O rosnar de um regime decadente
Em Democracia, naquela em que ainda vivemos, o direito à manifestação ainda se mantém consagrado no ordenamento jurídico que, felizmente mas não por falta de vontade, os empregados parlamentares das diferentes máfias que compõem o sistema ainda não conseguiram alterar, para tristeza de todos aqueles que clamam por mais impunidade para o assalto diário de colarinho branco ao país que hoje celebra o seu dia. E enquanto o dia da submissão final não chega, há que ir rosnando a todos aqueles que tentaram colocar em causa o plano.
Durante a cerimónia comemorativa do 10 de Junho que teve lugar hoje de manhã na Guarda, o antigo accionista–negacionista da SLN sentiu-se mal e teve que ser retirado da tribuna onde debitava as habituais nulidades que o caracterizam. Alguns iluminados e idiotas deste país correram a culpar um grupo de manifestantes que levava a cabo um protesto legítimo contra o governo, tal como previsto no 45º artigo da “infame” Constituição da República Portuguesa. Eu sou da opinião do João José Cardoso, até porque Portugal não é uma monarquia: não está em condições para exercer funções, vá gozar a sua reforma que mal dá para as contas. Junto com a da Maria e considerando que não deve gastar um euro que seja há alguns anos, fruto de viver às nossas custas, mais caro por português do que a rainha Isabel por inglês, deve chegar.
o que eu ando a ver #1
1. NBA Finals
1.1 Dita-me a experiência que nas finais da NBA, o jogo 2 é um dos momentos chave (em conjunto com o jogo 5 caso este tenha de ser realizado) que determina o vencedor da competição. Todas as equipas que tem factor casa nas finais (por factor casa entende-se o direito de jogar o jogo directivo, o 7º, caso seja necessário, em casa; esse direito advém do score averbado pelas duas equipas na fase regular, pertencendo o factor casa à equipa com melhor score averbado nessa mesma fase) jogam os primeiros dois jogos em casa. As equipas que ganham os primeiros 2 jogos em casa nas finais, raramente perdem o campeonato. Exemplo contrário foi o do ano passado por exemplo, no qual precisamente Miami e San Antonio venceram 1 partida fora. [Read more…]
Golpe de estado
Dia de Portugal

O cheiro a sardinhas e à salada de pimentos, o hino de esplendores todos baços como manchas num espelho demasiado antigo, a memória recente da bandeira nacional içada ao contrário, o orgulho reduzido à palavra vazia de povo lá dentro, e sempre e uma vez mais o anúncio: os portugueses são os maiores, ou pelo menos são tão bons quanto os outros: aquele complexo identitário anacrónico a cheirar a môfo (misturado com o cheiro a fumo das sardinhas), medalhas pregadas nos banqueiros e nos super-quadros de feitos multinacionais, a jangada Portugal de repente toda enfunada em navio de almirantes tenreiros, navio negreiro para piratas globais, e lá em baixo os portugueses todos rebentados a dar aos remos, e lá em cima António José Seguro já a subir ao mastro.
A coelha

