Posso até nem subscrever tudo o que o Miguel escreveu neste seu post. Posso até considerar que existe uma outra angústia que aqui não vi plasmada. A angústia de não ver quem corporize uma verdadeira alternativa. E alternativa não é similar a alternadeira. Mesmo que se possam confundir. Posso tudo e mais alguma coisa. Até posso ser um soldado disciplinado e leal, desde que o seja aos princípios, aos valores e, igualmente, à minha consciência.
Só não posso ignorar. Não posso ignorar que quando acabei de ler concordei com quase tudo. Não posso ignorar mesmo à luz do que defendi e defendo. Não posso ignorar que já não acredito. Eu ontem, de forma egoísta, preferi não ver/ouvir as notícias e ignorar, sim ignorar, a palavra mais escrita neste meu comentário, os directos, os comentários, a treta toda pós-adro. Fazer de conta? Não. Apenas e só continuar o meu trabalho. Enquanto posso, enquanto me deixam, enquanto me apetecer.
Já me cansei de gritar que estão a matar o doente com a cura. Já me cansei de pensar no “porquê?”. Já me cansei desta cegueira de quem não é cego. Como diz o Miguel, ou pelo menos como entendi que o disse, nem é pelo “cortar, cortar, cortar”. É, sobretudo, pelo matar do sonho.

todos pensam.Quer dizer, todos não, porque aqui no Aventar há quem esteja do lado de quem rouba: uns, por vergonha, estão calados até à próxima Greve, outros argumentam por caminhos muito pouco recomendáveis.



Meu caro oponente ideológico
espeto, isto é, entre Passos Coelho e as práticas de boa governação. A ordem dos factores é arbitrária, claro.
Pelo contrário,
O
Muitos anos após Bernard Madoff condenado, um juiz de instrução português, Carlos Alexandre, emite o 



Por um lado, dá vontade de acender uma bombinha de carnaval e enfiá-la no cu dos pessimistas de serviço, por outro, os verdadeiros sofredores com esta puta de crise precisam dos pessimistas de serviço como cão de guarda em vinha vindimada e a vindimada. São úteis porque entretêm e alertam.







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