O Marques Mentiroso diz que a Maria Mentirosa não mentiu. Já a seguir: Pinto da Costa garante ser do FC Porto.
Sezon ogórkowy

Francisco Sosa Wagner (Reuters/UE: http://bit.ly/1cngda6)
Revejam o primeiro ‘Machete’, por favor: é um péssimo filme, mas tem uma cena em que Danny Trejo abre a barriga a um tipo e usa os seus intestinos para fugir pela janela de um hospital. É a imagem perfeita deste país: esquartejado e, ainda assim, cheio de penduras. Não admira que o Portugal de hoje dê a volta à tripa a qualquer pessoa de bem.João Miguel Tavares, Público, 30/7/2013
Em trânsito para voluntário retiro nas margens do Neckar e depois de reflectir profundamente acerca de alguns dos episódios mais interessantes deste Verão (como as linhas em epígrafe), confesso a minha indecisão entre redigir uns dois ou três parágrafos sobre esta excelente série, com desnecessária incursão por memórias das minhas peregrinações a Tormes e a S. Miguel (se Seide ou Ceide, lá mais para a frente, passada a época dos pepinos, falaremos), compor umas nótulas soltas acerca da surpreendente querela Chomsky / Žižek – a propósito, ofereço-vos quatro episódios (Chomsky Ataca, Žižek Responde, Chomsky Contra-Ataca e Žižek Volta à Carga) e dois bónus (Afirma Thompson e Investigações Starkianas) – ou tecer umas inoportunas e estivais considerações, depois de conhecido este momento histórico (vale a pena ler o artigo de Teresa Firmino, no Público).
No entanto, em vez de redigir, compor, tecer, ou de me deixar enredar no espírito época dos pepinos ou serpientes de verano, preferi debruçar-me sobre outro assunto importante (sim, aquele) e a culpa é da minha Ministra da Educação. [Read more…]
Mais Carlos Costa SwaPinanço

A chave está no Caimão.
Está por fazer um estudo documentado e a cores da arte do desmentido e do desmando nas duas legislaturas anteriores. Merece tese, aliás de fácil demonstração. Os desmentidos e farsas de desentendido desse passado reeditam-se, quando é preciso. Foi assim com as PPP. Foi assim com a Parque Escolar. É assim com os swap.
Trata-se de uma guerra de biombos, aparências, feita do ataque como a melhor defesa; repleta de treta para a arena cacofónica dos media. Pode ser que se escape por entre os pingos de chuva artificial e da poeira que se faz por levantar. Em vista da notícia que hoje explode a medo no Expresso, era de esperar, rápido como um raio que o parta, um desmentido carlos-costa-pínico do Mega-Ultra-Swap da EGREP. Ei-lo.
Acontece que no corpo desse desmentido está contida a chave para a completa viciação do jogo das meias-verdades, camuflado completo das meias-mentiras, pois quando o mega-swaper Costa Pina diz que o contrato ultra-swapinante com a EGREP recebeu parecer positivo da DGT e IGCP, é uma vez mais necessário recordar que fauna viciosa e parcial presidia às ditas siglas. Nestas matérias, os dois Governos anteriores jogavam em casa. A casa estava armadilhada. [Também tinham armadilhado a casa da Justiça, mas isso agora não interessa nada, embora explique quase tudo.] Tinham o árbitro por si. Era caseiro. E não havia equipa adversária.
Recorde-se e insista-se nisto: se era, e era!, o Caimão a presidir ao IGCP, qual a surpresa para um parecer ao gosto do freguês?! Qual a surpresa pela sordidez swap 2005-2011?! E em que é que um parecer positivo fanhoso de uma e de outra siglas defendeu os interesses do Estado, dos Contribuintes, protegendo-nos da voracidade-Casino da Banca?! Enganar as contas, empurrá-las com a barriga foi giro, não foi?! Vê-se.
Adenda: ainda sobre o conteúdo aflitivo do desmentido costa-pínico-pânico, eram 16:12, a certo passo, no ponto (iii), diz-se o seguinte, emenda que piora o soneto: «[… sobre o swap tóxico assinado por Costa Pina, importa esclarecer que se trata de uma operação realizada em 2006 que] foi alterada em 2007 e extinta em 2008 – por decisão da empresa, apesar de parecer contrário do IGCP -, e substituída, com data de 29 de Janeiro de 2009, por uma nova operação, sem autorização, intervenção ou prévio conhecimento da tutela». Ficamos todos muito mais descansados.
Vai um mojito fresquinho?
Dizem que Hemingway era um admirador desta bebida cubana. Eu também gosto, especialmente nesta época do ano. Não custa nada preparar e, em poucos minutos, estamos a degustá-la.
Não se esqueça apenas de macerar bem a hortelã e o limão, esse é o segredo de um bom mojito. A receita de mais esta bebida de verão está aqui.
