É de mim ou esteve uma noite boa para um chá e biscoitos na esplanada?
Chá e Biscoitos
Manifestação dos polícias
Os polícias estão a chamar nomes feios a Passos Coelho. Por birra, este não lhes vai responder.
O Carnaval dos hospitais
José Xavier Ezequiel
1 — Na primeira reunião do conselho nacional do PSD, após a recente eleição em congresso, o primus inter pares Miguel Relvas entrou mudo, sorriu para as câmaras e saiu calado. Não sem antes ter gerado, só pela sua presença pública, um carnavalesco incidente entre o sempiterno Zeca Mendonça e as canelas de um fotógrafo menos atento a golpes baixos.
No seu discuso de posse, Miguel Relvas terá declarado: “Os caminhos alternativos são cantos de sereia que levam à tragédia.”
Tendo em conta a densidade oratória e o fino recorte metafórico, suspeito que Miguel Relvas também recorra aos serviços do assessor de Assunção Esteves.
2 — Rui Machete, em lobby nas Nações Unidas, aproveitou aquele palco internacional para exortar a grande Rússia a não invadir a pequena Ucrânia. Vladimir Putin, finalmente, pôs-se em sentido.
3 — Passos Coelho é teimoso. Gosto de políticos teimosos. Porém, como ensina o Eclesiastes, há um tempo para tudo. Um tempo para teimar e um tempo para deixar de teimar. [Read more…]
A diferença entre ‘selecção’ e ‘seleção’
O Pedro Palavras Vale-Nada e a Inconseguida Esteves
Quando se pensa que já se viu tudo na política, há sempre alguém que inova. Desta vez, Passos Coelho reagiu à evidência com birra. Quem é que não sabe o que PPC disse na campanha eleitoral e o que ele fez a seguir? Quem é que se esqueceu dos cortes temporários que vieram para ficar? Quem é não vê que a maioria está pior e outros, uns poucos, ganharam um país que está melhor? A palavra de PPC vale zero. Diz-se e desdiz-se com toda a facilidade, até durante um mesmo discurso.
Quanto a Assunção Esteves, voltou a mostrar que não vai aos congressos do PSD apenas para ver as bandeiras. Recusou uma conferência de líderes extraordinária, para se discutir o facto do primeiro-ministro se negar responder às questões dos deputados, com o argumento de que teria apenas “uma dimensão ruidosa”, não trazendo “consequências regimentais”. Como é que ela poderia saber o que iria ser dito? Terá julgado os outros pela sua bitola?
É isto a política da actualidade. Zero de debate, polítiquice q.b.
‘Tá Mar!
As ondas estão altas e a marés duras, mais alta e dura está a estupidez de quem se apresta a insistir nas mesmas soluções falhadas que transformaram a costa portuguesa num gigantesco catálogo de insanidade urbanística, ecológica e estética. Parece que os arrogantes domesticadores da natureza do século passado não aprenderam nada. Não compreendem que os ciclos da natureza respiram fundo e o facto de um pedaço de areal ter uma, duas ou três décadas alguma estabilidade não é garantia que ali se tenha uma praia para a eternidade. Hoje concessionam-se praias e infraestruturas como se não houvesse amanhã.
Dá-se como certo o que, pela sua natureza, é variável. Lembro-me de, em miúdo, ouvir os protestos desconfiados dos velhos (do Restelo, chamavam-lhes) chamando a atenção:”isto não é praia, o mar aqui é um cão, tenham juízo”. Qual quê? Inventaram-se praias por toda a costa e construíram-se edifícios onde antes só havia palheiros onde os pescadores guardavam as artes. [Read more…]
Que lata!
Ver John Kerry afirmar convictamente que é inaceitável usar as armas como instrumento de política internacional é hilariante. Disse-o há dias, voltou ao tema hoje em comunicação transmitida em directo (“traduzida” em tempo real pelo locutor de serviço, com os disparates habituais, que se repetirão até as televisões descobrirem que há tradutores profissionais) em que foi comunicada a gorjeta que os EUA vão dar à Ucrânia. Só mil milhões, ó John? Isso não é lance que se apresente neste leilão. Não chega para pagar a conta do gás deste ano.
Revelada a camisola oficial da selecção brasileira

© Nike (http://swoo.sh/1fFroHB)
O Record diz-nos que foi “revelada a camisola oficial da Seleção [sic] para o Mundial“. Aparentemente, os jogadores da selecção brasileira passarão a envergar uma camisola igualzinha à dos colegas que jogam na selecção portuguesa. Sim, porque ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Olhem por vossa casa
“Há muito mais homicídios em Chicago que baixas na guerra do Afeganistão” (frase com que abre um bom documentário americano; na tvi24, programa “Observatório do Mundo”).
