Traqibus

Ou a GNR a falar inglês

Derrota para o Benfica

Henrique Oliveira

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Não foi por razões meteorológicas que o jogo deixou de se realizar.
Antes do jogo e à hora do jogo as condições meteorológicas não eram impeditivas de se realizar a partida. Os adeptos estavam normalmente nas bancadas, o aquecimento fez-se de forma regular, não chovia e nada fazia prever que houvesse impedimento para a realização do jogo.

Assim, o jogo apenas não se pôde realizar por falta de condições de segurança do estádio.

A questão está em saber se a o mau tempo que existia à hora do jogo era suficiente para em condições de normalidade fazer cair a cobertura do estádio.

A este propósito convém referir o seguinte: [Read more…]

Estação de Casa Branca

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Benfica

estadio-benficaVende-se pedaço de estádio

E admiram-se que um governo de incompetentes não caia

Numa semana:

  • Seguro diz que milhares de portugueses vão ficar afastados da justiça (ao menos não estão doentes!)
  • Seguro propõe tribunal especial para investidores estrangeiros (P)
  • Seguro quer gestão global para travar avanço do mar (DN)

Tenho uma ideia que resolve estes problemas todos. Que tal fazer um tribunal em cima das dunas, para portugueses que tenham pedido um visto dourado depois de se terem naturalizado espanhóis?

Porthleven, Cornualha

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The sea rages as it thrashes the coast at Porthleven, Cornwall (5 /2/2014).

© Bernie Pettersen/SWNS.com (Fontes: The Guardian The Sun)

Passos, o orador

Não sei se já repararam, ou se têm paciência para reparar: o Passos parece ter encontrado em si uma súbita vocação de orador verborreico. Seja qual for o tema, o homem não se cala, produzindo intermináveis e pernósticas discursatas.

Na AR, em colóquios, interpelado nas ruas, nos salões, nas feiras, fala. Fala sempre. Sublinhando os seus juízos mais assertivos com pequenas elevações de pescoço ou de mento, se o espaço é pouco, estendendo as mãos – na posição em que o pescador lembra o tamanho do robalo que lhe fugiu – e fazendo pequenas vénias à esquerda e à direita, se tiver espaço.

A vulgaridade e a boçalidade ganham, dia a dia, nova dignidade institucional. Todavia, e ao contrário do que seria de esperar, as vendas de calmantes e hipnóticos não sofreram qualquer queda em razão do carácter potencialmente soporífero das falas do 1º ministro. Pelo contrário. As pessoas ficam ansiosas, agitadas e, se não interrompem rapidamente a audição do discurso do prolixo láparo, começam a ficar agressivas e a resmungar torpes ditos populares sobre quantos coelhos se podem matar com uma só cajadada. Auditório ingrato!

Deputados que precisam de atenção

“Twitta aí Hugo: todos os direitos podem ser referendados.

 

 

Património e patrimóino

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Tanta água passou debaixo das pontes e a direita portuguesa, através dos seus opinantes, na hora da verdade,mostra o ar castiço e reaccionário que lhe é atávico, afastando-se de qualquer réstia de cosmopolitismo com que alguns dos seus raros letrados insistem abençoá-la. A discussão a propósito da venda dos quadros de Miró patenteou até à obscenidade esta alma pequenina.

Pulido Valente escreve, no Público, um texto confusamente bronco em que, após exorcizar a ignorância do povo a que, com náusea, pertence – tentando mostrar que mais de 99% da população,designadamente os jovens licenciados, em relação aos quais parece nutrir um ódio especial, não faz ideia de quem é Miró e, a bem dizer, não sabem nada de nada -, alinha umas confusas linhas com considerações sobre se o pintor catalão tem alguma importância na história da arte em Portugal. [Read more…]

Et tu, Gabriela?*

Ainda a propósito dos Mirós, noticia o jornal Expresso de hoje que a venda dos ditos já vinha do tempo do anterior governo (do PS, de Sócrates e de Gabriela Canavilhas).
Era o que já se sabia, pois se houve Ministro da Cultura a fazer fretes foi Gabriela Canavilhas, que faz agora tudo para aparecer como a grande defensora da cultura e do património (dos touros e das touradas já sabemos que é fã). Que tristeza!
Quanto aos Mirós, recomendo a leitura de Vasco Pulido Valente no jornal Público de ontem. Artigo lúcido, de um homem que foi um dos melhores Secretários de Estado da Cultura dos governos após o 25 de Abril.

