
Se acordarem a meio da noite com um pesadelo terrível, o coração aos pulos, o pijama encharcado em suor, o lençol enrolado entre pernas e braços, depois de terem sido perseguidos por um animal horrendo, aposto convosco que esse animal não era leão nem cobra nem jacaré. Era, sim, com toda a certeza, um caquesseitão.
É pouco provável, porém, que eu tenha pesadelos com essas criaturas, para minha grande fortuna, porque, aqui me confesso, tenho uma paixão por monstros mitológicos, criaturas nascidas dos confins dos medos e vencidas pela força da narrativa.
Aqui entre nós, eu poderia ter sido criptozoóloga, profissão que já me teria deixado morrer à fome por esta altura, mas que talvez me desse algumas alegrias, como deve ter dado a quem conseguiu provar que o dragão-de-komodo não era invenção de meia dúzia de cabeças delirantes, como por muito tempo se pensou, mas criatura de carne e osso, cuja existência bonacheirona, livre de predadores, em certas ilhas indonésias, possibilitou um crescimento tão formidável. Por outro lado, descobrir a existência real de uma criatura que se pensava mitológica também pode ser frustrante e limitador. Se a biologia é fascinante, os mitos… ah, nem vos conto. [Read more…]









De momento, é o que está a dar. Bater nas praxes académicas exigindo a sua extinção tornou-se o objectivo principal do lixo jornalístico chamado Correio da Manhã, da esquerdalhada convertida ex-MRPP (Maria José Morgado, por exemplo), dos resquícios intelectualóides de outros ex-esquerdistas agora refundados no PSD (Pacheco Pereira) ou do snobismo queque da inutilidade autoconvencida do eixo Lisboa-Cascais (Paulo Teixeira Pinto, Constança Cunha e Sá), sem esquecer o moralismo “fracturante” da “esquerda caviar” em que se transformou o BE. Para citar apenas alguns destes “actores” de opereta convertidos em corifeus da “sua” moralidade e dos “seus” bons costumes. Sem deixar de referir os audiovisuais nomeadamente a TVI, que deveria preocupar-se mais em resguardar os telespectadores (se bem que estes, se calhar, até sejam os mais culpados) da exposição pública dessa verdadeira “sala de ordenha” que é a Casa dos Segredos – Desafio Final, um exercício de voyeurismo de um bordel em plena laboração 24 horas sobre 24 horas, um verdadeiro lupanar com “meninas” a “quecar” (releve-se a originalidade do neologismo utilizado por uma dessas “meninas” intervenientes activas na queca visualizada) perante um país inteiro que só não assiste se não quiser! 









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