Porque será?
Um país (Rússia) invadiu outro (Ucrania).
Mas estou a estranhar uma coisa, não está a decorrer, nem prevista, qualquer manifestação junto da embaixada russa em Lisboa, em protesto contra essa invasão.
Porque será?
Os fretes explicam-se
Mesmo que a “Carta a Miguel Relvas“, publicada ontem no Expresso por Fátima Pinheiro, tenha mil palavras, esta foto diz muito mais. Isto num jornal que se diz de referência – mas como nos chapéus, referências há muitas.
Foto via “L´obéissance est morte“
O Acordo Ortografico de 1990 deve
– Manter-se
– Ser anulado
– Ser revisto
Através de Viva! O grande Porto online.
Manual para assessores de imprensa do PSD
Assessor do partido social-democrata agrediu a pontapé repórter fotográfico que tentava fotografar Miguel Relvas à chegada do Conselho Nacional do PSD.
“Passos Coelho não presta para nada”
O programa é o Portugal no Coração da RTP e o tema, pelo que consigo retirar deste curto excerto, terá a ver com a multiculturalidade no nosso país. A responsável à conversa com José Carlos Malato refere-se às vantagens dessa multiculturalidade, apontando como exemplo as adoráveis crianças que naquele momento a acompanham e que, acredita, poderão um dia acrescentar valor ao futuro do país.
Depois de uma breve consideração final por parte da responsável, o jovem Francisco decide ter os seus segundos de fama e apresentar a Portugal algum do conhecimento que acumulou ao longo da sua ainda curta existência. Depois de uma rápida incursão pelo seu conhecimento sobre a história de Portugal, o pequeno Francisco parece experienciar um momento de epifania, que rapidamente percebemos ser apenas a constatação de um facto consumado cuja percepção é, segundo a criança, partilhada com os seus colegas do comentário televisivo: “Passos Coelho não presta para nada“. Tal constatação não deverá causar surpresa ou estranheza. Afinal de contas, e regressando às declarações recentes de Luís Montenegro, que afirmava que “a vida das pessoas não está melhor“, podemos daqui concluir que, à semelhança do que acontecia no passado (recente ou não), Pedro Passos Coelho continua a não prestar para nada.
Sempre a banca, ainda o BPN
Vai este buraco alguma vez ter fim? Tudo o que se refira a BPN queima – mas os contribuintes apenas. Ainda Vitor Constâncio era – e foi durante muito tempo – governador do Banco de Portugal e já os sinais lá estavam. Deu-se a precipitadísima nacionalização, seguiu-se a duvidosa gestão pública, culminou na vergonhosa privatização e teima este buraco em não nos largar. Tudo no BPN cheira a podre.
Os nomes dos envolvidos aparecem volta e meia na comunicação social, alguns até chegam a altos cargos governativos mas a impunidade é absoluta. O assalto ao bolso dos que pagam, sem nada mais poderem fazer do que gemer, é constante. Decididamente, a máfia instalou-se no poder. Não se pode confiar no Estado, ou mais correctamente, naqueles que dominam o Estado, o que para o caso vai dar no mesmo.
Só há um caminho, a revolta dos contribuintes.
Guerra da Crimeia
Parece mentira…
… mas, a meses de fazer 100 anos, os conflitos anteriores à primeira guerra mundial parecem de novo erguer-se.
“Erros meus, má fortuna, amor ardente”
… murmurava poeticamente, com os seus botões, o banqueiro, olhando o desastroso resumo dos resultados do seu banco. Atirou com o papel, abeirou-se da janela do 20º andar, limpou uma imaginária impureza do seu casaco de seda, abriu a janela. Acendeu um havano, sorriu e, entre dentes, saiu-lhe: ” Que se lixe, alguém há-de pagar”.
Imagem: George Grosz, Swamp Flowers of Capitalism, 1919.
Mensagem a Telma Monteiro, de novo campeã europeia de judo
Presada Telma:
Tendo acabado de assistir à sua gloriosa (mais uma!) jornada de Varsóvia, vendo como fez voar a sua adversária, que ousou agarrá-la “pelos colarinhos”, confesso que, para além de aplaudir e a felicitar do coração, me ocorreram ideias patrióticas. Ao ver a bandeira nacional subir, pensei para comigo: o Passos Coelho ou o Cavaco não vão perder esta oportunidade. Vão querer condecorá-la!
