Uma Escola Universal

Que o Estado português e a Igreja Católica portuguesa, representada pela Companhia de Jesus, criem uma rede pública de Escolas, com uma unidade de ensino em cada distrito do território nacional e unidades exteriores em todos os continentes, para tal usando a rede diplomática da CPLP, assim como as parcerias estratégicas já estabelecidas pela diplomacia portuguesa e pela Companhia de Jesus desde há 500 anos.

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Bial

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O relatório elaborado pelas autoridades francesas sobre o acidente verificado no ensaio clínico realizado pela Biotrial, envolvendo um novo medicamento da Bial, em nenhum lugar afirma que a empresa portuguesa é culpada pela morte ocorrida ou pelos graves efeitos secundários verificados em alguns dos voluntários sujeitos ao teste.
Este facto não impediu o Jornal de Notícias de marcar a vermelho em primeira página a culpa da empresa portuguesa, numa conclusão que nem a comissão científica encarregue de analisar o caso teve coragem de tirar.

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Doutores e competitividade

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O Governo divulgou números sobre doutorados em Portugal. Existem quase 25000 doutorados, mas somente 977 estão a trabalhar na indústria (4%). A esmagadora maioria está em instituições de ensino superior (78%), 7% no Estado, 5% noutras entidades, 4% inativos e 2% desempregados. Estes números mostram que há mais doutorados inativos e desempregados do que a trabalhar na indústria, o que é representativo. Mas bem mais significativo é o facto de o PT2020 ter aberto concursos para a contratação de doutorados, nos quais suportava 50% dos custos de contratação em salários e segurança-social. No primeiro concurso, somente 20 empresas apresentaram candidatura 😦

Há muito a fazer para que Portugal acredite e aposte naquilo que é capaz de fazer e foi capaz de desenvolver.

 

«Science: it’s a girl thing!»… será mesmo?*

Science- it's a girl thingEm 2012 a União Europeia lançou uma campanha de três anos com o título ‘Science: it’s a girl thing!’**. Só a circunstância de existir uma campanha específica que pretendia demonstrar que o trabalho científico pode ser, e é, também realizado no feminino, demonstra que estamos longe, neste domínio como em muitos outros, tanto na esfera profissional como na esfera pessoal, da igualdade de oportunidades, consagrada na legislação de muitos países, incluindo Portugal. De facto, em 2012, as mulheres representavam 46% dos doutorados na União Europeia. No entanto, apenas 33% das mulheres trabalhavam como investigadoras e só 20% se encontravam em cargos de topo da carreira académica. Apenas uma em cada 10 universidades da União Europeia tinha tido alguma vez uma mulher como reitora. Ou seja, apesar de as mulheres serem tão qualificadas como os homens elas continuavam (e continuam, três anos passados) a estar amplamente sub-representadas na investigação, na academia e muito particularmente nos lugares de topo das carreiras académicas e nos órgãos de poder e decisão das instituições de investigação e ensino superior. [Read more…]

Apogeu da ética protestante

Imagem © Bruno Santos

Imagem © Bruno Santos

 

A segurança conquista-se quase sempre à custa da liberdade e da auto-determinação. Sem cedência de soberania, quando não estão garantidos os meios que assegurem a auto-suficiência – ou mesmo que estejam – qualquer povo, assim como qualquer indivíduo, está sujeito aos perigos com origem nas suas próprias fraquezas e nas forças dos predadores do mundo. A não ser que esteja disposto a assumir como lema de vida e como destino o “pão nosso de cada dia” e entregue a sua sorte à Vontade d’O que está no Céu, tanto o povo como o indivíduo terão de privar-se da autoridade sobre si próprios e encarar a Obediência como fim útil e último das suas vidas.

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As ondas gravitacionais foram detectadas

 

Segundo a comunicação social, as ondas gravitacionais foram finalmente detestadas… Detestadas? Não. Foram finalmente destetadas. Destetadas? Também não. Já sei: detetadas. Não? Não, porque a diferença grafémica entre detestadas, destetadas e detetadas… Ah! Já sei: as ondas gravitacionais foram finalmente detectadas! Exactamente: detectadas!

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Metamorfoses

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Imagem: Matrix

 

Estamos perto de acordar quando sonhamos que sonhamos.

