha uns estudos técnicos (que nunca apresentou) que provavam que, com a privatização, a Câmara pouparia cerca de 700 mil euros anualmente. Lançou o concurso público com uma base de 5,4 milhões de euros/ano. No entanto, adjudicou esses mesmos serviços por 7,1 milhões de euros. E, no primeiro ano completo em que essa concessão funcionou, pagou 8,1 milhões de euros! Nos anos seguintes, esse valor aumentou, tendo-se situado, em 2011, nos 10,2 milhões de euros – num quadro de redução dos resíduos sólidos produzidos!

Ou seja, de uma poupança ”prevista” de 700 mil euros anuais, a concessão da limpeza traduziu-se num aumento anual de cerca de 5 milhões de euros! Isto não são ”contas à moda do Porto”! Isto é, apenas, um caso de gestão danosa de quem se intitula como ”rigoroso”. Uma situação que não anda longe do escândalo dos contratos ”swap”, de que, aliás, Rio é um dos responsáveis enquanto administrador, principescamente pago, da Metro do Porto.

A ler todo o artigo de Rui Sá. Via 5 Dias.

O Que Vai o PS Segurista fazer?

1. Vai a Belém, pela enésima vez, exigir a dissolução do Parlamento, antes que fique evidente para toda a gente que os culpados da presente crise política são exclusivamente os ex-governantes do PS, a actual direcção do PS, a dívida colossal que os primeiros geraram, a incapacidade para dançar o tango soteriológico do País com quem está ao leme, e não o impasse governamental diante do precipício eleitoral do corte permanente de 4,7 mil milhões de euros. Seguro tem medo. Dependendo do que diga e do que faça, o seu PS definhará na simpatia dos putativos eleitores, enquanto o grosso do eleitorado geriátrico olhará para o PSD-PP como olharam os que aplaudiram Passos de pé, na Sé Patriarcal, reconhecidos por se manter em funções e por ser e parecer o salvador da Pátria em contraste com Portas. Os portugueses, se forem inteligentes, pouparão um Governo que fez tudo o que a Troyka quis e mais faria, se não fosse tão violento, impopular e grotesco do ponto de vista das respectivas consequências sociais e eleitorais.

2. Vai mudar de Secretário-Geral, suscitar um Costa Tostado, um Ferro Cara-de-Cu, um caramelo qualquer mais vociferante, recrudescer a crítica ao Governo, ao Presidente, à Troyka, à Comissão Europeia, ao FMI e ao BCE, pedindo eleições já, pedinchando mais tempo e mais dinheiro, fazer e dizer tudo o que as sereias diriam a Ulisses, antes que seja tarde para apanhar o eleitorado doido, disposto, nas sondagens, a mais demagogia xuxa; antes que se veja condicionado nas próximas eleições, tal como o PSD e o PP, com compromissos de salvação nacional entretanto assumidos.

Monte de merda é uma metáfora

Adoro, adoro, adoro, quando uma figura pública, depois de fazer uma declaração, vem explicar a declaração que fez. Raramente a dita figura pública pede desculpa pelo que disse, preferindo inventar desculpas: que foi um mal-entendido, que foi mal entendida, que retiraram as palavras do contexto, que retiraram o contexto das palavras, que havia ruído nas proximidades.

Assunção Esteves, mesmo tendo chamado Beauvoir a Babeuf, comparou os cidadãos que protestaram nas galerias a “carrascos”. Depois, é claro, veio explicar a declaração, reduzindo o apodo lançado a uma metáfora: “Carrasco significa qualquer elemento de perturbação. Sem querer ofender nada nem ninguém. Significa que quando as pessoas nos perturbam, não devemos dar atenção.”

Podia, agora, dar início a um debate sobre a importância de criar escolas para utentes de metáforas, à semelhança das escolas de condução, mas prefiro deter-me no precedente criado, inconscientemente, pela jurista Assunção Esteves: o que fazer, a partir do momento em que se explique que aquilo que parecia um insulto era, afinal, uma metáfora?

Quando Miguel Sousa Tavares chamou “palhaço” a Cavaco, poderia ter recorrido a uma argumentação semelhante: “Palhaço significa qualquer elemento que nos faz rir. Sem querer ofender nada nem ninguém. Significa que quando as pessoas nos fazem rir, não devem ser presidentes.”

