Porque os sociais-democratas estão-se afastar do actual PSD.

O programa eleitoral da coligação PSD / CDS está muito longe da matriz social-democrata que defendo e que esteve na génese fundação do PPD / PSD pelo Dr. Francisco Sá Carneiro.

Lamento que o programa da coligação tenha uma marca mais forte do CDS do que do PSD. Um exemplo paradigmático é o Estado aparecer como assistencialista sendo que o desenvolvimento social é defendido à custa da contratação pública.

Entendo a social-democracia como uma ideologia em que o estado social deve assentar em três pilares basilares, a saúde, a educação e a segurança social. E estes pilares devem ser garantidos pelo Estado. Se assim não for estamos perante um regime assistencialista em que o Estado apenas paga aos coitadinhos dos pobrezinhos. Esta é uma visão inaceitável hiper-redutora do papel do Estado.
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O nome da Maria

Maria de Belém vai candidatar-se à presidência da República. Compreende-se, que diabo. Com aquele nome, a tentação é irresistível. Imaginem um título na nossa imprensa: “Passa a ocupar o Palácio de Belém a Dra. Maria do mesmo”…

Do dia mundial da fotografia

cunhal por eduardo granjeiroNo Dia Mundial da Fotografia [19 Agosto], permitam-me que homenageie um dos meus fotógrafos favoritos (Eduardo Gageiro) e, de caminho, o modelo, elemento da foto tantas vezes esquecido por anónimo e desconhecido. Não é este o caso, no entanto…

António Costa pisca o olho a Manuela Ferreira Leite

Será mesmo pela “identidade de pontos de vista muito significativa” ou apenas devido ao facto da senhora causar mais estragos no governo sozinha do que o PS em bloco?

Damage Control

Carlos Peixoto

O deputado social-democrata Carlos Peixoto, eleito pelo distrito da Guarda, um dos mais envelhecidos do país, tornou-se viral com um célebre artigo de opinião no jornal I, entretanto desaparecido na neblina da internet, onde afirmava, entre outras tiradas insultuosas, que “A nossa pátria foi contaminada com a já conhecida peste grisalha.“.

As reacções de indignação não se fizeram esperar, mas o agora cabeça-de-lista pelo mesmo distrito escusou-se na altura a comentar a polémica que o próprio criou. Remeteu-se ao silêncio, quem sabe se na esperança que o tempo e a avalanche de informação que nos é diariamente servida fizessem o seu trabalho. Enganou-se. Para o bem e para o mal, as campanhas eleitorais não perdoam, nos cartazes como nas afirmações idiotas. [Read more…]

Não é jornalismo José Gabriel, é demência

e se achas isto grave, o que dizer do 72º lugar do ranking ser entregue ao senhor Aníbal?

Postcards from Scotland #6 (Aberdeen)

The grey city between Don and Dee*

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Aberdeen não é uma cidade particularmente bonita. É a capital europeia do petróleo. Tem um porto muito grande e cheio de atividade e as gaivotas parecem gatos. As gaivotas têm acompanhado a minha viagem desde Liverpool, com os seus lamentos. Em Glasgow havia menos no centro da cidade, mas aqui, parecem, como disse, gatos. Estão por toda a parte, pousam no meio das ruas indiferentes aos carros, em cima dos caixotes de lixo e das paragens de autocarro. Há bocado enquanto esperava pelo autocarro, com o Renato, para regressarmos dos centro aos nossos hoteis, havia tantas gaivotas a voar tão baixo que parecia que estávamos no filme ‘Birds’, do Hitchcock. Antes de vir para o Reino Unido passou-me pelos olhos uma notícia sobre o País de Gales que falava, justamente, de gaivotas. De gaivotas que mordiam as pessoas e os cães. Um pouco assustador, portanto, estar ao princípio da noite na Union Street com tantas gaivotas a voar tão baixo. E a ouvir os seus lamentos.

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Aventar – uma nova viagem na blogosfera

Começo, em primeiro lugar, por cumprimentar tod@s os companheir@s e leitor@s do AVENTAR.

A partir de hoje início uma nova viagem na blogosfera. Despois de uma anterior experiência, agora regresso para escrever no AVENTAR um dos espaços de opinião de referência no universo dos mais importantes blogues portugueses.