Novalis

 

Aqueles que, dentre nós, pertencem ao Reino Humano, têm por vezes a tendência para pensar que a vida, na sua totalidade inexprimível, se cinge a este quotodiano contabilístico, feito de primeiras páginas de jornais e cintilâncias televisivas. Mesmo que sem a completa consciência disso, as mais das vezes sem nenhuma consciência disso, o Homem ocidental habituou-se a uma pose falsa de domínio sobre a natureza e a vida, tomando os seus próprios hábitos como arquétipo no qual o Criador bebeu para fazer Luz.
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Isto é, o maior número primo actualmente conhecido.

Acordo pornográfico?

Nem o JN escapa.

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Cimeira do Clima em ano de temperatura recorde

(Publicada ontem no Esquerda.net)

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Inicia-se hoje em Paris a Cimeira do Clima coordenada pelas Nações Unidas. Espera-se que desta cimeira surjam medidas decisivas para combater o aquecimento global, particularmente para impedir que a temperatura média global se eleve a 2ºC acima da temperatura média do século XX. Acima destes 2ºC aumenta consideravelmente a probabilidade de impactos irreversíveis à escala local e global, bem como o rigor das medidas a implementar para travar as alterações climáticas e para mitigar os seus efeitos. Estas importantes conclusões decorrem dos relatórios elaborados pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, o último relatório é de 2014. Estes relatórios compilam as conclusões de milhares de trabalhos científicos (teóricos, experimentais, modelos de computação, observações por satélite, etc.) realizados por centros de investigação distribuídos por todo o planeta, publicados nas revistas científicas mais relevantes e revistos pelos melhores especialistas na matéria. Foi graças a este trabalho colossal que se concluiu com mais de 85% de confiança que o aquecimento global registado tem origem na atividade humana (produção de energia, indústria, agricultura, transportes, etc.).

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O How e o Know-How

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Salvador Dali, ilustração para a Imaculada Concepção

O Porto Canal descobriu um filão neste homem que tem o condão de nos colocar permanentemente em estado de estupor filosófico. Retenhamos esta sequência, a propósito da adopção por casais do mesmo sexo:

Eu sou homem. Tenho, por exemplo, órgãos genitais de homem, pénis, testículos, etc. Não fui eu que os fiz. Não fui eu, que os fiz. É claro que eu posso… se calhar foi a minha mãe. A minha mãe já faleceu. Mas eu posso facilmente imaginar-me a perguntar à minha mãe: – olha, tu sabes fazer pénis? (…) – Oh filho, eu sei lá fazer uma coisa destas. – Mas tu fizeste 4! Ela fez 4! Mas não sabe fazer pénis!” (…) Tenho aqui um problema. Ela não sabe fazer. Mas fez!“.

Bastaria tal pequeno exercício de retórica para nos apercebermos que entre os órgãos genitais do professor Pedro Arroja se encontram a cachimónia, as cordas vocais e a língua, capazes de gerar e dar à luz, como estes, pequenos sistemas de vida intelectual antecipadamente extintos (ou seja, abortos lógicos). Caramba, ninguém lhe saberá explicar a diferença entre o fazer e o saber-fazer?

Eu tenho certos órgãos, que já identifiquei. Não fui eu que os fiz. A minha mãe, também não os sabe fazer. O meu pai muito menos. Não vejo ninguém que os saiba fazer e que os tenha feito. (…) Quem foi? Quem foi? A resposta é: foi Deus. Embora o tenha feito no ventre da minha mãe“. (…)

 

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Cancro da Mama, um dos grandes flagelos do século XXI.

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Uma excelente notícia, sobretudo para as mulheres, mas também para as famílias que têm no papel da ” Mãe ” o seu grande pilar e equilíbrio. As famílias que passaram por isto percebem e sabem bem do que falo.

Os ‘trolls’ estão a ganhar a batalha

Hoje, lembrei-me dos ataques e do estudo. Porquê? Por causa deste artigo de Ellen Pao.

Ronaldo já tem nome nas estrelas

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Entre as designadas galáxias distantes, formadas no Universo primordial cerca de 800 milhões de anos após o Big Bang, a galáxia CR7 (COSMOS Redshift 7) é a mais brilhante entre todas. Foi observada por uma equipa liderada pelo David Sobral, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, Universidade de Lisboa, e do Observatório de Leiden, Holanda, que realizou as observações com o Very Large Telescope do ESO. Explicou o David Sobral que o nome também é inspirado no Cristiano Ronaldo porque também ele emana um brilho “fora de série”.