*Reza a história (sem confirmação científica) que quando o Imperador Júlio César foi apunhalado no Senado, no ano 44 aC , e ao ver que o seu pupilo Marcus Junius Brutus também fazia parte da tramóia, terá dito a frase “Et tu, Brutus?”, que numa tradução livre quer dizer  “Também tu, Brutus?”.

WC colectivo

é na Rússia!

Comboio Porto~Madrid

comboio-internacional-barca-alva-fregeneda-1984Trajecto Barca d’Alva-Fuente de San Esteban, 1984. © Alberto García Alvarez

A menina que queria mudar a Lego

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É uma história simples que anda a correr mundo. [Read more…]

Os contactos que se perderam

Há três anos, garantiram-nos que

A adopção do Acordo Ortográfico pelos órgãos de comunicação social tem vindo a contribuir, numa base quotidiana e de forma progressiva e natural, para a familiarização da população com as novas regras ortográficas.

Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, Diário da República, 1.ª série — N.º 17 — 25 de Janeiro de 2011, p. 488

Mais recentemente, ficámos a saber que

A verdade, porém, é que, apesar de o final do período de transição ainda se encontrar distante, ao nível do ensino, das instituições oficiais, nacionais e internacionais, e das restantes entidades públicas, o AOLP90 já foi quase plenamente aplicado, como o Estado determinou, sem problemas de maior

ILTEC, Lisboa, 21 de Março de 2013

“A verdade, porém”? Salvo melhor opinião, a “verdade, porém” é a “familiarização da população” com o contato. O resto é superstição.

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Desejo-vos um óptimo fim-de-semana, efectivamente “sem problemas de maior”.

Sopa dos pobres

Deveria ter escrito isto ontem, mas não fui capaz. Deveria ter entrado naquele parque de estacionamento e oferecido a minha ajuda, mas não fui capaz. Deveria ajudar mais quem de mim, de todos nós necessita, mas nem sempre sou capaz. É mais fácil, muito mais fácil, encostar-me no meu canto, ficar com as minhas filhas e com o meu marido e não sair à noite para conviver com a infelicidade alheia.
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Concerto “Al Mutamid, Rei Poeta do Al Andalus”

Nos próximos dias 15 de Fevereiro no Teatro São Luiz em Lisboa e 16 de Fevereiro no Teatro Pax Julia em Beja, estreia o concerto “Al Mutamid, Rei Poeta do Al Andalus”, baseado na vida e obra poética de Al Mutamid Ibn Abbad, no seu percurso dramático entre Beja, onde nasceu, Silves, onde se afirmou como o grande expoente da poesia da sua época, Sevilha, onde foi Rei da Taifa Abádida do Al Andalus, e Aghmat, nos arredores de Marraquexe, onde morreu no cativeiro. Um concerto com a direcção artística do arquitecto, realizador e produtor Carlos Gomes, com a direcção musical de Filipe Raposo, compositor e pianista, e que reúne outros músicos de Portugal, Espanha e Marrocos, como Janita Salomé, Eduardo Paniagua, Cezar Carazo, El Arabí Serghini, Jamal Ben Allal e Quiné Teles.

O projecto conta com o apoio da Direcção Geral das Artes e, para além do concerto, existe a intenção de gravar um CD e realizar um filme documentário durante o ano de 2014.

Link da página facebook https://www.facebook.com/almutamidreipoetadoalandalus

Link da iniciativa de crowdfunding do projecto http://ppl.com.pt/pt/prj/almutamidreipoetadoalandalus [Read more…]

Os médicos que matam a esperança

Laura Santos

filme-hijackingCom Capitão Phillips, pensava que iria ter apenas uma “tarde de cinema” para espairecer, com o meu muito apreciado Tom Hanks. Enganei-me.
Como muitos saberão, o filme baseia-se pelo menos no facto real de ter havido pirataria ao largo da Somália. Resumidamente: o navio de carga é assaltado pelos piratas e o nosso capitão Tom Hanks é feito refém.
Os militares americanos acabam por matar os piratas e salvar o capitão, mas ele, depois de uma fase de grande autocontrolo, já se encontra muito abalado, em estado de choque. A bordo do navio militar, uma enfermeira faz-lhe algumas perguntas para ver como reage. No final, repete-lhe, enquanto o deita numa cama: “You’re safe, now, captain, you’re safe!”. Ao ouvir estas palavras, as lágrimas começaram a correr-me pelo rosto. De repente, vi à minha frente a sala de espera do IPO, os rostos de tristeza com que lá me deparei, o rol de ameaças de morte precoce que os médicos me dirigiram, as biopsias que tive de fazer, as tentativas de concretizar o tratamento paliativo que me ofereciam, enquanto esperaria a morte, a necessidade de me aposentar da Universidade por “incapacidade”, as dores fortes que tenho tido por causa da mastectomia funda a que fui submetida, toda esta necessidade de manter o medo sob controlo, num país em que nem sequer tenho a possibilidade de uma morte assistida legal se tudo correr pelo pior. E, de repente, só quis que alguém me deitasse também numa cama para descansar e me dissesse: “You’re safe, now, Laura, you’re safe!”. [Read more…]

