Previsões da CE!
Mais uma campanha negra, que não leva em conta os resultados das medidas já anunciadas pelo governo, diariamente, na RTP1! A economia portuguesa deverá recuar 3.7% este ano, com o desemprego a subir para 9.1% e o déficit orçamental para 6.5% do PIB!, diz o Público! Mas os resultados das medidas, só nossas, estão a caminho.
“Fábrica de vacinas antigripe anunciada por três ministros há dois anos nunca saiu do papel!”
Fábricas fecham todos os dias. Os trabalhadores vaiam o ministro da Segurança Social e o PM! Portugal e Irlanda, únicos casos na zona euro em que o salário por trabalhador vai cair em 2009, em termos nominais e em termos reais.
“Portugal vai ser dos mais lentos a sair da crise” manifestando já não incompreensão mas manifesta má vontade. O governo nega-se a apresentar um Orçamento Rectificativo não vá os ignaros cidadãos perceber o que aí vem.” A derrapagem orçamental se se prolongar por 2010, como é previsto, promete alterar por completo o cenário das contas públicas portuguesas. A sua sustentabilidade terá que ser revista e poderá levar os futuros governos a políticas de ainda maior contenção e agravamento de impostos nos anos seguintes!”, tudo numa campanha sem precedentes contra Sócrates e Teixeira Santos!
E é com estas previsões e neste lamaçal que estes senhores querem avançar com os Megaprojectos para nos levarem para o pântano a que os socialistas nos habituaram!
Volta Guterres, tu ao menos não nos mentias!
O pântano socialista!
"Notícia só é aquilo que alguém quer esconder. Tudo o mais é publicidade"
Diz o senhor Mário Crespo que foi Bob Woodward que o disse. Percebo e concordo perfeitamente. Muito se fala duma campanha negra criada por alguém, com a ajuda de jornalistas, que tentam criar falsas notícias motivadas por interesses ocultos, para prejudicar eu sei quem, em telejornais travestidos. Como se eu não soubesse que o jornalismo já não existe. Como se eu não soubesse que os jornalistas têm de responder perante responsáveis editoriais que respondem perante administrações que respondem perante os seus donos, os patrocinadores. Obrigado pela dica, senhor Mário, mas eu já sabia disso. “Há demasiada publicidade em Portugal”, diz ele. Pois é. Eu percebo!
Por curiosidade, decidi ver com mais atenção um espaço de publicidade. Espaço publicitário no intervalo do Jornal da Noite da TVI:
– Banco Totta: um belo musical cantante e dançante ao som de “I need a zero!”. Brilhante. E estes gajos continuam a dar-nos música. Vê-se logo que são estes banqueiros com anúncio bacocos que mandam nisto. Próximo.
– Sociedade Ponto Verde: Umas latinhas a falarem com outras, que querem ser novas coisas depois de recicladas. A normal hipocrisia do “novos negócios verdes”. Tudo pelo ambiente, digo eu. Matéria-prima à borla, é o que eles pensam. Mas pelo menos dão cabo do imenso lixo que faço. Próximo.
– Bellady Wella: um colorante para cabelo que promete 6 semanas de brilho intenso. Juro que não entendo esta “trip” com os cabelos soltos e sedosos e 86% de recomendações de pessoas especializadas em cabelos, e fibra de carbono e pérolas de juguarassi e mais não sei o quê, só para lavar e pintar a porcaria do cabelo. Não entendo. Eu pensava que o que contava era a parte de dentro da cabeça. Pelos vistos não. Próximo.
– Mazda 6: mais um carro amigo do ambiente só porque tem 185cv e é a diesel! Toda a gente sabe que “a diesel” é muito mais amigo do ambiente. Aliás, neste momento, nada ajuda mais o ambiente e o mundo em geral do que comprar um carro! É o que vem em todos os anúncios. E ainda se gabam: “não é para todos!”. Para mim não é de certeza.
– Seguro Directo: um polícia manda encostar um condutor e em vez de pedir os documentos, quer multar o condutor porque ele tem o seguro caro. Bem, se calhar é o que vai mesmo acontecer daqui a uns cinco anos, bastando ao polícia apontar um aparelhómetro qualquer ao chip da matrícula. Assim, até os polícias podem ter mais uma comissão de venda de seguros, a juntar à das multas. Eles merecem.
– Intermarché: os frescos do Intermarché são os melhores, os mais baratos e os preferidos dos portugueses. É o que diz o TNS World Panel. Porque raios, hoje em dia, todas as empresas são as preferidas dos portugueses? E porque é que há sempre um estudo qualquer para o provar? Existirá, de facto, alguma coisa que não se venda suportada por um estudo qualquer?
– Peugeot 207: “Quer ajudar o ambiente? Então troque de carro!”. Não, não é uma piada. É mesmo o anúncio do novo Peugeot. Ou estes gajos são mesmo idiotas ou então pensam que as outras pessoas o são. Eu quando quero ajudar o ambiente compro um LCD, palermas!
Para finalizar: Águas Luso Sem Sabor. Sem sabor? Não é suposto a água não ter sabor? Isso devia ser antigamente… porque esta nova água regula o trânsito intestinal! E se não regular, devolvem o dinheiro. Como é que alguém vai provar que a água não regulou o trânsito intestinal? Pior! E se alguém precisar de provar que de facto regula?
Conclusão: este pessoal das empresas, dos produtos e das publicidades está totalmente demente! É só publicidade? Não acho. Acho que este tipo de publicidade é a representação fiel de empresas alheadas da realidade, manipuladoras, enganadoras e totalmente psicóticas que não têm mais nenhum objectivo a não ser vender, vender e vender cada vez mais. Sempre mais, sem parar, dê por onde der.