Um magno embuste e outras cartas

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Anda por aí um corropio por causa de uma tal de Magna Carta que faz 800 anos. É conhecido o fenómeno da manipulação da História ao serviço das ideologias, um clássico, e que pelos vistos hoje é assumido por uma facção da chamada ciência política, instalada na “universidade” da ICAR (um excelente local de exílio para académicos de carreira fracassada nas universidades laicas).

A tal carta resulta de um clássico conflito entre nobreza feudal e poder régio. Afirma direitos aos barões perante um rei fraco. Nada de especial, a História Medieval europeia está cheia disso. Fazer dela um documento fundador da liberdade das elites faz algum sentido, simbólico. Mas qualquer carta de foral que por esse mesmo tempo em Portugal defendia os direitos dos povos perante a prepotência senhorial, nas particulares condições portuguesas que levaram os reis a com eles tantas vezes se aliaram precisamente contra os nosso barões, que eram mais condes, é um muito superior exercício da liberdade, no sentido que lhe podemos dar nesse tempo. [Read more…]

Fascinante e assustador

O robot “chita” do MIT já é capaz de saltar objectos enquanto corre.

O prodígio está a diversos níveis, desde o mecânico e sensorial ao da inteligência artificial. A Skynet cada vez mais próxima.

Os tele-psicossociólogos (ou, como diz a Júlia, os especialistas)

Sabemos todos da prudência que nos deve acompanhar quando usamos armas pesadas e de pontaria duvidosa como as Ciências Sociais. Porém, ai de nós, elas parecem contagiar muita gente com a convicção de que tais saberes se podem usar sem que deles se tenha grande conhecimento, isto é, não faltam os “especialistas” que, tendo lido um digest de tretas sobre, por exemplo, Psicologia e Direito, desatem a disparar sentenças que, à falta de verdadeira ciência, se sustentam em dogmas e no senso comum do mais rasteiro. E se sujeitos que tais forem pagos para isso, vale tudo, a coisa transforma-se em espectáculo, numa espécie de feira de freeks muito praticada pelas estações de televisão nos programas da manhã.

Mas és cliente de tais programas, perguntareis vós? Na verdade, não. Mas, infelizmente, não me têm faltado oportunidades para os ver sempre que tenho de passar ocasionais férias nos HUC. A simpatia com que alguns serviços instalam televisões nos quartos tem este preço – tendo a vantagem inopinada de nos testar e consolidar o sistema imunitário. Também em zaps caseiros páro, por vezes espantado, ao ouvir as peremptórias ”análises” supostamente psicossociológicas, dos enérgicos comentadores residentes. A irresponsabilidade, a indigência científica, a falta do mais elementar sentido ético, andam à solta. E não me venham com eventuais currículos lustrosos ou argumentos de autoridade. Quem se sujeita – a troco de uma boa remuneração, claro – a transformar a sua ciência em instrumento de predação pública de verdadeiros problemas humanos – sobretudo se a tais problemas puder ser dado aquele tom berrante que tão bem acompanha as indignações de papelão – não merece a menor consideração. E a entusiástica gritaria com que os pivôs de serviço acompanham estas sessões de banha-da-cobra jurídico-psicossociológica não ajuda nada. Mas, parece, vende bem.

Azinheirices

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O 31 que vai pelo 31 da Armada, porque José Maria Barcia assinalou “uma alucinação de meninos com fome e frio que se tornou num dos maiores produtos de marketing da Igreja Católica“, com uma caixa de comentários que é um primor, não é bem uma questão religiosa: contam-se por dezenas as tentativas da santa aliança ICAR/talassas para através de uma aparição parirem um movimento de ataque à República. Fátima é isso, embora a coincidência com o ano da Revolução Soviética lhe tenha dado um folgo maior. Há aquela parte teológica de servir como mais um exemplo do politeísmo e paganismo dos homens do Vaticano (desde JP I), mas não me meto nessa guerra.

Num blogue monárquico compreende-se que lhes tenha doído.

A guerra não foi um filme americano

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É natural que os vencedores escrevam a sua versão de uma guerra, as suas histórias. Não lhe chamem é História.

