E o Capital a esvair-se para mais longe.
Deixa-o ir Joaquim. Esse capital só rouba, não trabalha.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
E o Capital a esvair-se para mais longe.
Deixa-o ir Joaquim. Esse capital só rouba, não trabalha.
Pega-se no Partido Comunista, no PEV e no Bloco; pega-se noutros Partidos e movimentos, miríade de siglas e acrónimos, recordam-se por momentos os genomas de PSR, UDP e Política XXI; faz-se memória do MDP/CDE, um minuto de silêncio chega, e do PCTP/MRPP, com os seus cromos e fósseis redivivos e a salada plural de Esquerda está pronta a mostrar a perna suculenta, nua, ao PS. Será que vão todos para a cama?!
E um dia, Governo.
Recomeçaria, então, a segunda parte do PRECoito Interrompido: uma Democracia do Povo e para o Povo. E o Capital a esvair-se para mais longe.
Parece que foi precisa uma vaga de calor para PCP e BE avançarem com propostas de encontros, visando, supõe-se, a construção de uma programa comum de esquerda em Portugal. Que o tempo não arrefeça.
Ainda antes de a direita entrar em histeria, como é hábito nestas ocasiões (não é muito difícil de fazer as contas: BE e PCP podem facilmente obter o segundo resultado eleitoral em próximas eleições, relegando o PSD para o velório e fazendo de Passos Coelho o seu cangalheiro), e abençoando a máxima de que o caminho é complicado e ainda bem, que de coisas fáceis está a troika cheia, registe-se uma primeira reacção radical de base em modo pequeno-burguês: vá de retro porque o BE também convidou o PS.
Convém perceber duas coisas. A primeira é simples: é no PS que se concentram os votos dos que estão fartos da troika, e os votos fazem falta. Não alinhando o PS numa coligação disfarçada com a direita é limpinho que assim será. Imaginemos que as conversações de 2ª, 3ª 4º e 6ª eram encabeçadas por Francisco Assis, teríamos este cenário muito bem traçado pelo Pedro Magalhães, referindo-se a um hipotético acordo: [Read more…]
Mais alguma coisa que caiu, com laivos de protecção à insólita ministra.
A matéria política brasileira, hoje tão incandescente, deveria interessar-nos mais, a nós portugueses. Quer pelo que dela possamos aprender e colher para o momento crítico que vivemos, quer por simples instinto de quem se olha ao espelho a confirmar que é mesmo do tamanho daquilo que vê.
Contra o que o populismo-socialista praticado por Lula deixaria antever, a Presidente Dilma movimenta-se hoje sob o pesadelo de um pesado e impiedoso criticismo. Das redes sociais às manifestações na rua, milhões sibilam ou vociferam o seu nome e apresentam uma dura agenda de exigências, cujo gatilho, já se sabe, foi a construção perdulária de novos Estádios de Futebol, ilhas sumptuosas-luxuosas com pobreza à volta. É como se, de repente, todo o populismo possível do passado redundasse agora em aguda impopularidade, transbordado o copo da festiva paciência popular. A Dilma sobram vaias, embaraços em eventos públicos, cobrindo, à uma e por azar, essa mulher, ex-guerrilheira, que ousou assumir as rédeas do Gigante Sul-Americano. Em política, como na bloga, é preciso ter estofo. É preciso ter estômago. E um instinto de fuzileiro, tipo «Eles que venham. Todos.» [Read more…]
Anda a blogo-direita histérica por ter encontrado uma frase, com meses, de um deputado do PCP, perfeitamente óbvia e natural, basta não acreditar no fim da história para a entender. Ao mesmo tempo e nos mesmos espaço, no meio dela encontro esta afriamção, fresquinha, de Luís Naves:
Uma democracia implica muitos outros elementos, tais como mercado livre, imprensa plural, diversidade de opiniões,
A ideia de que só há democracia com “mercado livre“, muito respeitável no séc. XIX, vale no séc. XXI a responsabilidade directa pela crise europeia e não só: foi a liberdade dada aos mercados financeiros que a produziu, no dominó da salvação dos bancos e outros fundos mais que tóxicos. O resto é propaganda de treta. Mesmo que assim não fosse temos de convir que é um sentido muito restritivo de democracia: e se o povo votar contra o livre mercado, optando por um pacato programa social-democrata? não é democracia? e se amanhã o PCP for o partido mais votado, não pode formar governo, chama-se a NATO?
