A terceira cidade de Portugal já tem um magazine cultural.
Trapacices financeiras em offshore
No labirinto da trapacice financeira, todos os dias são um rebuliço. Lê-se hoje nos jornais cá do Rectângulo, que o todo-poderoso Ricardo Salgado e o seu protégé Amílcar Morais Pires, homem de currículo que se impõe, poderão ter recebido pagamentos, na ordem dos milhões de euros, directamente do BES Angola. Sim, esse mesmo, o tal que “perdeu rasto” a 5,7 mil milhões de euros.
Ao que tudo indica, os dois terão recebido 27,3 milhões de euros, através de duas empresas, a Savoices e a Allanite, empresas essas que constam na lista de clientes da Akoya, a empresa de gestão de fortunas no epicentro do caso Monte Branco. A quantia terá sido transferida pelo BES Angola para contas bancárias na Suíça. Trapacice financeira que é trapacice financeira tem que ter offshores pelo meio.
A Oeste nada de novo
Adaptação do romance de Erich Maria Remarque, por Lewis Milestone. Legendado. Ficha IMDB.
Uma Anedota de “Alentejanos”
Portugal é mesmo uma casa de putas!
O aeromastodonte da planura sulista acaba de perder o quase-nada
que tinha como promessa de brilhante futuro!
O perigoso pensamento económico da esquerdalhada
Há pouco mais de 3 meses surgia o Manifesto dos 70, uma iniciativa levada a cabo por um grupo de personalidades de diferentes áreas da sociedade, que conseguiu a proeza de afinar pelo mesmo diapasão gente tão diferente como Francisco Louça ou Bagão Félix. Os subscritores deste manifesto defendiam que a solução para a crise que o pais atravessa passaria forçosamente pela reestruturação da dívida e, como seria de esperar, a tropa de choque do governo e das entidades que compõem a Troika veio rapidamente a terreiro diabolizar a iniciativa.
Agora sim, era tempo para perguntar “Qual é a pressa?”
Oposição critica Governo pelo pouco tempo para debater pacote do jogo ‘online’
(…)
Mais do que sobre o conteúdo do pacote legislativo, os deputados centraram o início da discussão sobre o pouco tempo dado ao parlamento para o analisar e debater, uma vez que só entrou na Assembleia da República na sexta-feira passada e foram dados dois dias para debate e votação.“O Governo pretende aprovar legislação sobre jogo, alterar legislação sobre jogo (…), tipificar ilícitos criminais previstos até 8 anos de prisão, dar isenção de IRC, (…) alterar o código da publicidade e fazer tudo isto numa proposta de autorização legislativa”, criticou Bruno Dias, do PCP.
O deputado comunista questionou assim a transparência deste processo: “Que interesses estão por detrás? Como se faz isto num processo que dura 48 horas na AR”, questionou, considerando que uma matéria “desta sensibilidade” não pode ser resolvida deste modo.
Em resposta, Adolfo Mesquita Nunes afirmou: “O único interesse é terminar com uma actividade económica forjada na ilegalidade”.
Dois dias para debater um votar um diploma? E, pior, dar isenção de IRC a empresas de jogo online? Isto só pode ser piada de mau gosto de um governo que apenas sabe aumentar impostos para os contribuintes!
O labirinto do verdadeiro poder
Segundo o Expresso, a Portugal Telecom investiu, já durante o ano de 2014, 900 milhões de euros no Grupo Espirito Santo. À primeira vista parece simples mas não é, pelo menos para mim que sou leigo nestas coisas da trapacice financeira. Ler uma notícia destas, para mim como para a esmagadora maioria dos portugueses, é como estar perdido num labirinto de bancos e sociedades gestoras de participações, onde quase todos são accionistas uns dos outros e em cujos conselhos de administração abundam destacadas figuras dos 3 partidos do arco da governação, não vá ser preciso um “empurrãozito” aqui ou acolá.
postais da xávega, torreira (3)
Bipolaridade lusa
Gosto muito deste nacional optimismo em relação à selecção nacional: acreditar sempre, crer que é possível, lutar até ao fim e coisa e tal.
É exactamente o oposto quando se pergunta acerca do país e da crise: isto não tem remédio, estamos desgraçados, este país está findo e blá blá blá.
Futebolândia 1 – Pátria 0.
Quando o Brasil sabe a México
Antes do jogo, não acreditando embora desejando um milagre, fica aqui a minha declaração de voto: Paulo Bento conseguiu um lugar ao lado do grande Torres no memorial do futebol português, pedestal enormes jogadores, péssimos seleccionadores.
O erro é o mesmo: colocar relacionamentos pessoais acima do óbvio, joga quem está a jogar melhor, e quem se arma em parvo (o que no caso do Torres nem foi bem assim, os jogadores até tinham razão) fica em casa.
