Gosto muito deste nacional optimismo em relação à selecção nacional: acreditar sempre, crer que é possível, lutar até ao fim e coisa e tal.
É exactamente o oposto quando se pergunta acerca do país e da crise: isto não tem remédio, estamos desgraçados, este país está findo e blá blá blá.
Futebolândia 1 – Pátria 0.
Bipolaridade lusa
Show de bola
Diz que a Musa de Portugal na copa mostrou as bolas ao A Bola, para que os jogadores sem grandes bolas não passem bola ao Gana e mandem as bolas direitinhas para a baliza.
Boa bola! Queremos que sejam bola prá frente.
Vamos à bola?
Quando o Brasil sabe a México
Antes do jogo, não acreditando embora desejando um milagre, fica aqui a minha declaração de voto: Paulo Bento conseguiu um lugar ao lado do grande Torres no memorial do futebol português, pedestal enormes jogadores, péssimos seleccionadores.
O erro é o mesmo: colocar relacionamentos pessoais acima do óbvio, joga quem está a jogar melhor, e quem se arma em parvo (o que no caso do Torres nem foi bem assim, os jogadores até tinham razão) fica em casa.
Fica isto publicado às 16h do dia 26 de Junho de 2014, com uma vaga esperança de ao fim do mesmo voltar aqui assumindo a minha idiotice, falta de patriotismo, crença, visão da Portugal como terra de milagres a começar no do Ourique que ninguém sabe onde foi. Era porreiro pá.
Resumindo em poucas palavras…

Pelas “noticias” percebe-se que, logo, a equipa portuguesa terá que fazer o que nunca fez e esperar que a equipa alemã decida fazer o que não precisa. É isto que se ouve no folhetim “noticioso” desde que a selecção começou a arrumar as botas. Algo novo que justifique a repetição? Ora! O que faltava agora era começarmos a falar de critérios jornalísticos.
As americanas andam loucas
Ele há coisas que me ultrapassam.
Uma delas é a maluqueira que gira em torno de Jeremy Meeks, um rapaz de 30 anos, um ladrão, praticante de assaltos à mão armada e até, diz-se por aí à boca cheia, envolvido em tráfico de mulheres. Foi apanhado e levado para o lugar que melhor lhe assenta.
A mamã do menino, cheia de pena do seu rebentinho, fez o que que faz qualquer mamã em desespero para salvar os seus filhos: criou uma página no Facebook, pois claro, para angariar fundos para tirar o seu anjinho da cadeia, que lá a vida é dura e o menino, coitadinho,acorda todos os dias a chorar. Logo ele, que nem merece ver o sol aos quadradinhos. Ele, que até estava a endireitar e só tinha uma armazita para protecção. E pelos vistos, a página ia em 50.ooo likes. Fiquei chocada. Fui verificar. Tem 3 páginas, duas como comunidade e outra como figura pública. No momento em que escrevo este post, uma das páginas tem mais de 203.000 likes, outra tem mais de 92.000 e a última tem cerca de 70.000. Um total de mais de 365.000. Trezentos e sessenta e cinco mil!
Vieira não negociava abaixo dos 20 milhões
Mas Garay acabou por sair por 6M, dos quais apenas 2,4M ficam na Luz. Saldos?
Nada de novo na República das bananas
E a piada do dia vai para…
Carlos Costa, governador do Banco de Portugal e potencial substituto de RAP na Mixórdia de Temáticas!
Uruguai chama Cesar Millan
Uruguai chama Cesar Millan para resolver problema de Luis Suárez.
Conversas em Família, reeditadas
Ouvi Carlos Magno no Contraditório da Antena 1, anos a fio, bater nos jornalistas, sobre a falta de qualidade do trabalho deles e sobre a forma como pegavam nos temas, seguindo agendas partidárias, em vez de se orientarem por critérios jornalísticos.
Agora acha que um canal televisivo de propaganda estará dentro do espírito da lei. Ou seja, que mostrar “obra feita” cabe em “organização de serviços de natureza doutrinária, institucional ou científica”. Arons de Carvalho, outro socialista, concorda, e nem o deve espantar, face à gigantesca máquina de propaganda que foi o anterior governo.
Estou entusiasmado. Já imagino um programa doutrinário baseado na personagem do Squealer, o porco de Animal Farm que, às escondidas, emendava os mandamentos acordados, conforme lhe desse jeito. Para a componente institucional, nada como um frente-a-frente semanal intitulado “Ja, liebe Merkel”. E a parte científica poderá resumir-se a trazerem para o formato televisivo a actual prática de lançarem rumores na comunicação social para testarem a reacção a medidas que queiram implementar. Uma espécie de método científico, portanto. Teremos, sem dúvida, belos serões de conversas em família.
[Imagem: 1984]
The next step of propaganda
Do PSD para o país, financiado pela clientela e pelos otários do costume.
Ainda o erro do exame de Português de 12º
A propósito do erro no recente exame de 12º de Português, aqui ficam a sequência dos factos e algumas observações.
1 – no Grupo II, pedia-se aos alunos que classificassem o acto ilocutório presente em “Como um dia veremos.” A citação corresponde ao último período de um texto de Lídia Jorge sobre Eça de Queirós publicado na revista Camões. Na versão online, faltam os dois períodos finais: “O que não parece vir a propósito, embora venha. Como um dia veremos.”
2 – a primeira versão dos critérios de classificação do exame impunha que os professores classificadores aceitassem apenas a resposta “Acto ilocutório compromissivo”. Só nesse caso, os alunos poderiam ser contemplados com o meio valor previsto, o que, parecendo ínfimo, pode ser decisivo em diversas circunstâncias.
3 – vários professores, no entanto, afirmaram que se trataria de um acto ilocutório assertivo, o que deveria obrigar, no mínimo, a aceitar as duas respostas. Os interessados em distinguir os dois actos ilocutórios poderão, facilmente, obter a informação necessária. Se estiverem interessados na fonte oficial, poderão visitar a página do dicionário terminológico, escolher o separador “Procurar” e escrever “acto ilocutório”.
4 – o IAVE (Instituto de Avaliação Educacional), num primeiro momento, negou a existência de um erro, dando instruções para que os professores classificadores aceitassem apenas a resposta prevista nos critérios.
5 – as opiniões dividiram-se o suficiente para que o IAVE acabasse por reconhecer a existência de um problema, passando a permitir que ambas as respostas fossem consideradas correctas.
Passemos às observações: [Read more…]
O banqueiro
“O Banqueiro” poema de Craig-James Moncur, dito por Mike Daviot. O filme foi escrito, realizado e produzido por Craig-James Moncur. Tradução e legendagem do Helder Guerreiro.
Pode ver este filme e outros no canal do autor (33rddegreefilms).
Como viciar um jogo de futebol do mundial – manual de instruções
Podem-se comprar jogadores mas o mais fácil é corromper o árbitro e os seus assistentes, lê-se na reportagem resultante de uma investigação do The Telegraph e do Channel 4. Mas quem o diz é Christopher Forsythe, o facilitador do negócio, natural do Gana. Sim, essa equipa à qual só por milagre (financeiro, ao que parece) iremos ganhar por meia dúzia de golos.