Swapíssimo Costa Pina
Uma certeza, na questão pestilenta dos pestíferos contratos swap, é que os nomes governativos que são postos a arder pela aflição swapista socratista-socialista suscitarão outros nomes de ex-incumbentes socialistas-socratistas e sobretudo a luminosa evidência de que não será na medida em que se denigre o adversário, o actual incumbente, o opositor político, no falso lado de lá da trincheira única dos interesses e da avidez do dinheiro, que se escapará aos factos sobre a autoria e assinatura desses contratos. Nem mesmo perante a grossa omissão subjacente às campanhas e cavalgadas parciais contra Albuquerque que se têm testemunhado.
Só não percebo é por que motivo o Expresso não faz desta notícia a manchete que merece. Vai alta a pira por demissões. A pira das responsabilizações objectivas de quem assinou nem sequer se acende. Porquê? Porque os media são venais, selectivos e desonestos, basta meia-hora de alinhamento informativo da SICN para percebê-lo, com a excepção honrosa e honrada de José Gomes Ferreira. Porque não há Justiça que acorra a tanta obscenidade corrupta passada e porque a consciência cívica está de férias em Portugal umas vezes 365 outras 366 dias por ano.
Queda de Mariano
Na versão em papel do Público de hoje, uma fotografia clarividente ilustra o artigo de Ana Gomes Ferreira sobre Mariano Rajoy. Trata-se de uma imagem em que Rajoy surge como o homem perseguido por aquelas que foram seguramente (e meço bem as minhas palavras) as suas acções polutas, de político corrupto cujo entendimento da política é a própria imagem da abjecção. Podemos ter as nossas democracias fragilizadas, mas sabemos bem distinguir os homens. E Rajoy, se dúvidas houvesse, surge nessa imagem com a limpidez que os olhos (que ainda são um espelho, e até mesmo nos que como ele se habituaram a dissimulá-lo) revelam: um homem destruído, imerso em horror e culpa (culpa mariana, não pode haver pior), que insiste em mentir, em pateticamente mentir – para segurar um governo, para tentar safar-se do que não tem maneira, para proteger outros. Só por essa fotografia (assinada por Dani Pozo para a Agence France Presse, tal como a imagem que aqui se reproduz) vale a pena comprar o Público de hoje. Está nela a verdade, e a certeza da queda.
E o Berlusconi está inocente
A Pergunta do Dia
O pior, todavia, o pior, em minha opinião, está nos negócios de venda de dívida pública portuguesa fora de mercado a investidores institucionais e a particulares e as outras operações nos mercados monetários. São esses negócios que têm de ser investigados prioritariamente, no IGCP e no Governo socialista, em paralelo com os swaps mais ou menos especulativos.
Quais foram os governantes socialistas e apaniguados que lavaram o seu dinheiro sujo utilizando a porta guardada pelo Caimão comprando dívida pública portuguesa de curto prazo beneficiando de juros cada vez mais elevados enquanto tudo faziam para adiar o pedido de ajuda internacional, sabendo que quanto mais tarde a pedissem mais os juros de curto prazo subiam e maior seria o rendimento que obteriam com o seu dinheiro sujo com o sangue dos portugueses? O DCIAP já para o IGCP!!!
Menos turmas com os mesmos alunos
Trabalhar numa escola não pode ser fácil, porque implica lidar com muitos e variados domínios do ser humano. Como se isso não bastasse, para se trabalhar numa escola, em Portugal, é-se obrigado a lidar com uma opinião pública frequentemente hostil ou indiferente e com sucessivos governos que, relativamente à Educação, baseiam as suas decisões numa mistura de incompetência, insensibilidade e ignorância que se parece demasiado com má-fé.
Uma das actividades a que as escolas se dedicam, no final do ano lectivo, apesar do mito de que está toda a gente de férias, consiste na criação de turmas. Trata-se de um serviço que envolve membros das direcções, funcionários administrativos e muitos professores. Antes disso, com a maior antecedência possível, cada escola divulga a sua oferta formativa. Graças a todo este processo trabalhoso, os alunos matriculam-se no ano e/ou nos cursos que pretendem frequentar. Assim, a pouco e pouco, é com base em matrículas e inscrições que se vão criando turmas, de cada vez que se atinge o número mínimo de alunos exigido por lei.
Entretanto, a definição da rede escolar deveria ter sido feita até 30 de Junho, o que não aconteceu. Quando alguém, no Ministério, se lembrou de a divulgar, as escolas ficaram surpreendidas com uma redução do número de turmas imposta com a habitual negligência de quem não perde tempo a estudar o terreno. De qualquer modo, quem trabalha nas escolas, já sabe que é em Julho e em Agosto que os ministros ditos da Educação tomam decisões que – das duas uma – ou não deviam tomar ou já deviam ter tomado. [Read more…]
As Perguntas do Dia
Por que é que anda para aí um montão de gente preocupada com a dívida da Câmara de Gaia (que se analisada per capita anda pelo meio da tabela) e ninguém se lembra de que o défice, ainda monstruoso, da Câmara de Lisboa tem sido substancialmente reduzido à custa de todos nós, que comprámos por 100 milhões de euros os esgotos da capital, um negócio nauseabundo, que cheira tão mal como o da venda dos terrenos do aeroporto e a oferta dos terrenos da frente ribeirinha? […] Por que é que a Câmara de Lisboa, com mais de 12 mil funcionários, é o maior empregador do concelho e isso nunca vem à baila quando se acusam algumas autarquias do interior por serem as maiores empregadoras do seu município?
