2ª feira TODOS podem e devem fazer GREVE – é a última?

Ora aí está a confirmação que todos esperavam. Depois de nos ter sugerido trocar o exame de português pelo de matemática, Pedro Passos Coelho, seguramente o mais competente primeiro-ministro depois do 25 de abril, vem agora confirmar o que os sindicatos sempre disseram: a Lei não garantia a exigência dos serviços mínimos em educação. Confesso  que não pensava ser possível ter um governante tão competente na convocação de uma Greve.

Aliás, pelo que se vai percebendo, a Direita está em pânico e de trapalhada em trapalhada caminha para o fundo de um buraco que parece não ter fundo. Então agora vão mudar a Lei da Greve?

Quer dizer, perdem o jogo, logo, ‘bora lá alterar as regras. Parece-me que o Glorioso Sport Lisboa e Benfica, a seguir o exemplo do Governo, vai exigir que na próxima época os jogos acabem mesmo aos 90 minutos.

Nuno Crato convocou os sindicatos para uma reunião ainda hoje (16h), mas só há um caminho para os nossos representantes: o MEC retira de cima da mesa a Mobilidade Especial e o aumento da carga horária e os Professores voltam às negociações. Tudo o que seja menos do que isso e a GREVE às avaliações é para continuar.

Quanto à GREVE de 2ª feira, Nuno Crato vai tentar, hoje, forçar os sindicatos à sua desmarcação e, caso o tiro volte a falhar (como tem sido habitual) terá que alterar a data do exame de Português porque há uma mensagem muito clara que todas as escolas estão a dar: segunda-feira a GREVE é mesmo TOTAL!

Todos podem (devem!) fazer GREVE, não há qualquer tipo de condicionamento formal e tudo o que um ou outro imbecil possam dizer para condicionar a GREVE, será uma… imbecilidade. Eu vou MESMO aproveitar, quem sabe não terei outra oportunidade de fazer GREVE.

Os sindicatos de professores andam a dormir?

Num momento em que a greve dos professores está no auge e o ministro da Educação acaba de esticar a corda, num caminho sem retorno, os sindicatos parecem ter adormecido na luta. Se esta já está extremada da parte do Governo, cumpre aos sindicatos fazer o mesmo.
Não é pedir mais negociações suplementares. Já se percebeu que o Governo nada tem para oferecer. Não é deixar que os prazos para novos pré-avisos se esgotem.
A partir do dia 24 de Junho, não haverá greves, pelo menos até agora – e já não há muito tempo para fazer o pré-aviso. E depois? Correrá tudo normalmente como se nada tivesse acontecido? Meia dúzia de dias de atraso, é isso que querem? E ficamo-nos por aqui?
Deixei de ser sindicalizado em 2008, no dia em que a Fenprof assinou o Memorando da Traição com a Ministra da Educação, a prevaricadora Maria de Lurdes Rodrigues. Estava disposto a dar uma segunda oportunidade aos sindicatos, mas infelizmente não vejo sinais assim tão positivos.
Era agora, com greves próximas dos 100% diariamente, que os sindicatos tinham de mostrar a sua força. E o que fazem? Abandonam a luta?

Profs: Publicadas as listas de graduação

Ou antes, estão divulgadas as listas que antecedem o despedimento.

Greve dos Professores

Só para manter a agenda actualizada, será importante recordar, caro leitor, que a Greve na área da Educação, ao serviço de avaliações continua em cima da mesa.

Quer isto dizer que, no período de 7 a 14 de Junho, não se realizarão as reuniões de avaliações onde se decide quem são os alunos que têm notas para ir a exame – 6º, 9º, 11º e 12º.

As dúvidas são muitas, mas das escolas chega uma força já antes vista e que torna mais possível o futuro. Há gente a mexer-se, a organizar, a fazer contas, tabelas e esquemas e, pela primeira vez, em muitos anos de serviço vai ser possível ver a classe a lutar de forma séria e inteligente.

Há escolas onde no primeiro dia se pensa que poderão fazer greve os colegas de línguas, no segundo os das expressões, no terceiro… Outras há, serão os Directores de Turma a avançar. Em todas, uma situação comum: o movimento está lançado e com mais de uma semana para o dia 7, a certeza é uma: as reuniões de Avaliação não se vão realizar.

