Quem autoriza isto merece ser presidente de Câmara?

segunda circular

Trânsito interrompido para montar publicidade que, claramente, está onde não devia estar. É este o António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa que autorizou isto, a arma de reserva para liderança do PS? Depois do viaduto da Galp (pago em mais de um terço pela CML) e das prioridades questionáveis, mais um exemplo de excelência de gestão autárquica.

Foto: Sandra Ribeiro / Pùblico

Einstein a mostrar a língua

E a TSF a mostrar o estado actual da adopção do Acordo Ortográfico de 1990 em Portugal:

A fotografia é uma arte, mas não são necessariamente as obras de arte mais belas que se tornam as mais famosas, mas sim aquelas que registam fatos

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Exactamente: fatos.

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Sim, em Portugal.

Albert Einstein sticks his tongue out to photographers in 1951

© Arthur Sasse/ AFP (http://bit.ly/1nr6nXc)

Pelo meu relógio são horas de votar

Mas é tão bom ficar em casa a repetir que são todos o mesmo. A insistir que é tudo do mesmo saco. A proclamar que não vale a pena. A chorar o rendimento perdido, os direitos arrasados, o desemprego assegurado, a emigração forçada.

Sempre é melhor que falecer, pois claro.

Opções anais

Se correr em redor de uma árvore a 300 quilómetros por segundo, conseguirá sodomizar-se a si próprio. Se não estiver em forma, no dia 25 poderá votar CDS-PSD e conseguirá o mesmo resultado.

Exames de matemática (4º e 6º)

A análise mais detalhada fica para depois.

Matemática, 4º ano: Caderno 1 Caderno 2Matemática, 6º ano: Caderno 1 /Caderno 2.

A observar num novo jornal

Le Pen e o vírus ébola, um casal feliz.

Livres da lei?

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O partido do Rui Tavares, o cavalheiro que me roubou o europeu voto de há cinco anos, parece que terá de discutir com o Ministério Público, para onde a Comissão Nacional de Eleições remeteu uma participação contra o partido Livre, o semanário Expresso e o Partido Europeu dos Verdes por realização de propaganda através de publicidade comercial. Isto porque:

A contracapa da Revista era totalmente ocupada por um anúncio a um documentário intitulado “Quebrar o feitiço da crise” de Sílvia Pereira, “a partir de uma ideia de Rui Tavares”, que é o cabeça de lista do partido Livre às eleições europeias deste domingo. No canto inferior esquerdo do anúncio encontrava-se o símbolo do Partido Europeu dos Verdes.

Uma chatice, ainda haver leis que tentam impedir o poder do dinheiro nas campanhas eleitorais.

A realidade é o que lhes dá jeito que seja

Leopold-von-Sacher-Masoch

Era fatal, falamos de imprensa e da direita, mais extrema ou mais sossegada, solta-se o mantra: em Portugal a comunicação social, é tudo de esquerda.

Como lógica tem o seu quê de graça, ora vejamos: embora se desconheça (por imposição da maioria parlamentar) quem são os donos dos grupos de comunicação social em Portugal, há umas luzes. Para começar Belmiro, esse perigoso esquerdista que segundo algumas lendas começou a fortuna quando estava numa comissão de trabalhadores, o uso do vermelho na imagem corporativa do Continente não engana. Depois temos a Cofina, vejam esta listagem, meio Comité Central do PCP anda por ali. A TVI? quem não se lembra de Pais do Amaral desfilando em manifs aos gritos sincopados de 25 de Abril Sempre, SIC nunca mais. E a Imprensa, propriedade de Balsemão, fundador da ala liberal, perdão, libertina do marcelismo, um homem que nunca renegou o seu passado anti-fascista? Como não bastasse esse monopólio da esquerda, temos a presente invasão angolana, gente do MPLA, comunistas de sete ou oito costados.

– Ó meu, estás a tripar, isso não é verdade – avisa-me um bichinho verde com antenas e forma vagamente humana. [Read more…]

Profissão? Intérprete

Não é todos os dias que a minha profissão aparece nos jornais. Hoje, as intervenções de Francisco Falcão (Público) e Olga Cosmidou (The Guardian) são a excepção que confirma a regra. Há dias assim.

Ética

Pelos termos do novo Código de Ética que o Ministério da Saúde quer impor aos médicos, ficamos a saber duas coisas:

i) Que o MS tem dificuldade em distinguir a noção de ética de uma marca de batatas fritas em pacote.

ii) Que, para o actual MS, a velha censura do Estado Novo era uma instituição guardiã da ética e dos bons costumes.