O grave da situação é que estas mesmas empresas são uma pequena fatia dos verdadeiros donos de tudo. Informação e jornalistas incluídos. Até de mim! Isto reflecte-se em quê? Isto quer dizer que no Jornal da Noite, estas empresas ganharam o direito de interferir com o alinhamento editorial. Patrocinando o programa, fazem com que seja impossível ao editor deixar “passar” uma notícia menos abonatória envolvendo qualquer uma destas empresas. Aliás, a situação é ainda mais complexa porque sendo as televisões e outros órgãos de comunicação social partes de empresas de comunicações com participações de/noutras empresas, a informação e o alinhamento editorial estão já comprometidos desde a raiz. Exactamente como acontece no Governo. Igualzinho.
Por isso, percebo mesmo perfeitamente porque Mário Crespo diz: “Há demasiada publicidade em Portugal”.
Exercício de imaginação avançado: Se o PS e José Sócrates fizessem publicidade no intervalo do Jornal de Sexta da TVI, ou directamente no grupo Media Capital é garantido que as notícias que envolvem o PM desapareciam e com elas a campanha negra terminaria. Ou alguém duvida do contrário?
Proposta indecente
Ali na Jugular, o João Pinto e Castro , no seu papel de “caixa de ressonância”, vem dizer que não há alternativa ao PS.
Perguntei-lhe se essa conclusão decorria dos resultados dos governos PS em 11 anos nos últimos 14 anos. Reagiu convidando-me a fazer as contas.
Não foi preciso. Por mim, alguém as fez e bem. Lá estão os 11 anos de Governo PS desde 1996.
Coloca-se pois a questão.O que tem o PS de diferente para conseguir agora o que não conseguiu antes? Onde estão as novas políticas se é que as tem? Ou vamos continuar a empobrecer e a afundar um país onde os ricos são mais ricos e os pobres são mais pobres? É que o país empobreceu e tornou-se mais injusto com os governos PS!
É sério que se proponha votar no partido que não encontrou soluções para o país? Não será mais justo criar soluções no quadro da democracia parlamentar, com vista a tirar o país da situação estrutural miserável que o PS ajudou a criar? Não será justo criar condições pela via parlamentar e de governo para a Justiça ser reformável? Ou interessa que a Justiça esteja nas mãos dos “aparelhistas” que saltam da Magistratura para o governo e vice-versa, impedindo o andamento de determinados processos e fazendo pressões para que se arquivem outros, públicos e notórios?
É que em coligação estas coisas são mais difíceis de fazer do que quando se tem o poder absoluto! E tenho muitas dúvidas de que o PS, sendo obrigado a partilhar o poder, prossiga com a política suícida dos Megaprojectos! Só por isto já vale a pena obrigar o PS a negociar!
Ambiente chocante
O ministro do Ambiente faz bem em andar desaparecido. É que sempre que o homem abre a boca ficamos com o ambiente “tóxico”!
Agora, apareceu com uma proposta polémica (além de indecente) sobre os processos de contra-ordenação. O mesmo governo que levara ao Parlamento em 2006 a lei em vigor chama-lhe agora “chocante”! As coimas vão descer 84% em alguns casos, noutros 60% e acima disso. Terá isto a ver com as facilidades prometidas em legislação recente com o destino de terrenos em áreas protegidas?
Diz o “Público”: “chocante é esta forma de gerir o Estado, a legislação e o ambiente. E sem pagar multas.”
É melhor ficarmos ambientalmente alerta!
A tortura e o terror, segundo o Estado
A administração Obama divulgou há alguns dias uma “versão expurgada” dos memorandos secretos que descrevem os métodos da CIA na “sua luta antiterrorista”, como foram descritos os actos de tortura a prisioneiros de Guantanamo e não só.
Um conjunto de quatro memorandos secretos, agora não tão secretos, detalham de forma minuciosa as técnicas de interrogatório associadas à tortura utilizadas durante a gestão de George W. Bush. Os agentes que "fizeram o seu dever fundamentando-se com boa fé nos conselhos legais do Departamento de Justiça não serão perseguidos", lê-se nos documentos.
Vem isto a propósito do trabalho de Legofesto, que se apresenta como um “political junkie, news-hound and artist”, com uma obsessão pelos famosos Legos e outros brinquedos de construção. Com as pequenas peças da invenção dinamarquesa, Legofesto concebeu uma série de cenas relacionadas com as torturas praticadas pelos soldados e agentes da CIA dos EUA.
Uma opção de justiça inquinada mas compreensível. Os torturadores cumpriam ordens de um torcionário, autorizadas por opções governamentais deliberadas por outros torcionários. Se fosse um qualquer outro país, talvez localizado em África, no Médio Oriente ou América Latina, seriam, na altura, aprovados embargos, protestos de indignação internacional, censurados na ONU e em todos os fóruns internacionais de nações, talvez fossem mesmo alvo de represálias que incluiriam ataques e invasões militares de países que entoam o hino da liberdade, como uma tal de “land of the braves”.
Barack Obama reconheceu que os Estados Unidos atravessaram um "capítulo negro e doloroso" da sua história. Alguns indivíduos aparvalhados, entre os quais congressistas e senadores, por seu lado, alegaram que a administração fez mal. O que foi feito estava feito e bem feito. Alegadamente foi importante para combater o terrorismo no país e seria fundamental manter aberta essa possibilidade para o futuro. Com os argumentos do costume: combater o terrorismo. Utilizando o ‘legal’ terror de Estado. Logo, fazer aquilo que, por exemplo, Saddam fez no Iraque e levou à invasão norte-americana, atendendo ao argumento apresentado por Bush filho, que decidiu acabar o que Bush pai tinha começado.