Setenta anos depois da derrota do nazi-fascismo Clara Barata escreve no Público, e sem se rir, sobre “o mito estalinista de que a salvação do fascismo assentou no sacrifício do povo russo“,  para depois tropeçar em sim mesma e criticar: “os 27 milhões de mortos só contam como pequena história, a história familiar, dos indivíduos, e não como análise, reflexão. Aliás, desde 2014, existe uma lei que pune com penas até cinco anos de prisão a “distorção” do papel da União Soviética na II Guerra Mundial.”

Como se o revisionismo não estivesse sujeito a idênticas condenações em França ou na Alemanha, como se a II Guerra Mundial tivesse sido um filme americano desembarcado na Normandia.

O primeiro problema historiográfico das guerras, seus vencedores e vencidos, é o da sobrevivência do positivismo oitocentista, que reduz a a História aos líderes, fazendo de Hilter o único mau da fita, elevando Churchill a homem espectáculo (e esquecendo que em Inglaterra, no poder, estava um governo de coligação) e metendo Estaline onde não é chamado. [Read more…]

O humorista do Tejo anda com piadas novas

O piadista João Miguel Tavares, aquele a quem no Governo Sombra cumpre o papel de soltar uma larachas para animar a conversa quando vai mais séria, anda numa estafada campanha contra os que nas universidades não cumprem as suas premissas ideológicas. É uma doença velha da nossa direita, agora impedida de resolver o assunto à Salazar, quando por exemplo Sílvio Lima foi corrido da docência universitária porque lhe deu para arrasar a mediocridade científica do amigo Cerejeira. Encanitam-se porque se faz em Portugal investigação nas ciências sociais e humanas sem a objectividade positivista de um Ramos ou de uma Bonifácio, malta que à força de estudar o séc. XIX acha que as humanidades estagnaram ali, que nestas coisas os ingleses é que sabem.

Ora conta-nos hoje o Tavares ter trocado o doutoramento académico pelo jornalismo, pela família a sustentar, pela casa e pelo carro, que isso de ser bolseiro implica sacrifícios, já sabíamos. O jornalismo esperava pelo João Miguel, e nele singrou. Não é para todos. Quando em 2008 era director-adjunto da Time Out, uma publicação portuguesa embora não pareça, e precisava de mão-de-obra sem casa, sem carro e sem família, saiu este anúncio:

Procura-se Jornalista Estagiário

Se és jovem, sabes a diferença entre “à” e “há”, és lavadinho e conheces Lisboa como a palma da tua mão, junta-te a nós! A Time Out Lisboa procura estagiários que não se importem de trabalhar de borla durante 3 meses, mas num ambiente muito agradável (e onde nem sequer se pede que nos vão buscar café).

Como bolseiros de doutoramento talvez trabalhassem na mesma os três meses usando as poupanças, mas sempre contribuíam para aquela coisa que nem lhe passa pela cabeça ser fundamental num país: a investigação científica. Terminaram por viver o mesmo sacrifício trabalhando numa publicação pateta, mas tenho a certeza que se fartaram de rir com as piadas da tágide do humor luso.

Mariano Gago, 1948-2015

mariano-gagoTalvez o único ministro que nos deixou mais obra do que estragos.

O telemóvel e a história é o que o capitalismo quiser

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Dizem que faz hoje 42 anos que se fez a primeira chamada telefónica via telemóvel. Dizem-se muitas coisas, e neste caso omitem-se outras. Por exemplo, o facto de Leonid Kupriyanovich ter patenteado e concretizado muito antes dessa data um sistema em tudo semelhante, não se diz.

Leonid era soviético e faz de conta que nunca existiu, que só o capitalismo americano podia inventar uma coisa destas. Confere.

Respeito pela natureza ou desportos náuticos?

