O Estado venezuelano tornar-se accionista “relevante” do GES. Avante camaradas!
A mediocridade técnica e política
Santana Castilho *
Quando antecipei, no meu último artigo, que teríamos polémicas longas sobre os exames, não fui profeta. A previsão não tinha mérito. Era, tão-só, corolário primário para quem assiste, atento, à actuação reiterada do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), antes com outra designação mas todos os anos responsável por erros inaceitáveis. Não se equivalessem em mediocridade a qualidade técnica do IAVE e a qualidade política do ministro e não estaríamos, pais, professores e alunos, sujeitos a tanta irresponsabilidade. [Read more…]
Sem vergonha nem perdão
A pior ministra da educação da República voltou em forma de livro e entrevistas. Nomeada pelas suas competências em sociologia das profissões, vulgo ciência de capatazes, iniciou a privatização da escola pública em curso criando um modelo empresarial de gestão enquanto aumentava o financiamento ao ensino privado, colocou os professores no pelourinho, cuspiu e regressa hoje no Público onde afirma que temos “um défice de qualificação de adultos de todas as idades“. Pois temos. E estamos pior desde que ela própria fechou o ensino recorrente e ordenou a passagem rápida de diplomas a quem os solicitasse.
Há gente que não tem vergonha nenhuma na cara, admitindo que têm cara, o que neste caso é muito discutível.
Vem depressa, emigrante!
Parece que foi há dois ou três anos (talvez por ter sido há dois ou três anos) que Passos, Relvas e outros sucedâneos espalharam a ideia de que os jovens portugueses precisavam de sair da sua zona de conforto e emigrar. O impagável primeiro-ministro chegou mesmo a afirmar que o português tinha de deixar de ser piegas. Pelo meio, como é típico da elite parola portuguesa, lá vinha a referência à valentia de um povo de descobridores que sempre soube ultrapassar adamastores e bojadores, entidades consubstanciadas, na maior parte das vezes, em politicotes que andam a minar o Estado praticamente desde a fundação da nacionalidade.
Em muitos casos, a zona de conforto de muitos que emigraram era a zona do desemprego. A direitola, neologismo resultante da expressão “direita tola”, não consegue falar ou escrever sobre desemprego sem recorrer às inevitabilidades de despedir ou à caracterização do desempregado como um inútil que vive confortavelmente sentado num subsídio de desemprego. Paulo Portas chegou mesmo a declarar que havia gente a receber o Rendimento Social de Inserção e a aforrar cem mil euros nas respectivas contas bancárias, sem especificar o número de prevaricadores, o que implica lançar uma lama fétida sobre todos os outros. Não admira: o porco, quando se espolinha, não está preocupado em saber se suja alguém.
Camilo Lourenço chegou a explicar que o país ganhava muito com o facto de haver profissionais portugueses altamente qualificados a trabalhar fora do país (esquecendo-se, talvez, de que esses profissionais terão filhos fora do país, pagarão impostos fora do país, servirão as populações de outros países, farão as suas compras nas lojas de outros países). [Read more…]
Jornalismo, socialismo, capitalismo [França]
O jornal francês Libération também procura o modelo de negócio do jornalismo do futuro, se possível sem ter de abrir um restaurante ao lado da redacção. Entretanto, o director nomeado pelos novos accionistas (mas os assalariados poderão recusá-lo com mais de 66% de votos contra) aposta tudo no digital, na redução de jornalistas e em mais trabalho para os que ficam. «Para combater o liberalismo», afirmou ontem perante a redacção inteira reunida e «fazer do Libération o jornal de todas as esquerdas» (à imagem do que François Hollande também dizia, na campanha eleitoral para a presidência que ganhou, e a que aliás o Libération prestou vergonhosa vassalagem). Sente-se a desconfiança dos jornalistas no olhar da maioria, cheira-se o medo: o medo de ir parar ao matadouro de fazer desempregados, em muitos casos para o resto da vida.
E nada de tudo o mais que disse Laurent Joffrin (para quem esta nomeação poderá constituir um regresso ao jornal onde se fez jornalista e cuja redacção já dirigiu) parece minimamente relevante, apesar de sê-lo: o combate pela recuperação da credibilidade do jornalismo, numa sociedade que, tal como a nossa, o vê com os maus olhos de quem o sabe minado por toda a sorte de compromissos anti-jornalísticos: com os poderes políticos e financeiros, com os interesses de classes particulares, com a mediocridade que incessantemente vemos espelhada num jornalismo preguiçoso e indigno de sociedades supostamente civilizadas e democráticas. [Read more…]
Memofante
O ex-Secretário de Estado da Cultura Francisco José Viegas, na sua coluna de 23 de Junho no Correio da Manhã, a propósito de um livro (Portugal em ruínas, da Fundação Francisco Manuel dos Santos) refere-se ao trabalho do autor, Gastão de Brito e Silva, dizendo que este fotógrafo “… reúne num pequeno livro ……….dedicado a espiar não só as ruínas dos monumentos, mas também os sinais e os testemunhos deixados pelo tempo em edifícios que tudo corroeu: a incúria, o desprezo, o desinteresse, a ignorância e a fúria da construção civil”. Termina o artigo: “São, por si só, diques que não resistiram à nossa passagem ou ao nosso esquecimento, a doença fatal de um país.”