Vem isto a propósito do trabalho de Legofesto, que se apresenta como um “political junkie, news-hound and artist”, com uma obsessão pelos famosos Legos e outros brinquedos de construção. Com as pequenas peças da invenção dinamarquesa, Legofesto concebeu uma série de cenas relacionadas com as torturas praticadas pelos soldados e agentes da CIA dos EUA. As fotos estão disponíveis na sua galeria no Flickr e valem a pena ser vistas. É um exemplo de como se pode fazer intervenção política e social com brinquedos.
SEMANA ACADÉMICA
A QUEIMA DAS FITAS
Pelo que se ouve por aí, não há dinheiro nas universidades e sobra pouco ou nada para a investigação, e muitas vezes a que se faz tem pouco ou nenhum interesse. Os reitores queixam-se, os professores queixam-se e os alunos queixam-se. Mesmo assim, arranjam-se uns milhares de euros, muitos, para essa coisa chamada de “Semana Académica da Queima das Fitas”. A festa dos estudantes, por excelência.
Antigamente, antes da revolução, e mais tarde quando do seu recomeço nos idos de 1979, a “coisa” traduzia-se em festas como a Missa da bênção das pastas, a Monumental serenata, a garraiada, o rallye paper, o cortejo, procissões intermináveis de estudantes alegres e divertidos, alguns, uma minoria, abusando uma ou outra vez das bebidas alcoólicas.
Hoje, apesar de continuar a haver a missa, a serenata, o cortejo e todas as outras coisas, tudo não passa de uma quantidade enorme de tipos dependentes do álcool e do tabaco, bêbados e bêbadas, muitos, demasiados, a recorrer às urgências dos hospitais em coma alcoólico, prematuramente decadentes, que passam por ser estudantes universitários e a propósito dos quais os mandantes de esquerda do nosso país dizem maravilhas e muito esperam. Excessos e dependência fazem parte da ordem do dia. Esta juventude, os responsáveis do amanhã, afoga a alegria, quando não a tristeza e a frustração, em copos de cerveja subsidiada (onde à conta disso as cervejeiras ganham milhões), e dá uma péssima imagem dos nossos futuros mandantes e governantes. E, os estudantes que não alinharem nestas “festas” passam por “aliens” ou pior. Serão estes os futuros médicos, engenheiros, gestores, economistas e políticos, que olharão por nós, que nos tratarão das doenças, que construirão as nossas estradas e pontes e nos governarão.
Não há quem ponha mão nisto, ninguém se incomoda, poucos se importam, e, por estas e por outras (as bebedeiras de outros que já foram estudantes e tiraram cursos sabe-se lá onde e como, e agora mandam em nós), estou crente de que não iremos nunca a lado algum.
Pobre futuro o nosso, e o dos nossos filhos.
Um Ministro que deixou de ser economista
O Ministro das Finanças diz coisas que não envergonham o Primeiro Ministro mas que envergonham qualquer economista .Primeiro não havia crise.Depois estavamos melhor preparados para enfrentar a crise que os outros países. As bases do Orçamento estavam correctas quando tudo o mundo já sabia que não era verdade.Íamos crescer 0.8 no PIB quando já era certo que a Alemanha e a Espanha, nossos principais mercados de exportação, estavam em forte queda.Agora diz com o ar mais sério que lhe é possível, que o Orçamento rectificativo não é necessário para assim esconder os tratos de polé que as contas públicas estão a sofrer.Mas as instituições financeiras internacionais desdizem-no todos os dias.As previsões hoje conhecidas são mais negras que as anteriores.O suposto efeito sistémico dos muitos milhões que foram injectados nos bancos não chegam à economia real, como se vê com o aumento do desemprego e o fecho acelerado de empresas. Toda a gente lhe disse isso e o economista sabe que é assim, que são as obras de proximidade dirigidas às PMEs, que representam 70% do emprego,as que poderiam suster o emprego.Mas não, apoia os megaprojectos que não têm efeito nenhum no emprego nos próximos dois anos e que vão endividar o país por décadas! E, já agora, que o famosos déficit controlado já está novamente nos 6.7% do PIB ! Se fosse o economista a tomar decisões o déficit não estaria neste nível e não teriam sido enterrados milhões de dinheiro público em bancos assaltados !
E quem os quer?
O ex-presidente do Conselho Fiscal do Benfica, Luís Nazaré, considerou que o elevado o passivo do clube é "preocupante". Em entrevista à Lusa, deu conta da necessidade do Benfica vender um ou mais jogadores no final da época. Os mesmos jogadores que acusa de serem os responsáveis pela má época do clube, que classifica de “decepcionante”. Um eufemismo, pois. Se não fosse “aquela” vitória na Taça da Liga teria de ser classificada como “catastrófica”.
A questão de um milhão de dólares é: quem os quer? Com excepção de Cardozo, os restantes nomes sonantes são emprestados e não vão render dinheiro. Os outros, nomes não sonantes, dificilmente terão mercado interessado nos seus préstimos. A não ser a preço de saldo. A excepção talvez seja Ruben Amorim, mas nem neste caso o clube terá grande margem para o transferir.
UM PAÍS GERIDO POR MEDÍOCRES
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MEDINA CARREIRA
VALE A PENA OUVI-LO AQUI, E VAI VALER A PENA OUVI-LO DIA 11 DE MAIO NO DEBATE DO CLUBE DOS PENSADORES.