No dia de Portugal, além dos discursos protocolares, brilhou, graças ao jornalismo rastejante que nos brinda, geral e entusiasticamente, com este lixo, Teresa Leal Coelho. Deputada, portadora do oportuno título de “professora de direito” – que foi para isso que foram criadas “universidades” como a Lusíada -, investigadora – como qualquer idiota pode ser – do “instituto de defesa nacional” (desculpem, mas não consigo usar aqui maiúsculas), titular de cargos vários no PSD e despedida de todas as funções e empregos não protegidos politicamente, botou jornalística entrevista e, mais do que qualquer das individualidades presentes, mereceu a servil atenção da imprensa.
Não se fez rogada, claro. As infames baboseiras que já tinham lamentável existência escrita passaram e entrar-nos pelos olhos e pelos ouvidos. Não temos para onde fugir. Retenho, sobretudo, a vontade que a senhora tem de que sejam punidos os juízes do Tribunal Constitucional sempre que decidam inconvenientemente (não estou a brincar, a criatura defende mesmo esta e outras). Em verdade vos digo: se, naquele tempo, Jeová tivesse enviado aos Egípcios semelhante praga de láparos, o Faraó Ramsés tinha cedido logo à primeira.
fiscalizar
é só para avisar a malta (inclusive o João José Cardoso) que vou à Fundação Dionísio Pinheiro analisar os Rembrandts do Vieira Duque.
A tentativa de ocultação do desmaio presidencial
Alguém me sabe dizer quem é o responsável pela realização da transmissão das cerimónias oficiais do 10 de Junho? Sendo as imagens iguais em vários canais, fico na dúvida.
É que gostava de saber quem é que deliberadamente começou a mostrar os soldados como forma de ocultar o desmaio do Presidente da República. Assim, poderia classificá-lo como um péssimo jornalista com um péssimo sentido de oportunidade. Mais ou menos como os realizadores portugueses de futebol, que decidem mostrar primeiros planos de determinado jogador ou o público quando uma das equipas está quase a marcar um golo.
Mas esses, coitados, não sabem mais. Já o realizador de hoje, bem como os jornalistas que atribuiram as culpas aos protestos populares e os fotógrafos que aceitaram apagar as fotos do desmaio, esses, sabem-na toda.
O desmaiado Silva
O sr. que ocupa o Palácio de Belém foi comemorar o dia da sua raça para a Guarda, onde por mera coincidência o PSD destronou o PS nas últimas eleições autárquicas. Não vi, mas pelo que leio relatado desmaiou durante um discurso, os seguranças apagaram fotografias e escorraçaram jornalistas, e algumas especialistas em medicina do desmaio associaram em directo o fanico ao facto de estar a ser apupado.
Ora ser apupado faz parte do cargo que ocupa Cavaco Silva. Não estando em condições para discursar ouvindo apupos resta a Cavaco Silva resignar, e ir fazer turismo para a Turquia e a China a expensas próprias. Parece-me simples.
E já agora, não vi, mas tenho pena: perdi uma boa ocasião de começar o dia com uma gargalhada.
Cavaco sentiu-se mal
Recuperado, terá dito “então é isto que os portugueses passam há 3 anos”.
A rapariga das brincadeiras

Depois de se ter referido ao sucedido como tendo sido uma “brincadeira”, Teresa Leal Coelho continua os seus jogos em entrevista ao PÚBLICO. Desta vez no recreio, a miudagem joga ao mata e o piolho procura acertar em cheio no Tribunal Constitucional. Mas o jogo não tem árbitro e a inversão das regras segue impune.
Esta gente é perigosa e os que os apoiam, de forma explicita ou encapotada em opiniões aparentemente moderadas, são os novos camisas castanhas desta direita sem lei. Segue-se o quê? Vidros partidos e partido único?
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Águeda e os museus (urbanos)
Quando Gil Nadais e a sua pandilha se candidataram pela primeira vez, ao abrigo do Partido Socialista à Câmara Municipal de Águeda em 2005, trataram de utilizar uma das mais célebres pedras de arremesso político em relação à danosa gestão praticada na altura pelo PSD, em particular, pelo presidente da Câmara à altura, Manuel Castro e Azevedo (não cumpriu na totalidade o seu último mandato na câmara em virtude do facto de ter sido acusado formalmente pelo Ministério Público dos crimes de peculato e falsificação de documentos; crimes pelos quais haveria de responder e dos quais seria absolvido anos depois). Afirmavam e ironizavam os socialistas na altura “as colas que não colavam” (O Ministério Público (MP) tinha pedido a prisão efectiva dos arguidos, a quem acusava de terem lesado o município em mais de 250 mil euros, nos finais da década de noventa, através de fornecimentos fictícios de materiais, designadamente tubos (pela ARSOL) e tintas e colas (pela UNICOLA, de Cruz Silva), cujas facturas o presidente da Câmara, Castro Azevedo, mandava pagar), a “colossal dívida herdada num concelho sem obra feita” e a existência na edilidade de um autêntico lobby laranja. [Read more…]
O verdadeiro artista à solta num museu de Águeda
Lembram-se de Miguel Vieira Duque, o génio que andou a pintar esculturas do séc. XIX e lhe chamou restauro? Voltou a atacar, desta vez descobrindo no depósito do museu onde é conservador 200 cópias oitocentistas de gravuras de Rembrandt (já objecto de um artigo científico publicado em 2007 mas investigar dá trabalho e é preciso saber fazê-lo), que proclamou ser a maior colecção de originais do mundo, coisa pouca.
Estamos entre o charlatão puro e duro a roçar o caso de polícia e o indigente mental (capaz de escrever proezas como “Para mim, creio no Belo, na Cultura, no que criamos, porque no fundo a nossa Pedra Filosofal existe em cada um de nós.”), e por aqui me fico para não me servir do que se sabe aqui na minha aldeia, onde viveu, e é mais do foro privado.
Ter disto acontece nas melhores profissões, mas que diabo, se me explicarem como é que alguém sem habilitações chega a, e permanece, conservador do Museu da Fundação Dionísio Pinheiro, em Águeda, agradeço. Depois dizem que os privados é que sabem, fazem melhor do que o estado, etc. etc.
Jarra decorativa

