A Barriga de Londres

Nur, a atiradora e militar da marinha malaia, foi o centro das atenções nos Jogos Olímpicos: é que competiu na prova feminina de carabina de ar comprimido a 10m com uma barriga de 8 meses (estreia de uma atleta com uma gravidez tão avançada).

Escreveu o jornalista do Público: “Enquanto muitas mulheres com oito meses de gestação ficam em casa a descansar, a atleta da Malásia foi aos Jogos Olímpicos competir.”

Nur pediu à sua bebé para que não se mexesse, para ficar clama e Davana, que nascerá em Setembro, portou-se bem!!

Talvez não tivesse outra oportunidade e estar grávida não muda nada.” -disse.

Um luxo

Na última página do Público de hoje, no «Escrito na Pedra», uma frase de Saint-Exupéry, escritor e aviador francês, muito conhecido pelo seu Principezinho:

A grandeza de uma profissão é talvez, antes de tudo, unir os homens: não há senão um verdadeiro luxo e esse é o das relações humanas.”

A importância da nossa profissão ou actividade, seja ela qual fôr!

Hóquei em Campo: Vencedores das provas nacionais

Armindo de Vasconcelos

A Federação Portuguesa de Hóquei acaba de homologar as provas relativas à época de 2011/2012.

A Associação Desportiva Lousada foi a grande açambarcadora de títulos nacionais nesta época, tendo conquistado sete das treze provas: em”indoor”, ou hóquei de sala, venceu os campeonatos nacionais masculinos de seniores, sub-18 e sub-14 mistos; na variante de campo, venceu o Encontro Nacional de sub-14 mistos, o “nacional” de seniores masculinos, a Taça de Portugal em femininos e o campeonato de sub-18 masculinos.

O Sport Clube do Porto conquistou, no feminino, o título em seniores de campo e venceu o Encontro Nacional de Hóquei de Sala de sub-16.

A Académica de Espinho venceu a Taça de Portugal em seniores masculinos

O CF União de Lamas conquistou o Torneio dos Campeões (seniores masculinos); o CF “Os Belenenses” foi campeão de hóquei de sala em senhoras e o Lisbon Casuals HC levou de vencida o Encontro Nacional de Hóquei de Sala feminino de sub-16.

Foto: fphoquei.pt

Hoje dá na net: Notorious

Notorious, obra do mestre Alfred Hitchcock, com Cary Grant e Ingrid Bergman.

Pedem a Alicia Huberman para espiar os amigos nazis do próprio pai, que operam a partir do Rio de Janeiro… (Página IMBD)

Em inglês, sem legendas.

Montes Claros – Lisboa

A Dança

Barcelinhos, 28 de Julho de 2012. 32.º Festival do Rio.

Uma morte estúpida

Beatriz, vamos chamar-lhe assim, açoreana do Faial – essa ilha «personagem» de Vitorino Nemésio em Mau Tempo no Canal – era uma boa mulher, simpática, generosa, disponível. Nos seus 71 anos, ainda tinha ganas de trabalhar de manhã à noite.

Mas o pôr-do-sol era sagradinho: não deixava escapar nenhum (ou quase nenhum). Largava tudo. Contemplava-o sempre da mesma maneira: olhando para o seu Pico que deixou em rapariga quando se casou.

Um dos vizinhos pedia-lhe, não raras vezes, que alimentasse os seus cães quando se ausentava. Ela fazia-o com todo o gosto. Não sabia dizer «não».

Mas um dia, um dia de Julho, foi surpreendida por esses mesmos cães que alimentava com carinho.

Os vizinhos foram encontrá-la já cadáver:  «Não merecia»; «Que morte tão estúpida, meu Deus»; «Aquela mulher não parava»; «Foi sempre a mesma Beatriz que eu conheço desde a juventude…» – comentaram estupefactos e assombrados.

O cão de maior porte, aparentemente perigoso, está agora no canil.

Do dono dos cães, não sei nada. O jornal «esqueceu-se» de referir o seu paradeiro e a sua responsabilidade…

P.S. –Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

O direito ao esclavagismo e à ignorância

Lembrou-se o Daniel Oliveira desta banalidade:

Ir de férias não é um luxo. Sair de casa e da cidade onde se vive, estar com a família e recarregar baterias é, na sociedade que julgávamos estar a construir, um direito.