Vindo de quem recentemente defendeu com unhas e dentes Viktor Órban, o proto-nazi húngaro não nego que eleito mas questiono em que condições de “imprensa plural” (habitual sinónimo de pluralmente na posse dos donos dos mercados, como entre nós), não será de espantar. Depois admirem-se de a história continuar no sentido de um dia levaram com um safanões na propriedade privada, essa deusa que só não se adora quando se trata de arcar com o prejuízo bancário dos que nos têm governado.
Portugal em 10º lugar no ranking europeu dos banqueiros que mais ganham. Em 2011 roubaram em média 1,6 milhões de euros cada um. Sim, esta propriedade é um roubo.
O rubicundo Catroga sofre de incontinência verbal. Às vezes acerta: “Portas é volátil e Passos incapaz de controlar o parceiro da coligação”. Catroga salva-se a tempo dos descarrilamentos. Muda de combóio, na hora exacta.
Amorim, Mira Amaral e a princesa Isabel exigem mais 100 M € do Estado Português. O BPN, vendido pela ridicularia de 40 M €, é um rio que corre célere e abundante montanha abaixo, afogando ainda mais na desgraça os nossos escassos dinheiros públicos.
Albuquerque, a genial financeira de ‘swaps’ e do contrato de venda do BPN, voltará a não resistir ao patológico vício de gastadora compulsiva de dinheiros dos contribuintes.
O corticeiro, o “fala e cospe” e a filha do “Zezé de Angola”, através do BIC, terão mais 100 M € de receita garantidos.
Posteriormente a Albuquerque, se chamada à AR, vai declarar que ela, alma de alva inocência, jamais desembolsou tal dinheiro. “O cheque foi emitido por um funcionário do Tesouro”, alegará.
A actual Ministra de Estado e das Finanças, é consabido, foi professora de Economia de Passos Coelho, na Lusíada. Para muitos já se tinha tornado notório que o PM sai à mestra, co-autora dos orçamentos falhados do Gaspar.
O apelo presidencial de um compromisso de salvação nacional, foi aceite pelo PS que já iniciou diligências com o PSD e o CDS. Esse apelo, ao contrário do que muitos poderão pensar, é um forte apoio ao Governo. É um modo de arrastar o PS para a lama, para o lodaçal criado por este Governo, que além de piorar o défice, conseguiu alastrar a pobreza, atrofiar a economia e esvaziar o sentido de vida de um povo. E só um PS sem carisma, titubeante e ideologicamente vazio, aliás à imagem e semelhança do seu líder, aceitaria semelhante engodo. Só um PS sem liderança ou carisma, amarrado a compromissos estranhos ao interesse nacional, sem qualquer independência ou ideologia. Para significar mudança, o PS teria de ser aquilo que não é. E este PS não é esse partido. Não é este PS, nem nenhum partido do chamado arco governativo – PS, PSD e CDS. Uma falência de independência que é a causa primeira da inoperância dos partidos políticos com responsabilidades governativas ao longo da democracia portuguesa, cuja factura andamos a pagar. E a razão primeira de aceitar negociar o inaceitável: pactuar na manutenção no poder de quem mentiu descaradamente para ganhar as eleições e assim tornou a mentir para se manter no poder; de quem não soube governar nem escutar; de quem não tem escrúpulos para conseguir mais poder ou nele se perpetuar. O apelo presidencial não é um apelo: é um presente envenenado, aceite pelo PS. Um presente e um futuro.
