PS – 31%
PSD – 24%
PCP – 13%
BE – 11%
CDS – 7%
A carta de Pedro Dias ao governo
Sendo um péssimo discípulo do Mestre, como entre alunos e antes de existirem mestrados o tratávamos, sempre tive muito orgulho em ter aprendido com Pedro Dias. Politicamente é outro filme, muito embora conheça o seu percurso político, da oposição antes de 74 ao PPD pouco depois. Homem honrado sempre o conheci:
Exmo. Senhor Doutor Rui Pereira
Muito Ilustre Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Cultura
Venho, por este meio, manifestar a V. Exa. o meu desconforto pela situação que me foi criada, com os sucessivos adiamentos da minha saída da direcção da Biblioteca Nacional. Ficou claro, quando do surpreendente convite que me foi feito, que só o aceitaria, pelo período necessário que decorresse até à reabertura ao público da Biblioteca Nacional de Portugal. Acaba de passar um ano sobre essa data, em que, todo o espólio da instituição, fisicamente ou através de meios informáticos, voltou a estar disponível. Apesar dos meus apelos, e da minha renúncia formal, em 28 de Dezembro passado, não fui dispensado, acrescendo que, desde 1 de Abril último, por motivo da entrada em vigor da nova Lei Orgânica, me encontro em gestão corrente. Os prejuízos pessoais e familiares para mim são grandes, e do ponto de vista de saúde ainda pior.
Mais ainda, não só não me revejo na politica do Senhor Primeiro Ministro, como estou completamente contra ela, e não reconheço legitimidade ao Governo para se manter em funções, por ter renegado todas as promessas feitas ao eleitorado, e que constituem a base da sua legitimidade democrática.
Congestões
Alguém informe o CDS que há mais congestionamento nos centros de desemprego do que na rotunda do marquês.
Ricardo M Santos
Os problemas de comunicação do governo
Por muito que queiramos (ou quiséssemos) olhar para os políticos como casos individuais, o seu comportamento é demasiado estereotipado para que o mereçam, tornando, por exemplo, as Farpas queirozianas textos infelizmente intemporais, tal é a triste semelhança entre os politicotes da Regeneração e os espécimes ministeriais nossos contemporâneos.
Sempre que algum aspecto da governação suscita crítica ou revolta, lá surge um sequaz do governo a choramingar que os ataques resultam da dificuldade em explicar as medidas. Na realidade, o governante limita-se a agredir o cidadão, esperando que este compreenda que o soco que lhe acerta na queixada é, afinal, beijo apaixonado, manifestação evidente de um amor mal compreendido. No fundo, o governo pouco difere do perpetrador de violência doméstica que explica à vítima que a quantidade de porrada é directamente proporcional à paixão. [Read more…]
A Maria João Marques será uma criatura?
É possível. Sem dúvida que burra e ignorante. Vá ler poesia, cresça, minta menos e apareça.
Más-línguas
José Cândido
Porto, 18-09-2012
– Tenho lá uns livros na estante que estão bons para ser trocados por uns bonitos, com cheiro a novo, onde assino?– Olha, e eu estou farto de colocar letras que não servem para nada! Ainda bem que estamos de acordo…– E sempre fazemos um sainete com os falantes próximos da nossa língua, até conheço um…mas isso agora não interessa!…

O Sacro e Pontifical Soares Falou Outra Vez
O monolítico burguês Mário Soares, o grande empedernido de todas as gulas, a grande caricatura da caricatura do socialismo, grande desgraça e pai de muitas, voltou a falar. Falara já ontem. E amanhã falará com o peso e a importância de um peido solene. [Pacheco Pereira, falhado e tortuoso político em quem ninguém votaria, é outro que de vez em quando também emite raivosamente]. Mas Soares tem mais peçonha. Décadas e décadas de boa vida só agora ameaçadas determinam que emita sinais de fumo e odores a corno queimado.