Glorioso!

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© AFP

O povo já não é o que era

Dom Gonçalo da Câmara Pereira, o candidato fadista do Partido Popular Monárquico, foi ontem ao Mercado do Bolhão à procura de circo. Há candidatos assim, que entendem que uma campanha eleitoral se resolve com meia dúzia de aparições chispantes entre o povo, aquele povo chocarreiro, aos berros, a cuspir vernáculo em cada frase, beijoqueiro de políticos mediáticos. O povo está para bater palmas, eternamente agradecido pelos minutos de atenção que lhe dispensem os doutores, e o Gonçalo, ao que fiquei a saber, até já apareceu a fazer depilação no programa do Goucha, o que o alça indesmentivelmente à condição de celebridade à nossa mísera escala. [Read more…]

Se eles esquecem, lembremos nós!

Santana Castilho *

No domingo voltamos às urnas para eleger os deputados de um parlamento com pouco poder para operar as mudanças, muitas, de que a Europa carece. Sendo assim no plano político-burocrático, blindado para servir os poderosos, a cidadania europeia teria uma oportunidade ímpar (utopia a minha!) para recuperar a dignidade que a ganância levou e a solidariedade desaparecida, que alimentou outrora o sonho europeu. Mas a campanha dos partidos do Governo está a ser um desolador mar de esquecimentos.

Sendo o estado social um dos princípios fundadores da ideia europeia e uma das vertentes mais abalroada pela intervenção que acabamos de sofrer, não ouvimos sobre o tema uma ideia nova, muito menos um par de soluções avançadas.

Sendo certo que está a chegar nova onda de fundos comunitários, esperava eu que a campanha servisse para os candidatos se pronunciarem sobre a forma como encaram as prioridades para os utilizar. E não se tendo dado relevância que baste aos efeitos sociais da crise e ao acentuar dos desequilíbrios entre ricos e pobres, cada vez mais estratificados nos seus mundos, julgava eu que os ia ouvir falar sobre o que se proporiam fazer, uma vez eleitos, para defenderem a coesão social em risco. [Read more…]

Confiança

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Bacalhau

“Portas é um senhor bacalhau!” – declarou Paulo Rangel, elogiando o seu parceiro de coligação, que visitara, com o ar conhecedor do costume, uma fábrica de preparação desses gadídeos (como diria o Quitério).

É enternecedor ver as formas ternas, elegantes e eloquentes que podem revestir os elogios mútuos destes grandes… portugueses.

Humanismo burocrata

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Depois do sucesso das suas mais recentes incursões pela história dos Descobrimentos, o chefe europeu dos Passos Coelhos teve outro momento de elevação intelectual, partilhado com a humanidade através da sua conta de Twitter, onde afirmou “People are just as important to me as goods and capital.”

Sossega-me saber que a direita da austeridade já nos coloca pelo menos no mesmo nível de importância que mercadorias ou capital. Mas é capaz de causar mal estar junto da malta liberal… O próximo passo será cotar-nos nos mercados internacionais. Dez milhões devem chegar para financiar as próximas fraudes bancárias dos amigos portugueses do Jean. Só a selecção nacional são logo 297 milhões de euros!

“São Horas de Matar”


“(…) intervir de uma forma eficaz (…), matar, matar, matar.
A resposta poética à crise (…)”

Observando a extrema-direita

Battle_of_britain_air_observer A vida não corria lá muito bem no Blasfémias: por um lado deixou de ser o blogue de política em Portugal com maior audiência, por outro a credibilidade, se algum dia a houve, descamba quando um Cunha emerge. Vai daí, reaparece agora com um novo template (excelente e de fabrico nacional), alguns reforços (do revisionista Rui Ramos ao André Azevedo Alves que é mesmo liberal) e a designação de jornal online. O antigo editor da Voz do Povo, José Manuel Fernandes o homem das inventonas, anda ali como peixe na água, só falta mesmo o Espada para o Observador estar completo.

Como recordou o Rui Bebiano no Facebook “retoma o título de um semanário, crítico do marcelismo à sua direita, publicado naqueles anos em que o regime da velha senhora disparava os derradeiros tiros de mosquete” e apresenta-se, acrescento, com uma boa dose de humor: sem “qualquer programa político” mas assumindo “os princípios fundadores da Civilização Ocidental, derivados da antiguidade greco-romana do Cristianismo (sic) e do Iluminismo.”  Perante isto Rousseau deu um salto, Montesquieu pulou e Voltaire deve ter soltado uma brutal gargalhada. [Read more…]

O cartaz publicitário “Segunda Circular”

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Quando pensávamos que os distúrbios na segunda circular de Lisboa por razões publicitárias tinham terminado, eis que o interesse das marcas se sobrepõe ao usufruto do bem público. [Read more…]

Onde pára a polícia?