A extrema-direita não gostou. Vamos por partes: se as férias pagas são uma conquista lançada pela Frente Popular em 1936, e portanto um direito conquistado, qualquer não mentecapto com conhecimentos mínimos de gestão empresarial sabe que hoje são mais um dever: os trabalhadores descansando aumentam a sua produtividade, coisa a que recarregar baterias dá muito jeito.

Claro que vivemos em Portugal,  onde até os homens do FMI afirmam isto: [Read more…]

Nuno Crato e a obsessão pelo tamanho

Como qualquer político profissional, Nuno Crato sabe que o tamanho tem importância, porque substitui argumentos. Um homem inteligente deveria saber que não chega dizer que a contestação dos professores “não é tão grande assim”: importante é saber se essa contestação faz sentido e perceber se a demonstração pública dessa mesma contestação não será apenas uma pequena parte visível.

A pobreza das afirmações de Nuno Crato, no entanto, não deve servir para que os professores deixem de reflectir sobre a quantidade e a validade das manifestações públicas de contestação e é sempre importante relembrar que é preciso ir além das reivindicações, das vigílias e das manifestações, que podem ser meios, mas nunca poderão ser fins. E Setembro é já amanhã.

A propósito, ainda, de Setembro, só um ministro incompetente e incapaz (ou cultor) de capacidade de planeamento é que se pode orgulhar de que dados fundamentais para o início do próximo ano lectivo sejam conhecidos no início desse mesmo ano lectivo.

Bom fim de semana

No oceanário, mini-golfe, no aquaparque ou feira popular, o casal Kim/Rissol está em todas. Ovações tonitruantes, gritaria de provocar rouquidão durante uma semana. Kim casa-se com Rissol e algo parece mudar na Coreia do Norte, talvez na senda daquilo que foi o casal Sarkozy e aquilo que é a dupla Hollande/Trierweiller, aliás, Massonneau.

Geralmente, quem por cá mais ataca os monárquicos, são precisamente aqueles que gostariam de ver uma coisa destas em Portugal e arredores.

Acordo Ortográfico: e quando um brasileiro procurar a recepção de um hotel…

 

Graças à uniformização ortográfica alegadamente proporcionada pelo chamado acordo ortográfico (AO90), será cada vez mais provável que os turistas brasileiros, ao procurarem a recepção de um hotel em Portugal, deparem com a “receção do hotel“.  Efectivamente, por obra e graça do AO90, a palavra em causa passa a ter grafias diferentes: a primeira mantém-se no Brasil, a segunda é novidade em Portugal.

Imagine-se que o turista em causa sabe que Portugal já adoptou o AO90. Imagine-se, ainda, que o mesmo turista, à semelhança de muitas pessoas, iludido por publicidade enganosa, ficou a pensar que portugueses e brasileiros utilizavam, agora, a mesma grafia para todas as palavras. O surpreendido turista poderá imaginar que o hotel ainda não adoptou a nova ortografia ou poderá chegar à conclusão de que, afinal, o chamado acordo ortográfico será, com certeza, ortográfico, mas dificilmente será um acordo.

É claro que a cereja no bolo desta confusão estará visível na chapa que a recepcionista poderá ostentar na lapela: aí poderá ler-se “Fulana. Rececionista“.

Zorrinho ou o Franciscanismo Argumentário

Que se passa com Zorrinho? Por que motivo não foi capaz de elogiar uma frase de desprendimento político do Poder e de um cargo, vinculando o Primeiro-Ministro a essa espécie de compromisso com as suas próprias palavras: que se lixem as eleições?! Em vez disso, com uma falta de imaginação terrível, sem rasgo e sem estilo, desatou a construir inferências abusivas: se disse o que disse, o que quis dizer foi «que se lixem os eleitores», quando tudo o que transpôs os dentes de Passos é saudável, raro, e foi só isto: «Se algum dia tiver de perder umas eleições em Portugal para salvar o país, como se diz, que se lixem as eleições.» Zorrinho tinha a obrigação de reconhecer que nada há, nesta governação, que seja populista e eleitoraleiro. Muito pelo contrário. O que há é amargo. Sacrificial. Duro.