Fica isto publicado às 16h do dia 26 de Junho de 2014, com uma vaga esperança de ao fim do mesmo voltar aqui assumindo a minha idiotice, falta de patriotismo, crença, visão da Portugal como terra de milagres a começar no do Ourique que ninguém sabe onde foi. Era porreiro pá.
Resumindo em poucas palavras…

Pelas “noticias” percebe-se que, logo, a equipa portuguesa terá que fazer o que nunca fez e esperar que a equipa alemã decida fazer o que não precisa. É isto que se ouve no folhetim “noticioso” desde que a selecção começou a arrumar as botas. Algo novo que justifique a repetição? Ora! O que faltava agora era começarmos a falar de critérios jornalísticos.
As americanas andam loucas
Ele há coisas que me ultrapassam.
Uma delas é a maluqueira que gira em torno de Jeremy Meeks, um rapaz de 30 anos, um ladrão, praticante de assaltos à mão armada e até, diz-se por aí à boca cheia, envolvido em tráfico de mulheres. Foi apanhado e levado para o lugar que melhor lhe assenta.
A mamã do menino, cheia de pena do seu rebentinho, fez o que que faz qualquer mamã em desespero para salvar os seus filhos: criou uma página no Facebook, pois claro, para angariar fundos para tirar o seu anjinho da cadeia, que lá a vida é dura e o menino, coitadinho,acorda todos os dias a chorar. Logo ele, que nem merece ver o sol aos quadradinhos. Ele, que até estava a endireitar e só tinha uma armazita para protecção. E pelos vistos, a página ia em 50.ooo likes. Fiquei chocada. Fui verificar. Tem 3 páginas, duas como comunidade e outra como figura pública. No momento em que escrevo este post, uma das páginas tem mais de 203.000 likes, outra tem mais de 92.000 e a última tem cerca de 70.000. Um total de mais de 365.000. Trezentos e sessenta e cinco mil!
Conversas em Família, reeditadas
Ouvi Carlos Magno no Contraditório da Antena 1, anos a fio, bater nos jornalistas, sobre a falta de qualidade do trabalho deles e sobre a forma como pegavam nos temas, seguindo agendas partidárias, em vez de se orientarem por critérios jornalísticos.
Agora acha que um canal televisivo de propaganda estará dentro do espírito da lei. Ou seja, que mostrar “obra feita” cabe em “organização de serviços de natureza doutrinária, institucional ou científica”. Arons de Carvalho, outro socialista, concorda, e nem o deve espantar, face à gigantesca máquina de propaganda que foi o anterior governo.
Estou entusiasmado. Já imagino um programa doutrinário baseado na personagem do Squealer, o porco de Animal Farm que, às escondidas, emendava os mandamentos acordados, conforme lhe desse jeito. Para a componente institucional, nada como um frente-a-frente semanal intitulado “Ja, liebe Merkel”. E a parte científica poderá resumir-se a trazerem para o formato televisivo a actual prática de lançarem rumores na comunicação social para testarem a reacção a medidas que queiram implementar. Uma espécie de método científico, portanto. Teremos, sem dúvida, belos serões de conversas em família.
[Imagem: 1984]
Ainda o erro do exame de Português de 12º
A propósito do erro no recente exame de 12º de Português, aqui ficam a sequência dos factos e algumas observações.
1 – no Grupo II, pedia-se aos alunos que classificassem o acto ilocutório presente em “Como um dia veremos.” A citação corresponde ao último período de um texto de Lídia Jorge sobre Eça de Queirós publicado na revista Camões. Na versão online, faltam os dois períodos finais: “O que não parece vir a propósito, embora venha. Como um dia veremos.”
2 – a primeira versão dos critérios de classificação do exame impunha que os professores classificadores aceitassem apenas a resposta “Acto ilocutório compromissivo”. Só nesse caso, os alunos poderiam ser contemplados com o meio valor previsto, o que, parecendo ínfimo, pode ser decisivo em diversas circunstâncias.
3 – vários professores, no entanto, afirmaram que se trataria de um acto ilocutório assertivo, o que deveria obrigar, no mínimo, a aceitar as duas respostas. Os interessados em distinguir os dois actos ilocutórios poderão, facilmente, obter a informação necessária. Se estiverem interessados na fonte oficial, poderão visitar a página do dicionário terminológico, escolher o separador “Procurar” e escrever “acto ilocutório”.
4 – o IAVE (Instituto de Avaliação Educacional), num primeiro momento, negou a existência de um erro, dando instruções para que os professores classificadores aceitassem apenas a resposta prevista nos critérios.