É, pois, uma honra escrever  sobre o nosso País e o Mundo para um universo maior de leitores e ao lado dos mais importantes bloggers portugueses.

Entendo que escrever, partilhar e debater livremente com os nossos concidadãos é uma das mais importantes formas de cidadania. É, por isso, que aqui estou na busca constante de um Portugal e de um Mundo melhor, muito melhor.

Fogo amigo

“Portugal e Irlanda apoiaram muito a Alemanha nas negociações com a Grécia”, declarou Merkel. Há elogios que são verdadeiras bofetadas.

Cartazes do PSD explicados por Ricardo Araújo Pereira

Entretanto, soube-se também que as pessoas que aparecem, sorridentes, nos cartazes da coligação, são figurantes estrangeiros. Ao contrário do que alguns pretendem, nada há de desonesto nessa circunstância, antes pelo contrário: é sabido que a governação do PSD e do CDS agradou muito mais a estrangeiros do que a portugueses. É natural que sejam eles a manifestar satisfação pelo trabalho do governo. [Ricardo Araújo Pereira@Visão]

Peste grisalha

O governo que grafou e agitou o pornográfico conceito de “peste grisalha”, vem agora prometer legislação para proteger os idosos – que sobreviveram a esta política – das garras da sua alegadamente ameaçadora família. Eleição a quanto obrigas…

Nemo me impune lacessit

Nemo me impune lacessit
Sou um homem de paz. Por isso, sinto-me inquieto. É que ao ouvir o último discurso de Passos Coelho deu-me, subitamente, uma irresistível vontade de o convidar para provar um copo do barril de Amontillado que guardo nas profundezas de uma cave. E declarar-lhe – vocês sabem…- “Nemo me impune lacessit”!

Do jornalismo

É a notícia do dia [13] nos telejornais: uma qualquer entidade fez um ranking de beleza dos muitos governantes deste mundo e o Passos ficou no top 10. Não sei o que isso diz da beleza do 1º ministro, mas sei o que diz da merda de jornalismo que temos.

República dos tremoços

As surpreendentes barracas das campanhas político-publicitárias dos partidos do obscenamente chamado “arco da governação” mostram que, por eles, Portugal já nem se candidata à condição de república das bananas. Talvez, quando muito, dos amendoins. Ou dos tremoços. Tenho vergonha e não é nada comigo.

Remendos públicos de combate ao desemprego

Desemprego Subsídio

Não deixa por isso de ser curioso, e até revoltante, que os partidos da esquerda venham agora em uníssono criticar a criação de emprego através de estágios, empregos subsidiados ou a aposta em formação de desempregados, só porque são uma importante componente da baixa do número de desempregados. [Duarte Marques@Expresso]

Não Duarte: revoltante é o governo anunciar o milagre do emprego quando este assenta essencialmente em estágios, empregos subsidiados ou formação de desempregados cuja variável comum é a precariedade. Revoltante é saber que estas políticas não passam de remendos que não garantem colocação no mercado de trabalho. Revoltante é ver um governo apostado em privatizar o país, em avançar com mais despedimentos na função pública e diminuir o papel do Estado na economia para depois implementar programas através dos quais financia até 80% dos salários dos desempregados contratados pelas PME’s. Revoltante é o calculismo de programas como o Reactivar, baseados em remunerações baixas e com a duração de apenas 6 meses, cujo término coincide com as Legislativas em Outubro. Revoltante é a constante manipulação dos números do desemprego com fins meramente eleitoralistas. Não confunda remendos com políticas públicas de combate ao desemprego senhor deputado. Não sei o que lhe ensinaram em Castelo de Vide mas não são a mesma coisa.

Tempos modernos

(c) Steve Cutts

Quer um curso com emprego garantido?

Basta conseguir uma das 200 vagas do CEAGP, pagar 5 mil euros em propinas e terminar o curso com média igual ou superior a 12. Em alternativa filie-se na JS, JSD ou JP da sua freguesia. Tem mais vagas e tende a ser ainda mais fácil.

Fact check

(clicar para ampliar)

A malta que apoia o governo fez um boneco com o que eles gostavam que pensássemos do programa do PDS/CDS. Só se esqueceram de ter em conta a realidade.

