
Esta do TGV manco foi, para mim, a gota. Ao contrário dos sapos que engoli porque o que veio de trás a isso obrigou, a esta cambalhota do TGV ninguém obrigou o governo. Isto é, se não contarmos com o lobby da construção…
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Esta do TGV manco foi, para mim, a gota. Ao contrário dos sapos que engoli porque o que veio de trás a isso obrigou, a esta cambalhota do TGV ninguém obrigou o governo. Isto é, se não contarmos com o lobby da construção…
“Este homem tem que ser julgado“. Mas tem que ser um julgamento justo, sem as televisões do Contenente, só o jornal da Madeira
O presidente do Governo regional da Madeira, Alberto João Jardim (…), acusa a comunicação social de ter manipulado as suas declarações em que, por “qualquer eventual frase ou “lapsus linguae”, assumiu ter ocultado dívidas. in Público
Uma eventual ocultação de dívidas, portanto. Uma qualidade que não pode ser menosprezada neste homem: a sua capacidade de nos tratar a todos por imbecis e continuar a ter adeptos.
Uns bastardos, uns filhos-da-puta, isto dá muito má imagem da Madeira, “o partido não tem vergonha”.
Portugal é, definitivamente, um prostíbulo.
A personagem de Jamie Lee Curtis, de Um Peixe Chamado Wanda, tinha a particularidade de ficar excitada sempre que ouvia qualquer língua que não a inglesa. Pergunto-me se a mesma personagem resistiria aos encantos do economês de Carlos Costa, o governador do Banco de Portugal. Como pode uma mulher não gemer quando ouve um homem dizer coisas como “A desalavancagem tem de se fazer através de ‘stocks’, alienação de ativos, de modo a não prejudicar a economia”? Como poderia ela sufocar um grito rouco quando ouvisse sussurrar “O processo de desalavancagem de fluxos sacrifica o financiamento da economia e o crescimento e, logo, o balanço dos bancos pela qualidade. Nessa altura, entra pela janela o que tinha saído pela porta.”?
No que me diz respeito, já ficaria contente se, um dia, um economista com responsabilidades de qualquer tipo de governação fizesse previsões acertadas. A esse, mesmo preso dentro deste corpo heterossexual, dar-lhe-ia ouvidos.
Na Madeira mente-se em legítima defesa, significando isto que se pode gastar dinheiro sem para isso se ter legitimidade. Na verdade, isso nem é exclusivo da Madeira, bastando olhar para os ajustes directos para se perceber que a prática tem historial. A Parque Escolar, por exemplo desdobrou obras para caberem nos ajustes directos, em clara violação da lei. Tal como na Madeira, as diversas autoridades vieram sacudir a água do capote com o habitual “fomos enganados, de nada sabíamos”. A diferença limita-se à arrogância com que AJJ vem declarar que foi de propósito e como passa pelos pingos de chuva sem se molhar: ganha votos na Madeira, onde passa por herói e talvez um dia lhe seja aplicada uma multa simbólica. Neste buraco madeirense, apenas uma coisa me intriga. Tendo a Madeira 267.938 habitantes (dados Censos 2011) e atendendo a que não se fez uma fogueira com notas de euro, para onde foram os 1,11 mil milhões de euros gastos para além das restantes transferências autorizadas (as quais, só por si, já foram uma pipa de massa)?
Quanto às hipocrisias nacionais, contava Ana Sá Lopes no último Contraditório (minuto 15:50) o episódio de, no último orçamento, estar Teixeira dos Santos no Plenário a atirar-se aos gastos da Madeira quando, ao mesmo tempo, estava Jorge Lacão a negociar com Guilherme Silva a introdução de mais despesa. Tudo isto é muito vitoriano: desde que não seja público não faz mal. Só que agora é preciso justificar aumento de impostos e há contas a pagar… Quantos casos destes haverá por este país fora? Sobre este mesmo tema, transcrevo ainda o editorial do Público de hoje. Tal como nele se escreve, «a repetir-se, esta farsa só ressurgirá como tragédia».