Paga o que deves, Passos Coelho!
Há uns anos, o grupo de eternos rapazes de que eu fazia parte detinha, como qualquer grupo de eternos rapazes, um conjunto de frases constantemente repetidas conforme as circunstâncias. Como é típico dos eternos rapazes ou de qualquer grupo proprietário de private jokes, cada uma dessas frases era razão para sorrisos cúmplices (ou para gargalhadas desbragadas, se o consumo de álcool já fosse suficiente para que tudo tivesse imensa piada).
Uma das actividades favoritas desta minha irmandade era o extraordinário jogo da moedinha, essa modalidade amiga dos donos de cafés e propiciadora de humilhações rituais, coisa bastante saudável entre amigos. Tendo em conta que a derrota implicava o pagamento da despesa que estivesse em cima da mesa, havia um certa tendência para ligeiras desonestidades que, de tão evidentes, eram quase sempre descobertas ou reveladas. Era então que o pequeno criminoso proferia, com um contragosto cabotino, uma frase com tanto de ética como de gramática: “Se passasse, passasse…”
Nada disto, à distância de vários anos, me parece mal. Antes pelo contrário: a alienação momentânea e o alegre disparatar são tão necessários como o profissionalismo e competência, desde que sejam praticados em horários diferentes
Recentemente, dei por mim a pensar que o país é governado por um grupo de eternos rapazes, o que não seria grave se não se comportassem na governação como a comandita com que eu alinhava no jogo da moedinha. Na verdade, este mesmo governo anda, há três anos, a produzir diplomas inconstitucionais, pensando qualquer coisa como “Se passasse, passasse…” [Read more…]
Hossana
Após 5 anos de existência, o Aventar tem a honra de ter a Zazie entre os seus comentadores. Custou, mas foi.
A honra e a bondade
Em memória do General Silva Cardoso
Não sei de nada mais sério do que a terra a que pertencemos, no sentido literal. A terra onde abrimos os olhos para o mundo, aprendemos as plantas e os animais, o sentido do vento, a água que nela brota. Podemos andar pelo mundo, mas aquela terra está-nos gravada no coração. Por ela sofremos e lutamos. Pela terra podemos até matar em situações limite impostas por estrangeiros. E a ela voltamos quando a vida se nos acaba. [Read more…]
À Porta d’Um Congresso
Partidário qualquer, este Domingo em Ermesinde, cidade da periferia norte do Porto a que se pode aceder por centenas de comboios e autocarros urbanos a partir do Porto, Douro e Minho.
Viva o estacionamento ad hoc!
É uma questão de tempo
A equipa portuguesa deixou de jogar 5 minutos depois do jogo ter começado.














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