Para esta realidade concorre, e muito, a unidade sindical criada em torno da luta contra o despedimento de professores. É claro que há Dirigentes Sindicais com responsabilidades, mas militantes do PSD, no terreno – por exemplo na área de Paredes – a desmobilizar para estas lutas.

Mas, como diz um companheiro de escrita no Aventar, em tempo de Guerra, não se limpam armas e é muito bom ver que  as escolas e os professores começam a tomar posições públicas sobre o que se está a passar.

 

 

A ditadura é isto: serviços mínimos e requisição civil

Até parece simples, não?IMG_4008

Se há quem lute, há sempre quem tente impedir essa luta. E há uma linha que separa os democratas dos ditadores.

Os democratas procuram perceber a raiz da luta e tentam caminhar no sentido da resolução dos problemas que levaram à sua marcação.

Os ditadores ignoram os motivos e procuram atacar a Greve.

Nuno Crato já escolheu de que lado quer ficar.

Fez chegar à FENPROF um texto em que se pode ler:

“Recebido o pré-aviso de convocação da greve nacional a ter lugar no dia 17 de junho durante o período de funcionamento dos estabelecimentos de educação ou ensino, solicita-se a V. Ex.ªs que até às 14h do dia 27 de maio, conforme o acórdão do Tribunal Constitucional n.º 572/2008, do processo n.º 944/2007, e nos termos do art. 400.º do RCTFP, alterado pela Lei n.º 66/2012, de 31 de dezembro, e 538.º do CT sejam indicados os serviços mínimos a garantir durante o referido período de greve.

A ausência de resposta até ao dia e hora acima indicados é tida, para os devidos efeitos, como a falta de indicação dos serviços mínimos da parte de V. Ex.ªs.”

Ora, como muito bem faz notar a organização sindical, tal intenção viola a legislação exigente. [Read more…]

Plataforma de Professores está de volta

A FNE decidiu juntar-se às restantes organizações sindicais de Professores – não estamos em tempo de procurar as vírgulas que nos afastam, mas de encontrar pontes e ligações que nos permitam reagir ao que aí vem. Nuno Crato acaba de entregar à FENPROF a sua proposta para aplicar a mobilidade, ainda que com outro nome, aos Professores, isto é, Nuno Crato desmente-se e abre a porta aos despedimentos: de acordo com a proposta, dia 1 de Setembro um Professor sem horário, entra em Mobilidade e perde uma boa parte do seu salário e o despedimento fica a um ano e meio de distância.

Só temos um caminho – a unidade na reacção e, claro, na acção! Não precisamos de caminhar para a Unicidade e fazer de conta que estamos todos pelas mesmas razões. Mas, conscientes das diferenças, vamos trabalhar para juntar as Federações de Pais à luta pela Escola Pública e, fundamental, procurar envolver os Directores no processo.

Subscrevo, também por isso, a ideia do Paulo: devemos juntar FORÇA à nossa luta e por isso faz todo o sentido que a FRENTE COMUM (CGTP) se deixe de merdas e procure entendimentos com as estruturas da UGT – no dia 17 de Junho há TODAS as condições para que a GREVE seja de TODOS!

Já e agora!

TODOS!

Já valeu a pena marcar a GREVE

Do silêncio dos gabinetes e da ditadura das propostas para o Espaço Público, está conquistada a primeira vitória que prangelresulta da marcação da GREVE pela Plataforma Sindical de Professores.

As sucessivas intervenções dos paineleiros do governo mostram que a marcação foi acertada e que mexeu claramente onde tem que mexer – no poder. Esse mesmo que no último ano despediu mais de dez mil docentes e que este ano tenta avançar pelo mesmo caminho.

Percebo, por isso, o que leva Paulo Rangel a escrever hoje no Público que se trata de

“um protesto paradoxal, porque afasta os docentes daqueles que poderiam ser os seus mais valiosos aliados, os alunos e as suas famílias.”

Creio que Paulo Rangel estaria a pensar nos Governantes do MEC que aumentaram os alunos por turma, prejudicando, com isso, os que mais precisam de apoio. Estaria, não tenho dúvidas, também a pensar no Governo que reduziu o currículo, que tirou disciplinas apenas porque era preciso juntar uns cobres para pagar a Gestoras do BANIF. [Read more…]

UNIDADE! Reunião dos sindicatos de professores (2)

Só pode ser este o caminho.

O que aí vem é muito claro – Passos Coelho, Vitor Gaspar e Paulo Portas querem despedir Professores.