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Misha Lerner
Quantas vezes se referem os líderes políticos ao escrutínio que das suas decisões farão as gerações vindouras, e quantas vezes fica claro que esse é um tema que não lhes merece nem um segundo de reflexão?
Diz-se que a verdade fala pela boca das crianças e essa é talvez uma das mais óbvias razões para que estas sejam tão persistentemente silenciadas. Mas quando essa voz se faz escutar pode ser ensurdecedora…
O Washington Times conta a história da visita de Condoleeza Rice a uma escola primária da capital americana. Estava previsto que Rice falasse sobre temas tão inofensivos como as suas viagens e a importância de aprender idiomas, dando depois lugar a um período de perguntas que as crianças haviam preparado.
A princípio tudo correu conforme o esperado. Como foi crescer no Alabama segregado?Por qual das suas aptidões gostaria de ser lembrada? Foi então que Misha Lerner, aluno do 4.º ano, levantou-se e perguntou:
Que pensa sobre aquilo que a administração Obama está a dizer acerca dos métodos que a administração Bush usava para obter informação dos detidos? (Recorde-se que poucos dias antes, na Universidade de Stanford, Rice tinha afirmado que a tortura por afogamento era legal “por definição se o presidente a autorizava”.)
Conta o jornal que a pergunta que Misha queria fazer era ainda mais pontiaguda: Se trabalhasse para a administração Obama defenderia a tortura? Mas, de acordo com a sua mãe, a escola terá pedido que a pergunta fosse reformulada, evitando o uso da palavra “tortura”.
Depois de se esquivar a uma crítica directa a Obama, e de defender a legalidade de todos os actos cometidos, as palavras finais de Rice são já de derrota. “Espero que entendam que foi um período muito difícil. Estávamos aterrorizados com um novo ataque ao país. O 11 de Setembro foi o pior dia da minha vida no governo, assistir à morte de 3.000 americanos… Mesmo sob essas circunstâncias tão difíceis, o presidente não estava preparado para cometer uma ilegalidade, e eu espero que as pessoas entendam que estávamos a tentar proteger o país”.
Misha Lerner, menino judeu americano, filho de imigrantes russos, não parece ter entendido.
Sugestão para ida ao videoclube
No momento em que entendemos os loucos, passamos a ser o quê?
"Notícia só é aquilo que alguém quer esconder. Tudo o mais é publicidade"
Diz o senhor Mário Crespo que foi Bob Woodward que o disse. Percebo e concordo perfeitamente. Muito se fala duma campanha negra criada por alguém, com a ajuda de jornalistas, que tentam criar falsas notícias motivadas por interesses ocultos, para prejudicar eu sei quem, em telejornais travestidos. Como se eu, não soubesse que o jornalismo já não existe. Como se eu não soubesse que os jornalistas têm de responder perante responsáveis editoriais que respondem perante administrações que respondem perante os seus donos, os patrocinadores. Obrigado pela dica, senhor Mário, mas eu já sabia disso. “Há demasiada publicidade em Portugal”, diz ele. Pois é. Eu percebo!
Por curiosidade decidi ver melhor um espaço de publicidade. Espaço publicitário
Quem é Jorge Sampaio?
Jorge Sampaio, cuja façanha mais assinalável da carreira política foi mandar assassinar por envenenamento milhares de pombos que, no seu entender, estavam a sujar os edifícios da Avenida da Liberdade, é a favor do Bloco Central PS / PSD. E acrescenta que é sempre a favor das maiorias absolutas. Em nome, claro, da estabilidade política.
Mas se é assim, por que razão demitiu a maioria absoluta do PSD / CDS que governava o país em 2004? Na altura, não era pela estabilidade? Não era pelas maiorias absolutas? Será porque era preciso dar um empurrãozinho ao PS de Sócrates?
Ah, já sei, porque era um Governo onde as trapalhadas se sucediam e onde o primeiro-ministro não respondia às necessidades do país. Será que foi mesmo por isso? Mas então, por que raio não demitiu também o actual Governo? Teve tempo para isso. E se essas razões se aplicassem a todos os Governos, quantas vezes o actual primeiro-ministro já não teria sido demitido?
Mas afinal, quem é Jorge Sampaio e por que fala ele?
Bloco de Esquerda, o pesadelo do centrão
Segundo as sondagens publicadas nos últimos dias, o BE atinge um score eleitoral que o torna o mais importante partido do país.
O PS, sem maioria absoluta, que está cada vez mais longe, e com a economia a não dar nenhum sinal que a política de atirar dinheiro para cima dos bancos é a correcta (como muitos já o disseram mas a que Sócrates e a sua teimosia nunca quiz dar ouvidos), afunda-se, e o tempo corre contra, como se vê pelo cada vez maior desemprego e o fecho acelerado de empresas!
O PSD anda na casa dos 36%, subiu 4 pontos, o que quer dizer que está a funcionar “a lei dos vasos comunicantes”. O PCP vai ser melhor do que indicam as sondagens, mas não muito mais. Resta a surpresa CDS com os seus 2%. Irá retirar votos ao PSD?
Se este panorama se consolidar, temos o Bloco de Esquerda como o partido central da vida política portuguesa, podendo fazer maiorias absolutas com o PSD ou com o PS!
Será que é por isto que o CENTRÃO se inquieta na voz de tanta gente importante, a começar pelo ex-presidente Jorge Sampaio?
Vasco Granja e o Professor Baltazar
O João Paulo já aqui deu o devido destaque à morte de Vasco Ganja. Uma pessoa que, estou em crer, acompanhou grande parte da infância de muitos dos autores do Aventar.