Ora, querida Telma, se tal acontecer, ocorrerá um momento em que estará a centímetros de um destes senhores, os quais estarão a pregar-lhe uma medalha nos mesmíssimos colarinhos. Nesse momento, oh sim, nesse momento, lembre-se que sentimos que nos representa a todos, lembre-se do modo como venceu todos os combates do torneio. Lembre-se do golpe da vitória final. E faça aquilo que 90% dos seus concidadãos gostariam de fazer se estivessem no seu lugar. Se tem dúvidas, qualquer do nós, seus amigos e admiradores, terá muito prazer em fazer as devidas sugestões.
A bem da Nação.
Apontamento em sábado de Carnaval
Se não fosse a RTP nem me apercebia que é Carnaval, tão ausente essa tradição está do Canadá inglês. Assim, tomei o pequeno almoço ao fim da manhã e de seguida fui ao cineminha do meu bairro ver O Filho de Deus, ontem estreado, confesso que curiosa de ver Diogo Morgado num filme sério de grande fôlego. Gostei, da interpretação dele e do filme. É natural, sou cristã, o filme sensibilizou-me. Mas se o não fosse, ninguém me poderia tirar a simpatia e o orgulho por um compatriota jovem que, a exemplo de milhares doutros, teve de rumar ao estrangeiro porque na Pátria os chamados poderes públicos são exercidos por gente ignara, bronca, tosca, que tem vindo a espezinhar tudo quanto lhe cheire a Cultura, a Ciência, a Pensamento. Oxalá todos os nossos jovens encontrem a sua hora de oportunidade no estrangeiro. Ao menos isso.
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Vende-se Carro Azul de 1975

“Este carro precisa de alguém que lhe dê a atenção que merece, e que eu não tenho conseguido dar.
Isto não significa que se deva dar-lhe um nome e conversar com ele.”
Eu não sou apreciador nem de carros antigos nem de Ford’s (o que vem a dar quase no mesmo); nem sou adepto de carros azuis.
Mas reconheço que a prosa poética em que vem embalado este objecto o faça valer pelo menos os 3.200 euros que o dono pede a quem lhe quiser dar mimo e atenção. Eu compraria caso buscasse boa literatura.
Quando o fisco prefere a falência à recuperação
“O país está melhor” é a mentira repetida até que confunda. Na realidade, o país está suportado por varas podres e o desmorenamento catalizado pelo fisco avança peça a peça, como num dominó.
Também alegadamente, no inferno só há santos
Juiz diz que queda do BPP se deveu à crise mundial
João Rendeiro foi esta semana absolvido de um processo em que era arguido como administrador do Banco Privado Português, posição através da qual controlava a Privado Financeiras, a financeira que desde 2004 detinha o próprio banco.
(…)
O processo crime da Privado Financeiras (PF), que neste momento está a ser julgado em Tribunal e no qual são arguidos Rendeiro, Fezas Vital e Guichard, acontece porque o BPP terá convencido clientes a apoiar um reforço de capital da PF, numa altura em que o veículo estava já deficitário, alterando alegadamente as contas. Este reforço nunca terá sido utilizado nas novas aplicações mas apenas para que se pudesse pagar dívidas à banca. [Económico]
Possivelmente até, o tribunal ainda vai concluir que a culpa da falência do BPP foi dos depositantes, porque, afinal, foram eles que lá meteram o dinheiro. Não tivessem esses maladros tirado o dinheiro do colchão para o meter no banco e não teria o pobre do Rendeiro caído na tentação do crime, perdão, não teria a crise mundial levado as poupanças.
O Aníbal sabe-a toda
No mesmo dia em que o seu grande amigo e antigo jornalista avesso ao poder veio confirmar que o programa de assistência financeira só termina em finais de Junho, por falta de um carimbo em da parte do FMI, o sr. Aníbal avisou-o que um contrato assinado em 17 de Maio de 2011 com duração até 17 de Maio de 2014 corresponde precisamente a esse período, facto que impede qualquer equívoco sobre a matéria. Se dúvidas restassem, o residente do nº11 da Calçada da Ajuda, Belém, acrescentou ainda que “está lá escrito” que o programa tem a duração de 3 anos a partir daquela data, 17 de Maio de 2011. Acerta o relógio Paulinho, não vais enganar o Aníbal!
WARNING!!!
Os Kims andam a disparar misseis para água. Vai ser desta que acontece absolutamente nada.



















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