Abrir os olhos é não imputar a uma putativa e ficcional Direita Portuguesa as culpas que se partem e repartem sobre todo o espectro decadente e moribundo do sistema político-partidário português. Por exemplo, depois de anos ao serviço dos interesses instalados, financeiros e económicos, apeada da governação, a Ala Socratista do PS aparece agora umas vezes a masturbar o PCP e o Bloco, outras a diminuir e a vexar a utilidade pragmática de tais partidos. Mesmo Seguro não resistiu a convidar e a incluir PCP, PEV e BE nesta coisa criada pelo Presidente, uma Troyka Negocial do Arco da Governabilidade. Seguro quis incluir esses partidos na proposta presidencial, dando por garantido o voto inútil a favor na próxima moção de censura. Qual foi a resposta dessa Esquerda Anti-Troyka? Rejeição liminar. Dir-se-ia que tal Esquerda se está a cagar para a condescendência segurista ou para o namoro pegado que lhe move a Ala Socratista, ainda incrustada na Bancada Parlamentar Xuxa. A sugestão socratista-socialista-segurista de o convite à salvação de Cavaco ser extensivo àqueles partidos foi portanto mandada àquele lugar. Percebe-se que o socratismo forceja fabricar o seu regresso ao Poder não apenas pelo malogro do Ajustamento, mas também pelo Cavalo de Tróia de alianças e compromissos impostores com a Esquerda Protestatória.
Embora Seguro formulasse o convite, os pretorianos do socratismo apodam-no de pura retórica – talvez desejassem em andamento um projecto de coligação escrito e assinado onde se consagrasse a ruptura com a Toyka e a exigência por um regresso formal aos moldes do PEC IV. Como esse entendimento parece comprometido, a Esquerda bloco-comunista passa a ser tratada à bruta pelo paleio pretoriano dos adeptos e amantes do Grande PlayBoy: comunas e bloquistas não participam em coisa nenhuma que não seja derrubar governos, especialmente se forem socialistas. São partidos de bota-abaixo. Pois, um bota-abaixo selectivo e eficaz se xuxas se confinam à impotência minoritária. A dor de corno política dá nisto. [Read more…]
O José Maria Barcia, que conheço destas andanças da internet e por quem tenho apreço, inflamou-se com o Miguel Tiago por algo que escreveu no facebook. Ora, sendo certo que o meu camarada não precisa de advogado de defesa, uma vez que já deu mostras da sua capacidade de enfrentar seja quem for, apetece-me deixar aqui duas ou três postas de pescada.
O seu a seu dono: a autoria da actual crise é da direita
Bem se empenham os arautos tendenciosos, desonestos e vesgos por conveniência para engrupir a opinião pública com a desresponsabilização da direita pela crise política em que atolou o país nos últimos 15 dias.
A defesa inconsistente e estrambólica da inocência do governo de Passos e Portas, e até do presidente Cavaco, emporcalha-se por ímprobos ataques desferidos sobre quem, de área política divergente ou neutralmente, dignifica a verdade e tece legítimas críticas às ridículas peripécias da vil tríade do presidente, da maioria e do governo a que estamos submetidos.
Para reposição da verdade – e já agora para memória futura – grave-se com letras de indestrutível relevo, por ordem cronológica, quem, quando e como a crise se despoletou e desenvolveu:
A 1 de Julho de 2013
Vítor Gaspar demite-se. Insinua falta de perfil de Passos Coelho para liderar a actividade governativa, confessando responsabilidades próprias na falha dos défices de 2012 e 2013, na expansão da dívida pública, na depressão na procura interna e desvios desfavoráveis nas receitas fiscais; e, em acto de comovente penitência, Gaspar rematou: “a repetição destes desvios minou a minha credibilidade enquanto Ministro das Finanças.”
