Cadeias privadas precisam de clientes. Assustador. Via.
De pernas para o ar
Os dias que desembocaram no 5 de Outubro de 2012 foram um verdadeiro fim de festa, com acontecimentos e pormenores que por muito tempo ficarão na memória do povo.
Começou com António Borges, um homem de mão do Goldman Sachs, a passar rodas de “ignorantes” aos empresários, com a desfaçatez de quem considera Miguel de Vasconcelos um menino de coro se comparado com a sua pessoa. Logo depois Victor Gaspar anunciou medidas de austeridade tais que pulverizam a classe média e empurram Portugal para o abismo. E fê-lo raivosamente, como quem atira pedras aos governados, a dar-se ares de pimpão, respaldado pelo Moedas do Goldman Sachs. Logo depois, no debate parlamentar, quando um deputado do PC lia a carta do líder do CDS aos seus militantes condenando a austeridade excessiva, Passos Coelho e Relvas, ao lado de um Paulo Portas calado e cabisbaixo, e de um Álvaro amarrotado como um papel sem préstimo, riam-se sem pudor nem maneiras. Foi uma cena de inacreditável baixeza. [Read more…]
Património na sucata
Leio no Público de hoje o que é tipicamente português: o abandono do património.
Estão abandonadas seis máquinas (locomotivas a vapor) na estação de Gaia: há 40 an0s expostas aos elementos.
Estes veículos fizeram história. Duas delas, dos anos 20, foram entregues a Portugal como indemnização da I Grande Guerra. Outra foi construída na Suiça em 1916 e circulou em praticamente todas as linhas de Portugal. Estes 3 exemplares arriscam-se a “rumar à sucata”.
Ou temos que esperar que venham mais uma vez os holandeses para nos restaurar as locomotivas? Em 2010 recuperaram o Comboio Real para o exibir com toda a admiração em Utreque, tendo sido vedeta no respectivo museu ferroviário numa exposição que decorreu em Setembro daquele ano e onde se puderam apreciar carruagens reais de toda a Europa.
Oportunismo
Com Portugal empolgado por uma bandeira ter sido hasteada tal como estamos, António Costa em bicos de pés diz: fui eu.
Bandeira: foi giro apontar o dedo à direita…
…mas é óbvio de quem era a responsabilidade.
Pena de morte
Lembram-se dos tempos da tal omminosa Monarchia que para sempre aboliu a Pena de Morte? Pois bem, aqui vos deixo um aviso de Serviço da República. É que como todos sabemos, a abolição de 1852-67 foi letra morta durante muitos anos, inaugurando-se em 1 de Fevereiro de 1908, o alegre caminho que conduziria às quotidianas fuzilarias em todo o país, à Leva da Morte, à Camioneta Fantasma da Noite Sangrenta, aos assassinatos a eito, ao presidenticídio de 1918, etc, etc.
A Bem da Nação.
E ontem também foi…
dia de um tratado que nem sequer existe, à medida de tolinho que queria ser rei.
Têm menos de 30 anos e já são especialistas do governo
Têm menos de 30 anos e já são especialistas do governo.
O “Sexta às 9” descobriu-lhes o rasto nas juventudes partidárias e até uma ligação familiar com um alto representante do eixo do poder.
Fogem de entrevistas como diabo da cruz.
Quem dá a cara, defende-se como pode.
A seguir, os casos destacados na reportagem.
PS de AJS
Gostei da iniciativa do PS de comemorar o 5 de outubro. Há quem o considere dispensável – eu não penso assim e é claro
que um partido de matriz republicana não pode deixar passar o 5 de outubro de uma maneira qualquer. Aliás, ontem foi um dia que muitos quiserem aproveitar:
– o Sr. Silva aproveitou para colocar a bandeira ao contrário;
– a CGTP iniciou a Marcha contra o desemprego;
– a FENPROF ( o dia 5 de outubro é o Dia Mundial dos Professores) fez tanta coisa que …;
– o Congressso das Alternativas aconteceu.
Mas vou voltar ao PS – a ideia de recuperar o 5 de outubro é brilhante! A ideia de reduzir o número de deputados é uma estupidez. É uma forma fácil de demagogia – é como reduzir concelhos, círculos uninominais e outras coisas que tais. O PS com AJS tem e deve crescer mas não precisa de esmagar a sua esquerda na secretaria. Tem que convencer pelas ideias. Será assim tão complicado entender isso?
