A ADSE é capaz de ajudar a resolver alguns problemas!
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
O Aventar continua a aceitar a colaboração dos seus leitores, através de textos não publicados na net.
Para o efeito, utilizem o nosso contacto.
Textos publicados noutros blogues poderão merecer referência num artigo dos nossos autores, mas naturalmente não podem ser republicados na íntegra.
O sonho de despedir como os antepassados se livravam de um servo. Nem é fé, é mesmo querer.
Próxima medida: legalizar os o homicídios para combater a violência.
Para quem se tenha esquecido, recordo que o concurso nacional de professores já foi um processo administrativo estabilizado e que não provocava conflitos. Políticas incompetentes e recentes inovações sem sentido, de vários donos, encarregaram-se, porém, de recuperar desastres de tempos idos. Mas a taça leva-a Nuno Crato, o tirano. Tanta ignorância, técnica e política, tamanha crueldade moral exercida sobre os docentes, surpreendem os mais treinados. Ontem, terminou o prazo para os novos escravos concorrerem. Terão sido mais de 40 mil, que aguentaram horas e horas de atalaia a uma aplicação informática que lhes fazia continuadamente o que os professores, desunidos, já deviam ter feito ao tirano: um continuado manguito. [Read more…]
Armindo de Vasconcelos
É no belo complexo desportivo de Lousada que vai disputar-se a primeira ronda da Liga Mundial, cujo calendário acaba de ser dado à estampa.

Assim, no próximo dia 25 de Setembro, Portugal defronta a Itália, às 16h45. No dia 27, à mesma hora, mede forças com Marrocos. No dia 29, pelas 16h15, é a vez de jogar com a Escócia, para fechar a 30, pelas 15h30, com Gibraltar.
Descobri esta página, sempre graças ao trabalho do João Roque Dias. O projecto é louvável: levar as crianças a contactar com a realização cinematográfica.
O facto de se estar a lidar com crianças, aliás, deveria obrigar a um cuidado redobrado com o uso da língua. Os autores optaram por escrever segundo o chamado acordo ortográfico (AO90): em parte, conseguiram (maio, ação); por outro lado, esqueceram-se (didácticos, acção); finalmente, graças a uma reforma ortográfica pessoalíssima, retiraram o hífen de “público-alvo” e arremessaram para longe o “c” de “ficção”, inventando uma arrepiante “fição”. [Read more…]
Uma curta metragem com muita animação de Henrique Guerra.
Tom Daley, atleta britânico a disputar os Jogos Olímpicos, ficou em 4º lugar na competição de saltos para água e um compatriota seu, o usuário @Rileyy_69, que a polícia britânica diz ter 17 anos, reagiu da seguinte forma no Twitter:
“You let your dad down i hope you know that” (“Desiludiste o teu pai espero que saibas isso”).
O pai de Tom Daley morreu com um tumor cerebral em Maio de 2011. O atleta queixou-se, também no twitter, do tom deste comentário. O tal @Rileyy_69 ainda pediu desculpa, mas isso não impediu que fosse detido para interrogatório e que vá agora enfrentar um processo judicial.
Que o Rileyy_69 é um cretino, não tenho dúvidas. Mas eu pensava que a liberdade de expressão contemplasse o direito a ser cretino, e que o castigo fosse a censura pública, a resposta do ofendido e de todos os que se indignam quando nos portamos como idiotas. [Read more…]
Este José Cesário que lamenta o fluxo “extremamente elevado” de emigração não é secretário de estado no mesmo governo do primeiro ministro Passos Coelho e do ministro Relvas, os quais repetidamente apelaram à emigração dos portugueses como forma de arranjarem emprego?
Não sou um estudioso do orgasmo, porque há assuntos que não devem ser tratados nos livros. Para além disso, graças às palavras sábias de Duarte Marques percebi que a frequência de bibliotecas pode impedir-me de lidar com pessoas, expectativas e emoções, tudo coisas úteis para se atingir um orgasmo. [Read more…]
Daqui a uns anos ninguém se vai lembrar do passos, do sócrates e do resto da corte de medíocres, mas vão-se lembrar disto. Está quase.
Armindo de Vasconcelos
A Federação Europeia de Hóquei (FEH) lançou, recentemente, um novo projecto de dinamização da modalidade, a que chamou “Get and Give”. Pretende a tutela europeia da modalidade “dinamizar o fluxo de informação, sobretudo na área de eventos” (torneios, festivais e seminários, oportunidades de emprego para atletas, treinadores e árbitros) ou, simplesmente, a permuta de algo mais prosaico como equipamentos, sticks ou campos de hóquei.
O desenvolvimento desta ideia foi entregue ao Comité de Comunicação da FEH, de que faz parte o incansável Marcos Castro, responsável também pela comunicação e marketing da Federação Portuguesa de Hóquei.
Pretendia-se “uma imagem forte, apelativa e de fácil identificação para o público no que concerne à captação da mensagem para que foi idealizada”.
A vencedora deste projecto de design foi a jovem portuguesa, Carla Santos, colaboradora, ela também, da FPH e que, ainda recentemente, deu
corpo ao elogiadíssimo logótipo do Campeonato da Europa, realizado no Jamor.
Os jovens portugueses continuam, desta forma auspiciosa, a dar cartas a nível europeu, razão por que aqui deixamos o merecido registo da vencedora e da sua imagem vencedora.