Às vezes, dei por mim a pensar que a maioria que nos governa é um monte de merda. É claro que é uma metáfora, porque não há nenhum ser humano que seja apenas um monte de merda, mesmo que esteja com prisão de ventre há vários dias, porque ainda sobra muita pessoa para além das fezes acumuladas.

Poderão objectar-me que um monte de merda é o resultado encontrado no meio da rua, mas isso ainda torna mais evidente o carácter metafórico da expressão, porque nenhum grupo de pessoas é uma acumulação de excrementos no passeio.

A verdade é que ao considerar que um grupo específico de cidadãos é um monte de merda não quero ofender ninguém, até porque não tenho nada de pessoal contra um monte de merda. O meu principal objectivo até é caridoso: não quero pisá-lo. O meu grande desejo é que seja removido, porque com a saúde pública não se brinca.

O fetiche de Catroga

Catroga. “Paulo Portas devia ser amarrado”

CDS suspende democracia interna durante 3 meses

CDS adia Congresso para depois das Autárquicas

Assunção faz citação em segunda mão

Bourreau_executionHá dias em que uma pessoa se sente herói de uma epopeia, capaz de enfrentar multidões em nome de um ideal. Assunção Esteves, agarrada ao leme da Assembleia da República, foi atingida pelos protestos de cidadãos presentes nas galerias, elementos incómodos que mandou evacuar.

Excitada pela descarga de adrenalina, Assunção incitou os deputados a não terem medo, tendo sido aplaudida pelos do PSD e do CDS. Impelida pelas aclamações, ei-la, pressurosa, a declarar que é necessário repensar o acesso às galerias. Muita animação na maioria gozosa.

Eis senão quando, Assunção, já imparável, já de velas enfunadas, declara julgando-se preclara: “Como dizia Simone de Beauvoir, não podemos permitir que os nossos carrascos nos criem maus costumes.” Escusado será dizer que a maioria sentiu calores e calafrios e revirou os olhos.

Seria, no entanto, importante, que alguém explicasse a Assunção que é feio fazer uma citação em segunda mão e que é bom confirmar as fontes, regra fundamental para quem tem uma carreira académica. Ora, Simone de Beauvoir não disse; citou, isso sim.

Na realidade, a frase foi escrita por Gracchus Babeuf numa carta à sua mulher. A escritora francesa fez uma citação truncada dessa mesma carta, no ensaio “Oeil pour oeil” que consta da obra L’existentialisme et la sagesse des nations (há edição portuguesa na Esfera do Caos).

Babeuf escreveu: “Les supplices de tous genres, l’écartèlement, la torture, la roue, les bûchers, le fouet, les gibets, les bourreaux multipliés partout, nous ont fait de si mauvaises mœurs !”. Simone citou: “«Nos bourreaux nos ont fait de bien mauvaises mœurs.» écrivait avez regret Gracchus Babeuf.” Assunção enganou-se na autoria e terá consultado uma tradução manhosa, já que o revolucionário francês relata factos num pretérito infelizmente perfeito; Assunção transformou uma constatação num incentivo, o que é um exagero, mesmo sabendo-se que todo o tradutor é um traidor.

Porque temos a preocupação de que o Aventar funcione como um serviço público, deixamos aqui a frase que Assunção Esteves poderá dizer quando voltar a haver agitação nas galerias, o que já não deve tardar muito: “Como escreveu Simone de Beauvoir, citando, de forma incompleta, Grachhus Babeuf, «os nossos carrascos habituaram-nos mal»”

Quero, ainda, aproveitar para sossegar Assunção, porque aprendi a lição: os nossos carrascos são o Presidente da República, os membros do governo e os deputados da maioria e não há maneira de me acostumar a que continuem a torturar o país.

