O governo e a oposição passam a pasta ao presidente

O Governo e a oposição estão de acordo em 99,06% do orçamento e fazem uma guerra por 0,04% ?

Estão principios em discussão e com principios não se transige? Mas alguem acredita nisso com estes políticos? O esticar da corda, tanto da parte do governo como da oposição foi até ao ponto de não lhes rebentar nas mãos. Dramatizaram tudo o que havia a dramatizar, tipo “agarrem-me que eu demito-me…”

Mas a verdade é que nunca pisaram a linha de não retorno. Não só a situação não admite recuos como ninguem perdoaria que o governo ou a oposição, deixassem o país com os graves problemas que enfrenta.

A vontade de Sócrates é largar tudo e depressa, tudo desabou, agora já não são jornalistas em campanha negra, são altas figuras e instituições internacionais a dizerem o que ele sempre negou. O país está numa crise tremenda, a dívida é mesmo um caso muito sério, o crescimento nem vê-lo.

Mas o PSD não pode deixar cair o Alberto João, ele que é um jardim, e aí está a fazer que faz mas não faz . Porque ninguem compreenderia que numa altura em que todos dizem que é preciso gastar menos o PSD queira gastar mais.

Há uma saída, para este círculo vicioso, a contento de todos, o Presidente, que veste o seu melhor fato , veta a lei das Finanças Públicas! O PS já tem o que quer, não deixar que a bola de neve cresça na cabeça dos autarcas, o PSD passou a mão pelo lombo do Jardim e o Presidente passa a tambor para os partidos e a salvador para os cidadãos.

Et voilá, continuamos é num beco sem saída no que à economia diz respeito, mas se não há dinheiro para as Finanças Locais menos há para os megaprojectos e recuam todos perante as autoridades da UE, sem perder a face.

O Cavaco Silva é que não deve gostar nada disto, embora ganhe novo mandato!

COMO UMA MINORIA É ARROGANTEMENTE MAIORITÁRIA

OS CEM DIAS DO GOVERNO

Faltam poucos dias para que este governo, liderado por D. Sócrates II o Dialogador, veja debatido na Assembleia da República o seu Orçamento para 2010. Pelo que se sabe, o executivo conseguiu acordos que lhe são francamente favoráveis, tendo a oposição sido levada, com areia nos olhos, a aceitar a arrogância socialista.
Como é de costume, nesta altura, cem dias passados sobre a tomada de posse do governo, faz-se um balanço da actividade governativa dos nossos mandantes.
Nestes três meses, já foram três as fases por que passaram.
Na primeira, quando ainda não tinham interiorizado que tinham deixado de ter uma maioria absoluta, o governo mostrou-se extremamente arrogante.
Na segunda, a oposição, quando ainda não tinha interiorizado que não era governo, mostrou-se extremamente arrogante, a ponto de querer que o País tivesse o seu Orçamento e não o do governo.
Na terceira, aquela em que agora vivemos, os ânimos acalmaram, o governo mostrou começar a entender que não tinha a anterior maioria, encetando o uso de um diálogo cheio de promessas, e a oposição vai-se deixando embalar pelas palavras doces do governo.
Nas duas primeiras fases, o clima de tensão foi grande, com o casamento gay, o adiamento da entrada em vigor do Código Contributivo, e a extinção do Pagamento Especial por Conta a tomarem conta dessa tensão.
A entrada desta terceira fase coincide com o início do ano. Chegou o ansiado diálogo. As negociações para a aprovação do Orçamento de Estado, culminaram na abstenção dos principais partidos da oposição, garantindo a sua viabilização. Passaram todos a ser amigos do peito. Mas atenção, que a alteração da Lei das Finanças Regionais, pode, de novo, fazer azedar os ânimos.
Estamos nos momentos em que o governo entende começar de novo a adoçar a boca ao zé povinho, através de medidas de carácter populista. E lá surge a abertura de uma conta a prazo, de 200 euros, para cada nascido em território Nacional. Com essa medida espera-se que os casais portugueses, os que podem procriar, queiram ter filhos, quantos mais melhor, já que as condições de vida vão melhorar consideravelmente. Com esse dinheirinho, o Estado espera receber mais um voto no futuro e dois votos no presente.
A par dessa medida, o anúncio da paragem de certas obras públicas, serve também para acalmar certos pensamentos mais pessimistas, mas a posterior mensagem da sua não paragem, em especial as obras do TGV, não é bom augúrio.
Temos ainda a prova provada da enorme amizade que o governo nutre pelos Portugueses. Para nos beneficiar, e apesar da admissão de erro crasso do Ministro das Finanças, os nossos mandantes, dizem que decidiram de moto próprio aumentar o déficit das contas públicas, no ano de 2009. Tudo a bem de Portugal e dos Portugueses.
Por último, não parece ser nada bom, o termos um Primeiro Ministro, que, sempre pelas piores razões, se mantém nas bocas do povo.