Fotografia conceptual – Dave Nitsche
Sempre e ainda em busca desse El Dorado que é a uniformização ortográfica alegadamente trazida pelo chamado acordo ortográfico (AO90), descubro, sem perder tempo, um texto brasileiro sobre um livro do enorme Manuel Vásquez Montalbán, El hombre de mi vida. Leiam, por favor:
Amarcord quer dizer “lembro-me” e constitui como que uma transcrição fonética da forma verbal tal como é pronunciada no dialecto de Rimnini, terra natal de Fellini. O realizador reconheceu que há referências à sua infância. É, sobretudo, um filme completo, feito de fragmentos cómicos e trágicos. O argumento foi escrito pelo realizador e por Tonino Guerra. Legendas em português do Brasil.
A RTP tem agora este slogan. Mesmo que fosse verdade (confrontar aqui e aqui), de que valeria isso se o conteúdo continua o mesmo?
Sou um privilegiado. Desde pequeno, graças aos meus pais, pude ler livros, ouvir e aprender música e ver teatro e cinema. A escola ainda ligeiramente elitista que frequentei desempenhou um papel muito reduzido na aquisição desses privilégios. [Read more…]
“os ratos de biblioteca não têm sucesso imediato na vida política e pública, porque não lidam com pessoas, expectativas e emoções”.
A frase é de Duarte Marques, grande líder da JSD, que pelos vistos gosta pouco de bibliotecas. O resultado, frente a frente com Ana Drago (que não tem currículo profissional, nem fez carreira numa jota, mas sabe onde fica e para que serve a BGUC), foi este:
[youtube http://youtu.be/tYzQdsJtKOQ]Sem mais comentários, e veja lá se emigra.
Já disse aqui que gosto de algumas crónicas de Frei Bento Domingues. Transcrevo uma passagem interessante e sublinho ideias tal como faço no jornal de papel:
Jesus não alinhou nem com o regime de austeridade de João Baptista, nem com o estilo de vida do rico avarento. Gostava da vida, de comer e de beber, como toda a gente que tenha os sentidos bem apurados. Até lhe chamaram glutão e beberrão (Lc.7 e 16). Não suportava ver uns à mesa e outros à porta. Era a partir dos excluídos que encarava a transformação da sociedade (Público, 29/7).
Jesus – quanto mais não seja, enquanto figura histórica para a maioria – devia ser um exemplo para os políticos.
Diz um conhecido aforismo que “uma mentira repetida muitas vezes passa a ser verdade”. Os defensores do chamado acordo ortográfico (AO90), usando de um entusiasmo cabotino, gritam aos quatro ventos que, agora, portugueses e brasileiros podem escrever textos conjuntos, iguaizinhos, mais parecidos que gotas de água: enquanto Jesus multiplicou os peixes, os profetas do AO90 proclamam ter reduzido as ortografias a uma una e única. [Read more…]
12 Angry Men – filme de Sidney Lumet, no sexto lugar do top #250 do IMDB, com Henry Fonda.
Um julgamento por júri. Um veredicto óbvio para 11 dos jurados, mas o décimo segundo tem dúvidas.
Em inglês, sem legendas.

Em Couto de Cambeses, Barcelos.
Alegadamente, estou a escrever um post. Alegadamente, apesar dos dedos martelarem as teclas e os caracteres brotarem no branco do ecrã. Falta-me um agente da autoridade que observe o acto e ateste a autoria pelo que me fico pela alegação.
Comprovadamente, por outro lado, a PJ deteve nove pessoas e apreendeu três toneladas de haxixe. Já os criminosos são alegados, apesar de apanhados em flagrante delito.
Nas notícias, quando se fala de ilegalidades e de crimes nunca há é raro haver uma acusação directa, mesmo quando a situação é tão clara como estar numa embarcação com três toneladas de droga. É um jornalismo sem garras e receoso dos processos por difamação, mole e acomodado, um pouco à imagem dos próprios portugueses.
Veja-se esta capa do Irish Independent aqui ao lado. Diz «Batoteiro fiscal Wallace pede mais impostos (…) Fê-lo sem que fornecesse informação sobre o acordo fiscal de 2.1 milhões de euros entre a sua empresa e o fisco. (…) Apesar de ter duplicado o salário pago a si mesmo e ao seu filho (…) Deve 40 milhões de euros aos bancos e a sua empresa deve 2.1 milhões ao fisco.» Preto no branco, este deputado irlandês é chamado de batoteiro por um jornal enquanto que, ao mesmo tempo, os seus negócios escuros saltam para a primeira página.
Foi uma partida brilhante, ganha por 4:0. No terceiro jogo, Marco Freitas recuperou de uma desvantagem considerável, onde o adversário tinha liderado até ao penúltimo ponto.
Parabéns e venha a próxima partida (segunda-feira).

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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