A Puta da Semântica

Desculpem, Esquerdóides, mas estou cansado dos vossos anúncios do fim do mundo e da vossa boca cheia de mortos: «o Governo está morto»; «o Presidente matou a esperança». Ide matar o caralho! Maldita semântica. De repente, os vossos comentadores descobrem que vão nus. Após a surpresa pelo discurso presidencial do dez de Julho, vêm os cromos Adão e Silva e os insuportáveis Pedro Marques Lopes, sempre os mesmos, sempre a mesma merda, encher de cínico e sonso ou de falsete e risonha histeria os ecrãs das TV, mostrando um desprezo pelas instituições lá, onde o Supremo Corrupto mereceu mesuras e deferência. Contra os ventos e marés da actual popularidade maravilhosa do Partido Socialista, o Presidente da República ousa não convocar eleições?! Toda a socialistice e a esquerdice dão tau-tau ao Presidente. Chamam-lhe Múmia, Estarola, Esfinge. O Presidente tem inimigos. Sócrates é inimigo mortal e mortífero do Presidente. O Presidente tenta sacudir a maledicência dos socratistas com a vingança de um aperto no torno de um dilema: respaldar ou não o caminho sob o Memorando até, pelo menos, Junho de 2014. [Read more…]

Cavaco Silva e o governo de salvação pessoal

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O presidente do qual se dizia à boca cheia ter perdido espaço de manobra, por se deixar colar ao governo devido a acções como promulgar em apenas um dia um diploma governativo, ao ponto de se contar com o ovo no cu da galinha, decidiu cuidar do que a História de si dirá e mostrar ao mundo que ele é que é o plesidente da junta.

Cavaco Silva escolheu um caminho que dificilmente trará um governo capaz mas, por outro lado, tratou da sua imagem, mostrado que arrisaca tomar decisões fora do seu ecossistema. E o interesse do país?

Zeca e os vampiros

Há cinquenta anos, Zeca Afonso publicava um EP intitulado “Baladas de Coimbra”. Lá estava “Os Vampiros”. Os vampiros lá estavam.

A lembrança do composipoetocantor resiste na limpidez da voz e na frontalidade do homem (e a frontalidade é só uma maneira de ser límpido).

Os vampiros continuam irrevogavelmente agarrados ao nosso pescoço. Austeridade é o nome que dão aos caninos.

Detesto a frase feita: “Isto é tão actual!” Hoje, não tenho outro remédio senão repeti-la, porque continua a haver pouca gente a comer tudo.

O vídeo é o do célebre concerto no Coliseu, em 1983. O Zeca estava muito doente e o país também não se sente muito bem.

Olha a uniformização ortográfica fresquinha! (5)

Acepção (Bras.)/Aceção (Port.)

Nota: antes do AO90, escrevia-se da mesma maneira no Brasil e em Portugal. É ou não é uma uniformização ortográfica fresquinha? É, pois!

A vida artística de Cavaco Silva

cavaco silva durao barroso angela merkel christine lagarde comunicacao pais

do Kaos

Estás a ver, Assunção?

Carrascos são estes. Por exemplo.

O Réptil de Cavaco

Não adianta chorar, bimbos do PS! Não vivemos sob o regime dos PEC. Não é o PEC provisório IV que dita a nossa vida financeira presente. Vivemos, sim, sob o Memorando de Entendimento e os seus ditames. Para o mal e para o bem, temos-lhe obedecido e é a partir dele que qualquer coisa de sólido pode surgir. Não vale a pena falar do magno chumbo, por toda a oposição, não apenas do PEC IV, mas de toda a forma opaca, corrupta e burlona de conduzir os Negócios de Estado pela mão do elenco catastrófico dos sócrates. A lei que provisoriamente nos rege é, pois, a do Memorando de Entendimento, escrito e assinado pelo Governo PS da altura, com os números da altura, mas também pelo PSD e pelo PP. De fora de tal assinatura que compromete e vincula, PCP-PEV e BE. Já se sabia da inevitável e provisória recessão e das previsíveis e provisórias dificuldades da economia. Já se sabia que o grau de obediência e de cumprimento nacionais faria proporcional o grau de ganhos em moralidade negocial, alta, no caso da Irlanda, baixa, quase nula, no caso da Grécia, precisamente pelas razões subjacentes de lealdade ao acordado. Entre uma longa intervenção externa e uma intervenção de médio prazo, intensa e dolorosa, sim, mas curta no tempo, PSD e CDS escolheram abreviar os nossos tormentos, intensificando-os no período mais curto possível. Foi uma escolha. Custosa. Patriótica. [Read more…]

O que se passa com Cavaco?

cavaco silvaCavaco é a expressão humana, na vida política, da maldade nacional – claro que existem outros, de outras bandas.