Comparadores de Pénis
O exercício do blogger é o de manifestar algum pensamento com o máximo liberdade e verdade emocional. O que se escreve sente-se com as tripas. Daí uma linguagem mais dada ao coloquial e às interjeições e vernáculos do nosso descontentamento. Gostar do que se gosta. Detestar o que se detesta, isso passa rente à pele e como nenhum inócuo artigo de jornal o faz. A capacidade para fazer sentir ideias e seduzir intelectualmente para elas mora na bloga e noutros domínios da rede, mas os seus efeitos são imediatos e consolidam, como um fermento, as moções da grande massa de cidadãos. O socratismo percebeu demasiado bem essa importância de gerar um conjunto de blogues e de federar um conjunto de bloggers, os quais, devidamente avençados, coordenassem e sincronizassem a apresentação quotidiana da mundividência exclusivista que esses dois Governos quiseram passar, ainda que a realidade íntima das contas, das acções e das movimentações de bastidores indicassem o conhecido rumo inexorável em direcção aos cornos da realidade.
Hoje vivemos noutro modelo de relação do Governo com a bloga. Não é possível vender a austeridade como se vendia o optimismo mais imbecil, rapace e charlatão. Não se pode falar bem da dor, da fome, da inactividade profissional. A política de austeridade é o que é. Uma merda. Uma necessidade. Visa corrigir as consequências de um modo de governar que resolvia problemas à superfície, atirando uma torrente de dinheiro sobre eles. Há quem diga que a austeridade tem sido extrema. Do meu ponto de vista, ela foi concentrada no tempo, nos últimos dois anos. Teria de ser. Foi uma escolha estratégica. Se se colocarem na pele de um Governo que surgiria sempre como odioso por cortar de modo extremo durante dois anos, hão-de concluir que não seria justo ficar tal Governo com todo o ónus político por ter feito o que devia e seria incontornável fazer numa legislatura: salvar o País, represtigiá-lo, recredibilizá-lo externamente; apertar a gestão das contas públicas segundo um modelo sóbrio, sólido, sustentado, realista; e, claro, com isso penalizar milhões de cidadãos. E depois?! [Read more…]
Não há dinheiro …
… mas houve mil milhões para cancelar contratos swaps. Há a questão da ministra que mentiu, ou não, mas ainda mais importante é saber quem é que assinou esta porcaria.
Quem é que assinou estes contratos de swaps? Qual é a responsabilidade do PSD? E do PS?
É muito giro ver o PS pedir demissões como se esta escandaleira lhe fosse alheia. Mas onde estão os nomes? Eles existem, os swaps não nasceram incógnitos. É nisto que a discussão se deve centrar e não na ministra que me parece ter mentido e que, portanto, só tem uma saída, seguida da imputação do custo da sua acção tardia e, quiçá, errática.
Chega de usar a peneira da demissão para não se falar do que é de facto importante. Quem é que assinou estes negócios que já comeram um quarto dos famosos 4 mil milhões que querem cortar na despesa do estado?
Nomes. Crime e castigo. O resto só deve vir a seguir. Nunca antes, como tem sido estratégia do PS.
Vitor Sousa Censura Comentários no Facebook
O actual número dois do executivo bracarense, Vitor Sousa, tem por hábito frequente censurar comentários e perguntas que os seus potenciais eleitores lhe colocam na página de facebook, que utiliza de forma entusiasmada para dialogar com os cidadãos.
Dialogar não, que o diálogo pressupõe sempre que há o outro, a outra parte; no caso de Vitor Sousa, a sua página de campanha é um monólogo, um entediante e repetitivo monólogo de Vitor Sousa com Vitor Sousa.
Hoje Vitor Sousa brindou o seu povo com a divulgação de um vídeo – pago com dinheiros públicos e também publicado na páginda de facebook do próprio município! – onde dá conta de “Projetos de Regeneração Urbana, desenvolvidos entre 2009 e 2013“.
Na verdade, 90% dos ditos projectos 2009-2013 estão ilustrados com imagens… virtuais, como pode ser comprovado aqui. Ora, para final de 2013 faltam alguns meses: resta saber, por exemplo, se há ainda tempo para implantar o famigerado parque das Sete Fontes – 20 mil hectares! -, num local que até data recente este mesmo executivo – e Vitor Sousa – tinham viabilizado como zona de construção…
E os 45 hectares do chamado Parque Norte? E a pista ciclável no rio Este, em leito de cheia: aguentará as chuvas de Novembro? E os quase 29 km de ciclovias na cidade: onde estão?
E os 35 hectares do Parque Oeste? Onde? Crível só mesmo a informação de que a Câmara Municipal de Braga já plantou 8.979 árvores e arbustos.
Vitor Sousa faz-me lembrar a EDP e a sua relação imatura com os meios de comunicação franca.
É este o homem que quer governar a dita terceira cidade de Portugal?








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