Atendendo a que nem sempre mas porem, embora efectivamente sendo que além disso, de facto eventualmente também. (*)
Há uns dias, em França, no âmbito das 13ª edição das Rencontres économiques d’Aix-en-Provence, o Cercle des économistes promoveu uma iniciativa que teve por base um programa chamado Inventez 2020, la parole aux étudiants (Inventem 2020, a palavra aos estudantes). O programa, participado por centenas de jovens oriundos de toda a França, desafiou-os a escrever um texto de reflexão prospectiva sobre o estado do Mundo em 2020 – nele pondo as suas perplexidades, expectativas e desejos. Seleccionados os cem melhores textos, o Cercle des économistes convidou os seus autores a subir a uma tribuna para dar conta das ideias neles contidas.
O que disseram? Que querem viver num mundo mais compreensível e mais feliz. A felicidade – variável desprezada pela generalidade dos empregadores – é o que os move, e estão certos. Crescimento? Sim, claro, disseram todos, mas antes de tudo o mais um crescimento que faça inflectir o caminho danado do capitalismo financeiro, produtor de grande número de pessoas infelizes em toda a parte. [Read more…]
Não há Primeiros-Ministros amigos do Povo. Não há. Ontem, Clara Ferreira Alves, no Eixo do Mal, deu, como sempre, uma no cravo e outra na ferradura, expondo longamente com base nos interesses instalados as razões suficientes para a vigência e manutenção deste Governo e do seu incapaz Primeiro-Ministro. Depois, a Clara resolveu interromper compulsivamente o caudal expositório de Daniel Oliveira na sua olímpica análise, coisa em que se mostrou de uma inconveniência, de um disparate a toda a prova. Clara não quer eleições. Daniel quer eleições como quem quer jantar na sala de estar enquanto o incêndio consome a cozinha e os quartos. Tornou-se demasiado habitual a uma certa crítica política desconsiderar, caricaturar, a figura, liderança e acção de Pedro Passos Coelho. Chamaria a isso conveniente santanalização implacável de um PM. Enquanto actuação global que fode com vidas, Passos Coelho, a Troyka e o passado recente socialista estiveram muito ‘bem’ – todos foderam com vidas concretas. Mas nada há no PM Passos que o distinga de outros PM no que respeita a uma inovadora demarcação dos interesses económicos instalados, especialmente da Banca. Evidentemente, nada num País é viável com uma Banca moribunda ou com problemas graves. A Banca somos nós e ela é para nós, ideia que a Esquerda Onanista não encaixa.
E neste momento, os banqueiros estão contentíssimos com Passos. PM de gabinete, ultra-escondido e ultra-discreto nesse papel de magno protector dos banqueiros e dos respectivos interesses tentaculares, em parte ponto de partida para a defesa do interesse nacional geral, em parte velho egoísmo e velha injustiça, a clivagem entre este PM e a gente concreta emergiu com toda a naturalidade, dado que Pedro Passos Coelho mostra uma capacidade pedagógica e uma sensibilidade à nossa fome pouco mais ou menos equivalente à de um penedo. A Banca está radiante? Pois este Governo conservar-se-á no formol político em que a indefinição presidencial o colocou. Falta é meter o PS nisto, na mesma substância de conservação de organismos mortos, na grande salvação bancária nacional e europeia, minada apenas no médio prazo pelos pesadíssimos compromissos da dívida pública portuguesa, matéria urdida basicamente pelo seráfico socratismo. A Banca necessita de certezas. Certezas a três, Passos, Seguro, Portas. Primeiros-Ministros vêm e vão. Podem ser mais ou menos amigos da Banca, mas nunca serão amigos do Povo senão por portas e travessas. Paradoxalmente, um Povo pode encostar a sua cabeça numa pedra tranquila sempre que o seu sistema bancário não oferece angústias à escala do irlandês ou do cipriota. Esse é o caso português.
Afinal eles reestruturam, silenciosamente. Era irrevogável.
Os manifestantes que irritaram a presidente actualmente em funções na Assembleia da República, Assunção Esteves, não passavam de agitadores para ali enviados pelo PCP, dizem-me vários. É provável. Em qualquer caso, o sindicalista Mário Nogueira andava por lá, e aquilo terá porventura sido uma acção combinada (os jornalistas das têvês referiram os olhares suspeitos que esses elementos presentes nas galerias ditas do povo da AR trocaram entre si antes da performance propriamente dita), e não uma reacção espontânea vinda de cidadãos ali reunidos de forma não-organizada.