Votar por amor
Na Venezuela ainda há quem vote em Chávez por amor, lê-se hoje no Público.
Num site que consultei, surpreendo-me com a surpreendente declaração de Carter, ex-presidente dos EUA: “Processo eleitoral na Venezuela é o melhor do mundo”.
No mesmo site, um link para uma notícia sobre o presidente do Uruguai, José Pepe Mujica que, este sim, parece-me um presidente a amar: “Pepe recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive com 1.250 dólares ou 2.538 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro é distribuído entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação.”
“Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos”, diz o presidente.
Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando a companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder.
Quem dera que Cavaco e companhia fossem parecidos com Pepe no amor que nutrem pelo seu país!
Assim também eu votaria por amor a um presidente!!
Repare-se na subtileza do argumento
«Venizelos argumentou que o CD com a lista de 1991 nomes “não era um registo obtido e submetido pelas devidas vias legais e que, por isso, não podia ser sujeita a investigação e muito menos divulgada”.» (Público)»
Não refere se é uma lista com ou sem fundamento. Apenas que não seguiu as «devidas vias legais». O formalismo acima de tudo, a verdade depois. Familiar?
Parece também que o CD desapareceu (onde é que já vimos isto?) e que quem devia tomar conta do assunto estava a assobiar para o lado a “salvar o país” (não é estranha esta linha de argumentação).
Ó Seguro, pergunta ao PASOK
A ideia de através de engenharia eleitoral encolher a representação parlamentar das minorias, lançada em dia de República, só poderia vir da cabeça de quem anda nas nuvens.
Faz parte da demagogia nacional mandar para cima do número de deputados a responsabilidade de se eleger gente que ninguém conhece e só ficará a conhecer quando ocasionalmente abrir a boca e sair grossa asneira.
Que S. Bento está cheia de inúteis é um facto, sentados nos grupos parlamentares do PS e do PSD, colocados ali por quem vota neles.
É óbvio que António José Seguro tem em mente reduzir não o número total de deputados mas o número dos que se sentam à sua esquerda. Entendi-te. Só que nos tempos que correm bem se poderia lembrar do que aconteceu ao partido irmão do PS na Grécia. Com tanta abstenção ainda vai buscar lã e sai tosquiado.
Sá Pinto e o cemitério de treinadores de Alvalade
Sá Pinto foi despedido do Sporting. A decisão mais difícil, diz o Presidente. Não, foi a decisão mais fácil. Despedir o treinador, que sai 8 meses depois de entrar sem ter aviado a marmita a alguém, é sempre a decisão mais fácil.
Com efeito, Sá Pinto não serve para o Sporting. Como Domingos não serviu. Ou José Couceiro. Ou Paulo Sérgio. Ou Carlos Carvalhal. Ou Paulo Bento. Ou José Peseiro. Ou Fernando Santos. Ou Manuel Fernandes. Ou Inácio. Ou Materazzi. Ou Jozic. Ou Carlos Manuel. Ou Vicente Cantatore. Ou Octávio Machado. Ou Robert Waseige. Ou Carlos Queirós. Ou Bobby Robson. Ou Marinho Peres. Ou Raul Águas. Ou Manuel José. Ou Pedro Rocha. Ou António Morais. Ou Keith Burkinshaw. Ou John Toshack. Ou Josef Venglos. Ou António Oliveira. Ou Malcolm Allison.
Despedidos quase todos, mesmo quando tinham sido Campeões Nacionais. É assim que o Sporting funciona e essa é das principais razões do seu insucesso. Alvalade não passa hoje em dia de um cemitério de treinadores. Sá Pinto foi a última vítima.
Margarida Marante e o histórico debate Mário Soares – Freitas do Amaral das Presidenciais de 1986
Mapa de Portugal

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Agora vou verter uma lágrima, antes que chova.