A sua tristeza e irresponsabilidade pronunciativas não poderiam ser maiores. Daí o passar para as palavras todo o anquilosamento moral acumulado nas carnes laicas. É como se agora nos quisesse descolonizar outra vez. Parasitariamente, para ele o dinheiro da Troyka aparece sempre. Por isso berra com a delicadeza, o sentido de Estado e a ponderação com que descolonizou África. Para que lhe fazem perguntas, meu Deus?! O inquieto e túrbido Soares está somente atormentado consigo mesmo nos proventos ameaçados e com a Fundação sujeita a um corte de 30% por parte do Governo Passos.
Mário, Vossa Antiguidade não consegue sofismá-lo. Vossa Autoridade aparece agora tão castigadoramente a pronunciar-se sobre o Governo Passos como se o Passado não pesasse. Como é que Vossa Sujidade só aparece agora como soberaníssimo desdenhador de uma governação? Como é que Vossa Pontifical Vestustade só anatemiza a Troyka e o Passos, com frases cortantes só dedicáveis a canalhas, a ditadores e a assassinos?!
A nossa obtusidade deve ser incomensurável para não perceber os rótulos que todos os dias comummente e burguesmente Vossa Anquilosada Senilidade apõe a este Governo afinal herdeiro de um outro, esse, sim, repleto de ladrões, de glutões, de incompetentes e comissionistas, como aliás foi e é Vossa Inefabilidade Furtiva. Mexe-se num privilégio de Vossa Endestésica Senhoria e logo sente por dentro mais fúria que a dos gatos por fora, quando lhes amarram campainhas ao rabo. Vossa Voracidade não tem uma palavrinha para qualificar os roubos e as devastações perpetrados pelos recentes anos socratistas-socialistas?! [Read more…]
Como de costume
O interesse dos partidos está a frente do interesse do país. É o que se conclui das últimas movimentações.
Crespôlandia
indecentemente roubado a Jota Digit Media

Crespo compara uma empresa com 17 canais de rádio e televisão, delegações e correspondentes no país e do estrangeiro, com uma televisão que tem 6 canais e outra com 2 canais de TV.
Crespo afirma todas as noites que a RTP custa 1 milhão de Euros por dia.
Ou seja, já estamos em 2013, Dezembro passou e o mundo não acabou.Crespo insistirá na ideia e 2013 terá apenas 180 dias. O Reveillon será a 29 de Junho.
Crespo sabe com a “excelência da informação” que tem, que a RTP custa 0,13% do PIB nacional, 23% a menos do que a média europeia. [Read more…]
A TSU posta em versos
Relaxa a rigidez do mercado de trabalho devido a redução do custo do salario com possibilidade de renegociação.
João Miranda, ipsis verbis
O Nome da Rosa
O clássico «O Nome da Rosa», baseado no romance de Umberto Eco, é obrigatório para o estudo desta matéria, nomeadamente a acção da Inquisição. As cenas do tribunal, bem como as da tortura que o antecedem e a razão de todos os crimes na abadia, que nos remetem para o Index, são imperdíveis. É por aqui que se pode começar a mostrar aos alunos o que foi o Tribunal da Santa Inquisição da Igreja Católica ao longo dos séculos.
Ficha IMDb

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Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI
Unidade 5.2. – Os novos valores europeus
Os sonhos molhados de Camilo Lourenço
Camilo Lourenço, mais do que um carreirista, é um medinacarreirista. Tal como o exemplar matricial, vive convencido de que é o grilo falante do portuguesinho, esse pinóquio que substituiu a mentira pelos gastos “acima das suas possibilidades”. Enquanto ao mentiroso de madeira lhe crescia o nariz, ao portuguesinho minguam-lhe os bolsos, para gáudio do Camilo que vê nesse encolhimento uma manifestação da justiça divina, não faltando muito para lhe ouvir gemidos de êxtase, sempre que o luso gastador é vergastado por mais um corte salarial ou um aumento de impostos.