Porque Zorrinho conviveu demasiado perto com a mais infecta desmesura gananciosa do Poder como chave de corrupção e oportunismo, com a hubris mais ostensiva contra os interesses de Portugal, e com os excessos mais onanistas da imagem pela imagem, deveria confirmar que é o interesse do País acima de qualquer tentação eleitoralista o que move, e ai dele!, o líder deste Governo. Por isso é vaiado por uma minoria que se tem especializado na vaia ordinária. Por isso Passos é contestado em surdina e desespero por quem legitimamente desespera. Eu ficaria aliviado quando enfim um Governo se estivesse realmente, como treslê Zorrinho, «a lixar para os eleitores» desde que deixasse de lixar os contribuintes mais indefesos, as famílias mais desesperadas, os funcionários públicos, grande bombo fácil de todas as desleais correcções do défice.

Há por aí quem tente e deseje odiar Passos Coelho de todo o coração, com toda a mente e toda a alma, da mesma maneira que, espontânea e intuitivamente, milhões de Portugueses abominaram e abominam Sócrates por todas as boas razões do asco natural a patéticas peneiras e ao que é politicamente maligno e todas as más razões de tanto mal perpetrado contra nós. Tentam. Desejam. Mas não conseguem. É fácil perceber porquê.

A abertura dos jogos olímpicos é o maior espectáculo do mundo?

Desde quando? Veja como abriram os jogos olímpicos desde 1960, responda a esta pergunta e habilite-se a um prémio inteiramente grátis:

Pequim, ou Beijing como se escreve agora, 2008

Atenas 2004 (na Grécia, essa mesma)
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Império do Sol

Extraordinário filme de Spielberg, com uma notável interpretação de Christian Bale, o actual Batman, na altura com 13 anos. A acção decorre em 1941, na China, durante a invasão japonesa. Legendado.

O sentido de Britishness

As aberturas dos Jogos Olímpicos foram sempre uma celebração de alguma coisa, nomeadamente do país que os organiza. Não há duvida que este ano foram uma celebração daquele sentido de Britishness. Do que é ser britânico. Estava, sinceramente, à espera de algo muito mais nacionalista com armadas espanholas e Henriques V. Mas afinal não. Os britânicos, espertos, celebraram o que têm de melhor. O humor, o fair play, a literatura, a fantasia, a diversidade. Sim, o Reino Unido que se mostra nestes Jogos não é o Reino Unido que o BNP (British National Party) gostaria que fosse. O que sópode ser uma coisa boa. É uma entidade que mais do que nunca celebra a junção entre o tradicional e o moderno. Entre o antigo e o novo. E mais nenhum país no mundo consegue fazê-lo com tanta mestria e com tanto sucesso, independentemente das tensões que surgem.

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Irritações

 

É tarde e na televisão passa a repetição de um programa de discussão política, emitido umas boas horas antes. Os personagens são conhecidos, demasiado conhecidos. Têm o seu passado de inutilidades e equívocos branqueado por isso mesmo, por ser passado. Ouço-os, e à natural falta de paciência causada pelo cansaço de quem precisa, mas não consegue dormir, junta-se uma estranha irritação. Os sorrisos sobranceiros que decoram as palavras, não ajudam. A discussão que esconde mal, mesmo muito mal, um pacto tácito entre todos, azeda-me o fígado. A sabujice de quem modera (?) revelada nas lambedelas que substituem as perguntas, é suficiente para tirar do sério o mais fleumático dos mortais. Mas há ali qualquer coisa mais. Qualquer coisa que eles tentam, mansamente, encobrir. Qualquer coisa que, a pouco e pouco, se vai tornando perceptível, quase palpável. E de repente, “voilá”. Finalmente percebo e também percebo que, afinal, a descoberta nada tem de notável. Aquelas aventesmas não vão para ali dizer o que pensam. Vão para ali dizer o que lhes dá jeito e apenas dizem o que serve os seus interesses pessoais.

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Abertura dos jogos olímpicos: uma mixórdia de temáticas

Percebe-se o objectivo nacionalista mas podia ter interesse. Uma mixórdia de temas encaixados como um pé direito no sapato esquerdo.
Abertura dos jogos olímpicos - Londres 2012