Os novos patriotas portugueses
Não foi fácil, num dia como hoje, faz já cento e dois anos, implantar a República de Portugal. O povo estava habituado a quase mil anos de uma monarquia que sabia abusar deles, especialmente com os morgados, a igreja católica romana e o raro salário pago aos trabalhadores. A venda da produção rural, única riqueza de Portugal, era para consumo interno, apenas se exportava o vinho do Porto. Cansados já de tanta explotação más sem alternativas para agir e se defender, foi preciso assassinar um rei e o seu herdeiro, ser aprovado pela Assembleia a coroação do filho mais novo do rei sacrificado, Manuel II de Bragança (D. Manuel II de Portugal (nome completo: Manuel Maria Filipe Carlos Amélio Luís Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Eugénio de Bragança Orleães Sabóia e Saxe-Coburgo-Gotha)
O grito de Luísa Trindade
Não foi a bandeira ao contrário que me fez ligar o computador e escrever este post. Mas é certo que este país está ao contrário. Não me admira que Cavaco não tivesse reparado. Eles não percebem que este país não está no sítio, não enxergam que isto não está certo. Eles não vivem o país da crise e da austeridade, senão não tomavam estas medidas que nos esmagam e não deixam que os temas de conversa sejam outros que não a falta de dinheiro e os impostos que temos que pagar.
O que me fez sentar frente ao computador foi o desespero de Luísa Trindade, essa mulher séria, livre e honesta que marcou verdadeiramente, com toda a verdade, com todo o realismo, as cerimónias nojentas do 5 de Outubro.
Ainda têm cara de pau para comemorações.
Luísa gritou contra a actual situação do país láaaa do fuuundo da sala junto à entrada do Pátio da Galé. Gritava dizendo não ser incapacitada, não ter trabalho e não ter futuro.
“Tenho uma pensão de cerca de 200 euros, estou farta de procurar trabalho, já tentei fazer limpezas, mas não consigo arranjar nada”, disse aos jornalistas Luísa Trindade, 57 anos. A mulher tentou caminhar pela passadeira vermelha dirigindo-se até aos representantes políticos, mas foi imediatamente bloqueada por vários elementos da segurança que estavam no local e que, de seguida, a agarraram e a colocaram fora do local onde estavam a decorrer as cerimónias. [Read more…]
Um coligação risonha
Honório Novo confronta Paulo Portas com uma carta do CDS, armando-se em partido dos contribuintes. Passos Coelho ri-se. Esta coligação é uma anedota.
Aqui está, direitinha como deve ser
Num escassamente concorrido comício convocado não muito longe da sua alcaidesca caverna de Ali Babá, o Sr. Costa procedeu ao lançamento da sua campanha eleitoral no interior do PS. Daquela boca saíram as habituais postas de “recuperações urbanas” que jamais fez na capital que comanda, alusões aos investimentos, dinheiros a pescar não se sabe bem como e onde, além da tirada final para todos os gostos do patriotismo, agradando aos republicanos com o agora extinto 5 de Outubro e aos omminosos monarchicos com o redentor 1º de Dezembro que a sua camarilha Espanha! Espanha! Espanha! hipotecou aos nossos vizinhos, donos e senhores de perto (?) de 40%do nosso comércio.
Do residente a Belém, nada há a destacar, tal como sempre ocorre em momentos de aperto. Se alguma coisa se passou de relevante, isso caberá à oportuna responsabilidade de uma senhora, de seu nome Luísa Trindade. Tal como um povo inteiro condenado pela 3ª República às galés, disse tudo o que havia para dizer no Pátio da Galé. Uma bandeira hasteada em perfeita correspondência com a situação, 40 “gatos pingados” que vieram assistir às solenes exéquias da coisa, e o fugidio Pátio da Galé. Enfim, um dia prenhe de símbolos.
A Direita não sabe colocar a Bandeira
Parece que esta gente que nos governa sempre teve dificuldades em colocar correctamente a bandeira portuguesa.
Anúncios negros repletos de espaços em branco
«Há momentos de descontinuidade na percepção da realidade. Como a perda de gravidade acima de uma certa altitude ou o silêncio sepulcral quando se passa a velocidade do som. O “enorme aumento de impostos” de ontem parece um desses momentos. O momento em que se pára. O momento em que já nada se percebe. O momento em que as mil perguntas já não atravessam a barreira dos dentes. Pedem-nos tudo, explicam-nos pouco, prometem-nos nada. E nós, vamos à luta?» Pedro Santos Guerreiro
Que partido estava no governo…
… quando Manuel Pinho foi à China vender a ideia da mão de obra barata?






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