Lá vão ter de alterar o Código da Estrada outra vez

codigo da estrada

Boa notícia

Hoje foi um dia feliz no conselho de ministros. Quando discutiam onde fazer mais cortes e angariar mais fundos, o ministro da saúde entrou de supetão e, exultante, informou os seus colegas que, nas suas visitas e conversas em hospitais vários, obtivera a informação de que (quase) todos os portugueses eram dotados com dois (dois!) rins, quer dizer, tinham um rim supranumerário! Que recurso!

Entusiasticamente saudado pelos seus colegas por tal descoberta, logo ali foi preparada a nova estratégia de comunicação governamental: convencer os cidadãos de que estavam a urinar acima das suas possibilidades.

Pingo Doce no Japão

electrico_lisboa_japanEx-Eléctrico de Lisboa no Japão (com alterações), mantendo a publicidade original.

Menos Sexo

less-sexmas mais igualdade?

Morrer pode ser uma cena fixe:

faz-se uma festa, deixa-se de pagar impostos e poupa-se na conta da luz.

Dos hipócritas (não) reza a história

fight_club

Haverá muitas razões para não fechar 47 tribunais e o afastamento geográfico destes serviços é claramente uma delas.

Mas vir o líder do partido que, quando foi governo, fechou centros de saúde e maternidades à fartazana sem olhar a distâncias, ao ponto de haver crianças a nascer em ambulâncias, dizia, vir Seguro indignar-se porque os pobrezinhos, que os outros não são gente, fazerem “50, 100 quilómetros” para resolver questões judiciais, é digno de um par de chapadas, devidas a todo e qualquer hipócrita.

[foto: Edward Norton em Fight Club, vestindo a pele do personagem que se batia consigo mesmo, como alguns políticos parecem fazer no exercício da retórica]

Foi há vinte anos (pessoal e provavelmente intransmissível)

cobain

Dedicado ao Eng.º Pedro Campos

Ao contrário daquilo que por aqui escrevem, os Nirvana não *atuaram. Os Nirvana actuaram: com ‘c’ (ou com <ac>: depende da perspectiva, mas hoje não vamos falar sobre isso).

Sim, fui um felizardo: estive lá, com o meu amigo Pedro — ainda bem que assim foi, se não, teria sido tão-somente mais um daqueles dias em que o meu clube espeta dois secos ao clube dele.

Daqui a uns tempos, pode ser que me dê para escrever uma crónica sobre esse extraordinário dia. Hoje, não. Lamento imenso, mas ainda não recuperei o fôlego e, por incrível que possa parecer, ainda não acredito. Daqui a vinte anos? Talvez.

SWAPs:

«praxes» a que os bancos sujeitaram as empresas.

E o meu Lamborghini   Aventador?

Infelizmente, só em Abril.

Whisky ou chá de cidreira?

Comprei uma garrafinha de whisky (eu gostava de escrever uísque, mas não consigo) com uma bela imagem de um veado, daquelas de bolso que se levam para a caça. Como eu não caço nem bebo whisky, as pessoas que me conhecem acharam que isto era um sintoma de insanidade mental e começaram a preocupar-se e houve logo quem me dissesse que não há que ter vergonha de pedir ajuda e que toda a gente beneficiaria muito da consulta com um psiquiatra. É claro que metade da piada da garrafa era observar a reacção que ela desperta, por isso resolvi enchê-la de chá de cidreira, e trazê-la sempre comigo. Nestes dias de Inverno, deito a mão à mala e tiro de lá a minha garrafinha, bebo um gole contido (nestas coisas, a contenção é indispensável, ou lá se vai a piada toda), e solto um “Aaahhh” sonoro, quase mal-educado. O ar de espanto à minha volta parece-me tão hilariante que lamento não ter feito isto há mais tempo. [Read more…]

Transporte de Doentes

transporte_de_doentesSou adepto, eu, do transporte público. (©?)

Acontece na América

mau_tempo_america

Ceuta

A tragédia aqui tão perto.