Pagar o IVA – não diminui a receita do Estado!

Em época de negociações para o OE 2010, recordamos que toda a oposição esteve de acordo com a proposta do IVA com Recibo aquando da discussão da petição na AR em Julho 2009. O Movimento IVA com Recibo enfatiza que esta medida pode salvar milhares de Micro empresas e PMEs e proporcionar o aumento do Emprego. O Movimento pede assim que os Políticos actuem de forma responsável para com 99,6% do tecido empresarial Português.

Todos os partidos da oposição ao Partido Socialista na Assembleia da República concordaram com os princípios formulados pelo Movimento Cívico IVA com Recibo, aquando da discussão da petição no dia 22 Julho 2009. O PS que detinha a maioria não viabilizou esta medida que em muito ajudaria milhares e milhares de PME portuguesas, e considerou-a uma demagogia política. No entanto, o contexto político alterou-se e agora a oposição tem o dever de fazer valer a sua opinião unânime.

“Com o equadramento económico actual, linhas de financiamento que não chegam às empresa e a perspectiva de aumento das taxas de juro, o que as PMEs querem é libertação de tesouraria para que possam desenvolver o seu negócio. Muitas empresas estão a realizar livranças relativas a facturas que não são pagas, de forma a poderem pagar o IVA e os salários. Por exemplo, uma livrança de 50,000 euros, a 90 dias, referente a facturas em atraso de grandes empresas, implica cerca de 400 euros de custo. Estes custos adicionais fragilizam também a empresa relativamente a novas contratações”, afirma Sofia Santos, coordenadora do Movimento e micro-empresária. [Read more…]

O que se diz por aí

No Haiti, a ajuda humanitária passou a ser a grande preocupação, com com corpos empilhados nas ruas, urge assegurar a saúde pública. De Portugal vai seguir a AMI, e um pouco por todo o mundo seguem auxílios. Mas é já mais do que tempo de começar a ouvir os especialistas para evitar mais catástrofes no futuro. A ciência humana deve ser de todos e para todos.
Por cá o mau tempo continua a fazer das suas e são já dez distritos em alerta, tudo a norte e centro do país. Pelo menos em em Gaia já fez das suas. A malta aguenta…
Também é notícia que em Palmela um café foi assaltado à mão armada e levaram tabaco e a máquina registadora. Vamos lá ver: à mão armada tinha de ser, pois não iam conseguir os seus intentos doutra maneira pois as pessoas ainda não se habituaram a serem assaltadas. Se nós colaborássemos, tudo seria mais pacífico.
Entretanto o Governo vai começar a negociar com a Oposição a viabilização do Orçamento do Estado. Sabemos que estas coisas resolvem-se por telefone, em “encontros informais” e conversas de corredor, mas protocolo é protocolo.

A torrar em lume brando

Como já todos se aperceberam Sócrates, não faz ideia nenhuma de como se sai desta situação, como não fazia quando a crise chegou. Mas há uma crise interna, estrutural que mina a capacidade do país e que tem sido escondida.

E a política do “tapa e esconde” continua como se vê pela tentativa de colocar nos centro do combate político o casamento gay e a regionalização. Não é que não sejam dois assuntos que a seu tempo devam ser dicutidos, as prioridades é que são outras, e tambem todos sabem quais são.

O desemprego que cresce sem cessar e a dívida que ameaça o desenvolvimento do país por muitos anos. São estes dois assuntos estratégicos que devem ser as prioridades e que devem concentrar todas as energias e toda a atenção.