Evoco-o, aqui, com um dos inúmeros desenhos animados que fazem parte do meu imaginário: o Professor Baltazar.
Fernanda Câncio e o subsídio de desemprego
Fernanda Câncio (f.), no artigo “>subsídios… publicado no Dia do Trabalhador, revelou enorme perplexidade, e até revolta, a propósito das regras de atribuição do subsídio de desemprego a trabalhadores independentes. Sentiu necessidade do desabafo público, no DN, ainda mais aguçada – por “ter passado dia e meio a tentar que responsáveis da SS mas explicassem, já que, aparentemente, têm tanta dificuldade em perceber o que a lei diz como eu” (sic).
Toda esta inquietação da f. se despoletou a partir do desemprego de amigos, de cujos sofrimentos, naturalmente, a jornalista partilha.
O conteúdo do artigo tem dois tratamentos possíveis: ou é pura e simplesmente para ignorar, ou merece um mínimo de observações justamente para repelir a tentativa de alguém que pretende atirar areia para os olhos dos leitores do DN e do blogue ‘Jugular’. Avaliando as alternativas, decidi formular as seguintes questões:
– Se a situação não incidisse sobre amigos, não é para duvidar dos seus interesses sobre as regras em causa, a ponto de merecerem tratamento jornalístico?
– Como é possível que os responsáveis da SS, penso que igualmente amigos, não lhe soubessem explicar a base legal que praticamente elimina a atribuição do subsídio de desemprego a trabalhadores independentes?
Relativamente à primeira questão, é o resultado natural do tipo de personalidade social que cultiva: amigos são amigos e os outros são os outros (‘Les uns et les autres’). No tocante à segunda, e para esclarecimento dela, deles e dos responsáveis da segurança social, remeto para o Decreto-Lei n.º 220/2006, de 3 de Novembro.
Com efeito, para ter alcance social relevante, a jornalista f. , em matéria de direitos dos trabalhadores, dependentes ou independentes, tinha toda a política de emprego, do actual governo, para dissecar. O Código do Trabalho, com as introduções do Ministro Vieira da Silva, justificadas por “políticas de favorecimento do emprego”, é, só por si, um vasto campo de debate.
“Há jovens que, em 6/7 anos consecutivos, foram remunerados através de recibos verdes e hoje estão sem trabalho e sem subsídio. Os despedimentos em empresas lucrativas são comuns. A chamada lei do “lay off” é aplicada a esmo. Enfim, existe de facto um manancial de situações lesivas de muitos trabalhadores.
A tudo isto, o Governo de Sócrates assobia para ar e concentra-se no episódio VM. Obviamente a Inspecção-Geral do Trabalho também nada faz. Mas, vamos, quem quer que seja do MTSS dê lá uma ajudinha aos ‘amigos da ‘ (atenção: foi a f. que usou a designação).
VM: Há coisas notórias que não precisam de sustentação!
Como?
Isto aplica-se aos casos em que está envolvido o nome de Sócrates? “Alguem tem dúvidas de que eram militantes do PCP? Bastaram-me as invectivas de que fui objecto, tipo “traidor”, “vendido” e “traíste o partido””! Então no DVD do Freeport há um gajo a chamar corrupto a Sócrates e nós temos que acreditar? Eu, que nunca vi Sócrates, já escrevi aqui que o DVD afinal pode não querer dizer nada, mas perante o saber de um “Prof. Doutor de Coimbra”, quem sou eu para duvidar?
PCP, sozinhos e sempre sós
O PCP é uma instituição nacional que merece o apreço de alguns, do Pacheco Pereira, por exemplo, mas que eu desprezo sentimentalmente.
E este sentimento de desprezo vem do facto de o PCP com a Direcção de Jerónimo de Sousa ter optado por uma limpeza de balneário impedindo o partido de se linkar com qualquer outro tipo de gente. Sempre sós.
E isto é feito dos mais diversos modos e por isso é que no 1º de Maio aconteceu o que aconteceu com o Vital Moreira e o PCP de boca fechada: 31 da Armada, arrastao, 5 dias, Blasfémias.
Um exemplo que conheço bem é o do Movimento Sindical, em particular o movimento sindical docente, onde o PC atacou e continua a atacar em toda a linha com um objectivo único – ganhar o poder, ter o poder e o PODER TODO! Sem partilhas.
Já depois das eleições no SPGL (Sindicato Professores da Grande Lisboa) o PCP avançou com Mário Nogueira para a liderança da FENPROF, discussão em 2007 na qual fui um dos intervenientes.
O PCP precisa dos dirigentes dos sindicatos para fazerem trabalho politico – precisam dos que não trabalham nas empresas e nos serviços para ficarem no trabalho sindical, para levaram a cabo o projecto comunista. Sabendo isso o PS está a levar a cabo o mais infame ataque aos dirigentes sindicais e aos sindicatos para tentar quebrar a espinha do PC. Veja-se o caso da lista ao Parlamento Europeu onde os sindicalistas da área da educação aparecem em bom número: Ana Rita Carvalhais, Manuel Rodrigues, Margarida Leça, Rogério Reis, Margarida Fonseca, Dulce Pinheiro.
O PC apertado “legalmente” pelo PS e eleitoralmente pelo BE ataca em toda a força expulsando, ignorando e partindo o que houver para partir, nomeadamente nas Direcções Sindicais. Nos professores, o PC domina o SPRC e o SPZS (Alentejo e Algarve). Tem a maioria no Conselho Nacional da FENPROF e agora até avançou sozinho para a Madeira. Em Lisboa, onde o processo eleitoral está em curso, o PC, mais uma vez avança sozinho ignorando dirigentes de grande qualidade.