Isto é um assalto…
…mas é em legítima defesa.
No país cuja Constituição consagra a gratuitidade do ensino, obter uma Educação de qualidade é um luxo que muitas famílias não podem pagar, com perdas nas vidas individuais e com prejuízos para uma nação que continua a não investir no fundamental, enquanto chama “investimentos” a estádios de futebol e a exposições mundiais ou enquanto desvia impostos e cortes salariais para desmandos privados e disparates regionais.
Diante dos que são impedidos de continuar a estudar, muitos argumentarão que “sempre foi assim” ou que “não somos todos iguais” ou que “não podem ser todos doutores”. Dos jovens ouviremos frases como “Tive de ir trabalhar, que os meus pais não tinham dinheiro para eu continuar a estudar.”
O arrepiante de tudo isto é que estes ditos são iguais àqueles que eram pronunciados antes do 25 de Abril. Já se sabe que não somos todos iguais, mas, numa democracia moderna, esperar-se-ia que tivéssemos oportunidades semelhantes, que pudéssemos contar com um Estado em busca de justiça social. Em vez disso, sempre ao arrepio de uma Constituição que tantos querem alterar, temos um Estado a esvaziar-se, muito contente com o dinheiro que vai obter nas privatizações, com anéis e dedos metidos no mesmo saco.
As finanças públicas, atacadas por vícios privados, poderão ficar, finalmente, equilibradas. Numa contradição que me será sempre estranha, o país ficará tão bem como mal continuarão as pessoas.
A título excepcional, podem ser admitidos ao uso da marca Produto da Madeira, os seguintes produtos: a) A carne fresca de bovino proveniente de animais vivos adquiridos no exterior desde que estes permaneçam para acabamento no território da Região Autónoma da Madeira, desde a data da confirmação do seu desembarque, pelo menos 4 meses;
Portaria n.º 27/2011 de 22 de Março
Apanhado neste vídeo.
É pena as verdades serem ditas apenas em programas humorísticos/satíricos.
Esta anda mesmo muito mal frequentada. E afinal quem é o Firmino?
Hoje é domingo, é um dia bom pa’ ir até à praia ver o que é feito do nosso dinheiro.
Woody Allen, um dos mais avisados sexólogos do mundo ocidental, disse acerca do onanismo: “Não digam mal da masturbação, que é fazer amor com alguém de quem gosto muito.” Por analogia, e porque, no fundo, a sociologia é sexologia com mais roupa, parece-me absolutamente justo que um inspector-geral abra concurso para seu próprio benefício. Este é o verdadeiro português, o descobridor que não vira a cara à luta, o homem que, sozinho, vai contra cinco ou mais, sem se importar com quem esteja a ver, o corajoso que esgalha o pessegueiro, ainda que esteja em propriedade alheia.

Serão milhares? Pelas imagens, não sendo enganam muito bem. Da parte da comunicação social o boicote é internacional (nem uma só referência no online português, até ver).
Para todos os efeitos nem que fossem só 100 manifestantes tentando acampar nas imediações de Wall Street seria notícia, mas já sabemos o que a casa gasta.
De notar que a polícia montou barreiras, “and only those could prove they lived or worked on Wall Street were allowed to enter. “
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O 5 Dias fez ontem 5 anos. Para essa grande casa da esquerda os meus parabéns e esta modesta recordação à laia de prenda de aniversário.
outra versão da imagem aqui
Diz o Expresso que morreram dois espetadores. Não diz se eram ou não muito aguçados.
Já se sabia que, do ponto de vista da água, uma ilha pode ser vista como um buraco. A Madeira, graças aos préstimos de Alberto João Jardim, é também um buraco, do ponto de vista financeiro. Este dado, aliás, transforma esta ilha numa originalidade: em vez de estar rodeada de água por todos os lados, mete água por todos os lados.
