
Havia no Largo do Caldas, um relógio em contagem descrescente até ao dia em que a Troika se haveria de ir embora. O discurso era heróico e, para a propaganda do hoje defunto PàF, a saída limpa assemelhava-se ao dobrar do Cabo da Tormentas. Por todo o lado, comentadores afectos ao regime, bloggers da corda e perfis falsos no Facebook anunciavam as boas novas da devolução da sobretaxa, dos cofres cheios (de dívida) e da tão almejada saída limpa. Eram bravos, os guerreiros eleitoralistas da coligação.
E contra as expectativas, até certo ponto, a coligação PSD/CDS-PP lá acabou por ganhar as eleições. Uma vitória de pirro, é certo, mas ainda assim uma vitória. Tramou-os a democracia representativa, essa expressão suprema do golpismo que em tempos integrava o leque de opções de Paulo Portas, o homem que, segundo a narrativa da actual oposição parlamentar, seria aquele que teria o PSD e Pedro Passos Coelho refém. [Read more…]



















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