Quando já não parecia possível descobrir mais delícias orgásticas causadas pelo cilício da austeridade, eis que o Camilo é surpreendido por uma tumefacção benfazeja, diante da visão do portuguesinho açoitado pela Valquíria Merkel. Chega a mesmo a sussurrar de olhos fechados: “Dá-lhes Angela, dá-lhes. Com força!” Adivinhando o clímax, sorri, entreabrindo os lábios, imaginando a raça superior a pisar os pigmeus da periferia, esses porcos que cospem no prato “greek style”. E é então, ao sentir-se tão superior no desprezo que se manifesta em inglês, que vê luzes, relâmpagos, foguetões. O que lhe vale é ter sempre um par de calças sobresselente à mão. “Ah, Angela, Angela!”
As mamas da princesa
Confesso que ainda não as vi. Só mesmo neste mundo, serem tão notícia quando há tanta coisa importante para discutir.
São boas, ao menos?
Com o mal dos outros posso eu bem…
«Vítor Bento: Portugal tem tido um ajustamento mais suave que outros países.» O caminho, então, é…
Tudo o que é belo não é de vender.
O passado dele cruzou-se com o meu presente que agora é também ele passado. Acordes de um corredor com cantigas de quem sonhou.
| Cantiga para quem sonha | ||
| Tu que tens dez réis de esp’rança e de amor Grita bem alto que queres viver. Compra pão e vinho, mas rouba uma flôr: Tudo o que é belo não é de vender. Não vendem ondas do mar, Nem brisa ou estrelas, Sol ou lua-cheia. Não vendem moças de amar, Nem certas janelas Em dunas de areia. Canta, canta como uma ave ou um rio, Dá o teu braço aos que querem sonhar. Quem trouxer mãos livres ou um assobio Nem é preciso que saiba cantar. |
Tu que crês num mundo maior e melhor Grita bem alto que o céu ‘stá aqui. Tu que vês irmãos, só irmãos, em redor Crê que esse mundo começa por ti. Traz uma viola, um poema, Um passo de dança, Um sonho maduro. Canta glosando este tema: Em cada criança Há um homem puro. Canta, canta como uma ave ou um rio, Dá o teu braço aos que querem sonhar. Quem trouxer mãos livres ou um assobio Nem é preciso que saiba cantar. |
|
Crê que esse mundo começa por ti.
Coerência, essa ave rara
Maria Teresa Horta recusa-se a receber o prémio D. Dinis das mãos do primeiro-ministro, “uma pessoa que está empenhada em destruir o nosso país”.
A fixação de Helena Matos pelo 28 de Maio
Helena Matos acusa PS, PCP, BE e Verdes de serem responsáveis pela eventual indemnização a pagar ao consórcio Elos pelo não cumprimento do contrato de construção do TGV. Tudo porque a 28 de Maio de 2010 chumbaram a suspensão do TGV.
Sucede que o contrato foi assinado a 8 de Maio de 2010. Ou seja, a suspensão proposta por PSD e CDS teria exactamente o mesmo efeito, 20 dias depois de o contrato estar assinado.
Há fixações em determinadas datas um pouco doentias, até levam a trocar o antes pelo depois e a causa pelo efeito.
Camilo Lourenço, és um canalha
E ok, eu sou um pigmeu da periferia. Mesmo assim não ficamos quites.
Custe o que custar
«Roubei» por uns dias a revista das Selecções Reader’s Digest de Setembro à minha sogra (ela já sabe).
Um dos artigos que queria ler com calma é este: «Porque é que as escolas finlandesas têm tanto sucesso?, um artigo de Lynnell Hancock.