Estes dados que avanço sobre o movimento sindical docente são semelhantes a outros ocorridos noutros sindicatos.
Tenho pena que seja este o caminho do PC, mas já não me surpreende!
Não me surpreende o que se passou com Vital Moreira.
Vasco Granja (1925-2009)
Segundo o Público, Vasco Granja morreu esta madrugada.
Creio que para a minha geração este Homem é um mito!
Só por isso e por muito mais fica aqui a minha mais sincera Homenagem ao Vasco Granja.
Projectos da Guarda, licenciatura manhosa, Sovenco, casa comprada a metade do preço, Freeport, Cova da Beira, declarações de rendimentos no Tribunal Constitucional, documentos do Notário desaparecidos
Falta alguma coisa na biografia deste cidadão impoluto?
Extremar de posições
É a tal questão de no meio estar a virtude. Quem me ensinou isto foi a minha avó. Não podemos ser extremistas. O exemplo da minha avó: sempre que deixo crescer um pouco mais o cabelo, diz-me que pareço um militante do CDS e que me faz “tísico”, mas sempre que corto o cabelo curto demais, a minha avó diz que pareço um “skinet”. Algures ali pelo meio, lá consigo ficar “jeitoso”. Coisas (estranhas) da minha avó, mas que têm uma certa lógica.
Isto pode parecer estranho, mas depois vejo o Ricardo a mudar de nome para r. porque lhe querem dar porrada.(E, sim, eu percebo a ironia). Mas parece-me um extremar de posições. Basta percorrer a blogosfera para ver que se as opiniões fossem emitidas cara-a-cara provavelmente teríamos um acréscimo de entradas nas urgências hospitalares e lá teríamos que levar com a Ministra da Saúde a ler mais uns comunicados em conferências de imprensa. Ou, se calhar, não existiam posições tão extremas. Fala-se muito de pluralidade, de frontalidade, de partilha de opinião, de comunicação e de diálogo, mas interiormente continuamos com a nossa arrogância opinitiva. Eu admito-o. Por exemplo, eu, com o meu radicalismo ecológico, continuo a pensar que já resolvi o problema da humanidade e agora só me falta convencer 6 biliões de gajos a ficarem como eu. Não me levem a mal, não é arrogância. É só a minha opinião. E não gosto que não estejam de acordo com a minha opinião. Se ela está totalmente correcta, porque é que alguém haveria de discordar?
Agora, a sério. Ainda hoje, ecoam as agressões a Vital Moreira. Extremar de posições, lá está. Alguém que não partilha das mesmas opiniões do Homem do Cabelo de Aço decidiu dar-lhe um abanão. E agora ele quer que lhe peçam desculpas pelo abanão. E as opiniões extremam-se. “O Vital fez de propósito e foi-se meter numa manifestação da CGTP para levar porrada e ganhar as eleições, como já fez o Soares na Marinha Grande.” Por outro lado: “o problema é a extrema-esquerda que é pior que a extrema-direita”. São as duas grandes conclusões que retenho nas opiniões que recolhi entre a mesa 7 e a 10, aqui no café da esquina. Na imprensa e na blogosfera, as opiniões são ainda mais extremas. Mas isto são só opiniões e como tal ninguém vai mudar a sua posição e cada um vai ficar com a sua própria bicicleta para pedalar. A mim, nesta questão das chapadas e arremessos de copos de vinho na Ovibeja, importa-me reter outras questões que se calhar são mais importantes e que são as seguintes:
As posições em sociedade, mesmo as do mais anónimo cidadão, estão a extremar-se. Seja por culpa da pressão da crise económica ou pela vontade de opinar sem medos das reacções de outros, as opiniões e posições estão a extremar-se. E as acções começam a acompanhar esta tendência.
Nesta situação ficou também implícito que o Partido Socialista, inequivocamente não gosta de trabalhadores nem de sindicatos e despreza as suas manifestações. Se assim não fosse, não fazia campanha política no 1.º de Maio.
Também depreendo que, independentemente de os políticos fazerem ou não de propósito para levarem porrada, o que é certo é que sempre que levam no corpo, ganham as eleições que disputam. Por isso, por favor, não extremem as vossas posições nos comícios políticos, e não batam em ninguém do PS e especialmemte no Eng. José Sócrates. Era o pior que se podia fazer a este país.
Dalby ici
O Adalberto é um tipo porreiro.
Tem a mania que pertence à Esquerda Caviar, mas cá para mim é o mais profundo dos reaccionários.
Vive como eu em Gaia, onde também faz pela vida.
É um queque de saunas e o jet7 provinciano tripeiro é o habitat natural.
É um provocador!
É com muito gosto que vos apresento, leidisandegentlemenes, Mousieur Adalberto, o Dalby dos Carvalhos, mais um Aventador.
Megaprojectos:grito de alerta – 2
Prof Eduardo Catroga (economista, ex-ministro das Finanças).No Expresso.
A política das parcerias público-privadas (PPP) precisa de ser repensada.Os encargos já assumidos ou projectados pelo Estado representam cerca de 12% do PIB de 2008 ou seja, cerca de 20 000 milhões de euros, ou 4 000 milhões de contos na moeda antiga! É um montante enorme que põe em causa a sustentabilidade das frágeis finanças públicas, o financiamento futuro das despesas sociais…a competitividade fiscal, a justiça intergeracional.