Estado paga à RFM para fazer publicidade à RFM. Um maravilhoso pôr-do-sol.

Vírus na campanha

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O Paulo Rangel, em vez de ficar muito abespinhado com a referência feita por Manuel Alegre, devia ir estudar, já que as palavras do seu discurso que motivaram este confronto podem, de facto, ser lidas como uma séria provocação. Nas habilidades retóricas não cabe tudo. A ignorância em História ostentada por incontinentes verbais como Paulo Rangel leva-os a este tipo de situação.

Isto não é novo. Não esqueçamos a proclamação, há tempos, de Paulo Portas, segundo a qual “o trabalho liberta”, palavras, como se sabe, inscritas no portão de Auschwitz. É inteiramente legitimo, da parte de quem ouve, duvidar da inocência deste tipo de afirmações, sobretudo vindas de quem quer convencer o auditório de que é muito culto e inteligente, como acontece com estas duas personagens. Quem semeia palavras ao vento, arrisca-se a colher a tempestade das respostas.

Cubo mágico

Quando eu tinha cinco anos, o meu tio semi-gangster apareceu lá em casa. Eu não o conhecia e não lhe fiz grande caso, até porque cinco anos já é um bocado tarde para conhecer um tio. Despedi-me dele com o beijo contrariado de boas-noites que me obrigaram a dar-lhe, e deixei-o na sala com um último olhar ressentido porque ele ficou a jogar com o meu cubo mágico.

Quando despertei na manhã seguinte, já ele se tinha ido embora por cinco anos mais, deparei-me com o cubo em cima da mesa, as faces todas alinhadas, perfeito como só tinha estado na loja. Eu nunca tinha conseguido, claro, e ergui de imediato o meu tio ao altar infantil dos heróis titânicos. [Read more…]

Junker

junker

Projectos falhados de Josés Sócrates

Jose Socrates.

No comício de Sexta-feira em Aveiro, Nuno Melo atacou os socialistas pela chamada de José Sócrates para acções de campanha do partido do qual faz parte. Diz o homem cujo partido é liderado pelo “irrevogável” Portas dos submarinos. No mesmo comício, Paulo Rangel repete as críticas, esquecendo-se porventura que o governo que apoia é liderado pelo Passos da Tecnoforma que tinha como consultor o Dias Loureiro do BPN e como braço direito o Relvas das “turbolicenciaturas” e de mil outros esquemas corruptos e obscuros.

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Ciganices

Filomena Mónica e Paulo Bento: a mesma luta.

Exames de Português

Hoje vi, ali no centro do terreno, o que este jogo faz aos putos. Mais uma vez, detestei.

Mas, aqui ficam as provas de português (formato pdf) que os meninos do ensino básico fizeram:

– 4º ano: caderno 1 | caderno 2 | critérios de classificação .

– 6º ano: prova | critérios de classificação.

Quarta-feira há mais.

Prioridades, prioridades

benfica paços concelho

Hoje, António Costa abriu as portas dos Paços do Concelho para a bola. Nas comemorações do último 5 de Outubro enquanto feriado, foi à porta fechada, com controlo de acessos e num sítio recatado.

Foto maratona Metro/Carris

João Esteves
Maratona-23-web

Foto realizada no âmbito da 2ª Maratona Fotográfica Carris/Metro, no passado dia 17 de Maio de 2014. Mais no Baixa-Chiado.

Manifesto Nunca Mais

 

Assinar Petição

Não discordo de Marisa Matias, mas acrescento…

Marisa Matias esteve em Peniche, onde afirmou perante empresários ligados à modalidade, que o ensino de surf deveria fazer parte do currículo escolar. Faz sentido em Peniche ou Ericeira, mas seria completamente desajustado noutras regiões do país. A escola deveria servir populações, preparar alunos para o mercado de trabalho que vão encontrar, na sua zona geográfica, pois em primeiro lugar é aí que as pessoas se procuram fixar. Para que tal aconteça, a escola teria que ser descentralizada. Autarquias, pais, professores, seguramente conhecem melhor as necessidades num pequeno Concelho, que um burocrata sentado à secretária no ministério ou Direcção Regional. Desde a definição dos currículos à formação do próprio corpo docente. Tenho é sérias dúvidas que a coordenadora do Bloco possa ser tão radical no que diz respeito à reforma do eduques…