O que está em cima da mesa é demasiado complicado para que os detalhes não possam ser esquecidos ou, pelo menos, encostados a um canto, valorizando o que nos une – a defesa do emprego e da Escola Pública.

No dia 9, no Porto, aconteceu a primeira reunião com as presenças da FENPROF, da FNE, ASPL, SEPLEU, SINAPE, SIPE e SPLIU. Agora, em Lisboa, dia 16 terá lugar um novo encontro.

Exige-se um entendimento! Nada menos que isso!

Não sei se para uma manifestação, grande ou pequena, se em Lisboa ou no país todo. De noite ou de dia.

Talvez uma greve de um dia ou de muitos, aos exames ou às avaliações.

Estou por tudo e ao mesmo tempo por nada!

Agora, não se atrevam a deixar a reunião, sem um entendimento!

“Este é um Governo fascista”

Diz Mário Nogueira! E diz muito bem!

UNIDADE! Reunião dos sindicatos de professores

Hoje de tarde, no Porto, acontece algo que pode ser crucial para o desenvolvimento da luta dos professores, tão bem problematizada no texto Professores contra a educação.

Participei no Congresso da FENPROF onde se discutiu e muito o que fazer com a luta, cuja urgência, nas escolas, ninguém questiona. Falou-se de manifestações, de greves de um dia e de muitos, aos exames e às avaliações.

De forma séria, o Congresso decidiu não ficar com o exclusivo do protesto e dar indicação à FENPROF para procurar reunir todos os sindicatos de professores, algo que a classe exige. Saiu, também por isso, apenas a sugestão de uma manifestação de professores em Junho, mas e fundamentalmente ficou esta ideia – vamos, professores da FENPROF juntar a nossa força à força de todos os outros.

A reunião acontece hoje. Está a acontecer num hotel do Porto.

O que espero?

Gostava de esperar muito, mas não me parece que a FENPROF vá encontrar grandes companheiros para a rua…

Agora, uma coisa ficará clara – quer quer que tudo avance sem contestação e quem está disposto a tudo.

Eu estou no segundo grupo e não terei qualquer tipo de problema em apontar o dedo aos primeiros.

Boa?

Não!

Excelente!

Professores contra a Educação

escoladestrOs professores são uma das classes profissionais mais invejadas, porque se mantém o mito de que o horário de trabalho desses inúteis se limita ao número de horas de aulas. Num país em que estamos mais preocupados em que os outros estejam tão mal como nós, a ilusão de que os professores não trabalham e de que, portanto, são uns parasitas, tem rendido proventos a quem destrói a Escola, argumentando que está a combater uma corporação poderosíssima e a beneficiar os alunos.

Entretanto, os professores, de uma maneira geral, aceitam tudo o que lhes é imposto, por medo, por comodismo, por falta de consciência de classe e por ausência de consciência cívica. [Read more…]

Greve aos exames: uma oportunidade perdida

A complacência dos portugueses, em geral, e dos professores, em particular, resultou num cenário catastrófico, com tendência para piorar. A Educação, a trave-mestra da sociedade, está a ser destruída, o que continuará a arrastar a sociedade. Aquilo que andamos a fazer, neste momento, em todas as áreas, não é procurar não cair, é só cair. E de muito alto.

Continua a espalhar-se a ideia de que os professores só vivem preocupados com a sua vidinha, crítica que começa a fazer cada vez mais sentido. Na realidade, esperar-se-ia que a Educação fosse uma causa da comunidade docente. Não me parece: limitamo-nos a suster a respiração, na esperança de que os coveiros parem de nos atirar terra para cima.

Com um governo ensurdecido pelo facto de ter uma maioria absoluta, ajudado por um funcionário menor em Belém e acompanhado por um PS que é a favor da troika e contra a austeridade ou vice-versa, o diálogo é uma inutilidade absoluta. A Educação continuará a ser arrasada e os professores, ao prescindir da revolta, continuarão a ser cúmplices de um crime.

Dito isto, confesso que não percebo como é que, neste contexto, a maior federação de sindicatos de professores prescinde de convocar greves para os exames nacionais, optando por uma campanha em defesa da escola pública e por mais uma manifestação, tratamentos a que o governo está completamente imune. Se esta decisão resultou, efectivamente, da consulta feita a muitos professores, estamos conversados sobre a falta de classe de uma classe profissional.