Acresce, ainda que na prática, a garantia de rentabilidade dada pelo Estado a tais projectos de investimento em PPP tem externalidades negativas importantes que afectam a capacidade de alocação de recursos na economia.i) leva os bancos a preferirem tais projectos sem risco em vez de projectos empresariais com os naturais riscos de mercado mas muito mais importantes para a competitividade da economia. ii)incentiva o sector empresarial privado a investir em sectores abrigados da concorrência em mercados intenacionais, quando a nossa competitividade externa se joga basicamente nos sectores de bens e serviços transaccionáveis;III) tem um impacto negativo no ranking futuro e, logo, nas taxas de juro.
Abriu a temporada das Aquisições:
Quando me perguntaram se podia fazer uma apresentação do novo membro do Aventar, não hesitei.
Mas antes de falar dele vou falar-vos de uma outra pessoa. O Paulo Jorge apresentou-me o Ricardo nos idos de noventa em Santiago de Compostela, local onde também fiquei a conhecer o Paulo. É verdade, em terras galegas. Um grupo de jovens, todos dirigentes do movimento associativo universitário do Porto, foram convocados para um fim-de-semana de paintball no Monte do Gozo. Tudo rapaziada solteira. Ou dito de outra forma, todos sem as respectivas. Todos? Todos não. Eu, que não fora avisado das regras ao estilo “turma do bolinha”, levei a minha parceira. Escusado será dizer que fui motivo de gozo. No monte do dito.
O Paulo Jorge foi o organizador. Como sempre. Como amigo do seu amigo, como poucos o sabem ser. Poucos sabem o motivo de tal ajuntamento mas eu sei: foi para ajudar um amigo de um amigo que se tornou, também, um grande amigo. O Paulo é um dos meus poucos Grandes Amigos. E é uma das grandes figuras da história do movimento estudantil universitário do Porto nos anos noventa. É o Papa. Para ele se adaptou a velha anedota do Papa e do Silva dos Plásticos: “quem é aquele tipo de branco ao lado do Paulo Jorge”. Quando eu e o Ricardo falamos sobre o Paulo lembra-mos o seu velho queixume depois de tudo estar a arder à nossa volta: “A culpa não é minha”. Com ele partilhamos algumas das mais extraordinárias conspirações da Federação Académica do Porto. A ele devo ter hoje, entre os raros Grandes Amigos, o Ricardo. Mas quem é o Ricardo? Pois o Paulo todos sabem quem é (é o que está ao lado do tipo de branco na janela do Vaticano) e, em breve, se essa for a vontade do Aventar, também por cá andará.
O Ricardo foi o Presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Engenharia do Porto sucedendo a outra grande figura, o eterno Sebastião. Pouco tempo depois, foi Presidente da Federação Académica do Porto, sucedendo ao actual Secretário de Estado do Trabalho e Segurança Social, Fernando Medina. Como Presidente da FAP foi responsável por uma das mais lucrativas e melhor sucedidas Queima das Fitas do Porto, foi o homem das multidões na Queima. Pouco tempo depois, foi eleito Deputado nas listas do PSD para a Assembleia da República, pelo círculo do Porto. Mais tarde, renunciou ao mandato para dirigir a conhecida empresa municipal “Porto Lazer”, lugar onde se encontra actualmente e com um trabalho fantástico.
É um dos mais brilhantes da minha geração. Engenheiro de formação, o Ricardo é um brilhante organizador de eventos, um excelente gestor de equipas e um grande coração. Um tipo com humor, polémico qb e com uma enorme lista de amigos e admiradores. Uma lista que rivaliza, taco a taco, com uma outra, a de inimigos. Que nestas coisas da política é mesmo assim. Lagarto até à medula mas cujo segundo clube é o FCP, o que só lhe fica bem.
Para o Aventar, estou certo, é uma grande aquisição com um sabor especial, é o primeiro blogue onde participa. Para mim, é um motivo de enorme orgulho e satisfação ter aqui o Ricardo Fonseca de Almeida, mais conhecido como Ricardo Almeida. Uma estreia na blogosfera que, aposto, não vai deixar ninguém indiferente. E mais não digo, caso contrário ele fica todo vaidoso e ninguém o atura.
Caro Ricardo, venham de lá esses ossos e essas postas.
r.
Tudo começou aqui. A partir daí, tornou-se numa bola de neve incontrolável que nunca desejei. De repente, eu transformara-me numa figura de culto da Blogosfera.
Primeiro, foram os insultos de alguns comentadores do «5 Dias». Depois, o Rogério da Costa Pereira do Jugular dedicou-me um post e outro post sem nunca referir o meu nome; e o Paulo Pinto do mesmo blogue dedicou-me mais um; o País Relativo chamou-me maluco; e até um tal de Miguel Abrantes, na Câmara Corporativa, não queria deixar-me ter outra actividade para além de professor.
De repente, quase que me senti uma figura do «jet-set». Quase! Só me faltou mesmo aparecer na capa de uma revista cor-de-rosa a entrar para o carro com a minha mulher.
Incomodado com mais um post brincadeirinha, infelizmente muito levado a sério, o «Grande Bardo» do «5 Dias» indicou-me subtilmente a porta da rua. Inconformado, qual génio incompreendido, decidi lançar o Aventar. Convidei o pessoal e cá estamos nós. Na luta.
Mas as coisas estão a tomar proporções demasiado sérias. Ainda anteontem um fiel comentador do Jugular, o GL (Gilson), ofereceu-me porrada se fosse ao Twitter. Temo pela minha segurança. Quem tem cu tem medo e, ainda por cima, tenho 20 bocas para alimentar aqui neste blogue.