A Madeira é, portanto, um buraco e, mais propriamente, um vórtice, já que arrasta para o fundo um país inteiro. Face a este naufrágio, todos os que já desconfiavam ou já sabiam dos desvarios do “Bokassa” madeirense, nas palavras do volúvel Jaime Gama, fingem-se surpreendidos. Alberto João continuará a rir-se e a produzir alarvidades, enquanto vê os salários dos outros a escorrer para o turbilhão que criou.
Entretanto, é sempre curioso verificar como, no meio deste turbilhão, Carlos Abreu Amorim se deixou transformar num Francisco Assis alaranjado, com os mesmos argumentos tão fracos como palavrosos, respondendo às críticas do PS com uma espécie de “quem diz é quem é”. Foi o mesmo Carlos Abreu Amorim que defendeu, além do mais, que Jardim é o político mais injustiçado de Portugal, o que faria sentido se “injustiçado” quisesse dizer que nunca compareceu diante da Justiça.
A Espanha ganhou com mérito mas não teve o inequívoco apoio das bancadas como Portugal teve.
Há quem fale em 50 000. Não sabia? nas televisões locais também não sabem. Pode ver em directo aqui, seguir no twitter (#takewallstreet) ou na página de apoio.
Pegando o touro pelos cornos, actualizado com imagens e vídeos: [Read more…]
Hoje é o dia da língua mirandesa.
Nós tenemos
muitos nabos
a cozer nua panela,
nun tenemos
sal nien unto
nien presunto nien bitela [Read more…]


Olhando para o Terreiro do Paço, com o seu amplo espaço e com as colunas a convidarem o olhar a pousar no rio, noto o quanto esta praça tem os mesmos ingredientes paisagístico-arquitectónicos da Praça de S.Marcos, em Veneza. Já o ambiente humano é completamente diferente, faltando ao deserto que é a congénere lisboeta a vida que enche S. Marcos. Valham-nos as cíclicas manifs que a populam, ou poderíamos pensar que se destinava aos pombos aquela imensidão, na qual até se estoirou em abundância o escasso dinheiro para trocar a bela calçada portuguesa por uma vulgar lage de “terra” batida.
A 15 de Outubro, numa rua perto de si.
Depois da vitória com estilo de ontem, hoje foi a vez de levarmos a Argentina pela frente; a Final é amanhã e vamos dar uma lição aos espanhóis…
Hoje tive a sorte de começar o dia a trabalhar na baixa lisboeta. Uma agradável surpresa que logo me convidou ao velho hábito de comprar o Público, apanhar o comboio da linha de Sintra e aproveitar para iniciar a manhã sem o stress automóvel.
Ouro sobre azul? Seria, não houvesse uma avaria em alguma coisa, não se sabe o quê, levando ao caos na estação. Problemas em todo o lado existem, a diferença está em saber a eles reagir ou não e como pude verificar, a CP não sabe. Há painéis electrónicos para informação mas nada diziam; o sistema sonoro estava mudo; na bilheteira havia uma fila de pessoas a tentar obter uma resposta do funcionário, o qual não respondia porque estava ao telefone a tentar perceber o que é que se passava; clientes furiosos tentavam que lhe devolvessem o dinheiro pago pelo bilhete, mas sem sucesso porque o “sistema não deixa ver”. Desorganização total.
Mas voltemos um pouco atrás. Estava para sair de casa e peguei nos vários cartões recarregáveis de viagens. Um deles haveria de funcionar. Azar, alguns eram do metro e, apesar de serem teoricamente usáveis em todos os transportes de Lisboa, depois de usados num transporte já não funcionam nos outros. E os dois que foram estreados na CP tinham a validade expirada. Parece que só se podem usar durante um ano.