José Freitas

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É aqui, junto a este mouchão em que nidificam quase todas as espécies de garças existentes em Portugal e o único sítio de Portugal onde nidifica a ìbis negra, que se irão realizar provas do campeonato nacional de motonáutica a 20 e 21 de Junho, em plena época de nidificação.
O Município de Salvaterra de Magos apoia a prova. Incompreensivelmente o mesmo Município que ignora a existência da ilha ou que não faz nada para a proteger. Apoia com o argumento básico de que os visitantes vão consumir e deixar dinheiro no concelho.
A lei proíbe e pune a perturbação de ninhos de espécies protegidas. É o caso. Estamos portanto perante uma ilegalidade evidente.
O mais caricato é que o concelho lucraria muito mais se promovessem a importância ecológica do Escaroupim, não durante dois dias assassinos para as aves, mas durante todo o ano, para os amantes da fotografia e observação de aves.
São políticas que não se entendem… básicas, curtas, sem visão, distorcidas da realidade. Quem paga? os contribuintes que veêm o seu dinheiro esturricado em palhaçadas e as centenas de crias de especies protegidas que morrerão caso a prova se realize.
Partilham muita coisa que publico… gostava de ver isto partlhado. Quem sabe não chegará a alguém com o bom senso de parar com este atentado.
A foto foi tirada ontem. Algumas centenas de ninhos já estão a ser construídos. Milhares de ìbis negra e garças (cinzenta, branca, branca grande, colhereiros, gorazes, boieiras…) chegam ao final de cada dia para pernoitar. É um espectáculo da natureza à porta de casa…

Adenda: Petição disponível aqui.

Terra plana & astrologia

Geografia

Hoje, a abertura solene do 1° Simpósio Luso-Brasileiro de Astrologia terá as honras, mas bem mais grave, uma certa forma de legitimação de se realizar nas instalações da Sociedade de Geografia em Lisboa.

No meu entender a Sociedade da Terra Plana está para a geografia, como um simpósio de astrologia está para a astronomia.  Como congénere da Sociedade Portuguesa de Astronomia apetece-me aconselhar a actual direcção da Sociedade de Geografia a dirigir-se até ao extremo do nosso planisfério (seguindo o mapa da referida sociedade) e saltarem para o vazio. Boa aterragem em Sirius

PS- Percebo que possa haver uma transacção financeira muito favorável à Sociedade de Geografia, tão apetecível em tempos de crise, mas apesar de tudo são uma sociedade científica e há limites para uma sociedade científica, não são uma associação de bairro ou uma filarmónica.

Tornado: fundamentos filosóficos

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http://wp.me/p29WGc-A8

Dedinho maroto!

 

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Vamos lá desopilar um pouco, que isto são muitas notícias revoltantes e negativas.

Então não é que um estudo cujos resultados foram divulgados no dia 4 deste mês na publicação Biology Letters indica que, afinal, o tamanho conta? Em concreto, o tamanho dos dedos.

Pois é, esses dedinhos dizem muito mais das vossas tendências sexuais do que se pensava… Segundo os estudiosos, a diferença de tamanhos entre o dedo anelar e o dedo indicador pode apontar a nossa tendência para sermos fiéis ou infiéis. E não, não falo de religiões (aqui é aquela parte em que vos pisco o olho com ar matreiro). Falo de sexo puro e duro, mesmo.

Resumindo, tudo indica que quem tem o dedo anelar maior do que o dedo indicador tem maior tendência para a promiscuidade. E quanto maior for a diferença de tamanhos, maior é probabilidade de estarmos perante um traidor à santa instituição do matrimónio ou da vida conjugal. E agora permitam-me um aparte: ainda bem que os jihadistas não perdem tempo a ler as obras destes ímpios, caso contrário, decepariam (no mínimo) todas as mulheres cujos dedinhos fossem suspeitos. Já se se tratasse dos homens, certamente não teria mal.

Agora, perante este estudo, e tendo analisado cuidadosamente as minhas mãos, noto que numa mão tenho o anelar mais pequeno do que o indicador, mas na outra acontece o contrário. Esta descoberta deixou-me preocupada e apreensiva. O que quererá isto dizer da minha fidelidade? Tenho maior tendência para ser fiel ou infiel? Sou ou não de confiança? Ai, credo, tantas questões em torno de dois dedos!

E, já agora, como raio é que ocorrem este temas para estudo a estes académicos? Não é por nada, mas a pensar em temas destes, devem ser uns tipos bem divertidos, bons para dois dedos de conversa. Ou mais… (olha eu a piscar-vos o olho outra vez).

 

As minhas reais preocupações sobre o fato

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© Alain Rossignol / Jorge Cunha (http://bit.ly/1Denk24)

That no good. Ugh.