5 – as opiniões dividiram-se o suficiente para que o IAVE acabasse por reconhecer a existência de um problema, passando a permitir que ambas as respostas fossem consideradas correctas.
Passemos às observações: [Read more…]
O banqueiro
“O Banqueiro” poema de Craig-James Moncur, dito por Mike Daviot. O filme foi escrito, realizado e produzido por Craig-James Moncur. Tradução e legendagem do Helder Guerreiro.
Pode ver este filme e outros no canal do autor (33rddegreefilms).
Como viciar um jogo de futebol do mundial – manual de instruções
Podem-se comprar jogadores mas o mais fácil é corromper o árbitro e os seus assistentes, lê-se na reportagem resultante de uma investigação do The Telegraph e do Channel 4. Mas quem o diz é Christopher Forsythe, o facilitador do negócio, natural do Gana. Sim, essa equipa à qual só por milagre (financeiro, ao que parece) iremos ganhar por meia dúzia de golos.

Paga o que deves, Passos Coelho!
Há uns anos, o grupo de eternos rapazes de que eu fazia parte detinha, como qualquer grupo de eternos rapazes, um conjunto de frases constantemente repetidas conforme as circunstâncias. Como é típico dos eternos rapazes ou de qualquer grupo proprietário de private jokes, cada uma dessas frases era razão para sorrisos cúmplices (ou para gargalhadas desbragadas, se o consumo de álcool já fosse suficiente para que tudo tivesse imensa piada).
Uma das actividades favoritas desta minha irmandade era o extraordinário jogo da moedinha, essa modalidade amiga dos donos de cafés e propiciadora de humilhações rituais, coisa bastante saudável entre amigos. Tendo em conta que a derrota implicava o pagamento da despesa que estivesse em cima da mesa, havia um certa tendência para ligeiras desonestidades que, de tão evidentes, eram quase sempre descobertas ou reveladas. Era então que o pequeno criminoso proferia, com um contragosto cabotino, uma frase com tanto de ética como de gramática: “Se passasse, passasse…”
Nada disto, à distância de vários anos, me parece mal. Antes pelo contrário: a alienação momentânea e o alegre disparatar são tão necessários como o profissionalismo e competência, desde que sejam praticados em horários diferentes
Recentemente, dei por mim a pensar que o país é governado por um grupo de eternos rapazes, o que não seria grave se não se comportassem na governação como a comandita com que eu alinhava no jogo da moedinha. Na verdade, este mesmo governo anda, há três anos, a produzir diplomas inconstitucionais, pensando qualquer coisa como “Se passasse, passasse…” [Read more…]
A honra e a bondade
Em memória do General Silva Cardoso
Não sei de nada mais sério do que a terra a que pertencemos, no sentido literal. A terra onde abrimos os olhos para o mundo, aprendemos as plantas e os animais, o sentido do vento, a água que nela brota. Podemos andar pelo mundo, mas aquela terra está-nos gravada no coração. Por ela sofremos e lutamos. Pela terra podemos até matar em situações limite impostas por estrangeiros. E a ela voltamos quando a vida se nos acaba. [Read more…]
É uma questão de tempo
A equipa portuguesa deixou de jogar 5 minutos depois do jogo ter começado.
Coimbra é uma lição
Outono de 1570: o jovem rei Sebastião viaja até Coimbra, entra numa aula, e é recebido com uma enorme pateada. De imediato mete a mão à espada mas é serenado: tratava-se de uma tradição académica de reverência a sua majestade, uma honraria rara, uma praxe, dir-se-ia tempos mais tarde, e o rei sorriu, agradeceu, e segundo um cronista voltou todos os dias repetindo-se o enxovalho.
Verão de 2014: numa comemoração os governantes são interrompidos por
um grupo de estudantes repúblicos, empunhando cartazes e interpelando e interrompendo os oradores, recorrendo a linguagem rude e até a insultos.
As “provocações” estudantis fizeram-se sentir com particular intensidade durante a intervenção do presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado. Neste contexto, o orador seguinte – o secretário de Estado da Cultura, Barreto Xavier – recusou-se a falar.
A enxovalhar governantes desde o séc. XVI, isto é que é uma tradição académica, centenária, património da Humanidade. Mai nada.
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Temos campeão
Final da última etapa da Volta à Suiça, terceira vitória de Rui Costa, preparando-se agora para o Tour.
É este ano, acredito, que o 3º lugar de Joaquim Agostinho em 1978 e 79 merece ser atacado, o nosso recorde mundial no ciclismo de estrada pela pedalada do agora campeão mundial.
Há desportos, populares, onde até somos campeões do mundo, o que há é menos gente a dar por isso.


















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