Retenho e transcrevo algumas passagens que gostaria de ter presentes no meu dia-a-dia como professora:
1- reter um aluno é “uma medida tão rara na Finlândia que é quase obsoleta”;
2-” os professores estão mandatados para fazer o que for preciso para dar uma volta à vida dos seus jovens alunos”;
3- algo parecido com «explicações privadas»/ «alunos particulares» pode resultar para alunos que revelam problemas de aprendizagem;
4-«custe o que custar» é a atitude que norteia todos os educadores da Finlãndia
5- “Muitas escolas são suficientemente pequenas para os professores conheçam todos os alunos”;
6- se um método falha, tenta-se outra coisa;
7-apreciar os desafios;
8- “a transformação no sistema de ensino finlandês começou há 40 anos, como factor-chave para a recuperação económica do país”
9- em 2000, reconheceu-se que “os jovens finlandeses eram os de melhor capacidade de leitura no Mundo” (PISA);
10- não há testes obrigatórios, à excepção de um exame no final do último ano do secundário;
11- não existem rankings (nem comparações);
12- 66% dos jovens escolhem prosseguir os seus estudos na Universidade, a mais alta taxa da UE;
13- aprender a aprender e não a respondere a exames;
14- Ligações fortes:
15- a licença de maternidade é de 3 anos ;
16- soluções criativas;
17- «se queremos ser competitivos, temos que dar educação a toda a gente»;
18- as escolas finlandesas nem sempre foram tão boas; à medida que melhorava a escola básica, melhorava também a escola secundária;
19- « Nós temos a nossa própria motivação para o sucesso porque adoramos o que fazemos;
20- «O nosso incentivo vem de dentro».
Temos obrigação de aprender com os melhores. Não falta informação (é só um clic, um link que se copia, etc.) : falta vontade de mudar para melhor.
Não obstante a crise no sector (nunca se falou tanto em professores pelos piores motivos), estes não podem desistir. Não nos resta alternativa: é olhar para a frente. Muitos dependem de nós. Os alunos estão à nossa espera e confiam nos professores.
É neles que temos que pensar. Eles também não têm vida fácil pela frente…
Que seja por eles que continuemos a ser o que somos e a levantar-nos todos os dias rumo à escola.
Dentro do governo, os uns e os outros
O caso da TSU não é em si uma novidade, toda a acção política deste governo visa tirar aos que trabalham para dar aos que são proprietários dos meios de produção, um clássico da luta de classes. Tem mesmo a enorme vantagem de não enganar ninguém, e incomodar quem deveria beneficiar mas sabe do seu ofício (ontem mesmo ouvi de um empresário do calçado, a única indústria portuguesa que soube ganhar com a CE, que iria tentar compensar os seus trabalhadores pelo assalto, já que isto os ia desmotivar, quem sabe gerir uma empresa, sabe).
Mas não deixa de ser a diferença entre a vergonha e o descaramento. Através do Público de hoje sabemos agora que três ministros se opuseram: Paula Teixeira da Cruz, Paulo Macedo e Miguel Macedo. Demonstram inteligência, afinal havia três. também demonstra que o CDS tem ministros que não leram o programa do seu partido. Fantástico.
Gozo particularmente com o apoio de Nuno Crato. Se olharmos para o que se está a fazer no estado espanhol em matéria de educação, percebe-se: Nuno Crato teve alguma graça ao criticar os exageros do eduquês, fora isso é apenas o representante para o ensino da tenebrosa ideologia que nos governa, que ambiciona apenas e só acabar com a escola pública. As sucessivas mentiras em que se tem embrulhado só o atestam. Só é cego quem não o consegue, ou quer, ver.
Os Tudors
Uma série sobre o rei Henrique VIII de Inglaterra, fundador da igreja anglicana. A série está integralmente disponível na net.
Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI
Unidade 5.2. – Os novos valores europeus
Universidade para Crianças?
Longe parece ir o tempo em que ao ensino superior só chegava gente madura; agora qualquer puto mimado lá gente… e exige o direito de praxar quando lhe aprouver??
Talvez para umas sopas de cavalo cansado (e sim, há quem precise de regressar às aulas)
Serviço público…
Compensa o “sacrifício” de alguns políticos em prestar “serviço público” no governo da República? Aqui ficam 15 exemplos…
Desidério Murcho sobre o acordo ortográfico
Cristalino: O acordo ortográfico outra vez.











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