No activo desde há 25 anos, PM antes e depois PR, o cidadão algarvio, putativo, altivo, perverso e acossado, destaca-se também entre os mais pardos políticos nacionais da democracia.

Também é evidente que as prestações públicas, ao longo do tempo, se degradaram na qualidade do  exercício do alto cargo de que está investido. Contrariando o que tinha garantido poucos antes – o PR confessava-se muito mitigado nos poderes de intervenção na actividade governamental pela CRP –  enveredou pela contradição e comunicou ao país a deliberação própria do político prepotente, baseada claramente em difusa visão, irrigada de miopia:

  • Exigência de ‘Compromisso de Salvação Nacional’, a subscrever pelo PSD, PS e CDS – o BE e o PCP foram proscritos, sinalizando uma vez mais o PR não é, de facto, o “presidente de todos os Portugueses”, como propala;
  • Marcação de eleições antecipadas para depois de Junho de 2014, mais concretamente após o termo do PAEF firmado com a ‘troika’.

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rUMAR para onde?

A UMAR elogia cegamente: “Saudamos Assunção Esteves, mulher inteligente e determinada, como segunda figura de Estado”, não percebendo que a guerra é entre classes e não entre sexos. A UMAR critica no facebook. E a Helena Pinto?

Parlamento de Oz

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A maioria comporta-se no Parlamento como se nada se estivesse a passar, aprovando legislação fundamental sobre a questão da mobilidade na Função Pública.

Assunção, olhando as bancadas e nela vendo carrascos, cita Simone Beauvoir – em frase providenciada, provavelmente, por um assessor, já que a dita sra. parece não a compreender… Tudo isto parece acontecer numa espécie de mundo alternativo. Vamos acordar no Kansas?

Retrato do fascista enquanto jovem

coimbra 28 maio
José Miguel Judíce na Assembleia Magna de 28/5/1969, votando contra a greve aos exames. Foto Secção Fotográfica da AAC

O patriota

José Miguel Júdice oferece hoje um importante contributo para a empreitada de refundação da língua portuguesa actualmente em curso. Propõe o magnata da advocacia nacional que “revolução”, “golpe de estado” e “ruptura” passem a ser lidas como sinónimos de implantação de um regime presidencialista, convenientemente chefiado por banqueiros como Artur Santos Silva (se para tanto se achar “com pachorra”) e “homens moderados”, como António Pires de Lima, e que possa enfim providenciar o clima favorável ao “business as usual ” de que a pátria tanto precisa. [Read more…]

Bom dia, Mário Almeida, sem esquecer o Luis

mario almeida 10Como declaração de interesses, devo dizer que Mário Almeida é, para mim, o melhor treinador português, o mais habilitado em termos teóricos e, em termos de práxis, é aquele que apresenta dotes inconfundíveis de competência técnica, tática, de organização e gestão desportiva que fazem dele uma referência, como comummente brincamos ao apelidá-lo de Mourinho do hóquei. Vaidoso, com currículo internacional como atleta e treinador, a sua irreverência e frontalidade têm-lhe cobrado alguns dissabores com o poder instituído na modalidade. [Read more…]

Baralha e torna a dar

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Queda de Assunção

Assunção Esteves é o que é. A senhora até me merecia respeito, é transmontana e eu tenho uma paixão por Trás-os-Montes, provavelmente por a minha mãe ser transmontana. Há mais coisas que Assunção Esteves tem em comum com a minha mãe. Transmontanas, reformadas e continuam a trabalhar. Ficamos por aqui. [Read more…]

Carrasco és tu

Carrasco és tu, pindérica de cabelo pintado. Tu e os da tua laia – os mesmos que nos sugam o sangue e o suor há demasiados anos.
Não são os portugueses os carrascos. Porque são eles que te pagam o ordenado ao fim do mês, bruxa oxigenada. Que digo eu! A reforma, a reforma dourada de 7 mil euros (mais 2 mil de ajudas de custo) conseguida aos 42 anos depois de 10 anos de trabalho árduo no Tribunal Constitucional. Tu, que preferiste não ser paga pelo trabalho de expulsar portugueses das galerias – antes queres a reforma. É mais.
Se tivesses vergonha na cara, dobravas a língua quando falas dos portugueses. Porque tu és um dos nossos carrascos. E porque nós, portugueses, temos em sobra o que te falta a ti: honra, dignidade e nobreza de carácter.