Foto: BBC Sport

Plataforma pela Educação

Afinal foi hoje que a Escola Pública mudou…

Oásis Lixados

Objectivamente, estamos cada vez mais pobres, nós, cidadãos desempregados ou chulados e lixados de pura exploração. Nós, que não somos assessores governamentais. Nós, que não temos vinte e quatro anos de idade, portanto uma ‘enorme’ experiência, que justifiquem vencimentos mensais brutos a roçar os 5069,34 euros, no Ministério da Economia. Mas, vá lá, no meio deste fosso, há algumas empresas públicas, e mesmo a Galp do Amorim, que estão a comportar-se maravilhosamente, com resultados operacionais positivos, fazendo justiça ao princípio exigido externamente [Troyka] e pelo Governo de que tais empresas têm de ser equilibradas. Claro que estas boas notícias não vão salvar-nos da cruz dívida, madeiro a que a política, essa rameira [amiguista, dos tachos, das cunhas, dos jeitinhos, dos favores], nos pregou por muito e bom tempo, como no-lo recorda Pedro Santos Guerreiro«Os casos de resultados operacionais positivos têm sido aqui amiúde destacados, como o da Carris e o dos STCP. O problema é a dívida. Porque foi com dívida que, ano após ano, se tapou o desequilíbrio operacional e o fluxo de investimento, muitas vezes desnecessário ou ruinoso na sua execução, com derrapagens intoleráveis, mas toleradas. A dívida “em armazém” é gigante e é um problema do Estado. A dívida alegremente contraída será tristemente paga por nós.»

elogio de Humphrey Bogart

Foto: Yousuf Karsh

Cada vez gosto mais do Bogie. E olhem que pode ser complicado a gente gostar dele. Quando se cresce a levar com Tom Cruise a fazer coquetéis (é assim que se escreve?) não é fácil afirmar a preferência por tipos de tez acinzentada pelo tabaco e mortos há mais de 30 anos. Tipos que, reparem bem, nasceram em 1899 (!), coisa espantosa para um galã de cinema. Não é por ele fumar como um carroceiro e não ser o Tom Cruise que eu gosto dele, embora ambas sejam características que me podem levar a simpatizar com uma pessoa, mas porque o Bogart tinha aquela aura (conquistada em grande medida, mas não em exclusivo, com o seu Rick Blaine) de tipo generoso, incapaz de virar a cara ao sofrimento alheio, mas sem pachorra nenhuma para as lamechices. E eu acho que o mundo está a precisar urgentemente de gente dessas.

Já não há sais de frutos suficientes para tantas criaturas que querem dar-nos abraços grátis (como se habitualmente eu pagasse por eles), que nos entopem as caixas de correio electrónico com imagens de cãezinhos, gatinhos e outros bichinhos em poses Walt Disney, ou de criancinhas angelicais,  ou que nos dedicam chi-corações (é assim que se escreve?) e “beijos no coração” (argh!), ou que acreditam que a existência dos pobrezinhos é necessária para que possamos exercer a cristandade, e nos saturam com a descrição inflamada da sua própria generosidade, e outras coisas abomináveis. Por mim, a regra é simples: se tenho dúvidas quanto à lamechice de alguma coisa, basta perguntar-me: “O Bogart faria isto?” [Read more…]

Sem notícias

Mais uma ideia maluca, à Céu Mota. E se, de um dia para o outro, optar por não ouvir, ler ou querer saber o que se passa no meu país e no mundo? Não comprar o jornal, mudar de emissora de rádio quando viajo de carro, não ver as notícias na TV, etc.?

Nas férias não é difícil, mas prolongar essa escolha para o resto do ano?

Será alienação? Indiferença? Como será viver sem tanta informação?

Por todos os lados ela nos chega. Tanta, que ficamos imobilizados… sem saber para onde nos virar, sem conseguir filtrar e assimilar. Ficamos loucos. Não agimos.

Provavelmente, escreveria menos no Aventar…

Não há como experimentar!

A palavra iniciada por F

Enquanto tomo o café, leio uma entrevista à professora Helena Marujo, especialista em Psicologia Positiva:

“A felicidade também se aprende e também se treina.

A felicidade e o optimismo têm impactos profundos nas nossas vidas:

1- melhoram a saúde;

2- potenciam as capacidades cognitivas;

3- aumentam a longevidade; entre outras vantagens”.

Helena Marujo diz-se uma pessoa feliz, mas num trabalho diário de construção da felicidade. Não é algo natural nela, antes algo que busca. Uma sugestão que deixa: apaixonar-nos por aquilo em que acreditamos.

«E em que é que eu acredito?» – pago o café e vou trabalhar.