Acabei por comprar um novo cartão, lá apanhei um comboio e fui à minha vida. Ao regressar a casa, lembrei-me que podia tentar devolver o cartão expirado. Atendeu-me um cavalheiro, prestável e simpático, que lamentou nada poder fazer, já que os cartões só podem ser trocados nos cinco dias depois da compra. Mas foi uma boa notícia, pois antevi o plano de, à chegada, devolver o cartão na bilheteira. O plano só falhou por estar fechada mas fora isso é perfeito.
Assim foi o meio dia na CP. Fui servido e, por bónus, ainda ganhei um cartão para a colecção. Quem sabe se isto não é como os selos e, daqui a uns anos, não terão valor para a troca?
D. João II, o Príncipe Perfeito, terá declarado, acerca do reinado de seu pai, Afonso V, que este o deixou dono das estradas de Portugal, tais foram os favores com teria cumulado a aristocracia. D. Afonso V terá sido, portanto, um cultor do Estado mínimo, avant la lettre. Para corrigir aquilo que considerou erros macroeconomicopolíticos do pai, D. João chegou ao ponto de esfaquear um cunhado, entre outras medidas pouco simpáticas.
Os afonsos que nos governam já venderam as estradas e andam pelo mundo a oferecer o resto. Quando acabarem, o Estado será uma coisa tão mínima que acabará por fazer as delícias de todos os que sonham em viver num protectorado. Cá estaremos todos, à espera que os alemães ou os franceses façam o pedido que comunicaremos, pressurosos, às cozinhas. Que, ao menos, a gorjeta valha a pena.
Já não é o que está na notícia, mas corre pelo facebook que já lá esteve. E se não aconteceu, bem podia ter acontecido…
-Não me surpreende que os madeirenses possam eleger para novo mandato Alberto João Jardim. Eu próprio se trabalhasse na Madeira e pagasse lá os meus impostos, talvez votasse também no homem, afinal quem não gostaria que as medidas difíceis que todo o país tem de enfrentar, lhe passassem ao lado? Um político que afirma com o maior desplante, ir continuar a política despesista que conduziu a região ao desastre financeiro, com graves consequências para todo o país, só poderia ter uma resposta à altura do governo da República, isto se tivéssemos governantes à altura, que pelos visto não temos, era ver imediatamente fechada a torneira das transferências financeiras entre o Estado e a Região até que o resultado fosse 0 cumprimento das metas a que o governo regional está obrigado. Mas o PSD já se prepara para ajoelhar uma vez mais diante do mais despudorado caciquismo, procurando agora no governo justificar o que durante anos, com razão, criticou aos governos socialistas, a utilização de dinheiros públicos ao serviço do interesse partidário, sem atender à realidade do país. Estranho e lamento que alguns liberais, possam pactuar com políticas keynesianas no arquipélago, em tudo semelhantes às que combatem no continente. Ou será que para eles a opção pelo investimento público como modelo de desenvolvimento, indiferentes a derrapagens e compadrio é aceitável se o governo for da cor e beneficiar amigos?
Mais um buraco nas contas do governo de Alberto João Jardim, desta vez por dívidas que não foram registadas, pagas ou comunicadas às autoridades estatísticas. O bailinho leva a inscrever mais 1681,3 milhões de euros nos défices de 2008 a 2011.
Das duas uma: ou há leis em Portugal para estas coisas (e não sou defensor da penalização jurídica do que deve ser castigado politicamente, mas para tudo há fronteiras e limites), ou não havendo, tem de haver. Se somarmos a todo este regabofe o offshore madeirense, por onde se escoam milhões todos os dias, a solidariedade com o todo territorial de um país acaba aqui. O governo é de Portugal, o presidente da República é de Portugal, a Procuradoria Geral é de toda a República, ou actuam sobre a Madeira ou isto nunca mais pára.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Descobri na passada terça-feira que este vídeo deveria ter saído no dia 22 de Setembro de 2024, às 23h30. Pronto, ei-lo.

The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
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