Pois. Lembrei-me logo de quatro coisas, entre várias: a barragem do Tua, o acordo ortográfico, a reestruturação dos serviços da área da administração do Património Cultural (Museus, Arquivos, etc.), e os bens Património Mundial . E a propósito da passagem de Francisco José Viegas pelo Governo, lembrei-me também ( isto da memória é tramado! ) de um artigo de Vasco Pulido Valente (também ele ex-Secretário de Estado da Cultura) de 11 de Janeiro de 2009, no jornal Público, intitulado “Uma história portuguesa”, que não resisto a citar parcialmente (recomendo a leitura na totalidade), pois assenta como um fato da House of Bijan nos titulares da pasta da Cultura dos Governos Sócrates (especialmente Isabel Pires de Lima, Gabriela Canavilhas e Elísio Sumavielle), e nos titulares da área da Cultura dos Governos Passos Coelho ( Francisco José Viegas e Jorge Barreto Xavier.
“Nunca a gente que ocupou o Ministério da Cultura conseguiu perceber que a sua principal responsabilidade era o património”.
“E não se chega à presente catástrofe em menos de anos sobre anos de abandono e de incúria. Quando se pergunta como depois da democracia e da Europa acabámos nesta melancólica miséria, basta pensar na política de promoção e defesa do património cultural; no oportunismo, desorganização e pura estupidez de que ela precisou para durar.”
Lapidar.
Contribuições para um debate sobre o estado da nação
O Ricardo e o Amílcar
foram às compras no BES. Terá sido com aqueles trocos que vieram de Luanda?
Trapacices financeiras em offshore
No labirinto da trapacice financeira, todos os dias são um rebuliço. Lê-se hoje nos jornais cá do Rectângulo, que o todo-poderoso Ricardo Salgado e o seu protégé Amílcar Morais Pires, homem de currículo que se impõe, poderão ter recebido pagamentos, na ordem dos milhões de euros, directamente do BES Angola. Sim, esse mesmo, o tal que “perdeu rasto” a 5,7 mil milhões de euros.
Ao que tudo indica, os dois terão recebido 27,3 milhões de euros, através de duas empresas, a Savoices e a Allanite, empresas essas que constam na lista de clientes da Akoya, a empresa de gestão de fortunas no epicentro do caso Monte Branco. A quantia terá sido transferida pelo BES Angola para contas bancárias na Suíça. Trapacice financeira que é trapacice financeira tem que ter offshores pelo meio.
A Oeste nada de novo
Adaptação do romance de Erich Maria Remarque, por Lewis Milestone. Legendado. Ficha IMDB.
Uma Anedota de “Alentejanos”
Portugal é mesmo uma casa de putas!
O aeromastodonte da planura sulista acaba de perder o quase-nada
que tinha como promessa de brilhante futuro!
O perigoso pensamento económico da esquerdalhada
Há pouco mais de 3 meses surgia o Manifesto dos 70, uma iniciativa levada a cabo por um grupo de personalidades de diferentes áreas da sociedade, que conseguiu a proeza de afinar pelo mesmo diapasão gente tão diferente como Francisco Louça ou Bagão Félix. Os subscritores deste manifesto defendiam que a solução para a crise que o pais atravessa passaria forçosamente pela reestruturação da dívida e, como seria de esperar, a tropa de choque do governo e das entidades que compõem a Troika veio rapidamente a terreiro diabolizar a iniciativa.
Agora sim, era tempo para perguntar “Qual é a pressa?”
Oposição critica Governo pelo pouco tempo para debater pacote do jogo ‘online’
(…)
Mais do que sobre o conteúdo do pacote legislativo, os deputados centraram o início da discussão sobre o pouco tempo dado ao parlamento para o analisar e debater, uma vez que só entrou na Assembleia da República na sexta-feira passada e foram dados dois dias para debate e votação.“O Governo pretende aprovar legislação sobre jogo, alterar legislação sobre jogo (…), tipificar ilícitos criminais previstos até 8 anos de prisão, dar isenção de IRC, (…) alterar o código da publicidade e fazer tudo isto numa proposta de autorização legislativa”, criticou Bruno Dias, do PCP.
O deputado comunista questionou assim a transparência deste processo: “Que interesses estão por detrás? Como se faz isto num processo que dura 48 horas na AR”, questionou, considerando que uma matéria “desta sensibilidade” não pode ser resolvida deste modo.
Em resposta, Adolfo Mesquita Nunes afirmou: “O único interesse é terminar com uma actividade económica forjada na ilegalidade”.
Dois dias para debater um votar um diploma? E, pior, dar isenção de IRC a empresas de jogo online? Isto só pode ser piada de mau gosto de um governo que apenas sabe aumentar impostos para os contribuintes!
Esta esquerdalhada irresponsável!
O labirinto do verdadeiro poder
Segundo o Expresso, a Portugal Telecom investiu, já durante o ano de 2014, 900 milhões de euros no Grupo Espirito Santo. À primeira vista parece simples mas não é, pelo menos para mim que sou leigo nestas coisas da trapacice financeira. Ler uma notícia destas, para mim como para a esmagadora maioria dos portugueses, é como estar perdido num labirinto de bancos e sociedades gestoras de participações, onde quase todos são accionistas uns dos outros e em cujos conselhos de administração abundam destacadas figuras dos 3 partidos do arco da governação, não vá ser preciso um “empurrãozito” aqui ou acolá.
Mostrar que se é poupado custa um dinheirão
postais da xávega, torreira (3)
Com o acordo ortográfico, as crianças perdem o contacto
O nosso Dario Silva encontrou a imagem que se segue. Trata-se de uma louvável publicação da responsabilidade da Quinta Pedagógica de Braga, entidade ligada à Câmara Municipal.








A terceira cidade de Portugal já tem 












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