Levar a oposição a desconcentrar-se destes dois assuntos chave e a esquecer o orçamento que irá materializar as políticas que realmente vão ser seguidas, é uma tentação para o primeiro ministro.

Igual tentação é apontar o dedo a Cavaco sempre que este tome uma decisão, seja ela qual for. Há sempre espaço para repartir responsabilidades, vitimizar-se, quiçá estender o tapete a decisões precipitadas resultantes do calor da luta.

Numa palavra, esta situação em lume brando é que não interessa ao governo, está só, já queimado, a apurar (se esta imagem de cozinha é permitida) para ser servida na mesa da sua incompetência, mentiras e suspeitas de compadrios.

Não Há Condições

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NÃO SE ADMITE O QUE ESTÃO A FAZER
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Não se admite o que a oposição está a fazer ao governo de Lisboa. É que os tipos não deixam que os governantes, eleitos democraticamente, governem como sabem. Fazem imposições, votam em maioria contra as decisões do sr Sousa, não permitem que as coisas se façam como os governantes querem, enfim, estão a ser uns tratantes, mais ainda do que os da anterior maioria o foram.
E, claro que quem se vê assim tratado, não gosta.
Eu também não gostaria de ser enxovalhado por uns quantos deputados que, lá porque têm a maioria, se consideram no direito de não quererem as coisas como eu as quereria. Até era o que mais faltava. Então eu, que até tinha ganho as eleições, tinha de me sujeitar a que uns gajos quaisquer me dissessem como queriam que eu governasse? Então eram eles que tinham ganho as coisas ou eu? [Read more…]

Politiquices e desvarios…

Passa o Orçamento Geral do Estado para 2010, como já toda a gente percebeu, documento mestre de toda a política do governo para o ano que vem. Mas há outros assuntos que a Oposição encara como importantes, tem opinião, mas com o sacrílégio de não ser exactamente o que Sócrates pensa.

E a vitimização é imediatamente agitada, não passou o Código Contributivo, o tal que não representava aumento de impostos, mas que afinal, segundo o governo, representa uma perda de receitas de 800 milhões de euros! Pode lá ser !

Estranhíssimo, o BE junta-se a outros partidos na Assembleia, o PSD e o CDS, fazem maioria só para embaraçar o governo, acordos contra natura, estamos disponíveis para encontrar as melhores soluções para o país desde que sejam as nossas. E a gente a pensar que na AR os partidos estão lá é para se juntarem e negociarem.

Tudo “ajustes de contas” com o passado ( leia-se com o animal feroz), exaltou a política de investimento público, criar mais emprego, modernizar o país e retirar Portugal da crise.

E a gente a julgar que Sócrates ” o magnífico” já tinha feito tudo isto, segundo se podia deduzir dos seus muitos e longos discursos!

Afinal, não, tal como desconfiávamos…

A digna arte de fazer política

Ninguem quis aceitar a transparente proposta de coligação de Sócrates, daí à oposição ter que assumir as suas responsabilidades, foi um pulinho. Qualquer lhe servia se aceitasse o programa de Sócrates, sem reservas e sem concessões, em maioria absoluta.

 

Acontece que o PS não tem maioria absoluta, pelo que terá que negociar apoios e fazer concessões, numa palavra, tem que exercer a "digna arte de fazer política".

 

Cavaco, no discurso de posse do governo, chamou a atenção para os graves problemas nacionais. Dívida externa, os vários déficites estruturais da economia e o desemprego. E aconselhou que  o veículo prioritário são as PMEs, a inovação, a produtividade e a produção de bens transacionáveis e exportáveis.

 

Sócrates faz de conta que não ouve, nunca se refere à dívida externa monstruosa, que irá atrasar por muitos anos o desenvolvimento do país. Prefere fazer de conta que tem dinheiro ou que lho emprestam, para fazer as grandes obras públicas.

 

Só tem um objectivo, lançar as obras públicas, pouco lhe interessando quem terá que fechar a luz, quando sair.

 

A oposição terá nesta matéria um papel de grande interesse nacional, obrigando o governo a apresentar razões e estudos que mostrem a viabilidade dos projectos.

 

Ninguem compreenderia que assim não fosse!