Adenda: diagrama original

Postcards from Scotland #5 (Aberdeen)

We, the great people of the South…

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Este postal vai escrito sem muito cuidado. Estou cansada. Passei o dia praticamente todo fechada em salas a ouvir os colegas, moderei uma sessão, falei com muitas pessoas em várias línguas, sobretudo em inglês, é certo, mas com pessoas com sotaques muito diferentes. E amanhã tenho de acordar cedíssimo para mais um dia (uma parte dele, pelo menos) fechada em salas a ouvir pessoas falar em inglês com diferentes sotaques. Não é que não goste, que gosto, acho que se percebe que uma das coisas que mais me dá prazer na vida é o meu trabalho, mas, reparem, um congresso no meio das férias, mesmo que reencontremos amigos, não é exatamente a melhor das ideias. E depois os congressos são sempre muito cansativos, a começar pelos horários estapafúrdios, e a acabar na sobrecarga de sessões e na quantidade de gente com quem se fala. Claro que há a outra parte, a mais agradável de todas, jantar com os amigos que vemos apenas de vez em quando, beber umas cervejas com eles, falar de política, dizer piadas, rir.

O dia começou relativamente cedo e chovia quando acordei. A custo levantei-me da cama antes das oito e meia. Ontem fiquei até bastante tarde a ler mais do fabuloso ‘The First Bad Man’, da Miranda July. Já vos contei como estou fascinada com a escrita dela e completamente rendida à história que nos conta neste romance. Quando acordei chovia, como já disse. Era suposto que eu visse o mar da janela do meu quarto, mas quando abro as cortinas só vejo água e névoa. O tempo escocês, ao que dizem. Suponho que até agora tive sorte na minha viagem. Só ontem e hoje de manhã choveu verdadeiramente. Mas hoje, depois de almoço, o sol brilhava outra vez e estava até ligeiramente quente. Para a Escócia, quero dizer.

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Economia planificada

O preço do socialismo é elevadíssimo, pelo menos na Venezuela…

Os cabecilhas do PàF

texto de Carlos Reis@A Estátua de Sal

Dia Mundial da Fotografia

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Nunca como hoje se produziu lixo informático. Fotografia é algo diferente.

Licínia vive aqui

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(c) Daniel Rocha/Público

Dividir para reinar e ganhar eleições

Triunvirato

Estes não estão uns contra os outros. Já estiveram mas agora têm uma relação bem disposta

Na reetrée política do PSD, o senhorio do anexo que garantiu os deputados que permitiram a Pedro Passos Coelho afundar o país em precariedade afirmou que a coligação “não porá os portugueses uns contra os outros“. Talvez Paulo Portas ande distraído, nomeadamente no que diz respeito à escolha de Carlos Peixoto para cabeça-de-lista pelo distrito da Guarda, o tal que diagnosticou um Portugal “contaminado” pela “peste grisalha. [Read more…]

Ecos da destruição do planeta

Percebes que o planeta está em apuros quando uma baleia quase sucumbe às garras de um saco de plástico e é salva por pescadores. Parece tirado de um filme mas aconteceu mesmo, na Austrália. A baleia agradeceu mas o Homem continuará em guerra aberta a todos os animais. A sua espécie incluída.

Postcards from Scotland #4 (between Glasgow and Aberdeen, by train)

«Tenha um dia bonito», disse-me o condutor do autocarro, em português

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As férias estão oficialmente interrompidas até sexta-feira. Quanto aos postais, não tenho a certeza, já que creio que o que acontece num congresso de sociologia rural interessará pouco aos que não tiverem este assunto como objeto de estudo. Claro que num congresso – mesmo que seja de sociologia rural – acontecem mais coisas para além do congresso. Mas, ainda, assim, veremos se haverá material não académico suficiente para escrever postais.