Ideia

Depois do episódio de ontem, a Assembleia da República deve discutir o estado da Nação e o estado da Assunção.

Campanha de troikas

7882985_5zZKfQue me desculpem os Silvas, mas não há nome que, por ser tão vulgar, assente tão bem a um presidente da república que representa o pior do portuguesinho. Cavaco, o silva, é a imagem fiel da pior mediocridade possível: julga-se iluminado e tem poder. Tivesse o engolidor de bolo-rei ficado por Boliqueime e estaria a divertir os amigos, ao tentar pronunciar correctamente a palavra “programa”, numa qualquer tasca algarvia, para animação do estabelecimento e alívio de um país inteiro.

Do alto da sua mediocridade, e na qualidade de empregado de uma das troikas, não tentou sequer disfarçar que está ao serviço de interesses que, sendo classificados como patrióticos, são puramente económicos e financeiros, ao arrepio de qualquer sentimento minimamente humano. Como não tem na cara qualquer vestígio de vergonha e acredita, com razão, que o povo é desmemoriado, é claro que faz de conta que não contribuiu em nada para o estado actual do país, sabendo-se que, ocupando cargos diferentes, está no poder há quase vinte anos. Se nos lembrarmos que o 25 de Abril faz quarenta anos em 2014, é só fazer as contas. [Read more…]

Freira em limpeza de convento

Antonio Barreto_Freira em limpeza de convento_Madrid
António Barreto, Madrid, 2012.

Como resgatar os parabéns

Todos os dias as pessoas têm de dar os parabéns a alguém no facebook.

A solução do Jorge Daniel.

Quem tem medo dos cidadãos na política?

Ao cabo de 20 anos a acompanhar eleições de perto, mas por fora, aceitei um convite para participar numa candidatura à Junta da minha freguesia.

Passei metade da minha vida a ouvir falar da necessidade de levar os cidadãos para a política, de encararmos essa participação como um exercício de cidadania. Mas agora que aqui cheguei, constato que era tudo mentira. Menos de 24 horas depois de anunciar na rede que iria integrar uma candidatura, percebi que mexera num vespeiro. [Read more…]

Olha a uniformização ortográfica fresquinha! (4)

Acadêmico (Bras.)/Académico (Port.)

Esteve mal

A reformada Assunção Esteves por um segundo pensou ouvir: “Assunção! Assunção!” mas afinal o grito vindo das galerias era mais óbvio: “Demissão! Demissão!”

Foi nessa altura que lhe fugiu o pé para o chinelo e acabou a insultar a Simone de Beauvoir.

Crise política: todos mal na fotografia

Se se tratasse de um filme de animação, Cavaco Silva puxaria o tapete e todos os líderes que assinaram o memorando com a troika se estatelariam em simultâneo. Não se tratando, todos acabam derrotados, sem apelo nem agravo.

   – Paulo Portas é, irrevogavelmente, o grande derrotado quando, minutos antes da comunicação do PR, se preparava para aparecer como o grande vencedor, capaz de reorganizar o “equilíbrio” de poderes à sua medida. Mas Cavaco puxou-lhe o tapete e o Maquiavel do Caldas desfez-se em cacos: revogou o irrevogável, engoliu a ministra das finanças, ficou com o que restava de credibilidade política evaporada e terá que dar a cara por um governo que acabara de rejeitar (Gaspar e Álvaro Santos Pereira devem estar a rir-se à gargalhada).

De uma penada, reduziu o potencial do CDS, tornou-se irrelevante na solução governativa e terá que enfrentar em breve as hostilidades e críticas no congresso do seu partido.

Sem cara para dar a cara no governo (apesar do seu proverbial jeito para o contorcionismo), prevejo que “adoecerá gravemente” na rentrée pós-estival por forma a ser substituído com pouca honra e menor glória. Se, apesar de tudo, ainda se vê como uma fénix capaz de renascer das cinzas, espera-o uma longa travessia do deserto.

   – Passos Coelho sai quase tão ferido como Portas. [Read more…]