Allen Ginsberg, America

***

Segundo Elisabete Jacinto, o “problema reside no fato de desconhecermos onde está esse limite“. Por seu turno, Ricardo Leal dos Santos considerou importante “o fato de tudo ter corrido sem qualquer tipo de percalço“. Efectivamente, já em Novembro de 2014, de acordo com a mesma fonte, o piloto Nico Hulkenberg revelara estar “muito contente pelo fato do calendário da Fórmula 1“. Há poucas horas, surgiu “o fato de na véspera“. Através deste pequeno périplo, isolámos um exemplo muito concreto de geração de estrangulamentos e de constrangimentos. Estrangulamentos e constrangimentos? Exactamente.

Igualmente respeitador daquele princípio extremamente conhecido (“Agora ‘facto’ é igual a fato (de roupa)”), Rui Caldeira, director do Observatório Oceânico da Madeiraescreve o seguinte:

Estes acontecimentos serviram também para despertar as minhas reais preocupações sobre o fato de que na condição de ilha no meio do Atlântico estarmos [sic] desprovidos de um sistema de monitorização permanente do oceano circundante.

Além das “preocupações sobre o fato”, poderíamos perguntar o porquê de ‘trajeto’, ‘boias’, ‘direção’ e até ‘efetuamos’, quando ‘Dezembro’, ‘afectam’ e ‘detectados‘ abriam boas (para não dizer óptimas) perspectivas.

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Admito que o «’orgulhosamente’ sós», escrito por Caldeira, isolando o orgulhosamente e deixando o sós à solta, me levou às aspas do Tarski. Não, não são do Tarski do Searle: são do Alfred.

Contudo, como o problema que hoje apreciamos “reside no fato“, terminemos com chave de ouro e debrucemo-nos sobre o assunto.

“Philae conseguiu enviar dados do cometa antes de ficar sem *batéria”?

Sem *batéria? Não. Afinal, desta vez, é mesmo “sem bateria“. OK.

Em louvor e glória dos egrégios avós

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Anda pela nossa extrema-direita dita liberal uma vaga de revisionismo histórico (ou de regresso à historiografia à moda do séc. XIX, mas essa deixo para outro dia).

Agora é o Ferreira, putativo candidato a salazarinho que quer fazer “fazer uma carta aberta aos portugueses a explicar porque é que a história é muito maior do que se diz. Escrever uma carta aos portugueses sobre “A tua história foi muito maior do que te dizem”, por exemplo. É que nós somos mesmo bons.” Modéstia e ignorância.

Já o ex-maoísta, ex-pioneiro do eduquês de Boston, ex-formador de professores mal formados, ex-autor de um blogue que apagou porque ali defendeu a escola pública contra os ataques da dupla Valter/ Rodrigues, aliás também ex-apagador de calúnias sobre um conhecido cronista que se lixe a colega que as reproduziu e deu com os costados em tribunal, e actual e único grande defensor do Crato e do “ensino” vocacionado para a mão-de-obra desqualificada e barata, Ramiro Marques, vem em defesa, imaginem, de Putin, e proclama que o Ocidente tem motivos para se orgulhar do seu passado e para celebrar os seus valores comuns. Não há sítio melhor para fazer isso do que as escolas. [Read more…]

Há Merkels a mais na Alemanha

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Comecemos por colocar os pontos nos ii:

1) O ensino técnico em Portugal é tratado como um ensino de segunda, ou pior, olhado frequentemente como uma via para delinquentes e marginais. Isso está muito errado. Deveria ser a base de uma carreira digna, responsável pela introdução de mais qualidade e de novas tecnologias na sociedade. Uma oportunidade para a criação de emprego com potencial para gerar novos empregos;

2) Gosto da Alemanha. Na Alemanha há mulheres e homens com intervenções políticas fantásticas (a minha onda é o bloco de esquerda: Verdes e Die Linke) contra a austeridade. A CDU/CSU de Angela Merkel é apenas a formação política mais votada, não é mais nem menos do que isso. Por isso não me revejo e repudio gracinhas anti-alemãs a roçar a xenofobia.

O que é grave no discurso de Merkel é que a afirmação sobre o excesso de licenciados ibéricos tem a sua dose de ignorância. A percentagem de licenciados portugueses situa-se bem abaixo da percentagem espanhola e alemã (ver gráfico acima). Estamos a falar de realidades distintas.  [Read more…]

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