As escolas terão cada vez menos recursos. A sociedade e a classe profissional que mais deveria preocupar-se com o assunto demitem-se de lutar, verdadeiramente. Numa sociedade digna, a escola pública deve servir para compensar os desequilíbrios causados pelas diferenças económicas, sociais e culturais. Com este governo, cuja única preocupação é despedir professores necessários, essa escola pública está a ser destruída.

Perder a oportunidade de realizar, finalmente, uma verdadeira greve na área da Educação é perder mais uma oportunidade de usar um instrumento que poderia fazer vacilar o governo. Assim, e com todo o respeito por todos aqueles que participarão convictamente, campanhas e manifestações serão música de fundo que o governo aproveitará para continuar a fazer o seu trabalho.

Concurso Extraordinário

Vai ser anulado e a tal vinculação extraordinária já era. Querem apostar?

Já sei que o Adjunto do Ministro das Finanças, Nuno Crato, vai dizer que a culpa é dos sindicatos.

E é, de facto – é uma chatice quando somos obrigados a cumprir a Lei, não é?

Crato mentiu (II)

Segundo a Comunicação Social Nuno Crato mentiu quando disse que não pretendia despedir professores e que a mobilidade não seria o destino dos docentes:

“Não está em cima da mesa nenhuma discussão sobre a mobilidade dos Professores”, disse.

Na altura NC referia-se à FENPROF, que, para o melhor e para o pior, continua, hoje, como ontem, disponível para lutar contra esta gente que quer destruir a escola pública – será que a FNE estará? Na altura a FNE deu a mão – e agora?

Limpar armas

Sábado foi dia de mais uma enorme Manifestação em Lisboa e os Professores que viajaram do Norte tiveram uma participação fantástica.DSC00360Isto, apesar de nos últimos dias, os agentes ao serviço do PSD, procuraram tirar sentido à manifestação – alguns escreveram no Público, outros nos blogues e até houve alguns que visitaram escolas de Vila Nova de Gaia.

Há muitos e variados motivos para colocar os nomes nestes bois, mas em tempo de guerra não há armas para limpar.

Vamos juntos, vamos todos, como ontem sugeria Mário Nogueira.

Quanto aos que acham que é preciso lutar, mas não desta forma, que são, aliás, os mesmos que dizem que a coisa não vai lá com greves (não vai com greves, não vai com manifestações,…) seria interessante que nos deixassem algumas sugestões. Fica o desafio.

Que besta!

Miguel, confesso que já não tenho paciência para essa gente!

manif profsComo se diz por aqui, só à cabeçada!

Governo quer dispensar 50 mil profissionais na Educação

Será que ainda precisam de mais motivos para participar na manifestação ou está bom assim?Manif_26jan2013

Será que é preciso mais algum exemplo para provar que esta gente não está nada preocupada com o Sistema Educativo, nem com a qualidade do que lá é feito?

Dispensar na Educação, sejam Professores, sejam Funcionários só poderá acontecer à custa da qualidade, isto é, do serviço que é prestado aos alunos – quem é pai sabe em que condições estão as escolas ao nível dos funcionários.

Para dispensar Professores só fazendo uma de duas coisas, ou ambas:

– aumentar o número de alunos por turma (mais de 30?);

– aumentar o horário de trabalho dos Professores. Neste caso, obviamente, se trabalho mais tempo com mais alunos, alguém (além do próprio!) irá ficar a perder: os alunos.

Confesso que já não há paciência para o e-bio, para a avaliação e até para quantos entram no IEFP ou quantos foram excluídos – o que está em causa é a ESCOLA PÚBLICA!

Esta é a pergunta para um milhão

Quem é a entidade ou organização que já foi condenada, em tribunal, mais de 100 vezes e ainda assim insiste no erro?

Quem muda sempre alcança

Uns dias atrás reclamei aqui de umas cenas da Fenprof, nomeadamente de alguns desatinos na sua relação com a internet.

Uma, a ausência de um simples feed na sua página, está resolvida; agora ele existe neste endereço (não clique, os feeds servem para usarmos via Google Reader ou outro aplicativo do género, permitindo que os locais que nos interessam nos apareçam à frente sempre que actualizados, ou seja: poupando muito tempo, facilitando a nossa relação com a net, esse mundo dentro do mundo onde o excesso de informação é o grande problema).

Fica a nota, e os meus aplausos.