Não pressionável e de elevado valor decorativo. Isto é para calar as vozes que falam de inutilidade em Belém.
Sons do Aventar – The National – Primavera Sound Porto
Escrever sobre o concerto dos The National na noite de ontem no NOS Primavera Sound do Porto não é fácil. Acreditem. Nada fácil. Por isso este vai ser longo…
O Parque da Cidade (Porto) é especial e quem “descobriu” o seu potencial para um festival como este merece receber as “Chaves da Cidade” numa próxima cerimónia da CMP ou mesmo uma Comenda pelas mãos do PR. O local é irreal de tão bom. A fauna não fica a dever muito ao espaço. São poucos os festivais que se organizam por cá onde se consegue assistir a concertos sem ter de aturar hordas de bêbados ou teenegers histéricos/as a tudo o que acontece e ao que ainda está para acontecer. Isso e malta de costas para o palco na conversa, literalmente a marimbar-se para a música e a incomodar quem está ali pela música, como acontece em demasia no SW. Aqui, tirando uma ou outra excepção, estamos todos pela música aproveitando o espaço e o ambiente. É por isso que, juntamente com Paredes de Coura, este é o “meu” festival. A escolha das bandas é de excelência e o público idem.
Ovos

“Como é que uma sociedade (…) pode conferir tamanhos poderes a alguém que não foi escrutinado democraticamente?”. Não, esta frase não foi proferida por algum anónimo analfabeto político. Ou, pelo menos, não anónimo. O seu autor é Passos Coelho, 1º ministro de um país europeu do século XXI.
O juízo é torpe e canalha por tantas razões que seria fastidioso percorrê-las todas. A democracia tem em si, entre outros, como pilares centrais, as ideias de que a lei obriga igualmente todos os cidadãos e que a soberania reside no povo. Existem, como se sabe, diversas perspectivas sobre a sua realização, diversos modos de conceber como a vontade do povo se traduz em mandatos e qual a sua natureza, mas nenhuma delas dispensa aqueles dois pontos fundadores. Decorrendo deles se encontrou um equilíbrio na separação de poderes, estabelecida num momento em que a comunidade concorda consensualmente em estabelecer o seu contrato fundamental. Os mecanismos representativos respondem à complexidade das sociedades modernas. Como é óbvio, nem todas as entidades detentoras de poder de estado são eleitas. O próprio governo só o é indirectamente. Tal como o Tribunal Constitucional, cuja legitimação assenta em eleição por maioria qualificada na Assembleia da República, a que todos chamam “casa da democracia” e, no caso presente, por uma maioria do bloco central e da direita. O seu papel, consensualmente aceite é, precisamente, velar pelo respeito, a todos os níveis, da Lei fundamental, fonte de todas as leis.
Passos Coelho ignora tudo isto e é apenas um pateta ignorante? Não nos iludamos. O ovo da serpente choca à nossa vista porque os idiotas pensam que é um ovo de galinha.
tudólogos