No entanto, vale a pena observar a que ponto a indignação os tomou, como de resto tem tomado muitos mais que se têm manifestado desde que a vida em Portugal se tornou um verdadeiro inferno para a maioria – que são os que pagam a austeridade deste Governo, o IVA a 23% nas facturas dos fornecedores domésticos, as propinas imorais (no caso dos que ainda conseguem manter os filhos e netos a estudar), os cortes nas funções sociais do Estado (o aumento das taxas moderadoras nas consultas e urgências hopsitalares, por exemplo), e também a reforma dourada de Assunção Esteves. Comunistas ou não, as suas vidas (sejam eles trabalhadores, desempregados, aposentados ou pensionistas) estão transformadas numa luta pela sobrevivência que os indigna. [Read more…]
Rui Rio (pela mão do Vereador líder distrital do CDS que apoia entusiasticamente Rui Moreira) decidiu privatizar a limpeza da cidade. Disse que tinha uns estudos técnicos (que nunca apresentou) que provavam que, com a privatização, a Câmara pouparia cerca de 700 mil euros anualmente. Lançou o concurso público com uma base de 5,4 milhões de euros/ano. No entanto, adjudicou esses mesmos serviços por 7,1 milhões de euros. E, no primeiro ano completo em que essa concessão funcionou, pagou 8,1 milhões de euros! Nos anos seguintes, esse valor aumentou, tendo-se situado, em 2011, nos 10,2 milhões de euros – num quadro de redução dos resíduos sólidos produzidos!
Ou seja, de uma poupança ”prevista” de 700 mil euros anuais, a concessão da limpeza traduziu-se num aumento anual de cerca de 5 milhões de euros! Isto não são ”contas à moda do Porto”! Isto é, apenas, um caso de gestão danosa de quem se intitula como ”rigoroso”. Uma situação que não anda longe do escândalo dos contratos ”swap”, de que, aliás, Rio é um dos responsáveis enquanto administrador, principescamente pago, da Metro do Porto.
A ler todo o artigo de Rui Sá. Via 5 Dias.
1. Vai a Belém, pela enésima vez, exigir a dissolução do Parlamento, antes que fique evidente para toda a gente que os culpados da presente crise política são exclusivamente os ex-governantes do PS, a actual direcção do PS, a dívida colossal que os primeiros geraram, a incapacidade para dançar o tango soteriológico do País com quem está ao leme, e não o impasse governamental diante do precipício eleitoral do corte permanente de 4,7 mil milhões de euros. Seguro tem medo. Dependendo do que diga e do que faça, o seu PS definhará na simpatia dos putativos eleitores, enquanto o grosso do eleitorado geriátrico olhará para o PSD-PP como olharam os que aplaudiram Passos de pé, na Sé Patriarcal, reconhecidos por se manter em funções e por ser e parecer o salvador da Pátria em contraste com Portas. Os portugueses, se forem inteligentes, pouparão um Governo que fez tudo o que a Troyka quis e mais faria, se não fosse tão violento, impopular e grotesco do ponto de vista das respectivas consequências sociais e eleitorais.
2. Vai mudar de Secretário-Geral, suscitar um Costa Tostado, um Ferro Cara-de-Cu, um caramelo qualquer mais vociferante, recrudescer a crítica ao Governo, ao Presidente, à Troyka, à Comissão Europeia, ao FMI e ao BCE, pedindo eleições já, pedinchando mais tempo e mais dinheiro, fazer e dizer tudo o que as sereias diriam a Ulisses, antes que seja tarde para apanhar o eleitorado doido, disposto, nas sondagens, a mais demagogia xuxa; antes que se veja condicionado nas próximas eleições, tal como o PSD e o PP, com compromissos de salvação nacional entretanto assumidos.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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