Uns sabem, outros não

O Ministério da Privatização do Ensino Público, vulgo da Educação, decidiu centralizar os dados de carreira dos seus funcionários, operação com uns bons anos de atraso e que até poupa umas horas de trabalho a muita gente, incluindo os visados, os professores.

Claro que assim terá finalmente possibilidade de saber exactamente quem gere em termos de pessoal, o que se chama entrar na normalidade.

Vai daí mandou um mail a todos os professores, solicitando que via net colocassem os seus dados. Sucede que como a informática e o estado funcionam assim, um tolo mandou um endereço https ir parar a um endereço http.  Nada de estranho. Estamos em Portugal.

Anormal é o meu sindicato, da Fenprof, me spamar com um mail avisando que podia ser uma tentativa de phishing, o que é de infoburro para baixo, e sendo de senso comum nem vou perder tempo a explicar porquê.

Os professores, ao longo da última década, foram obrigados a tornarem-se infoincluídos, o que faz todo o sentido. O meu SPRC mesmo assim insiste em mandar-me o seu jornal em papel, a somar ao da Fenprof, em pdf não porque deve ficar muito caro. Podia contar mais estórias, a [Read more…]

Sindicatos de Professores – eleições directas para mesas negociais

O Sindicalismo em Portugal, como em muitos outros países europeus, vive momentos delicados.

Num contexto em que o papel dos Sindicatos é questionado em permanência, no meio deste tsunami social em que intencionalmente nos colocaram, os trabalhadores também sentem a importância do Sindicato, nem que seja como a última porta a bater depois de todas as outras se terem fechado.

No caso dos Professores há um problema de base que complica tudo – são mais de dez as estruturas sindicais que representam a classe. Existe a FENPROF, liderada por Mário Nogueira e que representa mais professores que todos os outros juntos, mas depois, entre os sindicatos mais pequenos contam-se mais de uma dezena de estruturas.

Maria de Lurdes Rodrigues  (página 11) for responsável pelo primeiro processo de aferição da representatividade sindical para distribuição dos tempos que poderiam ser usados pelos professores para a actividade sindical. Nessa altura, quando havia mais de 1200 dirigentes sindicais a tempo inteiro, a FENPROF tinha 15%. Quando o número foi reduzido para 450,  a FENPROF subiu para os 40% (180 dirigentes) e finalmente, em 2006, foram-lhe atribuídos 146 de 300.

A minha pergunta é simples: a quem interessa esta aparente divisão? [Read more…]

Vinculação Extraordinária – parece que adivinhei!

Hoje foi dia de Negociações no MEC, ou antes, foi dia de reuniões.

Pela manhã escrevi que:

O concurso pode ter as regras mais fantásticas, pode permitir a milhares (muitos, talvez 50 mil!) a apresentação a concurso, mas se não existirem vagas, para que serve o concurso?

Parece que foi em cheio – o MEC vai permitir que todos (ou quase) concorram, mas, pequeno detalhe – continua a não anunciar as vagas.

Já sabemos quem vai poder bater à porta, mas continuamos sem saber quem vai poder entrar.

Vinculação Extraordinária – negociações com o MEC

Parece mentira e se calhar até é, mas enquanto se brinca às negociações alguns andam distraídos e a coisa fica mais folgada.  Do ponto de vista político  faz tanto sentido Nuno Crato meter professores nos quadros na actual conjuntura como o som de uma bateria num funeral (confesso que não gosto muito da expressão viola num enterro e à falta de melhor, foi da bateria que me lembrei. Também é verdade que alguém tinha que fugir da regra dos Aventadores e escrever mal, mas enfim…).

A proposta do MEC é apenas uma proposta de normativo legal para um concurso, ou seja, o MEC  está apenas a negociar quem é que pode bater à porta para efectivar. Falta dizer quando e como vai abrir a porta e, mais importante ainda, quem vai poder passar por essa porta.

O concurso pode ter as regras mais fantásticas, pode permitir a milhares (muitos, talvez 50 mil!) a apresentação a concurso, mas se não existirem vagas, para que serve o concurso?

Assim, se Nuno Crato não se quer ficar apenas pelas aparências tem que, no decurso da negociação, apresentar dois números:

– as vagas disponíveis por grupo disciplinar;

– os candidatos em condições de concorrerem a essas vagas.

Sem isto, a negociação é uma mentira!