Acabei de ouvir Marques Mendes a falar sobre o jogo da selecção “a defesa esteve bem. não sofremos golos. acho que o meio-campo já esteve mais expedito…” – mudei imediatamente de canal para o amigável da Espanha contra essa grande potência futebolística que é El Salvador. Não quis pura e simplesmente ouvir o resto. O que é que este tipo percebe de bola? – interroguei-me. Já não bastava ter que gramar de vez em quando com a doença falsa(mente) braguísta (alfacinha) de Marcelo Rebelo de Sousa a meio dos seus tiros (e beijinhos; quando lhe interessa Belém) ao governo? Ou com a doença benfiquista de Pedro Adão e Silva, a meio das loucas epifanias radiofónicas com o portista do falso tripeiro nunca saído de Lisboa Pedro Marques Lopes na TSF? [Read more…]
aproveitar as boas ideias
O primeiro-ministro andou a zurrar aos setes montes a necessidade de revisão das condições de nomeação dos juízes do TC que os seus colegas de partido cunharam para a função. Devia era aproveitar as boas e ideias inovadoras que a oposição lhe dá, e que de resto tanto pediu em tempos, para assim realizar umas eleições primárias de forma a que o povo possa decidir quem é que devem ser os candidatos a candidatos a juízes do TC. Digo eu…
José Manuel Fernandes
observou de muito perto (com uma lupa de identificar lugares-comuns e frases-feitas) o que disse António Costa no Porto. Visto pelo Observador de direita, Seguro até parece um bom líder: qual é a pressa de Costa? (um tempo) Qual é a pressa?
A enorme farsa chamada governo em três palavras: irresponsável, irrevogável, inconstitucional

Este é um artigo que não carece de desenvolvimento. Bastam três pequenos parágrafos para desmontar a enorme farsa em que se transformou este governo. Três palavras, até: irresponsável, irrevogável, inconstitucional:
- Ontem, Portas inventou uma comparação que mete o Tribunal Constitucional, “irresponsabilidade financeira” e, consequentemente, os juros da dívida no mesmo saco.
- Mas como é factual, foi ele mesmo um dos irresponsáveis que fez disparar os juros da dívida com a sua demissão irrevogável. Foi há um ano apenas.
- E como se não bastasse, o único período com melhor desempenho económico nestes três anos deveu-se a um dos cortes do TC, os quais trouxeram um pouco de poder de compra aos portugueses.
O molusco
O molusco esteve em auto-contenção durante muito tempo, não fosse algum espirro fazê-lo sair da concha, deixando-o à mercê da necessidade de tomadas de posição claras. Conteve-se muito e cimentou a sua concha à rocha. Enfim, qual é a pressa? A extrema-direita também precisa de tempo.
Há um je ne sais quoi de Bento em Deschamps
E vice-versa!
Ambos foram médios. Raçudos e bons. E carregadinhos de mau feitio. Paulo e Didier, que até iam mudando de penteado com a idade, foram internacionais enquanto jogadores, nunca se lhes apontou grandes sequelas que a inteligência lhes tivesse outorgado, mas sempre foram considerados, por quem com eles viveu no campo e fora dele, pessoas honestas, de dar o litro. Havia até quem os considerasse frontais, até houve quem vendesse a imagem de que eram solidários, ao ponto de darem tudo pelo semelhante, desde logo a figura do jogador de futebol. Eram uma espécie de sindicalistas, defensores da classe. O que me parece uma extrapolação perversa, mas não sei.
Agora, o que ressaltou ultimamente é que ambos têm ódios de estimação, defendem-se bem dentro de uma clique de “amigos”, mas o grupo não pode nem ser grande nem prolixo, e, quanto menos egos, melhor. [Read more…]
















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