Por falar em escrever postais, hoje ao meu lado no comboio que me trouxe de Glasgow para Aberdeen (a cidade ‘between Don and Dee’) uma rapariga escrevia postais para alguém na Hungria. Lembrei-me que tenho de escrever um postal a sério para Itália. Devo esta carta ou este postal há mais de 4 meses e começo já a ficar envergonhada com a minha demora. É verdade que há sms, emails, telefonemas, e talvez por isso, porque essas coisas são rápidas e usamo-las logo ali, no momento em que nos apetece ou temos um bocadinho de tempo. As cartas e os postais, sobretudo escritos à mão e numa língua diferente da minha, ainda que a mais bela do mundo, levam tempo a escrever. Levam mais cuidado a serem compostas, trabalhadas, palavra a palavra, com a caneta sobre o papel – branco, geralmente. Mas vejo a rapariga escrever postais e lembro-me disto. Tenho de comprar um postal aqui em Aberdeen ou depois em algum outro local e escrever, com vagar, a quem devo carta. Gosto, além do mais, da expressão ‘devo carta’. Devo carta, e cuidado e tempo a uma pessoa, portanto. Uma pessoa que conheci noutra viagem, que fala a língua mais bonita do mundo (à parte o napolitano, claro) e que vive num país bastante mais quente do que este onde agora me encontro.

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Compreendendo o terrorismo financeiro

Burns

O Citigroup conseguiu captar perto de três mil milhões de dólares (cerca de 2,7 mil milhões de euros) a 4 mil investidores alegando que os investimentos nos fundos ASTA/MAT e Falcon eram de baixo risco e não eram mais especulativos do que obrigações do Tesouro. Durante a crise financeira de 2008, os dois fundos colapsaram.

“Os fundos não eram substitutos de um investimento em títulos do Tesouro e investir neles apresentava um risco significativamente mais elevado”, referiu o regulador, acrescentando que o próprio Citigroup reconheceu esse risco em documentos internos, sem partilhar a informação com os investidores. [via Dinheiro Vivo]

Especulação financeira? Nada disso: a economia mundial colapsa por causa desses preguiçosos do sul da Europa que vivem acima das suas possibilidades, que compram frigoríficos e televisões e ainda ousam comer o ocasional bife. Valham-nos os grandes bancos, sempre prontos a desembolsar uns trocos para serenar os ânimos e continuarem firmes na sua missão de libertar os mercados.

 

Darwinismo empreendedor na Amazon?

Bezos

Jodi Kantor e David Streitfeld assinam um artigo de opinião no The New York Times que arrasa o funcionamento interno do gigante Amazon. Aqui ficam algumas passagens de um artigo do Dinheiro Vivo que retratam aquilo que aparentemente se vive no interior do império de Jeff Bezos: [Read more…]

Fundamentalismo judaico

Aviya Morris é a nova coqueluche do extremismo de inspiração judaico. Haja concorrência para fanatismo islâmico.

Postcards from Scotland #3 (Glasgow)

«Touch the Earth Lightly»*

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Glasgow é uma cidade agradável, já o disse ontem. Emendo, aliás, Glasgow é uma cidade viva, saudavelmente viva. E linda na sua imperfeição honesta. Fico a gostar bastante desta cidade e dos seus habitantes, simpáticos todos, trocando sorrisos com os estranhos na rua. Uma dimensão humana, mais humana que Liverpool. Creio que não será supreendente. Aqui quase não dou pela presença de turistas. Em Liverpool também não encontrei muitos, exceto quando passava pelo Cavern Quarter e pelos sítios dedicados aos quatro fabulosos rapazes – sim, os Beatles, de que não sou fá, tirando uma ou duas músicas. Mas aqui já me esqueci dos Beatles completamente, enquanto passeio pelas ruas e vou reparando nos prédios e nos recantos, enquanto visito a GoMA ou The Lighthouse.

Acordei bastante depois da hora do pequeno almoço. Eram dez e meia, uma hora depois de terminar o período dedicado a esta refeição, quando saí do quarto em direção à cozinha, esperançosa ao menos numa chávena de café. O hotel tem cupcakes e bolachinhas espalhadas pelos corredores, em frascos e boleiras, pelo que – pensei eu – uma chávena de café e uma destas coisas e está o pequeno almoço tomado. Entro na cozinha e peço a chávena de café. Não só me a dão, como me servem um pequeno almoço completo. Acho que os hotéis se vêem também por estas pequenas coisas. Um hotel existe para os seus hóspedes. Se não te tratam bem, dificilmente voltarás. Já eu tenho a dizer que se alguma vez voltar a Glasgow voltarei a ficar no The Grasshoppers Hotel, não apenas por estas simpatias, mas porque é um sítio verdadeiramente magnífico. Limpíssimo, branquíssimo, com gravuras e fotografias brilhantes e com a melhor das vistas que se pode ter, pelo menos do meu quarto.

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