PS de AJS

Gostei da iniciativa do PS de comemorar o 5 de outubro. Há quem o considere dispensável – eu não penso assim e é claro que um partido de matriz republicana não pode deixar passar o 5 de outubro de uma maneira qualquer. Aliás, ontem foi um dia que muitos quiserem aproveitar:

– o Sr. Silva aproveitou para colocar a bandeira ao contrário;

– a CGTP iniciou a Marcha contra o desemprego;

– a FENPROF ( o dia 5 de outubro é o Dia Mundial dos Professores) fez tanta coisa que …;

– o Congressso das Alternativas aconteceu.

Mas vou voltar ao PS – a ideia de recuperar o 5 de outubro é brilhante! A ideia de reduzir o número de deputados é uma estupidez. É uma forma fácil de demagogia – é como reduzir concelhos, círculos uninominais e outras coisas que tais. O PS  com AJS tem e deve crescer mas não precisa de esmagar a sua esquerda na secretaria. Tem que convencer pelas ideias. Será assim tão complicado entender isso?

Podem sempre pedir um parecer à Sérvulo & associados

Supremo confirma que nota de cobrança de IMI não cumpre a lei

MEC vai negociar vinculação dos Professores?

O Ministro da Educação falou, está falado!

Apesar de ninguém lhe ter perguntado nada, o ex-comentador repetiu vezes sem conta a vontade política de vincular professores, isto é, vai “meter nos quadros” os professores que trabalham há muitos anos a contrato.

Confesso que não acredito muito (nada!) nas palavras de Nuno Crato – penso, aliás, nos milhares de docentes dos quadros que ainda estão sem horário.

Mas por economia de tempo, vamos assumir que desta vez as palavras são coerentes com a intenção e o Governo pretende mesmo “meter nos quadros” alguns professores – da última vez foram pouco mais de trezentos, mas isto poderá servir para a FNE fazer o frete do costume.

Com Nuno Crato a educação passou a viver sobre uma matriz – a do despedimento. Se o ano passado foram uns milhares, este ano não lhe fica atrás. Estão hoje em casa alguns milhares de professores com muitos anos de serviço: há dois anos estavam no sistema mais de 38 mil contratados. Este ano, nem 10 mil estão a trabalhar. [Read more…]

FENPROF esteve no MEC

Vivem-se tempos agitados na Educação.

No dia em que Cavaco celebrou as bodas de morte do casal governamental, o Conselho Educativo reuniu no Ministério da Educação. Com Crato reuniram-se o Conselho de Escolas, a FENPROF e a FNE.

A FNE tem um sentido muito optimista, abrindo a porta para tudo e para nada – agora a vinculação também é para quem está desempregado, os horários vão ao sítio e os problemas nas ofertas de escola vão ser todos corrigidos.

Quase valeria a pena perguntar à FNE quem é que assinou a legislação de concursos que permite isto tudo.

Da parte da FENPROF chega-nos, como é hábito, uma versão menos positiva. São várias as propostas entregues ao MEC e, ao que parece, só uma coisa está em vias de se resolver: docentes sem horário, mas com outras tarefas lectivas, serão retiradas da bolsa e a aplicação da mobilidade fica mais longe.

E esta será a questão central dos próximos tempos: como é que se consegue evitar a aplicação da Mobilidade?

A entrevista de Maria de Lurdes Crato (III)

Aí estão as primeiras reacções da FNE e da FENPROF.

Continuam as trapalhadas, ilegalidades e imbecilidades nos concursos de professores

Admito, caro leitor, que começa a ser um exagero esta coisa dos concursos de Professores. Mas é tão estranho o momento, que só os dedos nas teclas permitem alguma paz.

No dia 31 o Ministério colocou uns milhares de professores. Sabemos agora que cerca de 1500 estão mal colocados! Há escolas com professores a dobrar, docentes colocados em escolas a centenas de quilómetros da que seria a sua justa colocação e até há um professor aposentado colocado em Braga.

Há de tudo, como na farmácia.

Para ajudar à festa, o MEC resolveu obrigar algumas escolas a desenvolverem um concurso interno (ofertas de escola) para os lugares ainda em falta – a confusão estalou, cresceu e agora chegou a indicação do MEC: tudo suspenso até ordens em contrário.

Já não chegava a vergonha que foi o tratamento aos docentes dos quadros durante o verão.

Já não era suficiente os mais de quarenta mil desempregados.

Ainda era preciso isto!

O que diria o comentador Nuno Crato no Plano Inclinado?