Bem vindos ao século XIX

Porque não ter uma base de dados central com todos os acórdãos, disponível on-line!? Acórdão do caso Freeport não ficará disponível antes de Setembro. Os senhores meritíssimos(?) juízes estão de férias…

A atracção de Henrique Raposo pela mentira é imparável

Henrique Raposo veio a Coimbra e escreveu uma crónica que subscrevo. Não porque tínhamos 4000 jovens estrangeiros num festival de ginástica mas porque não faz sentido o comércio de um centro histórico fechar ao sábado. Não tenho a mínima dúvida que essa é uma causa da decadência do comércio na Baixa de Coimbra: encerrar aos sábados à tarde, mantendo-se aberto e às moscas à 2ª feira, foi e é não perceber que o mundo mudou.

Ficar-me-ia pela analogia de que tal como os relógios analógicos parados Henrique Raposo acerta duas vezes por dia (ou duas crónicas por ano), não fosse um detalhe: afirma Raposo que se encaminhou para uma loja que vende sapatilhas Sanjo e música alternativa. Ora por estes lados sobra uma loja que vende música alternativa, mas não tem sapatilhas (excepto no primeiro plano do vídeo abaixo). Temos outra onde de tudo se mistura um pouco, mas a música é mais Quim Barreiros. Mentir em Henrique Raposo é fatal como o destino.

Acordo Ortográfico: sabor a pacto

Encontrei, no repositório do costume, mais uma prova de que o chamado acordo ortográfico (AO90) é uma fonte de problemas, o que não é de admirar, se tivermos em conta que o alegado acordo está carregado de incoerências. Ora, num país em que o ensino da língua materna tem sido bombardeado por quintalórios universitários aliados a gabinetes cheios de reformistas instintivos, o acrescento do AO90 constituiu a gota de água que fez transbordar o balde. [Read more…]

Intervalo

Depois da excelente série do Ricardo sobre Filmes para o 7º ano de História, é tempo de um intervalo. Mas curto. Amanhã mais coisas darão na net e, se nos deixar uma sugestão nos comentários, até poderá ser a sua escolha.

[youtube http://youtu.be/qLYdlZWrBRQ?w=290]

O regresso da Corporativa

Tem feito falta, obriga-me a ler mais coisas indigentes; não sei quem são mas acabaram as aulas e voltaram.

Também gosto de humor negro, com cheiro a queimado

João Miranda em churrasco lento e já, para amortizar eventuais dívidas.

Que se lixem as crianças!

Leiam esta notícia, com atenção: no concelho de Paredes, há um menino que vai entrar para o Primeiro Ciclo do Ensino Básico e que, graças ao encerramento da escola para onde iria, terá de se levantar duas horas antes do início das aulas, devido ao horário dos transportes; no concelho da Figueira, uma mãe não tem 50 euros para pagar o passe, agora que a filha será obrigada a ir para uma escola mais distante; alguns presidentes das câmaras estão muito preocupados com o aumento da despesa com transportes.

Nuno Crato, a propósito do encerramento das escolas, mente o mais que pode, afirmando que tudo nasce de um consenso sereno. Os presidentes das câmaras preocupam-se com o dinheirinho ou com as fidelidades partidárias. Confirma-se, portanto, que, entre ministros e autarcas, há uma disputa renhida para ver quem consegue prejudicar mais as crianças do país. Terrível campeonato! Tristes espectadores!

Sem rosto

Já há muito que queria ter Elogio da Loucura nas minhas mãos, sopesá-lo. Um livro com 500 anos é «pesado», embora esta edição que tenho seja uma «coisinha» de 141 páginas num formato A5.

Esta obra de Erasmo de Roterdão faz doer as costas!!

Logo na página 16, eu me fico:

” (…) já que o rosto não mente porque é o espelho da alma. Não dissimulo no rosto o que sinto dentro do peito. Sou sempre idêntica a mim própria (…)

José Mestre foi, durante muito tempo, um homem sem rosto. Nunca o vi. Deambulava pelo Rossio e pelos Restauradores em Lisboa… Conquistou um rosto depois da operação ao tumor que lhe pesava mais de 5 quilos no corpo e na alma. Como espelhava ele a sua alma antes de ter este rosto?

Claro, sr. Erasmo, há outras maneiras, outros veículos para reflectir o que vai na alma.

O rosto é apenas um dos muitos espelhos que ela tem!

Se não, o que seria de nós aventadores e de vós, leitores do Aventar, gente sem rosto?!!