Por isso achei que era altura de parar. Por uns tempos, o Ricardo Santos Pinto vai desaparecer da blogosfera. A partir de agora, para preservar a minha família de eventuais retaliações, assinarei como r. Apenas r.
Sócrates está satisfeito por perder a Maioria Absoluta
A sondagem de hoje da Católica, no seguimento da anterior para as Europeias, deixa claro que o PS está claramente longe da maioria absoluta – tal como Daniel Oliveira do Arrastão, penso que o PS fica feliz por coisa nenhuma, o que dito de outra maneira, podemos dizer que o PS começa a ficar preocupado.
No 31 da Armada projectam, e bem, que entre o PS e o PSD as Europeias poderão ser vistas de modos diferentes porque em jogo não estão em causa as lideranças, é uma espécie de Pinto da Costa e treinadores do Porto. Explicando:
– No Porto quando ganham, a “culpa” é do PC; quando perdem, é dos treinadores.
No PS, se ganharem o mérito é da governação, se perderem é do Vital Moreira.
No PSD seria ao contrário, se ganhar o mérito é da Direcção, mas se perderem, é também a Direcção e MFL que fica a perder. Uma referência ao Paulo Rangel, um homem de Gaia, que com um bom resultado será elevado ao estatuto de estrela. Com um mau, pode sempre dizer que a culpa é da Ferreira Leite.
O BE surge, claramente, como a terceira força, o Louça como o que melhor aproveita o espaço mediático e neste momento, quem vota BE pensa: podemos “deixar” o BE fazer uma coligação pós-eleitoral com o PS de Sócrates? Espero que a resposta seja não!
O PCP continua no seu caminho feliz e contente até ao amanhã que cantará.
Alguém viu o Portas, Paulo claro, por aí? De Táxi a bicicleta!
Medina Carreira, o nosso “grilo falante”
Acho que já percebemos que Medina Carreira é um dos mais lúcidos especialistas portugueses em economia e política.
Desassombrado, liberto dos grilhões que impedem muitos outros de serem frontais e dizerem o que acham que devem sem a língua presa, Medina Carreira funciona como uma espécie de consciência colectiva, o nosso “grilo falante”.
Cada intervenção dele tem o peso de uma bomba, embora, na maior parte das vezes, se limite a repetir ideias que já tinha transmitido. Nós temos é dificuldade em as assimilar. Ou não queremos.
Ontem, numa entrevista ao Correio da Manhã / Rádio Clube Português voltou a ser claro: “A população não vai aceitar daqui a dez anos um Estado social como aquele em que nós estamos a viver, como é evidente. Porque a população já diz, bom, prometeram-nos mundos e fundos e nós não vemos coisa nenhuma. Dizem isto agora. Só pedem sacrifícios e quando acabam é preciso recomeçar os sacrifícios. Com toda a razão. Isto vale dez, vale vinte anos, não sei se chega a trinta. E como nós temos deficiências graves não vai ser fácil sair deste estado de economia rastejante. Se eu fosse chefe do Governo o que diria ao País é que o nosso grande problema é a economia.”
Toda a entrevista está AQUI.
FCP – Já só penso no Penta
Como costume e sem espinhas, o Tetra já cá canta e agora toca a pensar no Penta que ainda nos falta o bi-Tri, CARAGO!!!
Megaprojectos:Grito de alerta
Diz Eduardo Catroga (economista, ex-ministro das Finanças)
Decidir é estabelecer prioridades i) o projecto Porto-Vigo é mesmo prioritário, tendo presentes as necessidades estratégicas da região norte?As empresas nortenhas não necessitarão,antes,de outro tipo de apoios para melhorarem a sua competitividade externa?ii) o projecto Lisboa-Porto pressupõe o encerramento do serviço público normal de passageiros e do Alfa Pendular? Como se vai dividir a clientela futura,a rentabilidade, entre as duas linhas a operarem em paralelo?Não é verdade que o TGV para ser rentável exige uma distância mínima de 400 Kms?iii)O projecto Lisboa-Madrid vai representar seguramente, durante muitos anos,um “buraco financeiro”:serão os contribuintes a subsidiar? iv) se existe mercado que justifique algum troço (ou todos)…então porque o risco comercial do projecto e os riscos dos desvios dos custos das obras não ficam do lado das concessionárias privadas…nas parcerias público-privadas (PPP)?V) se é estratégico para a UE que Portugal execute, a curto prazo,…então porque não paga a UE?
Estes investimentos representam um largo quinhão da riqueza nacional e que, através da filosofia das parcerias público- privadas, hipotecam o futuro com encargos vultuosos para os contribuintes.São projectos de alto risco para todos os que pagam impostos e taxas!Não esquecer que, além da componente conjuntural da crise (que será ultrapassada com a recuperação da economia internacional) confrontamo-nos com uma componente estrutural que se lhe sobrepõe e que explica a “década perdida” em termos de convergência real e o endividamento externo galopante!
“Quando a imprensa não fala, o povo é que não fala”
“Quando a imprensa não fala, o povo é que não fala. Não se cala a imprensa. Cala-se o povo”. A frase é do poeta e artista inglês William Blake. Foi dita no século XVIII mas podia ter sido dita hoje. Foi escrita por Blake mas confesso que gostava de a ter escrito / dito eu próprio. Por vezes dá-me inveja de frases que dizem tudo.
Assim, neste dia, quando se assinala o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, e quando, citando um relatório internacional, o Público diz que “a liberdade de imprensa no mundo diminuiu pelo sétimo ano consecutivo e é ameaçada pela crise económica global”, não me apetece dizer mais nada.
Pode ser que amanhã o mundo esteja melhor.








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